Styxx — Sherrilyn Kenyon


34º livro da série Dark-Hunter

Personagens: Styxx & Bet’anya Agriosa “Bethany”

Logo quando você achou que o dia do julgamento acabou...

Há séculos, Acheron salvou a raça humana ao aprisionar um antigo mal disposto à destruição absoluta. Agora esse mal foi solto e quer vingança.

Apesar de gêmeo de Acheron, Styxx não esteve sempre ao lado do irmão. Eles passaram mais séculos brigando um com o outro que se protegendo. Agora Styxx tem a chance de provar sua lealdade ao irmão, mas apenas se estiver disposto a trocar sua vida e futuro pela de Acheron.

Deusa atlante da Ira e da Miséria, Bethany nasceu para concertar erros. Mas essa nunca foi uma função de que ela gostasse.

Até agora.

Ela deve a Acheron um débito que jura pagar, não importa o que seja necessário. Ele se juntará aos outros deuses no inferno e nada vai pará-la.

Mas as coisas nunca são o que parecem, e Acheron não é mais o último de sua linhagem. Styxx e Acheron precisam esquecer o passado e aprender a confiar no outro ou outros vão sofrer.

Mas é difícil arriscar sua própria vida por alguém que uma vez tentou tirar a sua, mesmo quando é seu próprio gêmeo, e quando lealdades são distorcidas e ninguém é confiável, nem mesmo você, como encontrar o caminho de volta da escuridão que quer consumir o mundo inteiro? Uma que quer começar devorando sua alma?

Styxx, apesar de reconhecido como filho legítimo do rei e da rainha de Didymos, era tão marginalizado pela família e pelos súditos quanto Acheron. A diferença era que havia uma falsa rede de proteção que fazia Styxx ser incompreendido e, consequentemente, desprezado.

Filha do mais cruel dos deuses egípcios e da deusa atlante da Tristeza, Bethany não concordava com a tarefa de auxiliar os gregos numa guerra contra os atlantes e menos ainda de caçar um bebê inocente que em teoria destruiria os deuses atlantes. É durante um desses escapes que ela conhece um jovem fazendeiro chamado Hector — na verdade, Styxx disfarçado — e se apaixona por ele.

Eles abandonariam tudo para ficar juntos e criar o bebê que esperavam. Mas aí o filho de Apollymi morreu...

Minha opinião:

É difícil escrever uma resenha sobre Styxx sem fazer um monte de spoilers. Vou tentar começar com o básico e aí eu vejo onde termino. Kkkkkkkkkkk

Assim como Acheron, o livro é dividido em duas partes: uma que narra a infância e juventude deles e outra, mais curta — na verdade, curta demais — focada no presente. Funcionou assim? Sim, mas eu preferia ter lido mais sobre Bethany e Styxx na atualidade, porque sinceramente, não é fácil ler um livro sabendo que os protagonistas passaram mais de onze mil anos separados. Ou melhor...

Styxx checou o relógio.

— Soltei sua mão onze mil e quinhentos e trinta e nove anos, cento e oitenta e três dias, e cerca de dez horas mais ou menos... atrás.


Ai, tadinho. E podem ter certeza, ele sofreu por cada segundo.

Apesar desse pequeno probleminha linear, foi fácil saber por que eles se apaixonaram, já que a gente pode ver — a paixão e os desencontros. Por outro lado, também vemos as relações disfuncionais que Styxx mantinha com a família, a perseguição de Apolo, a perversão do “tio” Estes e cia., em doses cavalares. Enquanto elas dão insight em relação aos sentimentos dele perante a situação de Acheron, confesso que achei demais e que poderia ter passado sem elas. E também tem um confronto muito anticlimático, pelo menos na minha opinião.

Styxx é um dos melhores mocinhos da série. Zarek, Acheron, Seth e outros sofredores não sofreram tanto quanto ele. Não é que o sofrimento deles tenha sido menor, mas Styxx nasceu com um gêmeo e mesmo assim ficou sozinho. O irmão que era o melhor amigo não apenas foi separado dele, mas recusou sua ajuda para escapar do circo de horrores onde vivia e ajudou a destruí-lo, tentando matá-lo anos depois. A mãe e a irmã também tentaram matá-lo, e ainda havia um deus pirado que o queria e vários outros que também o usavam, sem contar o pai com humor bipolar.

Bethany era a única que o via como uma pessoa que precisava de amor e compreensão. Era uma mistura do sentimento que ela tinha por ele e também dos poderes de deusa — ela era a ajudante do deus atlante da Justiça —, que permitiram que ela visse que a vida de Styxx era um inferno. E foi justamente por ela ser uma deusa de destruição — como Apollymi —, mas capaz de manter a calma, que eu a adoro. Ela respeita e dá valor a Styxx, não deixa que ninguém o menospreze e largaria tudo — a imortalidade, os poderes, tudo mesmo — para ficar com ele e se assegurar de que ele tivesse a felicidade que merecia. E falando nos poderes dela, ela sabe justamente como usá-los; ela não se deixa intimidar pela ideia de causar uma guerra ainda maior contra os gregos e irá até o fim para alcançar seus objetivos:

Ela olhou o deus grego que realmente a irritava.

— Você é tão babaca.

— E você não é? Me diga, Bet’anya, quando que você já sentiu pena de alguém que seu panteão a mandou punir?

— Para sua informação, já senti. Não sigo cegamente as ordens de ninguém.

— Que pena para você, e isso não muda nada. Eu o marquei e ele fica marcado.

— Certo. Agora considere seu filho e seus netos marcados... Por mim. — Ela se virou para ir para casa.

— O quê! — Apolo rosnou.

Ela sorriu para ele.

— Quando você estiver pronto para negociar, me deixe saber.

— Cuidado com o que você está fazendo, menina.

— É você que precisa tomar cuidado, menino.


Eu esperava maior participação dos Dark-Hunters, mas tirando as cenas que contam o lado de Styxx em outros livros — Night Embrace e Acheron — e outras repetidas, como o conto Second Chances, eles nem apareceram. Ryssa tem mais aparições aqui e posso dizer que foi difícil lembrar que eu gostei dela em Acheron. O leitor descobre um segredo sobre Urian — eu mesma fiquei com cara de WTF?! — e vários outros que, espero, sejam endereçados no próximo livro da série, que conta a história de Bathymaas e Aricles, que também une a série aos livros do Nick. Aliás, ele nem dá as caras, mas aqui é óbvio que as incursões dele no passado estão alterando o presente.

Ah, e adorei o Set! O papai da Bethany é MARA e torço para a Sherrilyn fazer a Symfora acordar e dar um livro para os dois.

Styxx é um must read para os fãs da série e para quem aprecia heróis capazes de tocar e ocupar o coração e a mente do leitor, mesmo muito tempo depois de o livro ter acabado.

2 Comentários
  • "Styxx é um must read para os fãs da série e para quem aprecia heróis capazes de tocar e ocupar o coração e a mente do leitor, mesmo muito tempo depois de o livro ter acabado."

    to impressionada... com altas tendencias de possibilidades de me apaixonar!!!!

  • Cunhada, é de se apaixonar mesmo! Como eu te disse antes, não estava certa de que tentar colocar o Styxx como vítima fosse funcionar, mas deu certo e adorei o livro. Leia a série e me diga o que você achou. :D

    Bjos

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