A Esposa Virgem — Deborah Simmons

 

A Esposa Virgem (Maiden Bride) — CH 102

Personagens: Nicholas de Laci & Sophie (Gilliam, no original) Hexham

2º livro da série de Laci

Ele queria vingança. Ela ansiava por paixão!

Bretanha, Idade Média

Sophie Hexham ficou desapontada com o desinteresse de Nicholas de Laci em fazer-lhe companhia no leito nupcial... É que Nicholas, obrigado a se casar, por ordem do rei, com a sobrinha de seu maior inimigo, jurara vingar-se fazendo-a sofrer. Mas Sophie sabia como conquistar o coração do marido de uma maneira que ele jamais imaginara!

A irmã de Nicholas de Laci estava casada e com filho, as terras da família se tornaram dele, o homem que o traíra estava morto, mas nem isso o deixava feliz: as marcas deixadas por traição e tortura nas Cruzadas ainda estavam vivas, atormentando-o, e o rei aparece do nada com uma história louca de que Nicholas deveria se casar com a sobrinha do traidor...

O tio de Sophie a largou para apodrecer num convento e jogou a chave fora. Pelo menos as freiras a trataram bem, apesar de todos saberem que Sophie não tinha nenhuma vocação para a vida religiosa. O casamento — forçado — com um jovem cavaleiro deveria ser uma salvação, mas descobrir o ódio e planos de vingança desviados que o marido tinha para ela só faziam aumentar a rebeldia em Sophie. Sem que Nicholas percebesse, ele começou uma batalha que não tinha esperança nenhuma de ganhar.

Minha opinião:

Outro clássico da Deborah Simmons. Que também merece ser republicado, bonitinho, sem nada faltando. E que é difícil — beirando o impossível — de ser achado em sebos.

Então, o Nicholas não é muito diferente do que era em Bodas de Fogo: frio, insensível, caladão. Mas a Sophie tem uma maneira toda especial de encher o saco dele, o que o faz perder o controle. Essa perda é hilária, principalmente para os que estavam acostumados a vê-lo tão contido. Aliás, é fácil de entender porque ele é tão amargo, porque quer se vingar, mas vez ou outra dá vontade de entrar no livro e bater nele. Quer dizer, o tio largou Sophie num convento e nunca mais voltou; isso quer dizer alguma coisa, não?

Sophie é uma espoleta. Ela é terrível, determinada, endiabrada, uma verdadeira pimentinha. A sensação é que um ônibus passou em cima da gente. Nicholas que o diga:

— Você não passa de um maldito covarde! — Por um momento, fitaram-se com olhares faiscantes. Então, Nicholas disse:
— Você está certa. Sou covarde. Maldita você por ter me transformado num.
 
Os dois passam uma longa parte da estória travando essa luta de vontades. Nenhum deles cede, e por incrível que pareça, eu não quis que eles se explodissem. Tá, eu quis muito mandar o Nicholas deixar de ser frouxo e virar homem, mas aí já era pedir mais.

Piers, Isadora (que aqui voltou a Ainsley...), Edith e Willie estão de volta. As interferências deles são hilárias — principalmente a cena impagável em que Willie dá conselhos sobre métodos contraceptivos — e a chegada de Darius, um sírio que Nicholas conheceu na Cruzada, esquenta as coisas — tomara que um dia ele ganhe um livro. O epílogo mantém o clima cômico, e não é exagero dizer que A Esposa Virgem é inesquecível por uma série de razões.

3 Comentários
  • Eita hómi arrunado de bão. Eu li umas 3 vezes e adoooro.

  • Bão é só o começo, Alexis. kkkkkkkkkkkk Amo quando o Nicholas fica com a cara 'na chon' sempre que a Sophie briga com ele. Afff!

    bjos

  • Esse tenho em papel (rarissimo), e não troco, não vendo e principalmente não empresto... junto do "Bodas de Fogo" é um dos meus queridinhos.

    Nicholas e Sophie é garantia de ótima leitura e é inesquecível, um marco na vida de qualquer leitora.

    bjos
    Mara

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