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Brincando com Fogo — Karen Kelley


Brincando com Fogo! (Bad Boys with Expensive Yoys: Anything you Can Do) — Sabrina 1361

Personagens: Alexander “Alex” Cannedy & Margherite Yates

O coração não aceita desafios, principalmente quando se trata de um jogo de sedução!

Empresário bem-sucedido, Alexander adora as mulheres... O modo como se movem, falam, cheiram... E outras coisas. Ele adoraria passar horas mais do que agradáveis com Margherite e fazer amor selvagem com ela, mas sua irmã declarou que a rica designer de interiores estava fora de seu alcance, e até mesmo o fez jurar que fecharia os olhos para aquela jovem inexperiente que já tivera seu coração partido por homens exatamente iguais a ele.

Mas Margherite determina-se a ter um escaldante fim de semana de intenso prazer sob os lençóis com Alexander, e não aceitará de maneira alguma um “não” como resposta. Alexander lhe propõe quarenta e oito horas de infindável sedução: quem fizer o outro sucumbir primeiro ao jogo de sedução será vencedor... Mas ganhará o quê?

Era o dia mais feliz da vida da irmã de Alexander: o dia em que Lisa estava se casando com o amor da sua vida. Na festa, Alex é atraído por uma bonitona e, antes que pudesse passar uma cantada e levá-la para a cama, é advertido pela irmã a manter distância, pois a moça, além de tender a se envolver profundamente — e Alex era alérgico a compromisso —, também era melhor amiga do marido.

Ao mesmo tempo, o cunhado de Alex adverte Margherite contra ele e combina que, enquanto ele e Lisa sairiam em lua de mel, Margherite passaria a semana decorando o apartamento, como surpresa. Mas a surpresa maior vem quando Margherite se encontra compartilhando o apartamento com Alex.

Apesar de se sentirem atraídos, Alex hesita em ir em frente. Mas quando Margherite passa a seduzi-lo sem misericórdia, aquilo se torna uma briga de cão e gato, onde o perdedor abandonaria o apartamento. O problema era que ambos estavam dispostos a jogar o mais sujo que pudessem...

Minha opinião:

Sabe um daqueles livrinhos que a gente vê e não dá nada por ele? É esse o caso. Vi a recomendação na AR e quando achei no sebo, peguei. Não me arrependi. Este é um dos livros mais divertidos que já li.

Alex e Margherite são adoráveis. Bem, eles são descarados até não poder mais; o que achei legal foi que Margherite é uma empresária — bem, uma designer de interiores — bem-sucedida, que consegue conciliar a vida profissional com a pessoal. Aliás, enquanto ela é ótima no trabalho, a vida pessoal dela é uma bagunça. A mulher está faminta por sexo, e tadinho do Alex, ele não tem chance!

Que Deus tivesse piedade dele, mas aquele corpo magnífico encostado contra o seu era macio e firme ao mesmo tempo. Irresistível.
 
Alex é ótimo. Inteligente, conquistador e... Honrado. Por quê? Bem, ele prometeu que não seduziria Margherite e tenta cumprir o juramento — seria mais fácil se ela deixasse. Quantos homens fazem isso pela irmãzinha?

Confesso que apesar de ter curtido a estória, eu queria ter lido mais sobre Lisa e Steve. Pesquisei se havia algo sobre eles e não achei nada. Mas em compensação, descobri que outro conto da mesma antologia (Bad Boys with Expensive Toys) também foi publicado aqui e, coincidentemente, está na minha lista de leitura já faz um tempo. Agora só me resta esperar que esse outro livro seja tão divertido e sexy quanto Brincando com Fogo!

PS: o nome original de Margherite não é esse. É Kagen. Não sou muito fã das trocas, mas uma mocinha chamada “Kagen” seria pedir demais, não? :)

Lembranças de uma Paixão — Carole Mortimer


Lembranças de uma Paixão (A Past Revenge) — Sabrina 374

Personagens: Nicholas Andracas & Danielle Smith

Olhos cinzentos, frios e cruéis olhos cinzentos... E lençóis de seda. Eram essas as lembranças que Danielle guardava de seu grande amor. O homem que a havia retirado de uma festa, sete anos antes, para levá-la a viver seus únicos momentos de paixão e prazer sensual. Agora o destino o trazia de novo à sua vida, para seu mal ou para seu bem. E, pelo jeito, ele não mudara nada. Ainda era o homem arrogante que um dia ousara lhe oferecer dinheiro por uns instantes de amor.

Danielle não era mais que uma adolescente quando conheceu o tio de uma colega de escola numa festa e foi para a cama com ele. Revoltada por ter sido colocada porta a fora como se fosse uma prostituta, ela não quer saber de Nicholas Andracas... Até que o destino lhe bate a porta na forma de Audra McDonald, a amante que queria um retrato... E Danielle decide se vingar, fazendo com Nicholas o mesmo que ele fez com ela.

Nicholas Andracas precisava que o melhor pintor disponível fizesse um retrato da amante, para divulgar a peça em que ela atuava como atriz e ele produzia. Alguma coisa, porém, o atraía em Danielle, e quanto mais ela o rejeitava, mais ele a desejava, sem saber que ela planejava seduzi-lo e abandoná-lo, como ele fez com ela sete anos antes.

Minha opinião:

Quando eu li esse livro, uns seis anos atrás, eu não estava bem acostumada com uma mocinha vingativa. Na verdade, os únicos membros da classe “vingadores” eram os gregos e os italianos, com um ou outro espanhol marcando presença. Por isso, Lembranças de uma Paixão foi um choque, e eu não soube exatamente o que fazer dele — gostar ou não.

Então, como eu tinha decidido resenhá-lo aqui no blog, logicamente precisaria reler — o que foi muito bom, porque agora tenho uma maturidade que não tinha quando era uma adolescente de dezesseis, dezessete anos. ;) Por isso, posso dizer: é uma pena que não existam mais mocinhas como Danielle. Ao contrário da maioria, ela não saiu da cama de Nicholas querendo se vingar, mas se ocupou em viver a própria vida e planejou uma vingança assim que o Nicholas grudou nela, apesar de ser visível que ela era muito amarga. Mesmo assim, ainda acho que Danielle também foi um tanto irracional — tudo bem que ela culpou Nicholas pelo trauma que ele causou, mas houveram coisas depois que ele não podia ter feito, que era mais culpa dela do que dele.

O Nicholas de sete anos antes e o Nicholas de “hoje” — lembrando que esse livro é de 1985 — são duas criaturas muito diferentes. Ele não se lembra de Danielle — ou talvez não a associe à garota com quem teve relações sexuais e colocou para correr logo depois — por isso, não consegue entender porque ela o rejeitava — afinal, ele era um charme e as mulheres faltavam lamber o chão em que pisava; apesar disso, em nenhum momento ele tenta forçá-la; não há uma falta de caráter propriamente dita, tanto que no final, há a possibilidade de redenção.

O que eu mais gostei no livro é que, aos trancos e barrancos, as razões de Danielle para querer se vingar são válidas, não apenas derivadas de um orgulho ferido. Sem contar que essa é uma das melhores histórias que a Carole Mortimer já escreveu — os personagens e o enredo, e até a vilã detestável, que enfia os pés pelas mãos e proporciona a situação perfeita para Nicholas e Danielle se resolverem.