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Um Plano de Sedução — Penny Jordan


Um Plano de Sedução (The Perfect Seduction) — Sabrina Edição Comemorativa s/n

Personagens: Luke Crighton & Roberta “Bobbie” Miller

2º livro da série Perfect Crightons

Um encontro perturbador!

A família Crighton havia sido causa de escândalo e sofrimento para Bobbie Miller, e ela queria vingança. Tudo que tinha de fazer era seduzir o atraente Luke Crighton. Assim, os segredos da família dele estariam em suas mãos para serem expostos.

Mas o que Bobbie não imaginava era que seu plano começaria a fracassar no momento em que encontrou Luke. Charmoso, sensual, Bobbie descobriu-se presa a perigosa armadilha que criara!

A americana Bobbie Miller “foge” de casa e vai à Inglaterra para revelar aos Crighton a terrível verdade sobre um membro da família, responsável por causar muita dor à mãe. Por acaso, ela encontra um menino no cemitério e descobre que seu nome era Joss Crighton. Apesar dos escrúpulos, ela decide aproveitar a coincidência e aceita ser sua convidada na festa de aniversário das irmãs mais velhas do guri, onde toda a família estaria reunida, inclusive um dos primos altos e bonitões, o advogado Luke.

Luke Crighton não queria ser a mais nova vítima de uma ex-namorada e decidiu usar a ajuda — não oferecida — da americana alta com uma predileção por cemitérios. Ao contrário da maioria das mulheres, Bobbie não se jogou aos seus pés, e entre a contratação dela como babá de um bebê Crighton e o fato de estar muito interessada na história da família, a desconfiança de Luke só cresce, e ele passa a ter certeza de que Bobbie queria prejudicar os Crighton...

Minha opinião:

Já vi muita gente que não gosta do livro, quer dizer, do Luke, mas eu entro em defesa do menino: por mais desconfiado e errado que ele estivesse em ser promotor, juiz e júri, ele estava correto em sua suposição de que Bobbie estava aprontando alguma. Foi irritante o interrogatório constante? Foi. Mas também foi resultado de anos de experiência — o cidadão é um ótimo advogado, Conselheiro da Rainha, essas coisas... — e acusações nada infundadas. Não é como aqueles mocinhos que se recusam a acreditar que a mocinha é uma boa pessoa porque ele já teve experiências ruins com outras mulheres; pelo menos aqui, Luke julga Bobbie por Bobbie, e verdade seja dita, a conduta dela era suspeita.

Suspeita, sim, mas Bobbie tentou. Não gostei muito que ela tenha quase sido influenciada pela gêmea chata — alguns diriam que Sam é determinada, mas acho que ela é só mala — a usar a amizade de Joss e quase partir o coraçãozinho dele. Quer dizer, ele é a única pessoa naquela família que é normal... E estava apaixonado pela primeira vez. Já pensou o trauma? Ainda não entendi bem como Bobbie esperava se vingar — chegar em uma reunião familiar e contar o que a pessoa de quem queria se vingar fez não me pareceu lá muito chocante... Não com Ben, David e Max Crighton na família. Descontando esse momento de estupidez, eu gostei que ela não tenha caído nas garras de Max ou nas de Luke:

— Sua esposa é britânica, não?
— Exatamente (...). Ela também é baixinha, gorda, aborrecida e morena, apesar de sempre ter preferido as louras de pernas longas, especialmente quando são becas como você.
A audácia do sujeito era inacreditável!
— Por outro lado, minhas preferências não incluem homens casados, principalmente aqueles rudes e grosseiros com as mulheres que escolheram para esposas. Com licença.

Ui. Essa doeu.

Ah, vale mencionar também a longa e triste história de amor dos avós de Bobbie — um americano e uma inglesa. O reencontro dos dois me deixou em lágrimas, e é ótimo saber que agora os dois não são mais vítimas dos Crighton do mal.

Então, Um Plano de Sedução (ou A Sedução Perfeita, como foi lançado pela Harlequin), é o livro certo para quem gosta de heróis irritantes, desconfiados, céticos e mandões — como eu. Kkkkkkkkkkkkkk

Uma Família Perfeita — Penny Jordan


Uma Família Perfeita (A Perfect Family) — Grandes Romances 02

1º livro da série Perfect Crightons

Personagens: Jenny & Jonathon “Jon” Crighton

A família Crighton, formada por advogados de tradição na pequena cidade inglesa de Haslewich, sempre ostentou uma imagem de força e perfeição. Ben, o patriarca, conduz com mão de ferro a vida de todos — especialmente as de seus filhos gêmeos, o vaidoso David e o discreto Jonathon. O aniversário de cinqüenta anos dos irmãos seria uma data muito especial, em que revelações devastadoras provariam que a família talvez não fosse tão perfeita assim...

A família Crighton era uma das mais ricas e tradicionalistas da região, e o patriarca octogenário tinha prazer em competir com o outro ramo da família. No entanto, com o aniversário de cinquenta anos dos filhos gêmeos, a festa de comemoração seria para aproximar ambas as partes.

À medida que a data se aproxima, todos os dramas dos Crighton vão se desenrolando — a relação doentia de David e a esposa Tiggy; a competição entre Olivia, filha deles, e Max, filho de Jon e Jenny; a paixão de Louise, irmã de Max, pelo primo mais velho, Saul, que estava passando por um divórcio.

De uma forma ou de outra, todos os dramas da família culminaram com o ataque cardíaco que David sofre durante a festa. Sem saber por onde começar, Jenny assume o papel de conciliadora, exceto que isso só serve para afastá-la ainda mais de Jon, com quem se casara trinta anos antes por necessidade.

Será que, uma vez que os segredos dos Crighton sejam revelados, haverá possibilidade de um futuro feliz para os membros daquela família?

Minha opinião:

É difícil falar dos livros de Penny Jordan sem tender a assumir uma posição de amor ou ódio. Isso porque não há meio-termo com ela: ou a gente vai a um extremo ou outro. Mas não é exatamente o que acontece com Uma Família Perfeita. O livro, na verdade, a série, é mais como uma novela americana — que, ao contrário das brasileiras, duram décadas em vez de meses —, discutindo os dramas, os dilemas, as alegrias, os problemas, o depois do “felizes para sempre” e por aí vai.

Por isso, é tão difícil assumir uma posição objetiva em relação a este livro. Ele serve mais como um primeiro capítulo de uma série de TV que como história propriamente dita; os protagonistas se confundem, dada a abundância de pontos de vista, que situam os leitores a respeito das intenções/problemas de cada um.

E justamente por ser uma novela literária sobre uma família considerada perfeita — afinal, os Crighton tinham tudo —, é possível para o leitor perceber e se identificar (ou não) com os personagens, torcer ou querer que algum deles apodreça no inferno. Eles têm defeitos, mas é óbvio que um total oposto do outro: por exemplo, o sério Luke e o cafajeste Max, ou a esforçada, louca-para-ser-amada Olívia e o primo que nasceu com o bumbum virado para a lua, Max — é, ele não é flor que se cheire.

E as diferenças entre os dois casais que dividem os holofotes são ainda mais óbvias e irritantes: Jon e Jenny, o casal porto seguro que serve de exemplo para os mais jovens e estão sempre prontos para segurar as pontas e assumir as responsabilidades dos megalomaníacos David and Tiggy.

Então, ver dois personagens que, como Jon e Jenny, claramente se amam, mas se contentam com tão pouco, é frustrante. E apesar de tudo, há dois membros da família que parecem ser mais ou menos normais: Ruth e Joss, a irmã mais nova de Ben e o filho mais novo de Jon.

Penny Jordan faleceu de câncer em dezembro de 2011. Além disso, os livros da série, que foram lançados às coxas durante a parceira Nova Cultural-Harlequin, foram relançados algumas vezes. No caso deste, também pode ser encontrado no nº 91 da coleção Destinos.