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Maiden and the Monster (não publicado no Brasil)
Personagens: Eden & Vladamir de Kessen
Vladamir de Kessen, Duque de Lakeshire Castle, é temido como um demônio em Wessex. Os reis lhe garantiram um título de nobreza em troca de seu papel como prisioneiro político. Descontente, ele aguarda pacientemente em sua nova casa até que a guerra comece novamente. Mas o tédio logo se transforma em demoníaco prazer quando a filha de seu mais odiado inimigo é deixada para morrer em seus portões. Agora o monstro aguarda pacientemente planejando vingança.
Lady Eden de Hawks’ Nest não sabe o que pensar do homem que salvou sua vida, mas não pode tirá-lo da cabeça. Suas palavras são as de um tirano, confirmando sua cruel reputação, mas seu toque é o de um homem, causando paixão quando deveria haver apenas medo. Parece que o infame monstro não é tão monstruoso quanto parece.
Vladamir de Kessen era um prisioneiro de luxo cuja vida dependia da manutenção de um acordo de paz entre seu povo e os homens da terra em que vivia. Depois de um acidente que praticamente o desfigurou, ele se sente feliz em manter-se isolado de todos, divertindo-se quando é acusado de monstro e coisa pior. O marasmo de sua vida muda quando uma jovem é encontrada quase morta em frente aos seus portões. Melhor que o fato de ela ser linda, é o fato de ela ser a única filha de seu inimigo...
Eden sobreviveu a um ataque brutal por sorte. Entre aceitar a oferta de Vladamir ou se manter sob o jugo do pai, um homem autoritário e frio, ela não tem dúvidas de que Vladamir era a escolha mais segura... Desde que ela ignorasse o modo como ele a olhava ou como fazia o sangue dela ferver...
Minha opinião:
Aff, esse livro tem todos os elementos que eu gosto! Além de seguir um estilo tipo A Bela e a Fera — que eu amo! Fala sério, existe algo mais fofo que aquele monstrinho se derretendo pela Bela e aprendendo a amar? *-* —, também tem:
a) Um mocinho com cicatrizes, resultado de um incêndio;
b) Um mocinho com uma péssima reputação... Ele é um fofo, mas como ninguém espera que um viking alto, moreno, forte e com cara de mau seja legal, Vladamir mais do que aceita a reputação;
c) Um mocinho traumatizado, devido ao incêndio e a uma traição... Vem cá, Vladamir, deixa eu te dar um abraço!
d) Um mocinho caladão e isolado, tipo o Piers de Montmorency;
e) Um mocinho que se acha perdido, mas é capaz de atos simples, porém significantes, de bondade.
Basicamente, Vladamir quer que o mundo exploda, desde que Gwendolyn, sua filha, fique segura. Mas conforme ele interage com Eden, fica claro que ele tem um ponto fraco pelo rei Alfred, seu carcereiro, e Raulf, um jovem cavaleiro que deseja casar. Ulric e Haldana também conhecem Vladamir de antes do incêndio, e às vezes ajudam Eden a desvendar o mistério que é o senhor do castelo.
Eden, por ser bem jovem e protegida, é meio ignorante. Isso me deixou um pouco irritada, já que ela se coloca em algumas situações incríveis demais — como a consumação do casamento. Eu entendo que é difícil não ficar entusiasmada com um homem como Vladamir, mas já ter virado uma expert no Kama Sutra com a experiência de uma atriz pornô foi demais. O lado bom é que não é exageros comuns aos Ellora’s: ménage, sexo grupal, uns fetiches bem loucos... Vladamir é muito possessivo.
Gostei do modo como o conflito do livro foi conduzido; em vez de se tornar um ogro quando descobre que Eden é a filha de seu inimigo jurado, Vladamir até que age racionalmente. Quer dizer, ele a pede — e não força — que ela se case com ele; é importante para ele que ela queira se casar com ele e, como eu disse, Vladamir é bastante sensível em relação à possibilidade de Eden ter sido estuprada... E a solução dele para evitar que as pessoas saibam que ela poderia não ser virgem — algo que, para ela, é vergonhoso —, dá origem a uma das cenas mais hilárias do livro. E as tentativas de Eden de se envolver na administração do castelo são ótimas. Pobrezinho do Raulf!
Minha única reclamação é que o final do livro me deixou um pouco desapontada: eu esperava mais sangue... Vamos combinar que como o idiota do Luther arrumou uma senhora confusão que quase custou a vida do Vladamir, ele teve um final nada satisfatório! Deveria ter sofrido mais! *modo sanguinária on*
No final das contas, eu recomendo a leitura. A autora comete algumas liberdades históricas, mas fala sobre elas em uma nota. Eu só queria que Raulf ou Gwendolyn — certo, os dois — tivessem tido um livro. Eu adoraria ver Vladamir zoando o Raulf ou simplesmente virando um touro furioso quando algum homem se atrevesse a olhar para a filhinha dele.
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| Imagem daqui. |
Um Príncipe Irresistível (Tempting the Prince) — CH 425
Personagens: Mikhail Kazanov & Belle Flambeau
5º livro da série Kazanov
Escandalosa sedução
Quando um sórdido ataque deixa Belle Flambeau com uma cicatriz horrível no rosto, ela se afasta da sociedade, e sua esperança de encontrar um grande amor desaparece. Mas o desconhecido atraente e ferido que procura abrigo em sua casa parece determinado a provar o contrário, iniciando uma sedução lenta, deliciosa e absolutamente escandalosa...
O príncipe Mikhail Kazanov deseja, e precisa de uma esposa amorosa e carinhosa, não uma das jovens e fúteis caçadoras de fortunas que não se cansam de tentar cativar sua atenção. Encantado com Belle, ele usa de subterfúgios para conquistá-la.
Mas embora a poderosa atração entre ambos acabe explodindo numa verdadeira magia sensual, a verdade afasta Belle em direção a um caminho perigoso. Agora, com um inimigo revelando suas intenções violentas, Mikhail precisa encontrar um meio de reconquistar a confiança de Belle. Pois, com o amor de ambos, e a vida dela, em perigo, ele não pode correr o risco de falhar...
Após ser atacada e abandonada pelo noivo, Belle e as irmãs vão morar na casa do pai, um duque com quem nunca tiveram contato. Quando a madrasta sugere ela passe um tempo sozinha no campo, Belle aceita, sem ter ideia de que aquela seria a oportunidade que um príncipe russo teria de cortejá-la.
Fingir uma cegueira era a melhor maneira de Mikhail ter contato com Belle. Se a cicatriz a impedia de perceber-se a mulher ideal para qualquer homem, Mikhail a seduziria até que ela aceitasse se casar com ele, tornando-se uma princesa e a mãe de sua filha. Mas mesmo que ela se apaixonasse por ele, ainda havia gente querendo impedi-los de ficar juntos...
Minha opinião:
Eu nunca vi um título de livro da NC que fosse tão real. O príncipe é irresistível mesmo! É delicioso, generoso, bem-humorado, um ótimo pai. Tudo bem que ele é meio doidinho — o tal plano fala de certa loucura, mas... Ele fez isso tudo sem nem conhecer Belle direito, imagino o que faria se já fosse apaixonado.
Mikhail é uma delícia, mas eu tive um pequeno probleminha com ele: aquela tal história de “eu Tarzan, você Jane” e “senta, Cláudia”. Caramba, ele estava indo tão bem! Mas como foi uma derrapada só, eu perdoo — sem muita vontade, mas fazer o quê, eu tenho um coração de manteiga. *mentiramentiramentira* A tentativa dele de tentar proibir Belle de continuar a trabalhar logo depois de prometer que deixaria me deixou furiosa, porém Blaze — a irmã doida que é a única sana — discorda de Mikhail e induz Belle a se rebelar.
Já Belle é meio boba. Imagina, com tanto motivo para rejeitar o bofe, uma cicatrizinha de nada está no topo da lista? Ah, eu entendo o trauma, e aparentemente ela era a mais bonita das irmãs, mas se sentir desvalorizada por uma cicatriz demonstra que ela depositava todas as esperanças na beleza — e isso um dia acaba. Parece bem fútil. Ela não se dava valor do jeito certo, por isso Lavinia, Cynthia e Anya pintaram e bordaram. Baita vontade de entrar no livro e dar uns tapas nela para ver se acordava para a vida.
Apesar de a mocinha não ser a mais esperta — Belle é a clássica “heroína abnegada que oferece a outra face... e a boca, o nariz, os cabelos... nenhuma humilhação é demais para ela” e facilmente influenciável —, eu gostei muito do livro. Só acho que a autora passou muito tempo construindo a relação de Raven e Alexander em vez de colocar Mikhail pessoalmente caçando a pessoa que atacou Belle. Isso me deixou desapontada. Não é nada que atrapalhe a leitura, mas bem que eu gostaria de ver Mikhail fazendo isso — apesar de que os detetives desastrados me deram boas risadas.
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Flores das Trevas (Chateau of Flowers) — Sabrina 183
Personagens: Fleur Maynard & Alain Treville
Fleur tinha quase tudo para ser feliz: era jovem, apaixonada por Alain, seu marido, e morava num castelo na França, rodeado por campos cobertos de flores. Faltava-lhe, no entanto, o mais importante: o amor de Alain. Cego há alguns anos, vítima de uma série de operações que nunca davam em nada, Alain voltava seus olhos sem vida para Fleur, com desprezo. Amargurado, ele a acusava de ser uma mulher sem escrúpulos, uma aventureira interessada apenas em sua riqueza. Fleur não suportava mais aquela humilhação. Mas não tinha coragem de abandonar o homem que ainda amava, apesar de tudo.
O pai de Fleur Maynard pediu a ela que ajudasse um pobre rapaz cego a recuperar a autoestima e a fé. Sendo uma filha obediente, Fleur concorda, mesmo com medo da reação do tal homem. Assim, logo no dia seguinte, ela aproveita que faria trabalho voluntário no hospital e conversaria com o jovem francês, acusado de ser o terror das enfermeiras.
Alain Treville passou os últimos dois anos cego após um acidente com ácido e nenhuma das cirurgias a que foi submetido ajudou. Quando Fleur diz, com todas as letras, o quanto ele era insuportável e mórbido, Alain descobre que não poderia ficar sem ela, e mesmo achando que ela não o aceitaria, a pede em casamento. Para sua surpresa, Fleur aceita, mas por quê? Pena ou ganância?
Minha opinião:
Li esse livrinho faz uns anos e nunca esqueci. Aliás, esse foi um dos últimos Florzinhas que li e um dos poucos em que eu não quis matar o mocinho. Alain, apesar de ser sisudo, mórbido e até um pouco grosso, é um dos poucos personagens que não faz a linha vingador. Quero dizer, quando o motivo do acidente dele foi revelado, eu percebi que ele podia ter feito cabeças rolarem, mas não foi o que aconteceu. Eu confesso que fiquei irritada, pois o responsável tinha que pagar. *sanguinária*
Fleur é a clássica mocinha de romances Florzinha: reprimida, discreta, boa filha, blábláblá... Ela nunca teve um namorado, era, como os pais, o pilar da sociedade, e fica com um pé meio atrás com a proposta de Alain. E como as mocinhas de 99% dos romances, prefere deixá-lo pensar mal a respeito dela do que contar a verdade. E adora conclusões precipitadas. Eu teria preferido se ela tivesse sido menos perfeita, mas nem essa personalidade maravilhosa me deixou irada.
A coisa toda é previsível, mas há uma coisa que nunca esqueci: o mocinho que faz um perfume para a mocinha, que resgatou a personalidade dela e a colocou em cheiros. :)
E como cerejinha no topo do bolo, há a clássica “outra” — neste caso, Celestine, a ex-noiva francesa, sofisticada, linda, experiente e morena contra a delicadeza virginal da mocinha loira de olhos azuis — e Louis, o primo apaixonado. Confesso que eu adoraria ter visto Louis como mocinho, mas não achei um livro dele. *chora*
Seja como for, eu adorei o livro, e é um dos Florzinhas que mais releio. Adoro a forma como Alain tem de se relacionar com a Fleur, mesmo que de vez em quando eu queira bater nele.
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Margaret Rome
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Em Teus Braços (To Love a Princess) — CHE 224
Personagens: Amber Kazanov & Miles Montgomery
1º livro da série Montgomery
2º livro da série Kazanov
Inglaterra, século XVIII
Os contos de fadas podem se tornar realidade...
A beleza de Amber Kazanov a torna alvo de caça-dotes, e ela decide fugir para a Inglaterra antes que seu tio a entregue ao pretendente que oferecer o lance mais alto. Lá, ela é apresentada ao conde de Statford, o único cavalheiro que poderia ajudá-la... Se não fosse um homem combalido pela tragédia e pela dor, um homem desiludido, que deixou de acreditar no amor e na felicidade.
Miles Montgomery carrega as marcas físicas e emocionais do incêndio que tirou a vida de sua esposa e destruiu seu mundo. Ainda assim se sente atraído por Amber. Ele tenta mascarar a atração com frieza e indiferença... Mas diante do risco de perder Amber para sempre, ele tem de escolher entre remoer o passado ou abraçar o futuro.
Amber Kazanov foi à Inglaterra buscar a ajuda do primo Rudolf (Segredos de um Príncipe), pois o tio — padrasto de Rudolf — queria vendê-la como escrava branca a um homem que Amber desprezava. A ideia de ajuda do primo era transformar Amber em debutante para que ela fisgasse um marido, que poderia oferecer maior proteção com os laços do matrimônio. A “vítima”, porém, termina sendo um conde ermitão que não tinha interesse em se casar pela segunda vez, mas que também não podia resistir ao desespero de Amber.
Miles Montgomery perdeu a esposa e o filho não nascido num incêndio que deixou marcas emocionais profundas e físicas. Se dedicando apenas a ir vivendo, tudo parece penoso, até cuidar da filha de cinco anos. Quando Amber chega, ele não se sente preparado para desejar outra mulher e faz o que pode para desencorajá-la, apesar de acabar casando com ela.
Mas ainda havia pessoas descontentes com aquele casamento, só que talvez nenhuma delas fosse tão perigosa quanto o próprio Miles, que coloca tudo a perder mais de uma vez...
Minha opinião:
Em Teus Braços é tocante. Amber e Miles são dois solitários que tanto podem se curar quanto se destruir, e há momentos em que as coisas levam a problemas tão complexos que parece que é o fim da linha para os dois.
Amber é inocente, inteligente e está desesperada o suficiente para tentar compreender o humor bipolar de Miles, que ora está feliz, ora está zangado, ora é gentil, ora é rude. Também é perceptível que ainda há uma parte dela que ainda é infantil e se apega à ilusão que tem do pai biológico — o czar Alexander —, que a amaria. Claro que paciência tem limite e chega o momento que ela fala com todas as letras o quanto Miles era um idiota...
(...) Como um animal faminto, você chafurda em sua miséria e quer que todos façam o mesmo. Em vista de sua insegurança, possivelmente um futuro desagradável se encoraja, com uma força que não existe em milorde para se opor.
... Por viver apenas de passado. E enquanto ele é fascinante — cicatrizes, meu povo! — a autoestima lá embaixo, a falta de confiança em si e em Amber, a hesitação, tudo isso quase chega a um grau tão grande de burrice que eu quis muito entrar no livro e dar uns tapas nele para ver se ele acordava. Ele não é ruim, só que essas características eram muito irritantes.
Os príncipes Kazanov aparecem em peso — Rudolf está tão simpático que nem parece ele mesmo —, assim como a irmã e o cunhado de Miles, que também tem uma história, Violets in the Snow — o primeiro da trilogia dos Duques.
Sergei, o tal amigo de Amber, é um cretino que merece morrer depois de ser torturado por anos. Imagine, fazer com ela as coisas que faz! E é amigo, imagine se não fosse! O tal tio Fedor é pior que o capeta descrito no livro do Rudolf, credo! E sempre tem alguma vagabunda querendo roubar o marido dos outros — no caso de Miles, são três. Que medo!
Mas o que quase me fez mesmo cair dura no chão foi isso:
— Uma está cheia de recados de pessoas que telefonaram — Pebbles explicou. — A outra contém convites sociais.
Como assim, “pessoas que telefonaram” em 1821? O_O O Telefone foi inventado mais de cinquenta anos depois!
Casada com um Estranho (The Stranger I Married) — Julia 1496
Personagens: Isabel “Pel” Pelham & Gerard Faulkner
Inglaterra, 1815
Um amor imprevisível
Isabel Pelham e Gerard Faulkner formam o casal mais escandaloso de Londres, combinam em todas as coisas — sensualidade, desejo intenso, bom humor, desprezo pelas convenções, atrevimento, e a recusa absoluta de se apaixonarem um pelo outro. Isabel fechou seu coração ao amor e, dos homens, só deseja companhia e prazer. O casamento entre ambos é um acordo dos mais agradáveis, até que uma chocante reviravolta leva Gerard para longe...
Quatro anos depois, ele está de volta. Mas o rapaz farrista e irresponsável foi substituído por um homem sério e charmoso, determinado a seduzir Isabel. O relacionamento descontraído transformou-se numa tentação irresistível, um marido que deseja Isabel de corpo e alma, e que não se deterá diante de nada para conquistar o amor da esposa. Não, aquele não é o homem com quem Isabel se casou mas... É o homem que finalmente poderá roubar seu coração...
Após o marido morrer num duelo travado para defender a honra de outra mulher, Isabel Pelham decide que não quer mais nada de um homem além de sexo. Sem pensar duas vezes, troca de amante sempre que o da vez se mostra apaixonado e a pede em casamento.
Já Gerard Faulkner, o marquês de Grayson, estava apaixonado por uma jovem que se casou com outro e estava grávida dele. A fim de evitar as mães casamenteiras da sociedade, ele não hesita em propor casamento a Isabel: uma união no papel, em que ambos seriam livres para fazer o que quisessem sem cobranças, ao mesmo tempo em que evitariam que os respectivos amantes tivessem “ideias”. Ela aceita.
Mas a amada de Gerard morre e ele parte sem olhar para trás, voltando quatro anos depois disposto a fazer o casamento com Isabel funcionar. Exceto que Isabel ainda não tinha mudado de opinião a respeito dos homens. E mesmo que tivesse, ainda havia muitos obstáculos que ela e Gerard teriam que vencer para ficar juntos.
Minha opinião:
Casada com um Estranho não foi escrito para quem tem aversão a infidelidade — apesar de neste caso eu não ter certeza de que esse termo se aplique. Quer dizer, posso considerar infiel um homem e/ou uma mulher que age com o conhecimento e concordância do parceiro?
Isabel e Gerard se casaram por motivos pessoais e egoístas. Ela sofreu com a traição do marido e se recusa completamente a confiar em outro homem, ainda mais um que, como Gerard, seja um patife, libertino, viciado em todos os vícios possíveis e que sumiu por anos sem dar notícias, ao passo que ele jura que não fez nada além de pensar nela, mesmo estando apaixonado pela mulher que morreu, o que me fez pensar se ele realmente estava apaixonado ou planejava usá-la, assim como a Isabel, para irritar a mãe; afinal, na mesma época em que se relacionava com Emily, Gerard tinha mais duas amantes, para poupá-la da paixão dele, já que ela era tão delicada.
Pelo livro ter sido lançado numa versão espicaçada pela Nova Cultural — como um Julia em vez de um Clássico Histórico —, foi possível perceber os saltos e “partes faltando” que, apesar de inicialmente não prejudicarem a leitura, afetaram a compreensão e a formação de vínculos com Isabel e Gerard.
Os coadjuvantes são maravilhosos: o irmão mais velho de Isabel, Rhys, e Abigail, o patinho feio, mereciam receber uma história própria, assim como o pobre Hargreaves, o amante viúvo (e ainda apaixonado pela esposa) que Isabel abandona quando Gerard retorna.
Ao contrário dos outros livros de Sylvia Day, este não faz parte de uma série. Contudo, no site dela, há um segundo epílogo disponível para download.




