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O Duque e Eu (The Duke and I) — ISBN: 9788580411461
1º livro da série Bridgertons
Personagens: Daphne Bridgerton & Simon Arthur Henry
Fitzranulph Basset
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas.
Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.
É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.
A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.
Simon Basset foi um bebê milagre rejeitado pelo pai. Após anos tentando conquistar o afeto do velho, ele eventualmente se cansa e decide atacar onde mais doeria: se tudo o que duque de Hastings levava a sério era o título e sua linhagem, Simon acharia um jeito de impedir que o título continuasse na família quando morresse. A morte do pai lança a maldição de mamães casamenteiras e jovens debutantes sobre ele... Mas Simon está decidido a não ceder.
Daphne Bridgerton está cansada de ser a melhor amiga, a garota da casa ao lado. A mais velha das meninas Bridgerton, ela quer mais da vida do que a vida está aparentemente disposta a oferecer. A amizade de Simon significa muito — pelo menos a chance de ser considerada interessante o suficiente para ser cortejada por um duque, por quem ela está lentamente se apaixonando. Mas quando eles são flagrados numa situação comprometedora e Simon deve decidir se casa com ela ou não, Daphne percebe que aquele casamento estava longe de ser a resposta para suas preces.
Minha opinião:
Quando eu ouvi falar desse livro, ele nem sonhava em ser publicado aqui. E só depois que vi em uma promoção que decidi comprar e ver do que se tratava. Já vou adiantando que ele não tão metade da carga emocional que espero de um histórico; a leitura é muito mais leve — Flora é, apesar da mocinha sofredora, um dos meus históricos preferidos, então eu posso afirmar que falta alguma coisa (não sofrimento, mas emoção de modo geral) em O Duque e Eu.
Daphne e Simon são legais. Formam um casalzinho fofo, bonitinho, que não se conhece da maneira mais comum: Simon estava para resgatá-la dos avanços de um pretendente recusado quando Daphne se livrou do problema... Esmurrando o moço.
Como eu disse, falta alguma coisa no livro — isso é óbvio quando as melhores cenas são da família da mocinha; e Colin, o terceiro Bridgerton, e Gregory, o Bridgerton capeta, são adoráveis... Mal posso esperar para saber mais sobre eles. Ainda bem que a série já foi toda lançada lá fora.
A questão é que eu passei o livro todo querendo me apaixonar pelo Simon e estar no lugar da Daphne. Mas, por mais fofinhos que eles fossem, não consegui. Não acho que seja o estilo da autora — afinal, estou agora mesmo terminando o segundo livro, e já no primeiro capítulo decidi que era melhor que O Duque e Eu —, mas não me conectei com os personagens. Entendo a insatisfação de Daphne e a revolta de Simon... Apesar de que se recusar uma chance de ser feliz para pirraçar outra pessoa, morta ainda por cima, me pareceu incrivelmente idiota, porém, como eu disse, não houve conexão entre nós.
Minhas partes preferidas foram aquelas com a família Bridgerton como um todo: Violet controlando sua prole com um punho de ferro:
Simon não estava preparado para o jantar com os Bridgertons. Tinha sido um evento barulhento e movimentado, com muita risada e, felizmente, apenas um incidente, envolvendo uma ervilha voadora.
(A ervilha em questão havia partido de onde Hyacinth estava, mas a caçula da família parecia tão inocente e angelical que Simon não conseguia acreditar que ela realmente mirara o irmão com a bolinha.)Ainda bem que Violet não notara o acontecido, apesar de a semente ter sobrevoado sua cabeça num arco perfeito.(...)— Sabem que acho que esta pode ser uma das noites mais agradáveis do ano? — anunciou Violet de repente. — Mesmo que minha filha mais nova não pare de atirar ervilhas para baixo da mesa — continuou, olhando para Hyacinth.Simon ergueu o olhar no momento exato em que a caçula gritou:— Como a senhora sabe?Violet balançou a cabeça enquanto revirava os olhos.— Meus queridos filhos — disse ela —, quando vão aprender que eu sei de tudo?
Devo dizer que Violet Bridgerton é uma deusa. Como ela está numa cruzada sagrada para casar todos os oito filhos, o placar sempre vai ser Violet 1 × 0 Qualquer pessoa na face da Terra, mesmo que ela perca. Porque Violet pode.
Outro ponto ótimo foi a coluna de Lady Whistledown. Quem for bom de dedução e/ou ler o último capítulo com a atenção vai adivinhar rapidinho quem está por trás da maior fofoqueira de Londres — que também pode ser um fofoqueiro, por que não? A mulher é sagaz e tem um senso de humor incrível. Ela ficou tão famosa que até “ganhou” duas antologias: The Further Observations of Lady Whistledown e Lady Whistledown Strikes Back. Outra deusa.
O Príncipe dos Canalhas (Lord of Scoundrels) — ISBN: 9788580413991
3º livro da série Scoundrels
Personagens: Jessica Trent & Sebastian Leslie Guy de Ath “Dain” Ballister
Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...
Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.
Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade — muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.
Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.
Jessica saiu da Inglaterra para Paris para salvar o irmão mais novo e idiota da influência maligna do Marquês de Dain, um nobre corrupto e devasso. Mas, ao chegar, descobre que não apenas Bertie tornaria sua missão difícil, mas também que Dain era o homem mais bonitão e desejável da Terra... Por que ninguém avisou isso?
O filho desejado, porém detestado de um pai fanático e inflexível, Sebastian lutou para chegar ao topo. Rejeitado por todos, ele se dedicou desde cedo a se tornar o pior que poderia ser a fim de corresponder às expectativas das pessoas. Bertie Trent o irritava, mas era a irmã dele, uma solteirona sexy, que fazia o sangue de Sebastian ferver. E quando duas pessoas teimosas e determinadas decidem travar uma guerra, os salões de baile de Paris pegam fogo.
Minha opinião:
Eita, que livro difícil de resenhar! Não é porque falta qualidade, mas é pela dó de soltar
spoilers. Quando eu li pela primeira vez, traduzido pelas meninas da Adoro Romances (Orkut), achei um abuso a Nova Cultural não ter publicado esse livro depois de desfazer o contrato com a Harlequin e assinar com a Avon/HarperCollins — que agora pertence à Harlequin, mas isso não vem ao caso.
O Príncipe dos Canalhas é um livro bem famoso nos EUA. Entra ano e sai ano, ele é presença frequente na lista de “Melhores livros do ano” (apesar de ter sido lançado em 1995, sempre tem gente descobrindo coisa nova) ou “Melhores livros de todos os tempos”, superando até clássicos como Jane Austen, as irmãs Brontë e Shakespeare. Ele até tem seu próprio artigo na
Wikipédia.
Agora, o que faz desse livro tão especial? O simples fato de Jessica ter um cérebro e massa cinzenta mais que suficiente para aceitar todos os desafios de Dain (a altura e de maneira invejável) e ainda lançar uns próprios. Ela não é o tipo de pessoa que aceita desaforo calada e parte pra luta — ou pro tiroteio, conforme for o caso. E mesmo com essa qualidade mais... Ardente, ela é sensível o bastante para saber a quantidade de pressão que precisa aplicar em Sebastian para conseguir o que quer, e virar o jogo é com ela mesmo:
— Sim, eu sei — disse ela, balançando a cabeça tristemente. — Temo que o senhor nunca mais consiga recuperar a sua reputação.Ele sentiu uma pontada de inquietação. Ignorou a sensação e, com uma risada, deu uma olhada ao redor, observando a plateia fascinada.— Mia cara, é sua própria repu...— Lorde Dain foi visto na companhia de uma dama — disse ela. — Foi visto e ouvido cortejando-a. — Ela levantou os olhos cinzentos que reluziam. — Foi adorável. Eu não fazia ideia de que o italiano era tão... Envolvente.— Eu estava falando sobre esgotos — disse ele, lacônico. — Não sabia. Nem eu nem ninguém aqui, tenho certeza. Todos acham que o senhor estava se declarando. — Ela sorriu. — Para a irmã solteirona do paspalho do Bertie Trent.(...)— Dain — disse ela, em voz baixa e firme. — Se você não soltar a minha mão neste instante, eu vou beijá-lo. Na frente de todo mundo.
Sebastian — ele passa o livro todo sendo chamado de Dain, mas eu acho isso muito impessoal — é traumatizado. Por ser feio, foi rejeitado pelo pai; o livro não diz claramente, mas o pai dele fez da vida da mãe de Sebastian um inferno (pensa no
Thronos), levando-a a fugir com o amante. Os sentimentos de Sebastian ainda são bastante conflitantes, já que ele nunca se permitiu sentir aquela dor, que só cresceu e foi abafada.
Há um monte de histórias tipo a bela e a fera por aí, mas O Príncipe dos Canalhas tem um charme especial. Acho que é em função de Sebastian, o famigerado “Lorde Belzebu”, e Jessica, uma
femme fatale-em-treinamento que não se limita a ficar em casa chorando
as pitangas serem a alma e o tempero do livro. Simplesmente não há muitos personagens como eles.
Genevieve, a avó de Jessica, é uma figura. Ela é a única voz de sabedoria
quando Jessica e Dain perdem as estribeiras e dá conselhos ótimos... Tudo bem
que eles fizeram tanto sentido para mim quanto para Jessica, ou seja, nenhum,
mas mesmo assim, eu vi desejando ter tido uma avó como ela. Bertie, o irmão de
Jessica, só me irritou. Ele não fez nada além de estar lá, sendo idiota. Nas
palavras de Jessica:
Normalmente, o som do disparo de uma pistola, mesmo seguido de gritos femininos, não deixaria Jessica em pânico. O problema era que o irmão estava nas proximidades. Se Bertie estivesse perto de uma vala, cairia nela. Se Bertie estivesse próximo a uma janela aberta, certamente se debruçaria e cairia dela.
Portanto, se Bertie estava nas proximidades de um disparo, era possível que ele se encontrasse exatamente na trajetória da bala.
Bertie não é necessariamente um personagem ruim, mas eu cheguei à conclusão de que ele realmente não adiciona nada à história: em teoria, Jessica foi salvá-lo de Dain, mas o conflito entre eles ocorreu mesmo foi por uma pintura. A questão é que Bertie não é necessário, tanto que ele some.
PS: d’Esmond e Mallory são ótimos. Eu adoraria ter visto a cara do Mallory naquela cena que decide o rumo da relação de Jessica e Dain. Quem leu sabe o que é. :) Sobre isso, só posso dizer que lavou minha alma... Jessica é um exemplo a ser seguido, de várias formas.
Lord of the Sea (não publicado no Brasil)
7º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Connor Merrick & Rhiannon Evans
Um diabo do mar de coração
rebelde...
A sede de perigo do Capitão Connor Merrick lhe trouxe fama e fortuna
como um dos corsários mais descaradamente bem-sucedidos da Guerra de 1812. Mas
por baixo de sua bravata, arrojo e charme, o belo capitão americano esconde um
segredo devastador, e fará de tudo para protegê-lo...
Uma bela mulher que consegue mais
do que esperava...
Rhiannon Evans anseia por uma aventura — e por um homem misterioso e
perigoso conquistá-la. No caminho para o paraíso tropical de Barbados, ela
nunca sonhou que seu coração seria capturado pelo impetuoso corsário americano
que a salva de piratas sedentos de sangue. Apenas Rhiannon pode ver o homem
real atrás da fachada de Connor. Mas quando uma tragédia acontece, poderá o
amor de Rhiannon ser o suficiente para salvar Connor de si mesmo? Ou o segredo
que ela guarda tão cuidadosamente será a ruína de ambos?
Rhiannon estava a caminho de
Barbados com a amiga Alannah Falconer Cox quando o navio é atacado por piratas.
Antes que uma tragédia acontecesse, Rhiannon e Alannah são salvas por...
Piratas? Não, corsários. Não apenas isso, mas o corsário salvador é nada mais,
nada menos, que cocunhado de Alannah. Quando Connor Merrick se oferece para
levá-las em segurança a casa do cunhado, Rhiannon não pensa duas vezes e
aceita, apesar dos protestos de Alannah.
Connor estava disposto a fazer
fortuna e se tornar uma lenda tão grandiosa quanto o pai, Brendan Jay Merrick. A
guerra contra os ingleses era a oportunidade perfeita para encontrar tesouros —
e não é que ele encontra Rhiannon? Apesar de o bom-senso dizer que ficar perto
dela era uma loucura, Connor não consegue se conter; ele nunca foi um homem de
aceitar limites, e agora estava velho para mudar...
Minha opinião:
Então, sabe aquele livro que
deixa um pouquinho deprimida quando você lê? Lord of the Sea é assim. Uma coisa aconteceu que me fez me afastar
dele por mais de três semanas, e quando eu o peguei de novo, estava chorando
como um bebê e amaldiçoando Connor — e todo mundo — por isso. Não foi
exatamente culpa dele; condená-lo é injusto. Mas condenar um mosquito é
ridículo.
Mesmo assim, escrever essa
resenha me faz querer chorar de novo — e é exatamente por isso que eu demorei
tanto para resenhá-lo.
Eu realmente gosto de Connor. E Rhiannon.
Desde a primeira vez que os vi, em Wicked at Heart, eu soube que eles eram
perfeitos um para o outro — se não, apenas para enlouquecer Damon, ter o Lobo
Negro na família. rs Neste livro, Connor não desaponta — ele é tão maluco e
atrevido aqui quanto foi lá. A diferença é que agora os leitores conhecem o
homem, não apenas a lenda.
Por ser filho de Brendan, Connor
sempre se sentiu obrigado a ser uma lenda ainda maior que o pai. Mas ele tem TDAH
e seus impulsos geralmente se colocam no caminho da melhor decisão. Quando seus
pais entram em cena, ele sente uma necessidade ainda maior de se provar aos
olhos do pai. Parece que ele é um babaca ou está inseguro do amor de Brendan,
mas Brendan é um herói. Connor cresceu
ouvindo histórias sobre isso. Ele não pode nem ler mapas, sendo inteiramente
dependente da ajuda do primo Nathan. E se alguém descobrisse?
Isso não significa que ele seja
deficiente em outros departamentos. Ele é descontraído, intenso, sedutor,
adorado por seus homens e seu interesse amoroso, Rhiannon. Eu mencionei que ela
é cunhada de Damon, e tem um grande desejo de aventura? É justamente quando ela
e Alannah — a irmã de Gray — estão indo para Barbados que Connor as salva de
piratas. Ele está atraído por Rhiannon, e sabe que deve ficar longe dela, mas o
coração quer o que quer e logo ele se casa com ela.
Por outro lado, Rhiannon quer
aventura. O Lobo Negro é tipo seu herói — e estava interessado nela, para
completar. Por que não esquecer as inibições por um tempo e ser um pouco
selvagem? Eles estavam numa ilha paradisíaca longe da civilização... Ela tinha
direito. Connor até mesmo estava disposto a ensiná-la a nadar. E a beijar. Claro,
um curioso menininho de sete anos por perto, eles estavam fadados a ser
encontrados.
Adoro como Rhiannon é
espirituosa, e como ela e Connor se complementam. Ela é a ponderação para a
inconstância dele, a ordem para o caos dele. Ela o ensina muito sobre autocontrole,
e ele a ensina muito sobre... Bem. :)
Mira, Liam e Brendan estão de
volta — as cenas em que Mira veste Rhiannon de homem e a contrabandeia a bordo
do navio de Nathan e Liam, Brendan e Gray (!) reclamando dos sintomas da
velhice (!!) são impagáveis; eu só senti falta de Elliott lá. Falando nele, seu
sobrinho Delmore — o sério-demais-para-seu-próprio-bem irmão de Colin, filho de Christian — aparece e cai a) de amores por Rhiannon e b) nas
piadas dos rapazes. Pobre Delmore. Eu o amo, ele pode ter um livro, por favor?
*olhos de cachorrinho pidão*
Há também a aparição de Kieran, o
bebê de Mira e Brendan. A boa notícia é que Kieran é um bebê crescido o
suficiente para ter seu próprio livro também. Sou toda a favor de espalhar o
amor e aumentar a família. rs Ah, falei que Maeve e Gray tiveram outro bebê também?
E que mesmo grávida, Maeve não está acima de usar um sabre para vingar/defender
a família? É momentos como esse que me faz querer que Gray e Lucien tivessem se
encontrado. Vamos, não posso resenhar um livro de Danelle Harmon sem mencionar
meu herói preferido dela.
Aquilo que eu mencionei no começo
ainda machuca, mas no final, lá pela conversa de coração aberto de Brendan e
Connor, Lord of the Sea tem a mesma sensação
de família e amor que vim a esperar dos livros da Danelle. Adorei o livro de
Rhiannon e Connor — desde o momento em que ela decide tomar chuva em vez de
procurar abrigo, e quando Connor finalmente se reconhece como o herói sempre ansiou
ser.
PS: o livro de Nerissa e Perry é
o próximo. Sabe o que isso quer dizer? Mais Lucien. Yeah!
Castelo de Ilusões (The Bride’s Portion) — CHE 11
Personagens: Lillis Ryon & Alexander Baldwin
1º livro da série Brides
Ela era a filha de seu pior inimigo...
Inglaterra, 1405.
Lillis de Wellewyn era a mulher mais linda que Alexander já tinha visto. Uma noiva de conto de fadas. Todavia, ele não podia considera-la sua, pois havia jurado deixa-la partir assim que livrasse seu povo da tirania do pai de Lillis.
Alexander Baldwin era conhecido como um nobre honrado, porém Lillis o considerava um tirano que havia se casado com ela apenas por causa de seu dote. Um homem que a tornara não só sua prisioneira, mas vagarosa e implacavelmente roubara-lhe o coração!
Lillis Ryon estava voltando para casa quando foi sequestrada pelos irmãos endiabrados de Alexander Baldwin. Sem saber da história de ódio antigo entre as famílias, Lillis explica que foi vítima de uma brincadeira e pede para ser enviada para casa... Apenas para ouvir um sonoro não.
Alexander Baldwin era um barão que sofria o sítio do pai de Lillis e de outro vizinho. Enquanto não descobria maneira de destruir a represa que impedia seu povo de usar a água de um rio, Lillis ficaria presa, com todas as honras de uma convidada. A resposta veio na forma de casamento. Contra a vontade dos dois, eles se casam. E a vendeta que havia entre seus pais se tornaria nada frente à batalha que Lillis e Alexander travavam um contra o outro.
Minha opinião:
Eu estava olhando o arquivo do blog e percebi que não tinha escrito nada sobre essa série maravilhosa; por isso, corri para retificar o erro que considero imperdoável.
Para quem gosta de livros da época de Ruth Langan — medievais e ricos em História sem serem entediantes —, Susan Spencer Paul é obrigatória. Apesar de aqui não haver reis e rainhas querendo mandar em reinos alheios, o rei e sua decisão frente ao dilema vivido pelas famílias Ryon e Baldwin causam certa tensão, mesmo não sendo o foco — e o resultado, previsível.
Alex é macho alfa até não poder mais. Tão alfa que ele chega a ser irritante, especialmente quando força Lillis a se casar com ele — uma arrogância que, no futuro, associei a Connor MacEnroy. De qualquer forma, ele era responsável pela família imediata, serviçais e arrendatários de um feudo, cresceu vendo os pais brigando como cão e gato, e herdou o ódio pela família de Lillis. Ele não é um homem fácil, mas é fácil esquecer, pois ele nunca pretendeu machucá-la... E até pariu um pedido de desculpas.
Lillis é maravilhosa. Ela não se deixa abalar ou acovardar; ficou claro logo no início que, se Alex, Hugh e Hugo (os gêmeos do mal) queriam alguém para intimidar, mexeram com a pessoa errada. Só teve um momento em que eu fiquei irritada com ela — a tal cena do jejum. Ela bem que podia ter contado a verdade para Alex.
O que me chamou mesmo a atenção foi a história de como uma amizade de anos, como a dos pais de Alex e Lillis virou ódio. Uma história muito, muito triste.
Pelo lado bom, há o grandalhão Jason de Burgh — será que ele é aparentado dos de Burgh da Deborah Simmons? :) —, o noivo prometido de Lillis:
— Ah, esta é uma crueldade sem limites, Alexander Baldwin. Você já me desferiu vários golpes no passado, mas este é o pior de todos, o de privar-me de ter uma esposa tão linda. — Sorriu para Lillis. — Nossos filhos teriam olhos azuis, minha senhora — comentou sem esconder o que pensava. — Infelizmente, jamais ficaremos sabendo de que cor seriam os seus cabelos.
Qualquer personagem capaz de dizer algo assim a uma mocinha que mal conhece — e na frente do marido hiperpossessivo dela —, merece um livro, não é? Jason não tem um livro, mas o romance dele é paralelo ao de Lillis e Alexander.
Por fim, um comentário pessoal: fico fascinada quando dou de cara com um livro cuja capa é tão fiel a descrição dos personagens principais, e acho que este foi o caso. Essa moça aí é a Lillis, sem tirar nem por. Saudade da época que a NC conservava a capa original...
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A Esposa Virgem (Maiden Bride) — CH 102
Personagens: Nicholas de Laci & Sophie (Gilliam, no original) Hexham
2º livro da série de Laci
Ele queria vingança. Ela ansiava por paixão!
Bretanha, Idade Média
Sophie Hexham ficou desapontada com o desinteresse de Nicholas de Laci em fazer-lhe companhia no leito nupcial... É que Nicholas, obrigado a se casar, por ordem do rei, com a sobrinha de seu maior inimigo, jurara vingar-se fazendo-a sofrer. Mas Sophie sabia como conquistar o coração do marido de uma maneira que ele jamais imaginara!
A irmã de Nicholas de Laci estava casada e com filho, as terras da família se tornaram dele, o homem que o traíra estava morto, mas nem isso o deixava feliz: as marcas deixadas por traição e tortura nas Cruzadas ainda estavam vivas, atormentando-o, e o rei aparece do nada com uma história louca de que Nicholas deveria se casar com a sobrinha do traidor...
O tio de Sophie a largou para apodrecer num convento e jogou a chave fora. Pelo menos as freiras a trataram bem, apesar de todos saberem que Sophie não tinha nenhuma vocação para a vida religiosa. O casamento — forçado — com um jovem cavaleiro deveria ser uma salvação, mas descobrir o ódio e planos de vingança desviados que o marido tinha para ela só faziam aumentar a rebeldia em Sophie. Sem que Nicholas percebesse, ele começou uma batalha que não tinha esperança nenhuma de ganhar.
Minha opinião:
Outro clássico da Deborah Simmons. Que também merece ser republicado, bonitinho, sem nada faltando. E que é difícil — beirando o impossível — de ser achado em sebos.
Então, o Nicholas não é muito diferente do que era em Bodas de Fogo: frio, insensível, caladão. Mas a Sophie tem uma maneira toda especial de encher o saco dele, o que o faz perder o controle. Essa perda é hilária, principalmente para os que estavam acostumados a vê-lo tão contido. Aliás, é fácil de entender porque ele é tão amargo, porque quer se vingar, mas vez ou outra dá vontade de entrar no livro e bater nele. Quer dizer, o tio largou Sophie num convento e nunca mais voltou; isso quer dizer alguma coisa, não?
Sophie é uma espoleta. Ela é terrível, determinada, endiabrada, uma verdadeira pimentinha. A sensação é que um ônibus passou em cima da gente. Nicholas que o diga:
— Você não passa de um maldito covarde! — Por um momento, fitaram-se com olhares faiscantes. Então, Nicholas disse:— Você está certa. Sou covarde. Maldita você por ter me transformado num.
Os dois passam uma longa parte da estória travando essa luta de vontades. Nenhum deles cede, e por incrível que pareça, eu não quis que eles se explodissem. Tá, eu quis muito mandar o Nicholas deixar de ser frouxo e virar homem, mas aí já era pedir mais.
Piers, Isadora (que aqui voltou a Ainsley...), Edith e Willie estão de volta. As interferências deles são hilárias — principalmente a cena impagável em que Willie dá conselhos sobre métodos contraceptivos — e a chegada de Darius, um sírio que Nicholas conheceu na Cruzada, esquenta as coisas — tomara que um dia ele ganhe um livro. O epílogo mantém o clima cômico, e não é exagero dizer que A Esposa Virgem é inesquecível por uma série de razões.
Lua de Mel (The Honeymoon) — Clássico da Literatura Romântica nº08
Personagens: Renzo Talmonte & Geórgia Norman
No luxuoso Rolls-Royce que a conduzia a lua de mel na paradisíaca praia de Sandbourne, Geórgia fitava disfarçadamente o perfil de seu marido. Como duas safiras, seus olhos faiscavam de ódio e ressentimento e não viam os belos traços que encantavam as mulheres, nem os cabelos negros e brilhantes ou a boca sensual de Renzo Talmonte. A seu lado estava um homem sem escrúpulos, um chantagista impiedoso que a forçara ao casamento para executar uma vingança. A vítima era ela, mas os culpados verdadeiros, sua impulsiva irmã e o irresponsável irmão dele, que haviam fugido juntos, deixando para trás um noivo apaixonado, ficariam impunes.
Furiosa, Geórgia se perguntava por que deveria pagar pelos pecados alheios, unindo-se a um homem que desejava destruir tudo à sua volta para aplacar a ira de ter sido traído. Foi nesse instante que ela decidiu frustrar aquele plano de vingança: jamais daria a Renzo seu corpo ainda virgem de carícias.
A irmã mais nova e inconsequente de Geórgia Norman abandonou o noivo, um conde italiano, para fugir com o irmão mais novo dele, que era casado e tinha filhos. Furioso, Renzo procura evidências do descaramento de Angélica e ameaça Geórgia: ou ela se casava com ele... Ou Renzo entregaria as “provas” — cartas, filmes pornográficos — ao pai das irmãs, que era sacerdote. Sem saída, Geórgia aceita se casar para preservar a família.
Renzo queria mostrar à ex-noiva que não precisava mais dela, e transformar Geórgia em uma periguete vagabunda como a irmã. Só que com o passar do tempo, ele percebe que o único laço que as unia era o de sangue, e Geórgia era uma mulher digna de ser amada.
Minha opinião:
Quando eu pegava um CLR da vida, logo pensava no quanto eles deviam ser diferentes dos Florzinhas/Corações da época: nada de chantagens, de mocinhos machistas e mocinhas idiotas, nada de chantagens ou alguma dessas porcarias que podiam ser encontrados nos Julias, Sabrinas. Então, quando eu li a sinopse de Lua de Mel, pensei “Bem, não parece diferente, mas uma mocinha que resiste ao mocinho é novidade”. Então, resiste o caramba! Geórgia é mais uma daquelas puritanas sem amor-próprio que cai na bobagem de se sacrificar existencialmente por uma dupla — o pai e a irmã mais nova — que só a espezinhavam. E a resistência dela à Renzo só dura até a lua de mel...
E Renzo... Ele é um daqueles italianos vingativos que dão um nome ruim aos mediterrâneos. Entendo a sede de vingança, mas querer se vingar de Angélica através de Geórgia só denotaria inteligência se as duas fossem próximas... E elas não são. Ah, e Renzo ainda exige que Geórgia não faça nada que deixe a sogrinha perceber que havia algo de errado no casamento dos dois — certo, a mulher tinha um coração fraco, mas como isso era problema de Geórgia? Portanto, não há nada que qualifique esse livro como um romance que não encontrou edição num Bianca da vida, deixando espaço na linha CLR para uma história com um diferencial.
Apesar da ideia — virgindade como sinal de caráter — antiquada, é inegável que Geórgia e Renzo foram feitos um para o outro: Renzo é um homem das cavernas que, numa mão tem um tacape, e na outra, os cabelos da esposa, Geórgia, a quem arrasta como um saco de batatas.
Annabelle (Annabelle) — Clássico Histórico nº20
Personagens: Annabelle MacDonald & Clint Strand
Estranhos parceiros de cama...
Quando Clint Strand viu Annabelle pela primeira vez, ela estava lhe apontando um revólver! Pior: exigindo que Clint se casasse com ela. Casar com essa ruiva rebelde era a última coisa que ele desejava na vida. Mas um pistoleiro renegado não tinha muitas alternativas para escolher uma esposa.
Só Deus sabia o que dera na cabeça de Annabelle ao afrontar Clint no saloon apinhado de cowboys, proeza que a maioria dos homens não tinha coragem de fazer. Nada mais importava: ela conseguira o que desejava — um marido. E, agora, estava presa a ele… para o bem ou para o mal!
Clint Strand era um pistoleiro famoso que foi parar em uma cidadezinha do norte da Califórnia após tapear um perseguidor que queria vingança. Infelizmente para ele, que estava pronto para se assentar e criar raízes, um idiota o desafia e acaba sendo morto, mas consegue atingi-lo no ombro.
Eis que Clint estava quieto no saloon quando uma ruiva furiosa e muito grávida entra e o obriga a casar com ela, com a desculpa de que ele havia assassinado o pai do filho dela, com quem teria se casado minutos antes. Ao perceber que Annabelle estava falando sério, ele aceita o “pedido”, lá mesmo no saloon.
Por outro lado, Annabelle queria um nome, mas não um marido. Para piorar a situação, as matronas da cidade queriam expulsá-la do lugar e tomar a fazenda que ela comprou junto com o pai do bebê. Porém, Clint precisava de um lugar para descansar do tiro que levara e faz uma proposta: ele ficaria até se recuperar, mesmo que Annabelle não perdesse uma única chance de mandá-lo embora.
Porém, conforme os dois iam convivendo e os sentimentos em relação ao outro mudavam, uma coisa nova surgia. Só que o homem que estava atrás de Clint não desistiria tão fácil da chance de se vingar.
Minha opinião:
É muito, muito injusto dizer que apenas durante a parceria da Nova Cultural com a Harlequin que os livros eram bons — na verdade, eu tenho uma relação muito ruim com Lyn Stone e Claire Delacroix, duas preferidas dos leitores. Mas enfim, Annabelle não sofre problemas.
Ao contrário da maioria das mocinhas, que sentariam e chorariam ao perder o noivo no dia do casamento, Annabelle não tem problema nenhum em invadir um saloon e forçar o assassino do pai do filho que esperava a se casar com ela. Para ela, era um preço justo, visto que se tornara viúva sem nem mesmo casar por causa de Clint. Aliás, Annabelle é desbocada e decidida, não aceita ser intimidada nem humilhada por ninguém — como a gente precisa de mocinhas assim.
— A decisão é sua. Ou casa ou eu atiro.
Clint, por outro lado, é um pistoleiro de má fama proveniente de uma família rica da Filadélfia, mas que não tinha vocação nenhuma para ser filhinho de papai e menos ainda banqueiro. Ele saiu de casa aos dezenove anos para realizar o sonho de ser pistoleiro, e conseguiu. Mas, quinze anos depois, está pronto para se estabelecer em um canto e, por sinal, teve um pequeno empurrãozinho de Annabelle, que causava sensações para lá de contraditórias nele.
The Wicked One (Não publicado no Brasil)
4º livro da série de Montforte
Personagens: Lucien “Luce” de Montforte & Eva de La Mouriére
Quando o poderoso Lucien de Montforte, o duque de Blackheath, chega em casa e encontra uma mulher perigosa e vingativa esperando por ele em sua cama com uma pistola na mão, o grande manipulador nunca sonhava que houvesse finalmente encontrado seu par. Mas graças às bem-sucedidas tentativas de sua conspiradora família de forçar um casamento, o perverso e caprichoso duque se encontra preso numa rede tecida por ele mesmo.
Depois de salvar a cunhada de um doido no livro anterior, Lucien chega em casa e encontra a última pessoa que esperava encontrar: a prima gostosa e maluca de Celsie, com quem tivera um embate durante o casamento e o deixara frustrado. Numa mão, Eva tinha uma pistola; na outra, o afrodisíaco criado por Andrew.
Ela o força a tomar a bebida e ambos lutam. Acidentalmente, Lucien se fere e Eva aproveita para fugir, com ele jurando que iria atrás dela. Eis que, antes que ela tem a chance de entregar o afrodisíaco a Maria-Antonieta — sim, aquela que conheceu Madame Guilhotina —, conseguindo, assim, a ajuda da França para a causa americana, Lucien chega, não apenas disposto a continuar o que ambos começaram no quarto dele, mas desesperado por ajuda: o noivo da irmã Nerissa desapareceu no mar devido a um dos planos dele, e agora ele precisa que Eva encontre Perry.
Eva aceita, mas quando descobre que Lucien rouba o afrodisíaco e o substitui por outra coisa, ela decide se vingar. Convidada a se ausentar da França por um tempo, ela retorna a Inglaterra. Exceto que, antes de criar um plano para fazê-lo pagar, os de Montforte, que descobriram o affair de Lucien e Eva, conseguem armar um plano que o faça provar do próprio veneno, forçando um casamento com Eva — por quem também não morriam de amores desde que ela atacou Charles e Andrew.
Contra todas as possibilidades, um muito humilde Lucien decide fazer o casamento funcionar, mas pode ser que, quando Eva descobrir as razões, ela torne a fugir dele.
Minha opinião:
É incrível como Lucien e Eva se complementam. Sim, os dois começam se estranhando, mas onde há fumaça, há fogo, então não demora muito para perceber que os dois seriam um senhor incêndio — típico caso de pessoas que são boas quando são boas e que são ainda melhores quando são más. Mas não é só por que os dois se apaixonam que, do nada, eles ficam bonzinhos: Lucien continua tão manipulador quanto e Eva tão perigosa quanto. A diferença é que, quanto mais a personalidade e o temperamento de um seja repelente para o outro, e por mais que um diga que o outro é desprezível, eles se querem.
E até que o happy ending surja, os dois precisam vencer muitos obstáculos. Lucien achava que tinha todas as razões do mundo para bancar Deus e Eva nunca foi de ter a melhor relação com o sexo masculino, a qual vê como a escória da humanidade. Só que apesar disso — e talvez exatamente por isso — os dois se mereçam: sem perceberem, eles passaram das emoções aos sentimentos e foi tão bonito que eu odeio os dois por me fazerem chorar. Certo, é mentira.
Além disso, pela primeira vez eu vi um casal em que um tão bom quanto o outro: nada de gostar de um, mas achando que ele (ou ela) merecia coisa melhor. Por mais que tentem fingir, nem Lucien nem Eva são opostos, apenas nuances de uma mesma cor, e talvez por isso os dois sejam tão perfeitos juntos, porque não consigo vê-lo com uma mulher submissa que satisfaça todos os caprichos dele. Alguém como eu.
Ele exalou e olhou desoladamente para a esposa.— Não posso vencer — murmurou, balançando a cabeça. — Simplesmente não posso.— Não — ela disse, sorrindo ao se levantar. Rodeando seu pescoço com os braços, pressionou os lábios nos dele, beijando-o até a desolação deixar seus olhos e eles começarem a ferver com o crescente calor. — Você não pode vencer, então pode parar de tentar.
Além disso, há o fato de, mesmo convencido de que a desprezava, Lucien a respeitava o suficiente para pedir a ajuda dela, entre todas as pessoas do mundo. Então, é óbvio que eles sabiam exatamente o que estavam enfrentando — e adoravam o desafio de lidar com uma pessoa que não desistia do que queria por uma simples ameaça.
Foi divertido ver os irmãos e cunhadas se vingando do Lucien e da Eva — apesar de que eu me atrevo a dizer que, no fim das contas, nenhum dos dois sofreu. E ainda melhor foi ver um casal em que os dois são dominadores, inteligentes e perigosos, com profundidade e que crescem ao longo da história. Enfim, são dois alfas, e preciso de mais livros com personagens como os dois.
The Defiant One (Não publicado no Brasil)
3º livro da série de Montforte
Personagens: Andrew Mark de Montforte & Celsiana “Celsie” Blake
Abençoado — ou talvez amaldiçoado — com um temperamento ardente, força de vontade, e um flagrante desrespeito pelos desejos de seu irmão, o único desejo de Andrew era ser deixado sozinho.
Mas depois de ser flagrado numa posição comprometedora com a tentadora lady Celsiana Blake, o brilhante e taciturno cientista/inventor é obrigado a casar nesta rápida e jocosa história em que um grupo de adorados animais de estimação, os acolhedores e excêntricos irmãos de Montforte, e a influência maquiavélica do poderoso duque de Blackheath novamente tem um papel...
Depois de sofrer um acidente no final do livro anterior, lorde Andrew de Montforte inventa acidentalmente um afrodisíaco; seu irmão mais velho, o duque de Blackheath, não aceita que Andrew esteja fraco ou louco, por isso o força a ver todos os médicos e especialistas que possam explicar as visões de Andrew, mesmo que o prognóstico não seja muito animador.
Por isso, Andrew não consegue fingir o quanto estava zangado por ser forçado a comparecer a uma festa organizada por lady Celsiana Blake, uma entusiasta dos direitos dos animais. Pior ainda, Andrew a salva de uma situação constrangedora, e Celsie acaba vítima das maledicências do duque de Blackheath, que tinha novamente interesse próprio por trás de suas ações.
Com um empurrãozinho do duque, Celsie passa por uma série de situações constrangedoras envolvendo Andrew. Disposto a provar que não fazia testes em animais, Andrew conta a Celsie que nunca testou nada neles, nem o afrodisíaco. Celsie duvida que a mistura fosse funcionar, e para provar que estava falando sério, o ingere. E ele acaba fazendo efeito nela.
E então, quando os dois são flagrados por Lucien e pelo irmão de Celsie, a única alternativa viável é casamento. Ou um duelo? Bem, o duque queria ver o irmão casado, aceitassem os noivos ou não!
Minha opinião:
The Defiant One é um prato cheio para quem gosta de mocinhos teimosos. Andrew não é cabeça-dura apenas por ser, mas porque, desde o acidente, as visões o fizeram pensar que ele é nada mais que um louco e tem um lugar reservado no hospício. Felizmente para ele, nem Lucien nem Celsie concordam.
Celsie é a clássica pobre-menina-rica. Sem atrativos além da fortuna que herdou, sustenta um irmão hedonista e irresponsável e pratica caridade voltada para os animais. E é justamente numa festa dessas que chama a atenção do duque de Blackheath, que decide que ela era perfeita para se tornar a próxima noiva de Montforte. Felizmente para Lucien, nem Celsie nem Andrew concordam, e isso significa que ele deve usar seu cérebro maquiavélico para colocar os dois pombinhos juntos.
Falando nele, o grau de gostosura do Lucien atingiu níveis épicos — e nem chegou ao topo. Novamente, o bom duque faz o papel de cupido — um bem arbitrário, mas que se mostra o único normal em meio a um bando de loucos. Além disso, ele também nos permite vislumbrar as razões por trás de seu comportamento, mas os pontos altos são o senso de humor sarcástico
—... Por favor, me leve para casa, Gerald. Acho que estou começando a ficar com enxaqueca.O duque bebericou o conhaque.— Realmente, minha querida, esta é uma desculpa que devia ter usado uma hora atrás. — Ele se virou para o irmão, os olhos brilhando. — Me perdoe. Talvez você devesse tê-la usado, Andrew.(...)— Mas e a honra comprometida do meu irmão? — Lucien perguntou, erguendo uma sobrancelha inocente. — Seria muito embaraçoso se descobrissem que ele foi atacado por uma mulher e não aproveitou.(...)— Ah, sim. Lembro-me que os dois últimos camaradas com quem tentou se casar faleceram em circunstâncias um tanto extraordinárias; o primeiro, se me lembro bem, engasgou-se com uma ervilha. Hum. Talvez casamento não caia bem com seus noivos em perspectiva, minha querida.— Apenas um deles morreu — Celsie disse friamente. — Mas mesmo assim, não queremos seu pobre irmão sucumbindo à má-sorte.— Besteira — Lucien disse, sorrindo. — Ele é um de Montforte. É preciso mais que uma ervilha para dar um fim nele. — Olhou para Andrew. — Certamente você não está com medo que uma ervilha dê um fim em você, está, Andrew?
E o embate breve com Eva, a prima de Celsie:
— Ah, sim. Aquelas colônias infernais.O sorriso de Eva não ficou menos que venenoso.— Colônias? Suponho que não devia ficar surpresa que levou mais de ano para as notícias do mundo lá fora alcançarem vocês aristocratas aqui no campo. — Ela retirou a mão intencionalmente. — Sinto muito informar, senhor, mas aquelas colônias infernais a que se refere não são mais possessões da Inglaterra, mas uma emergente jovem nação por direito próprio.O duque a olhou, seu sorriso ficando frio, seus olhos a cor dura, perigosa do gelo negro.Eva, ainda sorrindo, caiu numa profunda e zombeteira reverência.— Agora, se me dá licença, Sua Graça? Realmente preciso oferecer minhas felicitações aos noivos.
Felizmente o próximo livro é o do Lucien. Depois do modo como terminou neste, seria impossível não ficar curiosa para saber mais sobre ele. Sem contar que o bom duque também precisa provar do próprio veneno.
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