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MacRieve (não publicado no Brasil)
Personagens: Uilleam MacRieve & Chloe Todd
14º livro da série Immortals After Dark
Uma fera atormentada
Uilleam MacRieve acreditava ter se livrado dos fantasmas de sua infância. Mas quando uma brutal tortura o faz reviver aquelas antigas agonias e destrói seu instinto Lykae, o orgulhoso escocês cobiça a ignorância da morte. Até encontrá-la — uma jovem humana tão espirituosa e corajosa que o tira da beira do abismo.
Uma beldade acorrentada
Sequestrada para ser leiloada, Chloe Todd é forçada a entrar como escrava em um mundo aterrorizante de monstros e lendas. Oferecida a criaturas sombrias, teme não sobreviver à noite. Até ser clamada por ele — um imortal perverso com olhos de partir o coração, cujo toque transforma seu sangue em fogo.
Uma lua cheia se aproxima
Com inimigos os circulando, MacRieve leva Chloe para o castelo isolado de sua juventude nas Terras Altas. Mas uma vez que ele se deita com ela, sua parceira sensual se transforma em algo mais que humano, suscitando seu passado selvagem e testando sua sanidade. À beira da lua cheia, poderá ele conquistar seu pior pesadelo e salvar Chloe... dele mesmo?
Uilleam MacRieve tem um passado trágico, um presente miserável e um futuro inexistente. Arrematar a filha de seu maior inimigo em um leilão era a melhor maneira de atrair a atenção de Preston Webb e fazê-lo sair da toca. Quando sua vingança contra Webb estivesse completa, ele estaria livre para morrer, já que não havia chance de encontrar sua noiva. Ou era o que ele pensava...
Chloe Todd é uma aspirante a campeã olímpica ignorante das atividades reais do pai, assim como de seu lado imortal. Quando começa a mudar e seu pai some sem nenhuma explicação, e com apenas um livro descrevendo uma porção de seres míticos a única fonte de respostas, ela sabe que precisa encontrar uma maneira de evitar a transformação em... Algo.
MacRieve oferece conforto e segurança a Chloe, assim como toda a deferência que ela merecia. Só havia uma coisa que atrapalhava sua paz de espírito: Chloe era humana, e MacRieve queria encontrar uma maneira de torná-la imortal. Mas pode ser que ele não estivesse pronto para em que ela poderia se transformar.
Minha opinião:
Minha relação com livros da Kresley Cole é assim: link para o ebook é colocado, eu clico em “comprar” e espero dar meia-noite da data de lançamento para meu Kindle operar um milagre e eu poder ler. E geralmente no dia seguinte, ou no final da semana, eu tenho a resenha pronta, porque leio de uma sentada só.
Com MacRieve foi um pouquinho diferente. Porque MacRieve é um grande babaca.
Eu sei que alguns personagens da tia Kresley tem um pequeno problema... um é um vampiro enlouquecido, uma é uma meio vampira boba, outra é uma valquíria sem sentimentos, outro é um (ex) Casanova, um é um vampiro ainda mais maluco que o primeiro, outra uma valquíria com TOC e por aí vai. Lothaire foi o que mais se aproximou de ser babaca, mas ele pelo menos tinha o benefício de acreditar que Elizabeth não era sua Noiva, o que o isentava de ser legal. Este não é o caso de MacRieve; ele sabe muito bem que Chloe era sua parceira e não perde a chance de fazer a vida dela num inferno, pois ela se revela um demônio do sexo. Mesmo sabendo a história dele com os Ubus, não consegui sentir a menor simpatia por ele. Uma coisa é ser torturado, outra é ser um idiota.
Olhos estreitados, sua voz começou a vibrar de raiva.
— Decapitei as últimas cinco súcubas que encontrei. Continue falando merda e será a sexta!
Will riu, rude.
— Não recebeu a mensagem, devoradora de homens? O que tipos como você jantam não pode ser encontrado em uma cozinha.
— Você logo aprenderá a querer [se alimentar de sexo]. Tipos como você não gostam de fazer nada além de se alimentar. Parasitas, todos vocês. E não se esqueça que seus olhos estavam revirando essa manhã enquanto você me chupava.
O triste é que até Chloe se transformar, Will agiu muito, muito bem, fazendo o possível para seduzi-la para que ela decidisse ficar com ele. Aí, ela se transformou — e ele também. E sim, ele se arrepende amargamente do modo como a tratou, mas não por tempo suficiente, na minha opinião.
A sorte é que, se MacRieve deixa a desejar, o mesmo não pode ser dito de Chloe. Ela é mais uma das mocinhas fortes de Kresley Cole, e tem um monte de cicatrizes para provar. Para azar dela, todas as cicatrizes somem quando ela se torna imortal. A diferença entre Chloe e Fiore — a súcuba que seduziu Will — é tão gritante que eu passei o livro inteiro me perguntando como ele conseguiu ser tão obtuso. E não se é pior ou não, mas o Instinto dele, o espírito de lobo que todos os Lykae tem — e que assustou/intimidou Emmaline, Mariketa e Lucia — foi a voz da razão enquanto MacRieve se divertia sendo um idiota.
O mesmo não pode ser dito de Munro, o irmão gêmeo cavaleiro-de-armadura-de-prata de Will. Apesar de saber que ele também tem o gene para babaquice, eu torço muito para que o livro seguinte — bem, depois de Dark Skye — seja o dele. Não apenas Munro se envolveu numa situação dramática, mas para ser honesta, ele merece um final feliz.
A turma de Lykaes que dá as caras — nenhum dos três protagonistas aparece — também tem potencial. Desde os órfãos Ben e Ronan a Cassandra e Madadh, o Cão Louco das Terras Altas (e se isso não for nome de futuro protagonista, nada mais é), todos os Lykae são ótimos. Além disso, Loa, a sacerdotisa vudu, Malkom *se abana* e, claro, Nïx, dão as caras — e, Nïx sendo Nïx coordena tudo por motivos ainda obscuros. Outro personagem que também dá o ar da graça é Calder Vincente, o único guarda decente na prisão da Ordem.
Tirando o comportamento de MacRieve, o livro é ótimo — e eu só não fiquei mais satisfeita porque ele não sofreu por muitas páginas a respeito de como se comportou com Chloe, mas me tranquilizo, sabendo que ele não vai escapar facilmente. Finalmente a questão com a Ordem parece estar se resolvendo, e novos vilões sendo introduzidos. Agora, é só esperar a resenha de Dark Skye, que também demorei a ler e digerir.
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A Esposa Virgem (Maiden Bride) — CH 102
Personagens: Nicholas de Laci & Sophie (Gilliam, no original) Hexham
2º livro da série de Laci
Ele queria vingança. Ela ansiava por paixão!
Bretanha, Idade Média
Sophie Hexham ficou desapontada com o desinteresse de Nicholas de Laci em fazer-lhe companhia no leito nupcial... É que Nicholas, obrigado a se casar, por ordem do rei, com a sobrinha de seu maior inimigo, jurara vingar-se fazendo-a sofrer. Mas Sophie sabia como conquistar o coração do marido de uma maneira que ele jamais imaginara!
A irmã de Nicholas de Laci estava casada e com filho, as terras da família se tornaram dele, o homem que o traíra estava morto, mas nem isso o deixava feliz: as marcas deixadas por traição e tortura nas Cruzadas ainda estavam vivas, atormentando-o, e o rei aparece do nada com uma história louca de que Nicholas deveria se casar com a sobrinha do traidor...
O tio de Sophie a largou para apodrecer num convento e jogou a chave fora. Pelo menos as freiras a trataram bem, apesar de todos saberem que Sophie não tinha nenhuma vocação para a vida religiosa. O casamento — forçado — com um jovem cavaleiro deveria ser uma salvação, mas descobrir o ódio e planos de vingança desviados que o marido tinha para ela só faziam aumentar a rebeldia em Sophie. Sem que Nicholas percebesse, ele começou uma batalha que não tinha esperança nenhuma de ganhar.
Minha opinião:
Outro clássico da Deborah Simmons. Que também merece ser republicado, bonitinho, sem nada faltando. E que é difícil — beirando o impossível — de ser achado em sebos.
Então, o Nicholas não é muito diferente do que era em Bodas de Fogo: frio, insensível, caladão. Mas a Sophie tem uma maneira toda especial de encher o saco dele, o que o faz perder o controle. Essa perda é hilária, principalmente para os que estavam acostumados a vê-lo tão contido. Aliás, é fácil de entender porque ele é tão amargo, porque quer se vingar, mas vez ou outra dá vontade de entrar no livro e bater nele. Quer dizer, o tio largou Sophie num convento e nunca mais voltou; isso quer dizer alguma coisa, não?
Sophie é uma espoleta. Ela é terrível, determinada, endiabrada, uma verdadeira pimentinha. A sensação é que um ônibus passou em cima da gente. Nicholas que o diga:
— Você não passa de um maldito covarde! — Por um momento, fitaram-se com olhares faiscantes. Então, Nicholas disse:— Você está certa. Sou covarde. Maldita você por ter me transformado num.
Os dois passam uma longa parte da estória travando essa luta de vontades. Nenhum deles cede, e por incrível que pareça, eu não quis que eles se explodissem. Tá, eu quis muito mandar o Nicholas deixar de ser frouxo e virar homem, mas aí já era pedir mais.
Piers, Isadora (que aqui voltou a Ainsley...), Edith e Willie estão de volta. As interferências deles são hilárias — principalmente a cena impagável em que Willie dá conselhos sobre métodos contraceptivos — e a chegada de Darius, um sírio que Nicholas conheceu na Cruzada, esquenta as coisas — tomara que um dia ele ganhe um livro. O epílogo mantém o clima cômico, e não é exagero dizer que A Esposa Virgem é inesquecível por uma série de razões.
Lembranças de uma Paixão (A Past Revenge) — Sabrina 374
Personagens: Nicholas Andracas & Danielle Smith
Olhos cinzentos, frios e cruéis olhos cinzentos... E lençóis de seda. Eram essas as lembranças que Danielle guardava de seu grande amor. O homem que a havia retirado de uma festa, sete anos antes, para levá-la a viver seus únicos momentos de paixão e prazer sensual. Agora o destino o trazia de novo à sua vida, para seu mal ou para seu bem. E, pelo jeito, ele não mudara nada. Ainda era o homem arrogante que um dia ousara lhe oferecer dinheiro por uns instantes de amor.
Danielle não era mais que uma adolescente quando conheceu o tio de uma colega de escola numa festa e foi para a cama com ele. Revoltada por ter sido colocada porta a fora como se fosse uma prostituta, ela não quer saber de Nicholas Andracas... Até que o destino lhe bate a porta na forma de Audra McDonald, a amante que queria um retrato... E Danielle decide se vingar, fazendo com Nicholas o mesmo que ele fez com ela.
Nicholas Andracas precisava que o melhor pintor disponível fizesse um retrato da amante, para divulgar a peça em que ela atuava como atriz e ele produzia. Alguma coisa, porém, o atraía em Danielle, e quanto mais ela o rejeitava, mais ele a desejava, sem saber que ela planejava seduzi-lo e abandoná-lo, como ele fez com ela sete anos antes.
Minha opinião:
Quando eu li esse livro, uns seis anos atrás, eu não estava bem acostumada com uma mocinha vingativa. Na verdade, os únicos membros da classe “vingadores” eram os gregos e os italianos, com um ou outro espanhol marcando presença. Por isso, Lembranças de uma Paixão foi um choque, e eu não soube exatamente o que fazer dele — gostar ou não.
Então, como eu tinha decidido resenhá-lo aqui no blog, logicamente precisaria reler — o que foi muito bom, porque agora tenho uma maturidade que não tinha quando era uma adolescente de dezesseis, dezessete anos. ;) Por isso, posso dizer: é uma pena que não existam mais mocinhas como Danielle. Ao contrário da maioria, ela não saiu da cama de Nicholas querendo se vingar, mas se ocupou em viver a própria vida e planejou uma vingança assim que o Nicholas grudou nela, apesar de ser visível que ela era muito amarga. Mesmo assim, ainda acho que Danielle também foi um tanto irracional — tudo bem que ela culpou Nicholas pelo trauma que ele causou, mas houveram coisas depois que ele não podia ter feito, que era mais culpa dela do que dele.
O Nicholas de sete anos antes e o Nicholas de “hoje” — lembrando que esse livro é de 1985 — são duas criaturas muito diferentes. Ele não se lembra de Danielle — ou talvez não a associe à garota com quem teve relações sexuais e colocou para correr logo depois — por isso, não consegue entender porque ela o rejeitava — afinal, ele era um charme e as mulheres faltavam lamber o chão em que pisava; apesar disso, em nenhum momento ele tenta forçá-la; não há uma falta de caráter propriamente dita, tanto que no final, há a possibilidade de redenção.
O que eu mais gostei no livro é que, aos trancos e barrancos, as razões de Danielle para querer se vingar são válidas, não apenas derivadas de um orgulho ferido. Sem contar que essa é uma das melhores histórias que a Carole Mortimer já escreveu — os personagens e o enredo, e até a vilã detestável, que enfia os pés pelas mãos e proporciona a situação perfeita para Nicholas e Danielle se resolverem.


