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Mine to Possess (não publicado no Brasil)
5º livro da série Psy/Changeling
Personagens: Clay Bennett & Talin “Tally” McKade
Clay Bennett é um poderoso sentinela de DarkRiver, mas cresceu nas favelas com sua mãe humana, sem conhecer seu pai changeling. Enquanto jovem sem os vínculos do Bando, ele tentou reprimir sua natureza animal. Falhou... E cometeu o mais extremo ato de violência, matando um homem e perdendo sua melhor amiga, Talin, no sangrento resultado. Tudo bom nele morreu no dia em que lhe disseram que ela, também, estava morta.
Talin McKade meramente sobreviveu uma infância encharcada em sangue derramado e terror. Agora um novo pesadelo a persegue — as crianças de rua que ela trabalha para proteger estão desaparecendo e sendo encontradas mortas. Determinada a mantê-las a salvo, ela libera o mais sombrio segredo de seu coração e volta para pedir a ajuda do homem mais forte que conhece...
Clay perdeu Talin uma vez. Ele nunca vai deixá-la ir de novo, sua fome para possuí-la uma rasgante necessidade nascida do leopardo nele. Enquanto eles correm para salvar os inocentes, Clay e Talin devem encarar as violentas verdades de seu passado... Ou perder tudo com que se importavam.
Clay Bennett foi preso quando tinha 14 anos por matar um homem que abusava sexualmente da filha adotiva, Tally, melhor amiga de Clay. Quando saiu do centro sócio-educativo e foi atrás dela, descobre que Tally estava morta. Sem vontade de viver, Clay se junta aos leopardos de DarkRiver, sabendo que não demoraria muito até se tornar renegado.
Mentir por anos para Clay foi difícil, mas Tally sentia que não tinha escolha. Até agora. Várias crianças tuteladas pela fundação onde trabalhava estavam sendo encontradas mortas, e ela precisaria de ajuda para resgatar a última que sabia estar viva. E só havia um homem capaz de fazer isso: Clay. Mesmo que fosse a última coisa que fizesse — literalmente, pois estava morrendo —, ela convenceria Clay a ajudá-la a resgatar as crianças e fazer o assassino parar. Isto é, se conseguisse fazê-lo voltar a confiar nela.
Minha opinião:
Clay não é muito diferentes dos outros mocinhos da série — pelo menos dos que apareceram até agora. Ele é igualmente ameaçador, superprotetor, alto, moreno e sensual; a diferença é que sua infância, com uma mãe que queria que ele reprimisse o lado Changeling, e com a melhor amiga que ele foi preso por proteger, elevaram essas características à máxima potência. Como resultado, Clay está a um passo de se tornar renegado — e a única solução então seria caçá-lo e matá-lo antes que ele atacasse os leopardos DarkRiver.
Tally é meu grande problema. Ela foi vítima de abuso sexual e, como a maioria das crianças nessa situação, nunca pensou em contar o que os pais adotivos faziam com ela. A reação de Clay, quando ele descobre, não chega a fazê-la se assustar, mas por algum motivo, ela se recusa a vê-lo enquanto ele esteve preso por causa dela e até pede ao assistente social que acompanhava o caso que diga a Clay que ela morreu. Sim, havia uma relação simbiótica entre ela e os pais adotivos/abusadores, mas anos depois, ela agir como se Clay, entre todas as pessoas do mundo, fosse machucá-la foi demais para mim. É como se ela fizesse questão de tomar as piores decisões possíveis por nenhum motivo.
Paradoxalmente, ela não confia em Clay com ela, mas confia em Clay com um bando de garotos de rua que foram acolhidos pela fundação em que ela trabalhava (?). Por isso ela pede ajuda dele, mas sem jamais pensar que a doença que ela tinha e a fazia ter episódios de amnésia e era degenerativa poderia ser um perigo ainda maior. Então, o que ela faz? Esconde. Esconde porque Clay morreria se acontecesse algo com ela; mas não seria melhor ele se acostumar com isso?
Outro problema que eu tive foi com a “explicação” para a promiscuidade de Tally. Não me incomodo com a promiscuidade em si, mas com as causas e as desculpas arrumadas para explicá-las. Sem contar que, se Clay fica possessivo, ela surta, mas acha que tudo bem sentir ciúmes de Faith. Enfim, Tally é burra demais pro meu gosto. rs
O ponto alto do livro envolve os Psy: tanto em relação à pequena resistência que ocorreu em 1979, quando alguns decidiram lutar contra o Silêncio e fizeram o que Sasha e Faith fizeram quanto com o novo protoloco que Ming está experimentando e Judd e o Fantasma estão fazendo o possível para destruir... Com toda honestidade, acho que o Fantasma é o Coringa: ele faz uma coisa nesse livro que deixa toda a PsyNet instável.
Há muita coisa acontecendo em Mine to Possess, sem dúvida para dar espaço a Ashaya Aleine e Ekaterina Haas, as cientistas Psy ligadas aos experimentos de Ming, Dorian, Max Shannon, o policial TDB que investiga o desaparecimento e morte de crianças ligadas à Fundação Shine, e Dev Santos, o presidente da Shine e chefe de Tally. Também é bom prestar atenção em Anthony Kyriakus, o papai bonitão de Faith, e em Nikita, pois logo eles serão de total importância para o andamento da série. Por fim, apesar de minhas reclamações, eu não diria que ele é ruim, já que gostei da leitura — foi ótimo, tirando a mocinha idiota.
Archangel’s Enigma (não publicado no Brasil)
11º livro da série Guild Hunter
Personagens: Andromeda & Naasir
Naasir é o mais feroz do poderoso grupo de vampiros e anjos conhecido como os Sete, sua lealdade prometida ao arcanjo Raphael. Quando rumores surgem de um plano para assassinar o antigo arcanjo da Pérsia, agora perdido no Sono dos Anciões, Naasir é despachado para encontrá-lo. Pois apenas ele possui as habilidades de caça necessárias — aquelas mais comuns em animais predadores do que em homens.
Escolhida para acompanhar Naasir, Andromeda, uma anja jovem e estudiosa com segredos perigosos, fica fascinada pela natureza dele — às vezes brincalhão e brilhante, sensual e brutal. Enquanto se apressam a achar o arcanjo Adormecido antes que seja tarde mais, Naasir a forçará a questionar tudo o que ela sabe... e a tentará a entrar na escuridão magnífica e feroz de seu mundo. Mas antes eles devem sobreviver a uma inimiga cruel o bastante para quebrar o maior tabu da raça angélica e jogar o mundo em um pesadelo horrível...
Após um período de calma que se seguiu à batalha de Nova York, Raphael descobre que os generais de Lijuan estavam procurando por Alexander, um arcanjo Ancião que decidiu Adormecer a quatrocentos anos. Para isso, ele pede a Naasir, seu melhor caçador, que se junte à Andromeda, uma estudiosa da corte de Charisemnon que tinha como objeto de estudo os Anciões Adormecidos.
Horrorizada com a ideia de ser indiretamente responsável pela morte de um Ancião Adormecido, Andromeda se candidata ao serviço de um arcanjo rival do avô, mas é o vampiro misterioso que viaja com ela pelo mundo. Ceder à tentação representada por Naasier é quase incontrolável, mas ao fim desta busca, ela não opção a não ser voltar para a casa do avô — e seu futuro é bastante sombrio.
Minha opinião:
UiqueNaasirmarademaisafff!!!
Archangel’s Enigma começa mais ou menos onde Archangel’s Shadows parou: na busca desesperada de Naasir por uma parceira. Bem, já se passaram sete meses, e nosso pobre vampirinho planeja dar umas mordidinhas de amor na parceira, seja ela quem for, por fazê-lo esperar tanto tempo. Uai, como assim ela some logo quando ele decide que estava pronto para ficar com alguém pelo resto da vida?
A mente de Naasir funciona assim: ele é capaz de fazer coisas bem complexas, mas em outras, age por puro instinto. De início, parece que é só impulsividade, mas depois, quando vemos flashes da infância dele, é que temos a chance de entender que Naasir é muito mais do que aparenta; ele não é menos complexo por ter reações impulsivas e, de certo modo, até infantis. Ele age de acordo com a natureza dele:
— Vim por um livro — ele disse, capaz de senti-los ao redor, curiosos e animados que ele tivesse vindo.
(...)
— Eu trouxe uma coisa para vocês. — De dentro do bolso, ele tirou um brinquedo que fazia música e o manteve na mãe enquanto descia para o nível de baixo pelas escapas cobertas de gelo.
Lá, no laboratório, ele colocou o presente na grande mesa [...]
— Eu tenho uma parceira — ele contou aos outros, pensando não nas coisas ruins que aconteceram ali, mas em como o lugar fora reclamado. — O livro é para ela. Ela é uma estudiosa.
(...)
— Obrigado — ele disse aos amigos. — Um dia, trarei minha parceira aqui. Ela tem asas, mas é corajosa e vai descer. [...]
Outra estalactite caiu em uma sinfonia titilante.
Sorrindo, ele se virou e saiu. Enquanto subia as escadas, ele ouviu a música começar a tocar atrás dele e soube que seu brinquedo era bem-vindo. [...]
O interessante é que nenhuma parte do Naasir se ressente muito de como ele se tornou o que é; ele sabe o que houve, e hoje reconhece que alguns anjos o tratavam de maneira diferente por não compreendê-los, mas Dmitri — a quem ele considera um pai —, Raphael e Keir o criaram muito bem
(morro de rir só imaginando Três Solteirões e um Bebê versão Guild
Hunter). Então, nada mais natural para Naasir do que aceitar qualquer mulher que possa vir a fazer parte de sua família — e isso inclui os Sete, Raphael, Keir, Jessamy, Ashwini, Mahiya, Elena, Janvier... Todos mesmo — de braços abertos. É muito fofo ver as interações dele com Dmitri e Jessamy quando ele ainda era criança, e de certa forma, até com Michaela.
Naasir tem absoluta certeza de que Andromeda é sua parceira, mas... ele não seria tão azarado de ter uma parceira que fez um voto de celibato,
seria? Mas Andromeda fez, com medo do que poderia fazer; afinal, sob a tutela de seu avô, um dos arcanjos mais depravados do Cadre, sua mãe e pai se tornaram dois devassos, incapazes de respeitar qualquer coisa ou pessoa. Na cabeça dela, não há dúvida de que esse é o destino que a espera. E se viajar o mundo com Naasir fazendo um serviço para Raphael era o caminho, então ela o faria.
Ai gente, eu adorei a Andromeda! Ela é uma mistura perfeita de Mahiya com Elena. Apesar de ser uma estudiosa, ela também pode lutar — e o mais surpreendente é que tomou lições não com o avô ou alguém da corte dele, mas com Dahariel, o braço-direito de Astaad.
Ela é perfeita para Naasir, e espero ansiosa uma cena com uma noite de garotas com Elena, Honor, Mahiya, Jessamy, Andromeda e Sara. E se Mele, a concubina de Astaad, quiser se juntar, melhor ainda.
O livro também é recheado de coadjuvantes de luxo: Dahariel, mal afamado e considerado sádico, sabe que não é flor que se cheire, mas redenção está aí para isso. Suyin, a sobrinha torturada (literalmente) de Lijuan também precisa de muito amor, assim como Caliane e Alexander, por quem eu sempre soube que ficaria apaixonada assim que ele desse as caras: para ser honesta, não havia outra pessoa para Caliane... E até Andromeda percebe isso. Aliás, não é só Alexandre e Caliane que aparecem; Favashi também parece fazer parte da colisão Fora Lijuan Já, e já era hora. Gostei dela desde que ela apareceu pela primeira vez em Angels’ Blood, e é bom saber que ela é um dos poucos arcanjos capazes de lutar contra Lijuan — mas ainda há um mistério: quem é o anjo com olhos de fogo? Aliás, esse ser é um anjo? Ou um vampiro? Um humano? Aff! E Ilium, o preferido de 99,9% das leitoras... Como eu posso esperar um ano? Isso não é justo! Eu quero saber o que acontece com o Ilium agora! *berra histericamente*
Apesar de estar aliviada com a informação de que há algo que possa acabar com a raça de Lijuan, eu ainda estou em dúvida: além do arcanjo da pestilência, quem mais vai se aliar a ela? Michaela, por exemplo, parece uma bomba prestes a explodir, mas não consigo vê-la se aliando a ninguém.
Bem, agora só me resta esperar até ano que vem. 2016, quase 2017. Eu já disso que não há nenhuma justiça nisso. Mas não custa nada repetir: isso não é justo.
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Archangel’s Shadows (não publicado no Brasil)
11º livro da série Guild Hunter
Personagens: Ashwini “Ash” Taj & Janvier
No começo de uma guerra brutal, o arcanjo Raphael e sua consorte caçadora, Elena, estão lidando com as marés traiçoeiras das políticas arcangélicas e o povo de uma cidade maltratada, mas não quebrada. A última coisa que a cidade deles precisa é de mais morte, sobretudo uma que carrega a misteriosa assinatura de um arcanjo inimigo e insano que não pode — não deve — estar caminhando nas ruas.
Esta caçada deve ser conduzida com zelo e sem alertar as pessoas. Deve ser feita por aqueles que podem se tornar sombras...
Ash é uma rastreadora dotada, uma mulher amaldiçoada com a habilidade de sentir os segredos de qualquer pessoa que tocar. Mas há um homem a quem ela conhece sem o menor instante de contato físico: Janvier, o vampiro Cajun perigosamente sexy que a fascina e enfurece há anos. Agora, enquanto eles rastreiam um matador cruel, seu jogo de gato-e-rato de flerte e provocação se tornou em um jogo profundo de coração. E desta vez, é o segredo de Ash, escuro e terrível, que ameaça destruir aos dois.
Três semanas se passaram desde a Batalha de Nova York, em que Raphael e Elena derrotaram Lijuan. Agora, o corpo mumificado de um cachorro é encontrado na rua, e o Guild é chamado para investigar o caso — a situação perfeita para Ashwini se manter trabalhando, mas sem a exigência física de uma caçada. Isto é, até o corpo de uma jovem ser encontrado no lixo, também mumificado. Tudo apontava para Lijuan, mas a população de Nova York ainda não estava pronta para lidar com a ameaça de uma nova guerra.
Entra em cena Janvier. Servindo de ligação entre a Torre e o Guild, Janvier era a única chance de os dons de Ashwini não sobrepujá-la durante a busca por informação. De uma forma ou de outra, aquele caso seria o momento decisivo na relação deles: ou Ashwini lhe dava uma chance ou ele renunciaria a imortalidade por ela...
Minha opinião:
De novo, eu sei que o blog ficou abandonado, mas eu tenho bons motivos: busca por trabalho (ê canseira!) e autoescola — na minha idade, primeira carteira... E não sou nenhuma velha caquética, mas tô chegando lá. rs Antes de mais nada, escrevi essa resenha em novembro — sim, o bebê demorou três meses para nascer —, mas como eu disse antes, minha vida ano passado foi uma loucura, e só agora eu achei que a resenha ficou lapidada o suficiente para ser publicada. Isso posto: Archangel’s Shadows é um dos livros que li como incentivo. A cada página que eu terminava da minha monografia, eu me permitia ler um... Às vezes, dois... Muito de vez em quando, três... Capítulos. Raramente quatro. E para alguém acostumada a ler os livros da Nalini como uma pessoa esfomeada num banquete, o arranjo foi uma agonia.
Janvier é tão sexy e apaixonante aqui como ele foi em Angels’ Pawn. A diferença é que agora ele tem um ponto de vista, o que torna mais fácil compreendê-lo. Amei o fato de que ele tenha tão boas lembranças de sua vida familiar quando ainda era humano, e que tudo, desde o primeiro emprego — infantil, devo dizer — até sua decisão de se tornar vampiro, foi motivada por um forte grau de lealdade, que ele possui até hoje: ainda é o “tio” que todos os descendentes das irmãs querem visitar. O interessante é que, durante a série, uma porrada de personagens zoa o chove-não-molha dele e Ash, me fazendo pensar que era um tipo de piada interna. A verdade é que a família dele inteira e todos os amigos sabem sobre ela e são loucos para conhecê-la... Não sei, isso me lembrou tanto dos Psy/Changeling que me peguei rindo sozinha.
Ash é igualmente leal. Ela tem um dom útil, porém debilitante, de prever o futuro, mas raramente os sonhos são bons. Adicionalmente, ela também pode saber os pensamentos de uma pessoa com um único toque, e há momentos, como quando Honor foi sequestrada e resgatada (Archangel’s Blade), que ela só quer sair correndo e se enfiar num buraco e fechá-lo atrás de si. Mas ela sempre fica. O dom dela implica em uma coisa muito mais sinistra relacionada à família dela — o motivo que fez o irmão dela interná-la em uma casa de repouso —, que é o maior impedimento para ela e Janvier ficarem juntos. Pessoalmente, a resolução desse problema veio como um grande “hein?” para mim, porque parecia uma solução tão óbvia que eu não pensei que fosse viável.
Eu estava preparada para detestar o irmão dela — pela dita internação. Mas desde o primeiro momento em que Arvi aparece, fica claro que a despeito de toda a tensão, havia muito amor entre eles. É muito mais fácil sentir pena, apesar de não ser bem isso, por ele, o médico brilhante que não conseguiu encontrar a cura para a situação das mulheres da família, do que por Jeffrey Devereaux após sua revelação em Archangel’s Legion.
A outra sombra do título é Naasir. A criatura-tigre como Elena gosta de chamá-lo é um rouba-cena de primeira. O passado e o presente dele são um mistério, e ele realmente se parece com um grande felino: em um momento, ele gosta de carinho e até ronrona; no outro, passa por cima de um inimigo com a mesma força de um rinoceronte.
— Eu sou uma pessoa, Dmitri? Você ficará triste se eu morrer?
Apesar de ter se tornado duro e cruel, a pergunta inocente o sacudira.
— Sim — ele dissera, tão honesto na resposta quanto Naasir fora na pergunta. — Você é uma pessoa. Você é Naasir. Perderei uma parte de mim se você morrer e é uma parte que nunca terei de volta.
Naasir o encarara por um longo tempo antes de se aproximar para abraçá-lo.
— Ok, Dmitri. Lamento. Eu não sabia antes que eu era uma pessoa.
A melhor parte é que o próximo livro da série é do Naasir, pois ele apertou o botãozinho “caça parceira” e a pobre anja que vai ser o par dele com certeza terá as mãos cheias. Prevejo uma história similar à do Jason, só que toda Naasir.
Então, apesar de ser menos focado no lado físico do romance — a conexão de Ash e Janvier é mais a nível de alma —, Shadows não desaponta. Espero que Janvier e Ash aparecem com frequência em Archangel’s Enigma (o livro do Naasir), pois a parceria deles foi uma coisa que deu gosto de ver e vale a pena ser repetida.
Archangel’s Legion (não publicado no Brasil)
10º livro da série Guild Hunter
Personagens: Elieonora Parker “Elena” Deveraux & Raphael
Anjos estão caindo do céu em Nova York, golpeados por uma força viciosa e desconhecida.
Vampiros estão impossivelmente morrendo de doença.
A caçadora associada Elena Deveraux e o arcanjo Raphael devem descobrir a fonte da onda de morte antes que ela envolva sua cidade e seu povo, deixando Nova York em ruínas e a Torre de Raphael sitiada por arcanjos inimigos.
Mas enquanto eles lutam desesperadamente para salvar a cidade, uma força ainda mais sombria se agita, seus olhos gelados fixos em Nova York... E em Raphael. Rios de carmesim e pesadelos dados corpo, o mundo nunca mais será o mesmo...
Vampiros estão impossivelmente morrendo de doença.
A caçadora associada Elena Deveraux e o arcanjo Raphael devem descobrir a fonte da onda de morte antes que ela envolva sua cidade e seu povo, deixando Nova York em ruínas e a Torre de Raphael sitiada por arcanjos inimigos.
Mas enquanto eles lutam desesperadamente para salvar a cidade, uma força ainda mais sombria se agita, seus olhos gelados fixos em Nova York... E em Raphael. Rios de carmesim e pesadelos dados corpo, o mundo nunca mais será o mesmo...
O dia começa normal em Nova York, mas de repente, uma nuvem negra cobre o céu e uma chuva torrencial cai — uma chuva de anjos e pássaros. Poderia tanto ser efeito da Cascata, um rearranjo de contingências que favoreceria mudanças, o aparecimento de novos poderes para os arcanjos e a destruição de boa parte do mundo como o conhecíamos. Ou poderia ser o prenúncio de uma guerra, no qual Raphael e Elena Deveraux seriam atacados por um inimigo desconhecido.
Com o exército de Raphael comprometido, logo acontece o impossível: vampiros, imunes a todos os tipos de doença, começam a aparecer mortos de um vírus semelhante à varíola. As águas do rio Hudson se tingem de vermelho e chove sangue. Em meio a tudo isso, Elena precisa tomar uma decisão a respeito de sua relação com o pai, e lutar para impedir que sua cidade e seu arcanjo sejam destruídos por um poder útil, porém perverso.
Minha opinião:
Esperei uma eternidade por esse livro! Desde Archangel’s Consort que eu não via Raphael e Elena juntos como personagens principais, por isso, a excitação. Ah, gente, bendito Kindle! Essa gracinha mudou minha vida!
Então, depois de Archangel’s Storm e tudo que aprendi a respeito da Cascata e das mudanças ocorridas no mundo dos imortais, eu estava fervilhando para finalmente ler uma ceninha de guerra, pois isso tem sido previsto desde o primeiro livro, quando o arcanjo gostosão descobriu que Lijuan estava criando zumbis, e de novo, Nalini Singh não me desapontou.
Aqui temos um novo baile
— Minha mãe — ele disse — nos convidou para um baile.Elena retirou uma lâmina de uma das bainhas, macias como manteiga, nos antebraços, que Raphael lhe dera de presente.— Me dê licença enquanto eu apunhalo meus olhos... E me estripo também. — A última vez que Elena comparecera a um baile imortal, acabara banhando no sangue dos renascidos enquanto Pequim queimava a seu redor. E ah, não vamos esquecer, de se arrebentar no chão depois de ser tirada do céu.
Soa promissor, não? *risos* E Raphael é categórico quando afirma que faltar não era uma opção... Cá entre nós, eu não sei se eu conseguiria viver com uma criatura tão arrogante e mandona como ele.
— Eternidade significaria nada sem você. Por nenhum poder nesta terra eu trocaria minha Elena.
Certo, mentira.
Ele finalmente recebe um novo poder, que pode muito bem ser útil contra Lijuan — pois Raphael é o único que pode dar um chega para lá nela —, mas que também pode ser letal, levando-o a se tornar o mesmo homem (ou pior) que ele era em Angels’ Blood. Junto com isso, uma marca que começa na têmpora e termina com Raphael ouvindo sussurros e sonhando com um poder que quer dominá-lo... Exatamente como aconteceu com o pai dele.
Elena e ele já passaram da fase de duvidar do que sentem um pelo outro, mas agora há um novo elemento no relacionamento deles que poderia potencialmente destruir tudo: ela sabe que o está ajudando a ser mais humano, mas também sabe que isso pode matá-lo, já que ele fica cada vez mais fraco. E ainda tem a questão com o pai dela e a decisão que ela precisa tomar: reconstruir uma relação ou mandá-lo pro inferno de vez, por isso, ela entra em crise, mas sabendo que jamais abandonaria Raphael.
Os “desconhecidos” dos Sete ganham mais tempo aqui: Aodhan e Naasir. O anjo tem uma cena maravilhosa com Illium — que me fez pensar que o próximo livro seria de um deles — e o vamp me faz pensar se ele é parente de algum Changeling. :D O pessoal do Guild aparece em peso — Sara & Deacon, Demarco, Honor, Ransom e Ashwini. Aliás, para a alegria desta que vos fala, o próximo Guild é dela com Janvier, e Nalini já avisou que algumas partes ocorrerão simultaneamente a Archangel’s Legion *sacudindo o punho no ar gritando YEAH!*.
Os vilões estão com tudo — e não vou dizer quem é... Suficiente falar que Raphael está sendo atacado por tudo que é lado, e mesmo as alianças não oficiais podem se mostrar arriscadas. Assim como amizades antigas — de boa, eu odiei aquela Tasha. Quero que Elena enfie uma lâmina nos olhos dela como fez com Michaela.
Todas as cenas do Raphael com os Sete sempre foram muito emocionantes, porque não é todo dia que a gente vê um grupo de machos alfa declarando sua lealdade e amizade. Mas em Archangel’s Storm há algo assim, e aqui também: na cena com Aodhan e Illium e antes da guerra começar — lembrei do discurso do Aragorn em O Retorno do Rei.
No fim, a espera valeu a pena. Minha única reclamação é que o livro acabou muito rápido, e mesmo assim porque eu li de uma sentada só.
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Wild Invitation: Beat of Temptation (não publicado no Brasil)
4º livro da série Psy/Changeling
Personagens: Tamsyn “Tammy” Mahaire & Nathan “Nate” Ryder
A inocente Tamsyn sempre teve um lugar especial em seu coração para Nathan, um poderoso sentinela de DarkRiver. Mas ela está preparada para as ferozes exigências do vínculo de acasalamento?
Os pais de Nathan Ryder se apaixonaram e casaram jovens demais. Nate cresceu vendo a destruição que o arrependimento podia causar e jurou que nunca permitiria que isso acontecesse com ele e sua parceira. Quando percebe que sua parceira era a adolescente Tamsyn, Nate fecha o vínculo que há entre eles, jurando liberá-lo apenas quando Tammy estivesse pronta para assumir um compromisso.
Quatro anos depois, Tammy está cansada de esperar pela boa vontade de Nate. Mas depois de um ataque ao bando, que terminou com a morte de um sentinela e sua parceira — a curadora —, culminando com um menino órfão, uma Tamsyn exausta e obrigada a assumir uma responsabilidade com todos os componentes de DarkRiver, só fortaleceu a resolução de Nate em não se envolver.
Felizmente para Tammy, muitas pessoas concordavam que aquela situação não podia continuar daquele jeito... E agora Nate só precisava abandonar os medos e abrir o coração para poderem ser felizes juntos.
Minha opinião:
Ai, que conto bonitinho! Para quem ficou curioso a respeito de Tammy e Nate em Slave to Sensation, esse conto foca no “antes” e pode até ser lido primeiro.
Gostei muito de Tammy e Nate. Os dois são teimosos e cabeça-dura, e apesar disso, deu para perceber que em nenhum momento eles tinham a intenção de ferir ao outro — com ênfase para as ações dele.
Eu entendi porque ele estava relutante em aceitar Tammy tão nova, mas ele passou quatro anos lutando por nada, porque no final das contas teria que fazer uma escolha... E, tadinho, não é como se houvesse escolha além de aceitá-la, não com Tammy fazendo esse tipo de coisa:
Ela inclinou a cabeça, olhando para ele quando ele olhou para baixo.— Comprei um amigo.Ele pareceu sufocar por um segundo.— Um amigo?— Aham. Ele vibra. — Foi um sussurro para suas orelhas apenas. — Acho que vou usá-lo hoje à noite.Os dedos dele a apertavam tão forte que provavelmente deixariam marcas. Ela não se importou. Não quando ele a estava queimando com o calor em seus olhos.— Não.Levantando os braços, ela enlaçou-o pelo pescoço.— Por que não?— Sua primeira vez não devia ser com aquilo.Ela deu de ombros.— Estou ficando velha, Nathan. Tenho necessidades. — Necessidades sombrias e intensas. Necessidades que apenas ele podia completar.— Me prometa que não vai usar esse brinquedo estúpido.— Ele não é estúpido. — Ela roçou contra a dureza dele e o ouviu respirar fundo. — Mas é menor que você.
E ele achava que podia fazer o que quisesse... Pobre idiota. :P
Tammy aqui não é muito diferente do que vemos nos outros livros da série: ela ainda é uma cuidadora, o tipo de pessoa que todos procuram quando estão com problemas e precisam de alguém para conversar; isso é visível quando ela decide colocar o bando no caminho da cura depois de dois anos do ataque traumático que culminou na morte dos pais de Lucas.
Falando nele, Lucas aparece adolescente, assim como Vaugh e Dorian. Nesta época, DarkRiver ainda não era um bando tão poderoso — ao contrário de SnowDancer —, mas conforme um empresário Psy tenta roubar parte das terras dos leopardos, eles começam a mostrar sua influência. Aliás, essa foi a única parte que não gostei: não senti muita tensão nesse conflito com o Psy-mau-da-vez, tendo tudo ficado como um plano de fundo.
Beat of Temptation é um dos quatro contos publicados na antologia Wild Invitation, que agrupa quatro de cinco contos presentes na série Psy/Changeling.
Caressed by Ice (não publicado no Brasil)
3º livro da série Psy/Changeling
Personagens: Brenna Shane Kincaid & Judd Lauren
Como um Arrow, um soldado de elite nas fileiras do Conselho Psy, Judd Lauren foi forçado a fazer coisas terríveis em nome de seu povo. Agora um desertor, suas habilidades sombrias o fizeram o mais mortífero dos assassinos — frio, impiedoso, insensível. Até que ele conhece Brenna...
Brenna Shane Kincaid era inocente antes de ser abduzida — e ter a mente violada — por um assassino em série. Seu senso de maldade é tão profundo que ela teme poder se tornar uma assassina. Então o primeiro corpo é encontrado, vítima de uma loucura conhecida. Judd é sua única esperança, mas o sensual lado changeling dela se rebela contra a frieza inumana da personalidade dele, mesmo que o desejo exploda entre eles. Chocante e crua, sua paixão é um perigo que ameaça não apenas seus corações, mas suas vidas...
A família de Judd Lauren foi marcada para extermínio psíquico depois que a irmã, Kristine, cometeu suicídio. Isso não seria tão chocante se os Lauren não fossem Psy, uma raça que se condicionou a reprimir toda e qualquer forma de sentimento. Além disso, a família era composta por membros muito poderosos, sendo que dois deles ultrapassavam os limites de medições conhecidos, e o próprio Judd era membro de um esquadrão de assassinos. Entre a chance de ser absolvido do extermínio e a de fugir com a família, ele escolhe a segunda opção, e contra as probabilidades, ele e o irmão mais velho são aceitos como novos membros do bando changeling SnowDancer.
Lá ele conhece Brenna Kincaid, mas o contato dos dois não é muito longo até Brenna ser sequestrada, violada e torturada por um Psy; Judd desempenha papel fundamental em sua recuperação, levando o lobo de Brenna a reconhecê-lo como possível parceiro e lhe dando um senso de confiança tão profundo que ela se atreve a compartilhar com ele um segredo que não dividiria com ninguém.
Mas se Judd rompesse o Silêncio que o governava Brenna poderia morrer. E apesar da ameaça à própria vida e à dela, nada o impediria de protegê-la do assassino disposto a acabar com ela e a ameaça que ela representava...
Minha opinião:
Ai, Judd, eu quero você! O “Homem de Gelo” é um dos mocinhos mais carinhosos, protetores, apaixonados, cuidadosos, alfas e perfeitos que eu já tive o prazer de ler! Onde eu arrumo um desses?
O bom é que Brenna também não fica atrás. Ela sofreu um trauma, doeu — e ainda dói —, mas ela está tentando reconstruir a vida quando o assassinato ocorre. A mulher surta, mas mesmo assim consegue se manter firme. É o típico caso em que a pessoa é tão forte que, apesar de abalada, ela se recusa a se render. Ela faz o possível para não sobrecarregar ninguém com os traumas — pelo menos não mais do que já estão sobrecarregados —, e vai em frente. Ela e Judd se complementam e ela até cria um monstro:
— Mais uma vez.(...)— Uma hora. Cochilo. Então de novo.
Sim, é exatamente isso que o menino quer. Acho que toda essa liberação de endorfina, serotonina e outros hormônios e neurotransmissores deixou Judd viciadinho. Kkkkkkkk
A família Lauren também rende ótimos personagens — mas então, é uma questão de genética, não é? Sienna, Walker, Marlee e Toby são personagens excelentes — Walker, por exemplo, faz o tipo caladão — e os lobos do bando SnowDancer não ficam atrás: Hawke, o alfa; Indigo, uma sentinela e Drew e Riley, os irmãos superprotetores de Brenna, que às vezes merecem uns tapas, mas que no fundo só querem poupá-la de mais dor. Todos eles têm livros em algum momento no futuro... Mas a fonte de maior curiosidade é mesmo o Fantasma, o Psy rebelde que quer a raça de um futuro mais amaldiçoado que o Silêncio — a destruição.
Meu palpite: o Fantasma é ninguém mais, ninguém menos, que o novo Conselheiro: Kaleb Krychek. Com o mais novo livro da série tendo sido lançado em junho, espero que finalmente esse mistério seja revelado.
PS: eu sei a resposta para esse mistério, mas como escrevi essa resenha há tanto tempo — e esqueci de publicar, afe! —, vou deixar meu palpite do jeito que está. Kkkkkk
Archangel’s Storm (não publicado no Brasil)
9º livro da série Guild Hunter
Personagens: Jason & Mahiya Geet
Com asas como a meia-noite e uma afinidade por sombras, Jason corteja a escuridão. Mas agora, com o consorte da Arcanja Neha assinado no palácio repleto de joias que era sua prisão e a raiva dela ameaçando devastação cataclísmica, Jason caminha para a luz, sabendo que deve descobrir quem é o assassino antes que seja tarde demais.
Conseguir a confiança de Neha tem com um preço — Jason deve ser unir a sua linhagem através da Prince Mahiya, uma mulher com segredos tão perigosos que ela não confia em ninguém. Menos um ainda um chefe de espionagem inimigo.
Com apenas a caça incansável a um matador violento e inteligente os unindo, Jason e Mahiya embarcam numa jornada que os leva a um pesadelo de séculos... E para a escura tempestade de uma paixão inesperada que ameaça encharcá-los de sangue.
Mahiya era fruto de um caso extraconjugal da irmã da arcanja Neha com o marido Eris. Com o pai indiferente aprisionado e a mãe morta, Mahiya foi criada para ser o bode expiatório e um meio de punir o marido traidor. Suas tentativas de sobreviver agora que era “maior de idade” são ameaçadas quando Eris é assassinado, deixando Neha completamente louca e jurando vingança.
Jason é enviado por Raphael para descobrir o assassino, depois de prometer selar um juramento de sangue a Mahiya. O que ele não esperava era que a princesa fosse o maior mistério e desafio que já havia encontrado. De repente, a tarefa não era apenas descobrir o assassino, mas encontrar uma maneira de salvar a vida de Mahiya e conseguir, juntos, a felicidade que sempre lhes foi negada.
Minha opinião:
Confesso que gostei muito mais de Archangel’s Storm que de Archangel’s Blade. Não que o livro do Dmitri seja ruim, mas prefiro os que fazem o estilo caladão, tipo o Jason, do que os cretinos sensuais. Falando nisso, Storm começa exatamente onde Blade termina: no casamento de Dmitri e Honor.
A atmosfera de suspense contribui para o clima meio sombrio e a narrativa, pontuada por inúmeros flashbacks a respeito dos pais de Jason — que, como Raphael disse em Archangel’s Kiss, tiveram uma linda história de amor até que tudo foi por água abaixo —, nos permite entender porque ele é assim, tão desapegado do mundo. Gostar dele não foi um sacrifício: Jason é excelente no que faz, tem honra, se nega a mentir, mesmo sabendo que poderia ganhar mais, e o amor que sente por Mahiya é magnífico. Não é o mesmo amor físico que vários outros casais sentem, mas se eu tivesse que definir, diria que foi mais um encontro de almas do que qualquer outra coisa:
— Exigi alguma coisa, hein? — Erguendo a mão livre, ela correu os dedos sobre sua mandíbula. — Tenho tanto amor dentro de mim, Jason. Tanto. E nunca me permitiram dá-lo a ninguém — ninguém o quis. Deixe-me abrir as asas do meu coração com você.
Mahiya também é única. Tendo sido ignorada a vida toda — ninguém nunca lhe dá crédito, achando que ela é nada mais que uma princesa mimada —, ela sabe que a única razão que tinha para viver agora não existe — o pai que, apesar de não amá-la, era torturado pois sabia que, se não fosse a prova de uma infidelidade, estaria livre e aproveitando a vida. Por isso, quando ela tem a chance de barganhar com Jason e oferecer informações que possam levar a descoberta do assassinato e fornecer um meio de Raphael vencer uma possível batalha contra Lijuan, ela agarra a chance, apesar de saber que Jason não podia garantir que ela fosse ficar livre. Ela não tem nenhum orgulho, pois sabe que não vai ser isso que vai mantê-la viva. E como se não fosse suficiente, ela é superprotetora com Jason e Venom e maravilhosa, por isso, é uma das minhas mocinhas preferidas da série!
Eu tinha ficado desapontada com Neha em Archangel’s Consort — não achei que ela foi uma vilã muito má, mas aqui, as coisas mudam. E não ter fatos, apenas flashes muito rápidos, deixa tudo muito mais aterrorizante. Não sei se Nalini estava salvando a maldade para agora, mas ela fez um excelente trabalho. E é incrível como a construção desse mundo é complexa: o despertar de Caliane foi responsável por uma cadeia de eventos destrutivos, mas agora a coisa muda de figura e os personagens começam a levantar hipóteses diferentes que explicam que as catástrofes e o acordar de Caliane são fruto de outro evento, que com certeza será parte integral de Archangel’s Legion.
Por outro lado, a história dos pais de Jason é apaixonante, mas tem um final tão triste que eu chorei como um bebê quando ele conta a Mahiya o que o fez ser assim. Foi muito injusto, mas não sei se, caso Jason fosse diferente, eu teria me apaixonado tanto por ele.
Espero sinceramente poder ver esses dois construindo uma vida juntos nos próximos livros. Como Mahiya diria, seria a vingança perfeita contra Neha.
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Angels’ Flight: Angel’s Dance (não publicado no Brasil)
8º livro da série Guild Hunter
Personagens: Galen & Jessamy
Uma anja presa na fortaleza montanhosa do Refúgio se encontra sitiada por um anjo guerreiro de uma corte marcial.
Galen saiu da corte do arcanjo Titus para tentar se tornar o general do mais novo membro do Cadre: Raphael. Assim que chega, ele conhece e fica atraído por Jessamy, a historiadora dos anjos, que por pouco não foi assassinada por saber do segredo de outro arcanjo. Proteger Jessamy se torna sua prioridade número um, apesar de ela jurar querer distância.
Jessamy não estava acostumada a receber nada mais que pena. Com uma asa distorcida desde que nasceu, ela nunca soube o que era voar; e seu próprio orgulho a impedia de aceitar o que ela via como caridade. Por isso, chegou aos quase três mil anos sem nunca ter tido um amante. Para a sorte dela, Galen era incansável... Mas o assassino que a esperava ficar sozinha também era.
Minha opinião:
Quando eu li Archangel’s Kiss, fiquei me perguntando quanto tempo Jessamy e Galen ficariam naquele aparente chove-não-molha. Aí Nalini Singh anunciou que escreveria um conto para os dois e... Surpresa! A história se passa 400 anos antes dos eventos da série, assim quando Raphael se tornou arcanjo. Eita!
Jessamy é mara! Ela me lembrou muito da Sascha dos Psy/Changeling, mas sem ser insuportavelmente boa. Não que eu não goste da Sascha, mesmo porque ela é uma empata, o que significa que ela é quase perfeita. Jessamy já é mais real, autocrítica, com autoestima lá embaixo — afinal, o que faz um anjo são as asas, e as dela são aleijadas —, mas em vez de ficar num canto se lamentando, ela vai à luta e procura se encaixar e ajudar os bebês anjos a se tornarem adultos aptos a voar e viver no mundo violento dos arcanjos.
Galen é um homem de poucas palavras e muita ação. Assim que viu Jessamy, ele gostou dela e começou a cortejá-la. E é bonitinho, porque ele sabe que não pode conquistá-la com palavras — mesmo porque ele é um guerreiro e não um poeta —, mas se dedica a ela de corpo e alma. E não demora muito para que todos no Refúgio comentem sobre os dois e que logo haja concorrência na forma de um vamp muito sexy. E mesmo assim, Galen ganha, apesar de ele ser tão quieto que chega até a ser rude.
Gostei de ver como os Sete foram criados — apesar de Venom e Naasir não serem dessa época — e de como a política dos arcanjos funciona. Não consigo deixar de pensar que logo veremos mais de Alexander, nem que Angels’ Dance serve também para um futuro próximo, para explicar o retorno de Caliane e os eventos de Archangel’s Storm. Além disso, vemos também como Michaela se tornou arcanja — e é no mínimo estranho. Não é ruim, mas é como se o mundo entrasse em sintonia com ela.
O conto é bem curtinho, nem dá para ver o tempo passar. Mas eu confesso que Keir, Raphael, Dmitri, Jason (ele é o próximo!), Aodhan e Illium me fizeram babar. Só gostaria de ter lido mais sobre os relacionamentos de Jessamy e Galen com os pais, mas tenho a impressão de que isso será endereçado depois.
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Archangel’s Blade (não publicado no Brasil)
7º livro da série Guild Hunter
Personagens: Dmitri & Honor St. Nicholas
A cabeça decapitada marcada por uma distinta tatuagem na bochecha deveria ter sido um caso para o Guild, mas os sombrios instintos aperfeiçoados ao longo de mais de centenas de anos obrigam o vampiro Dmitri a assumir o controle. Há algo sinistro nessa morte, algo que sussurra de séculos passados... Mas a necessidade de Dmitri de descobrir a verdade é nada frente à perversa força de sua resposta a caçadora responsável por decifrar a tatuagem.
Assolada em um ataque brutal que quase a matou, Honor não está nada perto de pronta para vir face a face com o vampiro sedutor que é a mão direita de um arcanjo, e que assume a crueldade tão audaciosamente quanto sua letal sensualidade... O mesmo vampiro que tem sido sua obsessão secreta desde o dia em que ela estava velha o bastante para entender as emoções inexplicáveis e violentas que ele causava nela.
Enquanto desejo se torna uma compulsão perigosa que pode destruir aos dois, fica claro que o passado não permanecerá enterrado. Alguma coisa está caçando... E não vai parar até trazer um pesadelo sangrento a vida novamente...
Amizade e destruição ligavam vampiro Dmitri ao arcanjo Raphael. Quando o passado que Dmitri preferia esquecer aparentemente bate a sua porta na forma de uma cabeça decapitada com uma mensagem em um idioma que ele conhecia, mas não lembrava, um especialista em linguagens antigas do Guild é chamado para ajudar.
Honor foi sequestrada, torturada e violentada durante o desaparecimento de Elena e Raphael (em Angels’ Blood). Um ano depois e as cicatrizes físicas e emocionais ainda são fortes. Trabalhar com Dmitri — não apenas um homem que a fascinava, mas que era um vampiro há muito sem nenhuma humanidade —, era algo que ela preferia evitar. Mesmo assim, sonhos estranhos e a promessa de encontrar seus captores era tentação demais para ela resistir.
Minha opinião:
Gente, esse Dmitri é uma loucura! Não que ele se compare ao Raphael, já que o arcanjo é imbatível, mas o menino é muito, muito bom! Honor não fica atrás; mesmo com todos os traumas — e são muitos (e ela pode tê-los) —, ela não aceita ser feita de bichinho de estimação de ninguém. Tudo bem que ela passou um ano lambendo as feridas, mas agora era hora de caçar quem a torturou e fazê-los pagar.
Confesso que eu fiquei com medo de como o relacionamento dos dois se daria, pois Dmitri não é necessariamente “fofinho”. E dados os traumas de Honor, temi que ele a assustasse e ela surtasse. Mas Dmitri fez um ótimo trabalho de seduzi-la e impeli-la a confiar nele. Aliás, só de ele ir atrás de cada um dos torturadores dela e fazê-los se arrepender de terem nascido já teria me feito torcer por ele.
A tal Isis — a anja do mal que Fez o Dmitri contra a vontade dele — merecia ser presa e torturada pelos últimos mil anos. Mesmo que ela tenha conseguido prender ele e Raphael por um ano *deixa de pensar sacanagem, Lidy*, isso não me fez gostar dela. Ela torturou os dois e todo o amor que jurava sentir pelo Dmitri não passava de uma tentativa de se autoafirmar — aliás, qual o problema com essas anjas que, quanto mais bonitas, mais cadelas são? É a síndrome de Michaela?
Ingrede (a falecida esposa humana de Dmitri, antes de ele ser transformado em vampiro) também era mara. É óbvio que os dois foram feitos um para o outro: “Amarei você até quando eu for pó no vento”. Olha que gracinha! E nem vou começar a falar nos filhos deles, porque senão eu choro sem parar!
De mais a mais, eu adorei o livro. Dmitri continua sombrio, perigoso e sensual e em nenhum momento eu senti que o amor que ele sentia por Ingrede rivalizava com o que ele sentia por Honor. Eu só queria que o final não tivesse sido tão previsível, mas admito que foi uma ótima maneira de juntar o útil ao agradável. Agora, eu só quero ver o que Nalini Singh vai fazer com Ashwini e Janvier, pois já está na hora de esses dois receberem um livro.
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Angels’ Flight: Angel’s Wolf (não publicado no Brasil)
6º livro da série Guild Hunter
Personagens: Noel & Nimra
Um vampiro se fascina com a anja sedutora que governa a Louisiana. Mas nem tudo é o que parece em sua corte.
O vampiro Noel é enviado à corte de Nimra, na Louisiana, por duas razões: a primeira era para se recuperar do ataque de Archangel’s Kiss, a segunda para investigar as ameaças à vida de Nimra. Não que ele soubesse disso, pois Noel julgava que Raphael o via como fracasso e só o exilava. Afinal, uma anja como Nimra, que conseguia manter Nazarach longe, não era necessariamente uma dama em apuros, era?
Mesmo assim, Noel começa a buscar o traidor que só por acidente não assassinou Nimra. O que ele não esperava encontrar era uma corte cheia de pessoas leais, prontas para dar a vida por ela se necessário. Ainda assim, conforme o tempo passava e a atração entre ambos se mostrava irresistível, tanto um quanto outro sabia que era apenas uma questão de tempo até que Nimra novamente fosse um alvo.
Minha opinião:
Meu coração ficou partido por Noel. O pobrezinho foi espancado, torturado e as marcas ficaram na alma e não no corpo. Então, que ele tenha sido enviado para um lugar longe do Refúgio não foi exatamente uma surpresa, e é justamente essa aceitação que deixa claro o quanto a tortura o machucou: todos o chamam de Lobo, mas ele se sentia mesmo era um cachorrinho sem dono.
Então, conforme o livro passa e ele mostra que não era cadela de Nimra nem de Raphael nem de ninguém e vai assumindo responsabilidades e dominando situações, é óbvio que era aquele homem que ele costumava ser antes de tudo, e nem todo sofrimento do mundo tiraria dele aquela parte de sua personalidade. Sem contar que além de ser caladão, ele não aceita desaforo, não tem papas na língua e demonstra uma sensibilidade que a maioria dos mocinhos não tem.
Confesso que estava preocupada com Nimra. Quer dizer, ela deixa Nazarach com medo. Isso quer dizer alguma coisa, não é? Pois é, ela tem um poderzinho especial que achei bonito — quando ele veio à tona não foi tão bonito, mas eu entendi o significado e achei lindo. O que mais me agradou nela, além de ela ter aceitado Noel com toda a “bagagem”, foi o quanto ela se relacionava com os membros de sua corte: especialmente Violet e Fen, dois humanos. Isso porque a maioria dos anjos é rápida em descartar humanos, e ela conseguiu formar uma pequena família com os dela. Ela inspirava mais respeito que medo e esta foi uma grata surpresa, pois me lembrou muito da relação de Raphael com os Sete. No fundo, talvez eu tenha simpatizado tanto com ela por ela me lembrar da Adria, da série Psy/Changeling, que também levou um pé na bunda por se tornar mais poderosa que o parceiro.
Aliás, a corte de Nimra traz a oportunidade de conhecermos vários personagens interessantes: Violet, a adolescente que foi resgatada e é essencial para a descoberta do vilão; Christian, um anjo supersério que me lembrou do Valerius, da Sherrilyn Kenyon e Asirani, uma vampira apaixonada por Christian. Não sei como Nalini Singh vai encaixá-los nos próximos livros, mas espero que Nimra e Noel apareçam mais vezes.
Por fim, esse livro foi lançado primeiramente na antologia Angels of Darkness, e republicado com outros três contos na antologia Angels’ Flight. As resenhas de Angel’s Pawn e Angels’ Judgment estão aqui.
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Archangel’s Consort (não publicado no Brasil)
5º livro da série Guild Hunter
Personagens: Elena P. Deveraux & Raphael
A caçadora de vampiros Elena Deveraux e seu amante, o letalmente bonito arcanjo Raphael, voltaram para Nova York apenas para dar de cara com uma nova maldade intransigente...
Um vampiro atacou uma escola de garotas — o ataque de uma loucura simples, cruel — e esse é apenas o primeiro ato. Desenfreada sede de sangue possui um vampiro atrás do outro, ameaçando fazer as ruas correrem com sangue. Então o próprio Raphael começa a mostrar sinais de uma raiva incontrolável, enquanto tempestades inexplicáveis escurecem a linha do horizonte da cidade e a própria terra treme.
Os presságios são terrivelmente claros.
Uma antiga e cruel imortal está ascendendo. Os ventos violentos sussurram seu nome: Caliane. Ela retornou para reclamar o filho, Raphael. Apenas uma coisa está em seu caminho: Elena, a consorte que deve ser destruída...
Chuvas e tempestades começaram ao redor do mundo e estão preocupando, não apenas pela força destrutiva, mas pelo efeito que têm em Raphael. O arcanjo de Nova York novamente se mostra capaz de agir sem pensar, não mostrar misericórdia, e se tornar sem mais nem menos o mesmo arcanjo que torturou um vampiro e o deixou no Central Park para servir de exemplo aqueles que pensassem em traí-lo.
Elena ainda é um alvo, mesmo com a proteção de Raphael e dos Sete. As tentativas de assassinato que sofreu no Refúgio desataram sobre ela uma nova torrente de inimigos, decididos a atacar onde mais dói. Não bastava que a reascensão de um arcanjo estivesse prestes a acontecer, mas o fato de ser a sogra, Caliane, que foi Dormir insana e poderia acordar pior, um vampiro rebelde mata duas meninas na escola elitista em que as meias-irmãs mais novas de Elena estudavam.
Elena e Raphael sabem que não fora coincidência, mas uma tentativa de enfraquecê-lo através de Elena. E quanto mais Caliane se aproxima do despertar, mais enlouquecido e destrutivo Raphael se torna...
Minha opinião:
Archangel’s Consort começa quase que exatamente onde Archangel’s Kiss terminou: Neha quer se vingar de Raphael e todos acham que Elena é a arma perfeita. Isso é um pouco irracional, mas enfim, a mulher pirou e quer sangue. Paralelamente, Raphael começa a desconfiar que Mamãe Querida aka Caliane está voltando, e o comportamento dele muda: ele se torna distante, frio e volta a ser aquele FDP assustador que forçou Elena a apertar uma faca em Angels’ Blood. Mesmo assim, ainda sou apaixonada por ele.
Elena não mudou de personalidade depois de ganhar asas. Ela continua sendo a mesma mulher traumatizada e humana de sempre, só que agora disposta a salvar Raphael — de si mesmo e dos efeitos que a provável necessidade de matar a mãe causariam nele, afinal, ele já se torturava por ter falhado uma vez, quando Caliane se mostrou louca e matou Nadiel, o pai de Raphael.
Enquanto os dois lidam com o passado, que de repente virou presente, o relacionamento deles não anda. Quer dizer, anda, mas Raphael se retrai muito. Além disso, Lijuan, depois de matar os zumbis que estava criando, meio que sai de cena para ceder lugar a Neha, que apesar de cruel, não me deixou arrepiada como a Arcanja da China — é, alguém com o poder de criar um cenário mundial estilo The Walking Dead ou Madrugada dos Mortos me assusta muito mais que alguém que controla cobras.
Voltando a falar de Caliane, ela sim desempenha com perfeição o papel de vilã — e olha que ela passou boa parte do livro dormindo. Considerando-se tudo, eu espero que um dia ela perceba o quanto está errada a respeito de Elena e consiga reatar o relacionamento com Raphael, pois é visível que, apesar de ter sumido depois de lutar com ela, ela o ama.
E ainda há Illium. Muito ouvi falar sobre a mãe dele, a Beija-Flor, e apesar de preferir ter lido sobre o encontro de Hannah e Elena, fiquei muito satisfeita em conhecer o anjo que salvou Raphael da morte. Espero que Sharine apareça mais vezes. Só é uma pena que ainda faltem muitos livros para que eu revisite Elena e Raphael como personagens principais — agora é a vez do Dmitri.
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Visions of Heat (não publicado no Brasil)
2º livro da série Psy/Changeling
Personagens: Faith NightStar & Vaughn D’Angelo
Acostumada ao frio silêncio, Faith NightStar está subitamente sendo atormentada por sombrias visões de sangue e assassinato. Um mau sinal para qualquer um, mas pior para Faith, uma F-Psy com a altamente buscada habilidade de predizer o futuro. Então as visões mostram algo ainda mais perigoso — necessidade dolorosa... Intenso prazer. Mas sua visão tão é poderosa, seu estado mental tão fraco, que as emoções que ela anseia abraçar podem ser seu fim.
O Changeling Vaughn D’Angelo pode tomar forma de homem ou de jaguar, mas é o lado animal que está irresistivelmente atraído por Faith. O instinto do jaguar é clamar essa mulher a quem achar tão completamente fascinante e o homem não tem argumento. Mas enquanto Vaughn deseja sensação e anseia dar prazer a Faith de todos os jeitos, desejo é um perigo que pode arrebentar os últimos fios de sua sanidade. E ainda há os Psy que precisam das visões de Faith para seus próprios propósitos. Ele devem mantê-la em silêncio — e longe de Vaughn...
A Psy Faith NightStar é uma máquina de fazer dinheiro devido a sua habilidade de prever o futuro. Infelizmente para ela, os Psy do tipo F (foreseers ou videntes) acabam loucos em algum momento de sua sexta década de vida e precisam de alguém que cuide deles. A escolhida para desempenhar esse papel é Marine, a meia-irmã de Faith. Só que antes mesmo que as duas aprofundem o contato, Marine é violentamente assassinada. Pior, Faith previu o crime, o que não devia ter acontecido, já que suas visões eram direcionadas à economia, pois os Psy não sentiam.
Convencida de que estava ficando precocemente louca, Faith decide que só havia um ser com o poder de ajudá-la sem denunciá-la: a companheira do alfa dos leopardos DarkRiver e recém-desertora da PsyNet, Sascha Duncan. Ninguém sabia qual era o poder de Sascha, exceto que ela era defeituosa... Mas Faith pouco sabia que sua casa superprotegida e tão próxima à floresta havia atraído a atenção de Vaugh D’Angelo, um dos sentinelas DarkRiver.
Movido que por mais que sua curiosidade felina, Vaugh se propõe a ajudar Faith a se libertar das amarras impostas pelo Silêncio, até lutar contra o Conselho Psy e seus assassinos — porque Faith lhe pertencia e nada tomaria de um jaguar aquele que era dele.
Minha opinião:
Como eu encontro o endereço do Vaugh? Gente, que gatinho perfeito — e olha que odeio gatos, prefiro os cachorros. Kkkkkkkkkk O moço é traumatizado, determinado, firme, forte e constantemente dizem que o animal interior dele estava mais perto da superfície que os animais dos outros changeling. Como se não bastasse, o menino é protetor e super possessivo.
Faith também é ótima! Ela é inteligente, corajosa — porque só com muita coragem alguém sai da própria zona de conforto para enfrentar o desconhecido — e se coloca numa situação que permitiria vingar o assassinato brutal da irmã. Ela tem medo, mas enfrenta, em vez de esperar ser salva. Ela é o par perfeito para Vaughn.
Sascha e Lucas estão de volta, assim como Judd Lauren, que ajudou no resgate do livro anterior. Cá entre nós, Anthony Kyriakus, o papai Psy de Faith, é tudodebãoedomelhor e eu estou louquinha para ler o livro dele... Se ele tiver um. Nikita Duncan também mostra as caras, assim como os Conselheiros... Falando neles, com a morte de um, alguém precisa assumir o posto: Faith é uma candidata, mas o outro, Kaleb Krychek, pode deixar as pessoas doidinhas de pedra e é muito, muito mau. Nem preciso dizer que eu quero!
Então, além de ser uma leitura muito recomendada, Visions of Heat também entra naquela categoria de livros onde os personagens principais tem uma conexão com o assassino. São momentos tensos — tanto que a maldade que cobre o assassino se torna palpável e também encobre Faith —, mas que não chegam a ser exagerados. Sem contar que sempre que uma visão aparece, Vaugh está pronto para defender Faith... E o resto eu deixo para vocês imaginarem. ;)
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