Mostrando postagens com marcador Kresley Cole. Mostrar todas as postagens

Sweet Ruin — Kresley Cole


Sweet Ruin (não publicado no Brasil)

16º livro da série Immortals after Dark

Personagens: Josephine “Jo” Doe & Rune Darklight

Uma criança abandonada criada em um mundo de humanos

Crescendo, a órfã Josephine não sabia quem ou que ela era — apenas que era "má", uma exilada com poderes estranhos. Seu irmão mais novo, Thaddeus, era tão perfeito quanto ela era defeituosa; protegê-lo se tornou sua vida. O dia em que ele foi levado começou a transição de Jo de garota zangada... para aspirante a superheroína... para vilã encantadora e implacável.

Um assassino letalmente sensual em uma missão

Uma ameaça aos Møriør trouxe o arqueiro Rune, o Sangue Maldito, ao reino mortal para matar a Valquíria mais velha. Seja com arco ou na cama, ele nunca falha em eliminar seu alvo. Mas antes que ele possa atacar, ele encontra uma criatura vampiresca cuja beleza esconde um coração negro. Com uma mordida, ela o atravessa com prazer lancinante, tomando seu sangue proibido — e colocando em perigo os segredos de seus companheiros..

Uma paixão sem limite que levará à uma doce ruína...

Poderia essa fêmea extraordinária ser uma espiã enviada pela Valquíria que ele caça? Rune sabe que não deve confiar em Josephine, mas é incapaz de mandá-la embora. Apesar de seus milênios de conquistas sexuais, ele não pode ignorar a profunda necessidade pouco familiar que ela causa nele. Quando Jo trai a identidade do único homem que ela morrerá para proteger, ela e Rune ficam presos em uma traiçoeira batalha de vontades que coloca irrevogável lealdade contra luxúria desenfreada.

Orion, o líder dos Møriør, resgatara Rune de uma vida de abusos como escravo sexual e ganhara sua lealdade. Sete mil anos depois, Rune usa suas habilidades com o arca e flecha ou seu sangue envenenado para destruir as ameaças aos Møriør e angariar segredos. A pedido de Orion, Rune vai para Nova Orleans matar Nïx, a primeira Valquíria, que tinha a ideia louca de evitar a Acessão.

Jo foi encontrada por humanos quando parecia ter oito anos. Desmemoriada, a única coisa que ela sabia era que precisava cuidar do bebê que estava com ela. Até sua morte, ela dedicou sua vida a cuidar de Thad e quando o momento de escolher entre ficar com ele e lhe dar uma vida melhor, ela foi embora. O encontro com Rune foi uma surpresa, mas quando ele se recusa a lhe contar mais sobre os imortais, ela se afasta... mas volta quando acha que ele planejava matar Thad.

Após um confronto com Nïx, Jo decide se juntar a Rune e acabar com a ameaça à vida de Thad. No caminho ela talvez possa provar que, ao contrário do que Rune acredita, ela é a parceira que o destino reservou para ele...

Minha opinião:

Eu estava com medo de Sweet Ruin ter um mocinho idiota como Thronos Talos, mas, felizmente, meus medos não se confirmaram. Apesar de Rune ter tido seus momentos de idiotice, ele é, de modo geral, um dos melhores mocinhos da Kresley Cole. Aliás, o livro todo é um dos melhores da série. E a melhor parte é que ele e Jo se merecem: os dois são personagens maravilhosos.

Ela se tornou imortal aos onze anos, após passar a vida cuidando de Thad — aquele amigo fofo de Regin e Lothaire —, sem memória, vagueando pelas ruas até ser acolhida pelos Braden. Quando ela morre, Thad não a reconhece e, entre ser feliz com ele e infeliz com ele, ela eventualmente faz a escolha que daria a Thad uma vida melhor e vai embora:
Jo flutuou para frente, ansiando por um último contato com os cachos de Thad... mas ela não sentiu nada. Ela não podia tocá-lo, não podia abraçá-lo. Seu Thaddie. Um soluço escapou de seus lábios. Eu morri mesmo.
Mesmo sofrendo, ela construiu uma vida para si. Em algum momento, ela se mudou para Nova Orleans e passou a agir como protetora das prostitutas e desabrigados da cidade, colocando muitos cafetões e outros humanos abusivos na linha. Apesar de ver as “aberrações” — o nome que ela deu aos imortais — que rodeavam a cidade, ela nunca se atreveu a chegar perto, apesar de ser tão desaforada e implacável que deixaria Myst, Regin e Sabine comendo poeira.

Além disso, Jo também é determinada, e não se importa em usar todo o seu arsenal para fazer as coisas do seu jeito. Rune não quer levá-la para lutar? Ótimo, é só jurar que não vai mais se alimentar. Rune não acredita que eles se pertencem? É só romper o selo demoníaco dele. Rune avisa que ela não pode beber o sangue dele? Não pode coisa nenhuma! Rune insiste em ignorar as previsões dela sobre o relacionamento dele? É só procurar alguém mais disposto a acreditar e ver no que isso vai dar.

Rune... Tadinho, Jo o chama de Ruin (ruína), mas ele que foi arruinado. Jo aparece na vida dele com a força de um tornado, não há nada que ele possa fazer para evitar ou escapar dela. Gostei do fato de Rune ter encontrado certo estado de paz em relação ao passado — e o dele é mais doloroso que os dos outros mocinhos juntos —, apesar de ainda faltar autopercepção. Confesso que eu estava preocupada em ele escolher a lealdade a Orion acima de Jo, mas isso não foi um problema — apesar de a lealdade dele ter criado problemas.

Jo e Rune estão na lista de melhores casais da série. Eles se complementam de uma forma tão perfeita... Agora estou tendo faniquitos para saber mais sobre Sian (o irmão mais novo de Gourlav, agora rei de Pandemonia e destinado a se tornar um monstrengo), Blace (o primeiro vampiro, TDB) e Darach Lyka (o primeiro lobinho que parece ter tanto controle quanto Lachlain no começo de A Hunger like no Other ou Conrad em Dark Needs at Night’s Edge). Allixta, a primeira bruxa, também é uma Møriør, mas ainda não consigo gostar dela — mas já torço por um embate Allixta-Mariketa-Morgana-La Dorada. O que achei estranho foi que Orion teve uma participação tão curta... considerando que ele e Nïx são os mais novos arqui-inimigos da vizinhança.

Ah, ver Desh, o demo pirata, Lothaire e Loa foi ótimo!

Minha única reclamação é que o conflito entre os Møriør e os aliados de Nïx não foi nada do que eu esperava... Nada como a guerra que ocorreu na ilha da Ordem em Dreams of a Dark Warrior e Demon from the Dark. Por outro lado, comecei a ter ideias sobre o filho de Sabine e Rydstrom e o tal Poço das Almas e porque Lanthe e o idiota misógino e espírito de porco do Thronos Talos foram parar em Pandemonia, mas mesmo assim é que eu queria mesmo era um embate entre Nïx e Orion.

Além das ligações óbvias com Shadow’s Claim e Kiss of a Demon King, achei ótimo ver Nïx “limpando a bagunça” que ela ajudou a criar. E a cara do Rune quando ele percebe que Nïx é uma adversária perigosa me deixou com um sorriso de orelha a orelha.

Por fim, é cedo demais para pedir um livro para o Sian? Ele quase nem apareceu, mas depois de Nïx ameaçá-lo, afirmando que ele “seria o próximo”, eu fiquei curiosa.

E para a posterioridade: há muita gente dizendo que Orion é o companheiro de Nïx. Bem, eu acho que é o Thad. Como eu disse, o menino é uma gracinha e sabe tratar as pessoas... Bem diferente do cara que quer provar de qualquer jeito que Nïx é uma louca destruidora e má.

Dark Skye — Kresley Cole


Dark Skye (não publicado no Brasil)

15º livro da série Immortals after Dark

Personagens: Melanthe “Lanthe” & Thronos Talos

Eterna obsessão

Quando era garoto, Thronos, Senhor de Skye Hall, amou Lanthe, uma travessa menina Feiticeira que o fez questionar tudo sobre seu clã Vrekener. Mas quando ambos foram pegos em meio a guerra de suas famílias, a tragédia os atingiu, fazendo de Thronos e Lanthe amargos inimigos. Apesar de séculos terem se passado, nada pode esfriar sua fervente necessidade pela bela feiticeira que marcou seu corpo — e deixou uma marca ainda maior em sua alma.

Ânsia infinita

Lanthe, uma feiticeira outrora formidável que luta para reclamar seus dons, busca amor e aceitação em todos os pretendentes imortais errados. Mas ela nunca esqueceu de Thronos, o magnífico garoto de olhos prateados que a protegeu até ela ser arrancada da segurança de seus braços. Uma angustiante noite mudou tudo entre eles. Agora ele é um notório senhor da guerra com uma vendeta de sangue contra Lanthe, caçando-a implacavelmente.

Pode o calor do desejo queimar mais que a vingança?

Com suas famílias imersas em conflito e batalhas sendo travadas ao seu redor, irão Thronos e Lanthe sucumbir ao caos brutal que ameaça tudo que eles amam? Ou o vínculo frágil que eles formaram há tanto tempo despertar uma paixão forte o bastante para suportar mesmo as dúvidas mais sombrias?

Lanthe é mais uma imortal aprisionada pela Ordem. O único ponto positivo da situação é estar a salvo dos Vrekeners que queriam matá-la a mando de Thronos, o príncipe que passara de melhor amigo de infância a arqui-inimigo. Mas, quando Thronos se deixa capturar e a ilha da Ordem é explodida, Lanthe tem pouca escolha além de segui-lo como prisioneira.

Mesmo depois de tantos anos, Thronos ainda se ressente das ações de Lanthe. Indeciso sobre abraçar a própria sorte e tomá-la como parceira ou matá-la, ele planeja levá-la para casa e, no caminho, fazê-la pagar por todas as injustiças contra ele. Mas Lanthe não era impressionável e influenciável como as fêmeas Vrekener, então ele teria um longo desafio pela frente...

Minha opinião:

(A filha pródiga à casa torna... ou algo assim. Eu sei que descumpri minha promessa, então me desafiei a atualizar o blog todo dia a partir de hoje e até janeiro, como pedido de desculpas).

Minha ideia inicial era fazer a resenha de Dark Skye bem (mas bem mesmo) antes. Com certeza antes do lançamento de Sweet Ruin, mas tive um pequeno problema. Não foi só bloqueio ou falta de inspiração — ou, a longo prazo, falta de leitura —, mas uma coisa muito mais preocupante: eu não tinha palavras para falar do livro.

Alguns podem se perguntar como isso aconteceu. Bem, Dark Skye é atribulado. É o tipo de livro com um monte de viagens — assim como o do Cade e Holly e Sweet Ruin —, e descobertas que impactarão o andamento da série, mas o relacionamento de Lanthe e Thronos se resume a:
Lanthe: Thronos...
Thronos: Cala a boca, vagabunda.
Lanthe: Olha aqui, eu...
Thronos: Qual parte de “cala a boca” você não entendeu, vadia?
Lanthe: Ei!
Thronos: Mas é claro que é vadia. Só que nenhuma puta gosta de ser chamada de “puta”, não é?
Lanthe: Escute aqui...
Thronos: “Escute aqui” coisa nenhuma! É puta sim! Agora seja uma boa puta e fique quietinha enquanto eu termino essa lobotomia aqui...
Faz algum tempo que eu percebi que os mocinhos da Kresley Cole estão se tornando misóginos — mais ou menos desde que eles começaram a ser sequestrados pela Ordem, lá pelo livro da Regin —, então Declan Chase, Lothaire, Uilleam MacRieve e Thronos Talos têm uma existência triste e traumática, descontam tudo nas mocinhas e atingem graus diferentes de redenção em pontos diferentes do livro. Alguns deles são ogrinhos perdoáveis, ogrinhos não perdoáveis ou ogrinhos FDP e desgraçados, porém charmosos. Thronos não é perdoável e o trauma dele não é suficiente para explicar a ladainha do “ofenda sua parceira e se faça de vítima quando ela te ofender de volta”. Declan, Lothaire e Uilleam tinham parceiras idealizadas, então eles se encontrarem com Regin, Elizabeth e Chloe foi chocante, e os preconceitos levaram a melhor. Thronos, porém, não tinha esse problema: ele conhecia Lanthe, sabia a extensão do trauma dela (ver a família ser assassinada pelo pai dele) e ouviu os rumores sobre ela ser uma feiticeira sem poderes devido às repetidas mortes de Sabine. Ele vivia em Skye Hall, rodeado de feiticeiros aprisionados e convenientemente se manteve cego. Ele reclamava de tudo sobre Lanthe, e passou séculos angariando “conhecimento” sobre as atividades “nojentas” dela, e não perdeu um minuto antes de esfregar todos os pecados — e o livro é bem claro ao falar do código de conduta dos Vrekeners, eles são quase fanáticos religiosos e muito puritanos — dela na cara dela. Tudo o que ela faz é ofensivo. E o que deveria ser o motivo de discórdia — o fato de Lanthe tê-lo aleijado quando eles eram crianças (e quando ela viu os pais e Sabine mortos pelo pai dele) — não foi. Mas aí vocês se perguntam: o que foi, então? Ora, a liberdade sexual de Lanthe. Thronos se ressentia do fato de que ela, solteira, feiticeira (ou seja, sem parceiro pré-destinado), no cume da sexualidade, tivesse tido amantes, enquanto ele, Vrekener, puritano e santimonial, não podia fazer o mesmo.

Diante disso, eu não entendo como alguém como Lanthe consegue ficar mais de um segundo com Thronos. Tudo bem que o amooooorrrrr é cego (surdo, mudo e burro também), mas ela perdoar as ofensas dele sem fazê-lo rastejar, esfregar a cara no chapisco, catar coquinho na descida e ir plantar batatas, me deixou soltando fogo pelas ventas. Ela ter reclamado das ofensas e dado um grito de liberdade (“Fiz tudo isso mesmo, sim, e faria de novo se fosse o caso!”) foi motivo de pouca satisfação. Eu terminei o livro querendo que ela desse às mãos a Vitoria Douglas e arrumasse um homem gostoso, maravilhoso, rico e bom de cama que lhe desse valor pela que ela é. Sério, Lanthe é sensível e divertida, o tipo de pessoa que a gente olha na nossa realidade e pensa: “Nossa, mas esse cara vai sugar até a alma dela”. E vai mesmo. No caso de Thronos, literalmente, já que ele planejava tirar os poderes dela, mesmo sabendo que os feiticeiros viam os poderes como uma espécie de alma.

O ponto positivo, além de Lanthe, é a longa viagem que eles fizeram tentando voltar para casa: Lanthe e Thronos acidentalmente descobrem algumas dimensões perdidas, uma delas intimamente relacionadas à Shadow’s Claim: o ataque de Bettina e as consequências dele, a aparição de Gourlav — o pretendente medonho que Trehan mata —, a fúria de Morgana e a participação de Nïx... Tudo isso atinge um clímax aqui, já que nosso pobre ignorante mocinho não faz ideia que haviam feiticeiros sendo ameaçados, caçados e assassinados e é chamado sem nenhuma gentileza para a realidade que estava acontecendo bem diante dos olhos dele e ele era cego demais para ver.

Aliás, Nïx começa a entrar de cabeça na Acessão; esse tem sido um projeto antigo, já mencionado no primeiro livro da série, mas é aqui que ela começa a jogar sujo e a explicar por que estava fazendo aqui tudo. E para fazer o que ela precisa, Nïx conta com a ajuda de Riora — a deusa que ajuda Sebastian e Kaderin a se acertarem.

Outra questão é o aparente salto no tempo: apesar de um ano ter se passado entre The Warlord Wants Forever e Pleasure of a Dark Prince, parece que um longo, longo tempo se passou de Pleasure a Dark Skye, já que os gêmeos de Cade e Holly já nasceram e tem três anos... Pode ser que minha matemática esteja errada, mas eu não estava esperando essa mudança tão grande.

Para resumir: eu podia ter passado esse livro sem o Thronos. Vale à pena ler pela Lanthe, já que ela segura a história toda.

MacRieve — Kresley Cole


MacRieve (não publicado no Brasil)

Personagens: Uilleam MacRieve & Chloe Todd

14º livro da série Immortals After Dark

Uma fera atormentada

Uilleam MacRieve acreditava ter se livrado dos fantasmas de sua infância. Mas quando uma brutal tortura o faz reviver aquelas antigas agonias e destrói seu instinto Lykae, o orgulhoso escocês cobiça a ignorância da morte. Até encontrá-la — uma jovem humana tão espirituosa e corajosa que o tira da beira do abismo.

Uma beldade acorrentada

Sequestrada para ser leiloada, Chloe Todd é forçada a entrar como escrava em um mundo aterrorizante de monstros e lendas. Oferecida a criaturas sombrias, teme não sobreviver à noite. Até ser clamada por ele — um imortal perverso com olhos de partir o coração, cujo toque transforma seu sangue em fogo.

Uma lua cheia se aproxima

Com inimigos os circulando, MacRieve leva Chloe para o castelo isolado de sua juventude nas Terras Altas. Mas uma vez que ele se deita com ela, sua parceira sensual se transforma em algo mais que humano, suscitando seu passado selvagem e testando sua sanidade. À beira da lua cheia, poderá ele conquistar seu pior pesadelo e salvar Chloe... dele mesmo?

Uilleam MacRieve tem um passado trágico, um presente miserável e um futuro inexistente. Arrematar a filha de seu maior inimigo em um leilão era a melhor maneira de atrair a atenção de Preston Webb e fazê-lo sair da toca. Quando sua vingança contra Webb estivesse completa, ele estaria livre para morrer, já que não havia chance de encontrar sua noiva. Ou era o que ele pensava...

Chloe Todd é uma aspirante a campeã olímpica ignorante das atividades reais do pai, assim como de seu lado imortal. Quando começa a mudar e seu pai some sem nenhuma explicação, e com apenas um livro descrevendo uma porção de seres míticos a única fonte de respostas, ela sabe que precisa encontrar uma maneira de evitar a transformação em... Algo.

MacRieve oferece conforto e segurança a Chloe, assim como toda a deferência que ela merecia. Só havia uma coisa que atrapalhava sua paz de espírito: Chloe era humana, e MacRieve queria encontrar uma maneira de torná-la imortal. Mas pode ser que ele não estivesse pronto para em que ela poderia se transformar.

Minha opinião:

Minha relação com livros da Kresley Cole é assim: link para o ebook é colocado, eu clico em “comprar” e espero dar meia-noite da data de lançamento para meu Kindle operar um milagre e eu poder ler. E geralmente no dia seguinte, ou no final da semana, eu tenho a resenha pronta, porque leio de uma sentada só.

Com MacRieve foi um pouquinho diferente. Porque MacRieve é um grande babaca.

Eu sei que alguns personagens da tia Kresley tem um pequeno problema... um é um vampiro enlouquecido, uma é uma meio vampira boba, outra é uma valquíria sem sentimentos, outro é um (ex) Casanova, um é um vampiro ainda mais maluco que o primeiro, outra uma valquíria com TOC e por aí vai. Lothaire foi o que mais se aproximou de ser babaca, mas ele pelo menos tinha o benefício de acreditar que Elizabeth não era sua Noiva, o que o isentava de ser legal. Este não é o caso de MacRieve; ele sabe muito bem que Chloe era sua parceira e não perde a chance de fazer a vida dela num inferno, pois ela se revela um demônio do sexo. Mesmo sabendo a história dele com os Ubus, não consegui sentir a menor simpatia por ele. Uma coisa é ser torturado, outra é ser um idiota.

Olhos estreitados, sua voz começou a vibrar de raiva.
— Decapitei as últimas cinco súcubas que encontrei. Continue falando merda e será a sexta!

Will riu, rude.
— Não recebeu a mensagem, devoradora de homens? O que tipos como você jantam não pode ser encontrado em uma cozinha.

— Você logo aprenderá a querer [se alimentar de sexo]. Tipos como você não gostam de fazer nada além de se alimentar. Parasitas, todos vocês. E não se esqueça que seus olhos estavam revirando essa manhã enquanto você me chupava.

O triste é que até Chloe se transformar, Will agiu muito, muito bem, fazendo o possível para seduzi-la para que ela decidisse ficar com ele. Aí, ela se transformou — e ele também. E sim, ele se arrepende amargamente do modo como a tratou, mas não por tempo suficiente, na minha opinião.

A sorte é que, se MacRieve deixa a desejar, o mesmo não pode ser dito de Chloe. Ela é mais uma das mocinhas fortes de Kresley Cole, e tem um monte de cicatrizes para provar. Para azar dela, todas as cicatrizes somem quando ela se torna imortal. A diferença entre Chloe e Fiore — a súcuba que seduziu Will — é tão gritante que eu passei o livro inteiro me perguntando como ele conseguiu ser tão obtuso. E não se é pior ou não, mas o Instinto dele, o espírito de lobo que todos os Lykae tem — e que assustou/intimidou Emmaline, Mariketa e Lucia — foi a voz da razão enquanto MacRieve se divertia sendo um idiota.

O mesmo não pode ser dito de Munro, o irmão gêmeo cavaleiro-de-armadura-de-prata de Will. Apesar de saber que ele também tem o gene para babaquice, eu torço muito para que o livro seguinte — bem, depois de Dark Skye — seja o dele. Não apenas Munro se envolveu numa situação dramática, mas para ser honesta, ele merece um final feliz.

A turma de Lykaes que dá as caras — nenhum dos três protagonistas aparece — também tem potencial. Desde os órfãos Ben e Ronan a Cassandra e Madadh, o Cão Louco das Terras Altas (e se isso não for nome de futuro protagonista, nada mais é), todos os Lykae são ótimos. Além disso, Loa, a sacerdotisa vudu, Malkom *se abana* e, claro, Nïx, dão as caras — e, Nïx sendo Nïx coordena tudo por motivos ainda obscuros. Outro personagem que também dá o ar da graça é Calder Vincente, o único guarda decente na prisão da Ordem.

Tirando o comportamento de MacRieve, o livro é ótimo — e eu só não fiquei mais satisfeita porque ele não sofreu por muitas páginas a respeito de como se comportou com Chloe, mas me tranquilizo, sabendo que ele não vai escapar facilmente. Finalmente a questão com a Ordem parece estar se resolvendo, e novos vilões sendo introduzidos. Agora, é só esperar a resenha de Dark Skye, que também demorei a ler e digerir.

Shadow’s Claim — Kresley Cole


Shadow’s Claim (não publicado no Brasil)

Personagens: Trehan Cristian Daciano & Bettina

13º livro da série Immortals After Dark
1º livro da série The Dacians

Ele não será negado

Trehan Daciano, conhecido como Príncipe das Sombras, passou a vida servindo seu povo — atacando à noite, quietamente executando qualquer ameaça a seu reino. O espadachim frio e disciplinado nunca quis nada para si — até abraçar Bettina, a protegida tutelada de dois dos vilões mais temidos do Lore.

Ela está ligada a outro

Desesperada para ganhar a aprovação dos guardiões depois de um erro terrível, a jovem Bettina não tem escolha além de casar com o pretendente que prevalecer — mesmo tendo perdido o coração para outro. Mas um competidor letal, um misterioso espadachim encapuzado, invade seus sonhos, tentando-a com prazer proibido.

Uma batalha por seu corpo e alma

Mesmo se Trehan sobreviver às competições punidoras para clamá-la como esposa, a verdadeira batalha pelo coração de Bettina ainda está por vir. E libertar um milênio de necessidade selvagem assustará sua Noiva — ou avivar os desejos de Bettina a ponto de febre...

Um ataque de Vrekeners — inimigos dos Feiticeiros — roubou a liberdade e a independência de Bettina, a futura rainha dos demônios da Morte. Sem poderes e fraca demais para se defender, Bettina concorda com um torneio mortal aberto a todas as espécies do lore, no qual o vencedor ganharia o trono e a mão da princesa, mesmo que seu coração pertencesse a outro — Caspian, o melhor amigo.

É justamente enquanto estava buscando o demônio Caspion que Trehan encontra sua Noiva. O demônio havia quebrado as regras da Dacia, e fugido do reino depois de jurar que não o faria — sob pena de morte. Mas para Trehan não é fácil aceitar que sua Noiva o confundira com outro como não tentava fazer o mínimo esforço para amá-lo.

Apesar de tudo e sabendo que se fosse visto nunca mais poderia voltar para casa, Trehan decide tomar parte no torneio, sabendo que era o único que não estaria competindo pela coroa, mas pela mão da princesa... Pelo menos até o demônio que Bettina pensava amar também entrar na disputa.

Minha opinião:

Eu estava tendo faniquitos para ler esse livro. Porque achei o Trehan muito quietão em Lothaire — e todo mundo sabe que os quietinhos são explosivos — e pensei que o vampirão de olhos vermelhos apareceria e brilharia na subsérie The Dacians, eu mal via a hora de esse livro ser lançado.

A espera foi longa, mas valeu a pena. Trehan é um personagem maravilhoso, reúne muitas qualidades de vários outros personagens que Kresley Cole criou; ele é honrado, justo, honesto, inteligente, protetor, sexy... É de fazer qualquer mulher perder a cabeça, o coração e querer dar tudo para ficar com ele, mesmo que por cinco minutinhos. Também o menino é teimoso, perseverante e muito bom de briga — com punhos, com espadas, com Vrekeners e outros seres menos legais, enfim, fale uma modalidade e Trehan é MARA.

Já a Bettina... Então, ela é novinha — acabou de entrar na casa dos 20, fazia faculdade de design e teve a autoestima minada por um ataque que lhe roubou seu poder — ela é a Rainha de Copas (bem, de Corações, mas “Copas” soa tão melhor, não?), só que os Vrekeners a deixaram sem ele, que para um feiticeiro, é quase roubar a alma. *medo* Então, ela não se conhece e como consequência, faz uma série de escolhas estúpidas e enfia os pés pelas mãos. Olhando por esse ângulo, ela não tem nada a ver com nenhuma das mocinhas dos livros anteriores — talvez com Holly, mas mesmo assim a semelhança é mínima, porque ela logo pegou o jeito da coisa —, só que também ela precisou de coragem para enfrentar os problemas.

Os padrinhos de Bettina são duas figuras! O resumo diz que são dois vilões, mas não senti a vibe de maldade de nenhum deles. Bem, talvez de Morgana, a Rainha dos Feiticeiros — literal e figurativamente —, pois ela já tinha sido descrita em Kiss of a Demon King. Mas Raum é uma fofura, a figura paterna que Bettina praticamente não teve. Aliás, ele e Morgana se odeiam e vivem às turras — senti o amor no ar. Salem, o fantasma aprisionado que funciona como babá e espião também é uma criatura à parte — e totalmente merece ganhar um corpinho para estrelar um livro. Falando em vilões, La Dorada é mencionada, já semeando o que pode ser um ponto de partida para um livro e com certeza o que será uma briga muito feia.

Lothaire e Nïx tem poucas cenas, mas os dois brilham sendo eles mesmos. Nïx brinca de esconde-esconde e Lothaire... Bem, ele é Lothaire:


As sobrancelhas de Trehan se arquearam.
— O que está sugerindo, que eu a sequestre? Como você recentemente sequestrou o rei dos Forbearer? E sua Noiva antes dele?
Lothaire estalou os dedos.
— Exato!
 
Os outros primos candidatos a herdeiros do trono da Dacia são figuras a parte. Eu me pergunto qual deles é o próximo protagonista. Sabine aparece e Lanthe é mencionada — a última vez que ela apareceu foi em Demon from the Dark.

Apesar da atmosfera diferente os outros livros da série Immortals after Dark, Shadow’s Claim é uma excelente leitura: o estilo marca registrada de Kresley Cole está presente, e agora eu quero saber como os eventos da história influenciarão os próximos.

Lothaire — Kresley Cole


Lothaire (não publicado no Brasil)

Personagens: Lothaire Konstantin Daciano & Elizabeth “Ellie” Peirce

12º livro da série Immortals After Dark

Todos temem o inimigo antigo

Guiado por uma insaciável necessidade de vingança, Lothaire, o vampiro mais implacável do Lore, planeja se apoderar da coroa da Horda. Mas sede de sangue e tortura o deixaram a beira da loucura — até que ele encontra Elizabeth Peirce, a chave para a vitória. Ele captura a extraordinária jovem mortal, pretendendo oferecer sua alma em troca de poder, apesar de Elizabeth acalmar sua mente atormentada e despertar emoções que Lothaire acreditava não mais experimentar.

Uma força mortal reside dentro dela

Crescida em desesperadora pobreza, Ellie Peirce ansiava por uma vida melhor, nunca imaginando que seria condenada por assassinato — ou que um cruel imortal a tiraria do corredor da morte. Mas Lothaire não é um salvador, pois ele mesmo planeja sacrificar Ellie em um mês. E ainda assim o vampiro parece doer por seu toque, regando-a com riqueza e prazer sexual. Em uma tentativa para salvar sua alma, Ellie rende seu corpo ao vampiro cruel, enquanto jura proteger o coração.

Séculos de fria indiferença destruídos

Elizabeth tenta Lothaire além da razão, como apenas sua parceira destinada poderia. Enquanto o fim do mês se aproxima, ele precisa escolher entre uma vendeta de milênios e sua irresistível prisioneira. Lothaire sucumbirá aos mistérios de seu passado... Ou arriscará tudo por um futuro com ela?

Aos nove anos, Lothaire prometeu à mãe que faria o que pudesse para governar os reinos dos vampiros da Horda e da Dácia, custasse o que custasse. Vê-la morrer só serviu para fortalecer aquele juramento, por isso, ele passou os milênios seguintes angariando aliados e inimigos, forjando alianças, manipulando, enganando e matando para conseguir encontrar sua Noiva e finalmente conseguir o poder que tanto queria e precisava para derrotar a Horda e os vampiros da Dácia.

Com dezoito anos, Elizabeth Peirce foi possuída por uma deusa amaldiçoada cujo hobby principal era matar. Infelizmente, possessão demoníaca não era defesa o bastante e ela é condenada à morte. No entanto, antes de ser presa, um demônio de olhos vermelhos aparece e jura resgatá-la. Cinco anos depois, ela estava aliviada e acostumada à ideia de morrer, mas antes que a injeção letal fosse aplicada, Lothaire aparece e causa uma carnificina.

Apesar de ter saído da prisão, Ellie sabe que não adianta ter esperanças, pois Lothaire planeja destruir sua alma em um mês. O que ela poderia fazer além de tentar seduzi-lo e convencê-lo a ficar do seu lado?

Minha opinião:

Na primeira aparição de Lothaire, em A Hunger like no Other, ele tinha planos relacionados ao trono da Horda. Em Kiss of a Demon King, ele queria um favor de Rydstrom. Em Pleasure of a Dark Prince, ele queria um anel. Em Demon from the Dark e Dreams of a Dark Warrior, sua presença na prisão da Ordem atrai La Dorada e causa uma fuga dos prisioneiros. Em todos os livros, ele planejava algo e deixava alguém na mão.

Lothaire é um verdadeiro vilão — ele vai além de um mero bad boy. Ele mata indiscriminadamente, é cínico e está sempre buscando uma maneira de destruir os que se opõe a ele. A ideia de redenção para ele é quase impossível de se contemplar, até porque, como ele viraria um cara bonzinho e deixaria para trás sua verdadeira personalidade?

O caso é que, ao uni-lo com uma humana pobretona que não tinha onde cair morta e não podia se preocupar menos com o fato de Lothaire esperar obediência cega, Kresley Cole conseguiu criar um herói digno de felicidade. Mais que isso — ou apesar disso — Lothaire assume o posto de herói, mas continua vilão. Ele continua astuto, manipulador e disposto a ir até o fim no plano que o tornaria rei.

Ellie é uma delícia de personagem. Ela sabe que não tem muito tempo — até esperava por isso, a única chance de se livrar de Saroya —, então trata de fazer o que podia para realizar alguns sonhos — estuda Psicologia (adoro ela!), se torna mais forte para lutar contra a possessão de Saroya, busca todas as maneiras possíveis para escapar do domínio de Lothaire e impedir Saroya de matar. Aos poucos, sua vontade de viver, sua alegria, inteligência e humor vão crescendo em Lothaire e causando reações que ele não estava pronto para sentir.

Claro que um choque tão grande em personalidades causa muita tensão, tanto nos momentos de ação quanto no sexo, que é simplesmente bem quente. Os personagens coadjuvantes não são tão prevalecentes aqui como nos últimos livros, por isso, Lothaire e Ellie têm um longo tempo para se conhecer melhor e se apaixonar, mas quando aparecerem, mostram que sua participação foi bem dosada. O próximo é o príncipe Trehan, que abre o spin-off dos Immortals, com a série The Dacians, ou Realm of Blood and Mist. Nïx e Lothaire tem um embate daqueles que, apesar de não chegar às vias de fato, foi explosivo. Toda a zanga e ressentimento, e então Nïx explica por que ela fez o que fez... E me deixou roendo as unhas de curiosidade para saber mais sobre o passado dos dois.

Por fim, uma série de tensão e reviravoltas — a gente acha que não vai haver um final feliz — faz com que Lothaire seja um dos melhores livros não apenas da série, mas de 2012.

PS: há duas semanas tive no Face uma discussão com a Alexis, a Mara e a Rafa sobre o Lothaire. Foi muito divertido e até fiz um Keep Calm vagabundo para a Alexis:


Clique para ampliar


Dreams of a Dark Warrior — Kresley Cole


Dreams of a Dark Warrior (não publicado no Brasil)

Personagens: Declan Chase & Reginleit “Regin”

11º livro da série Immortals After Dark

Ele jurou que voltaria para ela...

Assassinado antes de poder casar com Regin, a Radiante, o senhor da guerra Aidan, o Feroz, procura por sua amada pela eternidade, renascido de novo e de novo com novas identidades, mas sem memórias de suas vidas passadas — apenas um anseio sem fim.

Ela espera seu retorno...

Quando Regin encontra Declan Chase, um brutal soldado celta, ela reconhece seu orgulhoso senhor da guerra reencarnado. Mas Declan a leva cativa, pretendendo retribuição contra todos os imortais, sem saber que pertence ao mundo deles.

Para saciar um desejo mais poderoso que a morte...

Mas toda reencarnação vem com um preço, pois Aidan é condenado a morrer quando lembra seu passado. Para se salvar dos tormentos de Declan, irá Regin reacender memórias da paixão que já compartilharam — mesmo que isso significa perder mais uma vez o único homem que poderia amar?

A Valquíria Regin saiu do Valhala e encontrou o berserker Aidan, um senhor da guerra a serviço do deus Wóden — pai de Regin e das outras Valquírias. Os guerreiros que completassem duzentas lutas a serviço de Wóden ganhariam a imortalidade, e Aidan, o Feroz, achava que nada nem ninguém poderia vencê-lo e tinha certeza de que Regin estava fadada a ser dele. Porém, antes de se tornar imortal e poder casar com Regin, um vampiro o mata. Mas, antes de morrer, Ainda jura que vai voltar para Regin e pede ao amigo berserker, Brandr, que a protegesse.

Três reencarnações depois — todas terminadas de maneira violenta depois do primeiro beijo de Regin —, Aidan volta como Declan Chase, um humano torturado que, sem saber sua real identidade, se dedica a destruir os seres do lore depois de ter visto a família assassinada por alguns deles. Como magistrado da Ordem, é Declan tem que capturar imortais, e um deles é Regin. Os dois brigam, mas ela sabe quem ele é e ele se recusa a acreditar, afinal, não podia esquecer a destruição que os imortais causavam.

Momentos antes de Declan ceder, Regin é vítima de uma vivisseção e decide que não valia a pena lutar para acabar com a maldição de Declan. Mas o ataque do quartel da ordem faz Declan perceber quem era, mas talvez fosse tarde demais para fazer Regin mudar de ideia...

Minha opinião:

Dreams of a Dark Warrior desperta sentimentos para lá de contraditórios. Ao mesmo tempo em que é difícil não gostar do livro, também é difícil gostar, pelo fato de o herói começar tão cabeça-dura e desagradável. Além disso, não sou a maior fã de Regin. Acho que o ódio dela por vampiros começou muito mal explicado, exagerado — gosto mais das outras Valquírias, que odeiam por odiar. Kkkkkkkkkk Sem contar que ela tenta ser engraçada, mas passa como infantil.

Porém, como acontece com Declan, que começa irritante, idiota, burro e preconceituoso e cresce — com muita dor —, Regin também parece cresce e amadurece — e isso é mostrado em vários momentos, mas principalmente no final, quando ela percebe qual era a maldição de Declan e como se aplicava a ela mesma.

É impossível não lamentar o passado torturado de Declan, só que só isso não serve para torná-lo mais simpático. O homem parece além da redenção, e precisei de uma senhora dose de coragem para relevar as idiotices que ele fez no decorrer da história. Então, ele é o ódio de Aidan — cada encarnação tinha uma faceta da personalidade dele —, por isso que ele é tão intenso em seus sentimentos ruins.

No final das contas, acabei gostando do livro — mas ainda querendo que Regin e Declan não fossem como são. Os coadjuvantes são ótimos: Natalya, Brandr, Thad e Lothaire. O vampirão do mal é o próximo, e espero que Natalya e Brandr apareçam também.

Dreams compartilha algumas cenas contadas de pontos de vistas diferentes com Demon from the Dark. Apesar de não ser meu preferido, espero que logo as consequências do final sejam vistas no futuro.

Demon from the Dark — Kresley Cole


Demon from the Dark (não publicado no Brasil)

Personagens: Carrow Graie & Malkom Slaine

10º livro da série Immortals After Dark

Um perigoso demônio a que ela não pode resistir...

Malkom Slaine: atormentado por seu passado sórdido e atormentado por fomes vampirescas, é empurrado ao limite pela beldade de olhos verdes sob sua guarda.

Uma bruxa enlouquecedora que ele deseja clamar...

Carrow Graie: escondendo suas próprias dores, ela vive apenas para a próxima festa ou brincadeira. Até que ela encontra um guerreiro torturado que vale a pena salvar.

Presos numa prisão selvagem...

Para sobreviverem, Malkom precisa libertar o demônio e o vampiro dentro dele. Quando ele se tornar o pesadelo que seu próprio povo temia, perderá a mulher que deseja de corpo e alma?

A bruxa Carrow Graie era uma dos vários imortais capturados pela Ordem, uma sociedade humana cujo objetivo era destruir todos os seres do Lore e que aparecia durante a Adesão. Sem poderes e à beira de ser torturada para que os humanos descobrissem como usar seus poderes contra os imortais, Carrow aceita cooperar em troca de ser libertada junto com a prima Ruby, de quem se tornara guardiã durante um ataque da Ordem.

Ela recebe a missão de ir até a dimensão Oblivion e trazer para a Ordem o Scârbă — demônio transformado em vampiro — Malkom Slaine, famoso por ter conquistado e traído a amizade do príncipe Kallen, herdeiro dos demônios Trothan. Sem escolha, Carrow parte, sabendo que poderia não voltar. Ao chegar ao Oblivion, a surpresa: o vemônio Malkom a queria, pois ela era parceira para a metade demônio e Noiva para a parte vampiro. Exceto que Carrow não queria saber de relacionamentos, ainda mais com um demônio tão violento.

Pelo menos até que Malkom se mostra capaz de tratá-la como um tesouro: aí a bruxa espevitada se derrete toda. Mas ainda havia a questão de ela precisar trair a confiança, e como o próprio Malkom faz questão de contar, ninguém que o engana vive durante muito tempo...

Minha opinião:

Eu queria muito saber como a amiga louca da Mariketa (Wicked Deeds on a Winter’s Night) se sairia como mocinha, com aquela história de compromisso e tal. E não é que, aos trancos e barrancos, a Carrow conseguiu? A última vez que ela foi vista, foi no final de Pleasure of a Dark Prince, sendo sequestrada. E agora chegou a vez de a gente saber para que.

No início, ela não quer saber de compromisso nem de responsabilidade, mas a aparição de Ruby muda tudo. Ela tenta se acostumar a ser mãe adotiva, e isso implica em assumir responsabilidades; ela tem dúvidas, mas não hesita, e decide dar a Ruby a família que ela não recebeu dos pais. Isso significa ir para um lugar desconhecido e trazer uma fera para nosso mundo. Exceto que a fera é um doce. *suspira*

O Malkom é... Nossa! Torturado, atormentado, solitário, incompreendido e muito, muito carente. As interações dele com a Carrow, bem no começo, são ótimas, porque ele acha que está fazendo o certo, e ela não consegue disfarçar o desgosto — é uma coisa meio homem das cavernas:

Malkom não sabia por que ela tinha sido exilada naquele deserto; ele sabia que ela era muito sortuda por ter um braço forte para protegê-la lá, considerando sua natureza frágil e poder inconsistente.
Talvez ela precisasse de um símbolo para fazê-la lembrar do quanto precisava dele.
Assim que ela de alguma forma enfiou os pés inchados e calejados nas botas, ela viu um borrão se mover na fumaça ao seu lado e ouviu um baque. Alguma coisa tinha aterrissado dois metros mais longe, e não estava se movendo.
E agora? Exalando irritada, ela se inclinou.
Olhos que não viam a encaravam. Ela se precipitou para trás, tropeçando no toco e caindo sentada. Lá estava a cabeça de um dos ghouls da noite anterior, a garganta cortada, lodo ainda escorrendo das artérias serrilhadas.
Ela olhou para cima, apertando os olhos através do miasma, detectando uma forma grande na montanha acima dela. O demônio.
 
Além disso, as primeiras interações referentes ao sexo são ótimas. Eu fiquei imaginando a cena:

— Sem mordida. — Ela apontou para o pescoço, então para as presas dele enquanto sacudia a cabeça vigorosamente. — Morder... nãããããoooo.
Ele lhe deu um olhar de descrédito, claramente a compreendendo — e não gostando. (...)
— Sem mordida, demônio. (...) Okay. Acho que entendo. Manhã, meio-dia e crepúsculo. Isso representa um dia?
Ele levantou dois dedos.
— Dois dias? Sem morder? Sem chance, demônio. — Ela levantou oito dedos.
Com um rosnado de advertência, ele levantou cinco.
Perfeito. Quando ela assentiu, ele colocou a mão no peito, com cara de dor. Ele havia acabado de jurar que não a morderia. Apesar de que essa era obviamente uma grande concessão para ele.
Ela podia confiar em seu juramento? Em sua situação, ela tinha que confiar no demônio até certo ponto, tinha que acreditar que ele não a morderia.
A próxima condição não seria tão fácil.
— Sem sexo.
Sem entender, ele deu de ombros, então fez sinal para ela se apressar.
Como dizer sexo? Como representar sexo?
— Ah, deuses, vocês realmente vão me obrigar a fazer esse gesto? — Ela fez um sinal de ok com uma mão, então enfiou o indicador da outra mão nele.
De olhos arregalados, ele assentiu entusiasmado.
Até ela fazer de novo, dizendo:
— Sexo nããããooooo. NÃO.
Ele rosnou, batendo no peito com o punho de novo.
 
E ainda há o fato de sempre que Carrow ou Ruby o tratam bem ou abraçam, Malkom não saber o que fazer, como reagir. Aliás, ele se torna uma figura paterna para Ruby e ela quer exibi-lo para todos. É muito fofo!

Como companheiros de cela de Carrow e Malkom na Ordem, temos Lothaire — sim, ele aparece de novo — e Lanthe, a irmã de Sabine de Kiss of a Demon King. A aparição de Thronos deixa tudo pronto para o livro deles, e preciso saber qual é a história deles agora. E ainda há a participação especial dos Worth, Nikolai e Conrad.

Demon from the Dark compartilha algumas cenas com Dreams of a Dark Warrior, mas nada que atrapalhe, pois Kresley Cole as escreveu de pontos de vista diferentes, e o resultado é que não ficou cansativo. Os livros se passam simultaneamente, e dessa forma, é possível saber o que aconteceu com Regin e Carrow durante o ataque de La Dorada.

Enfim, para quem gosta de livros românticos, com aventuras, A Bela e a Fera e histórias com tema os opostos se atraem, Demon from the Dark é uma ótima pedida! Agora, para a felicidade ser completa, só falta alguma editora brasileira se interessar e publicá-los aqui.

Pleasure of a Dark Prince — Kresley Cole


Pleasure of a Dark Prince (Não publicado no Brasil)

Personagens: Garreth MacRieve & Lucia

9º livro da série Immortals After Dark

Uma beldade perigosa

Lucia, a Caçadora: tão misteriosa quanto formidável, ela guarda segredos que ameaçam destruí-la — e aqueles a que ama.

Uma necessidade incontrolável

Garreth MacRieve, Príncipe dos Lykae: o brutal guerreiro Highlander que queima para finalmente clamar essa criatura enlouquecedoramente sensual como sua.

Levam a um prazer tão perverso...

Das sombras, Garreth vigiava Lucia por muito tempo. Agora, a única maneira de manter a caçadora orgulhosa a salvo do perigo é convencê-la a aceitá-lo como guardião. Para isso, Garreth vai explorar impiedosamente a maior fraqueza de Lucia — seu atrevido desejo por ele...

Lucia não era mais que uma menina quando foi seduzida e convencida a se casar com um deus “grego” de cabelos loiros que a fez sair do Valhala — a lendária residência dos deuses nórdicos; o problema era que, uma vez que partisse, a Valquíria desgarrada não poderia mais voltar. Então, certa de que teria um futuro brilhante com o noivo, Lucia parte... E descobre que o rapaz de belos olhos claros era, na verdade, um monstro, o deus do canibalismo.

Depois de muita luta, Lucia consegue fugir e, com a ajuda da meia-irmã Regin, a Radiante, vai parar no templo de uma deusa que era inimiga mortal de seu marido. A deusa concorda em fazer de Lucia uma de suas guerreiras possuidoras do dom de atirar com arco e flecha, com a condição de que a) ela nunca, jamais, em hipótese alguma, errasse o alvo e b) que Lucia se mantivesse casta. Por ter sido casada com Crom Cruach, se manter longe de um homem não seria um sacrifício tão grande.

Pelo menos até um lobisomem teimoso aparecer no caminho dela e reconhecê-la como parceira. O príncipe-e-rei-relutante-em-aceitar-o-trono Garreth MacRieve não conseguia aceitar a morte do irmão mais velho, e abandonou a casa da família na Escócia para ajudar os Lykae que se mudaram para Nova Orleans. Durante um jogo sujo com um grupo de demônios, Garreth vê dois Kobolds sendo perseguidos por uma Caçadora, e reconhece nela sua parceira.

Apesar da relutância de Lucia, Garreth sabia que foram feitos um para o outro. Nem a hesitação dela o faz perder as esperanças e tentar conquistar aquela a quem considerava dele, e isso o leva a uma caçada ao redor do mundo...

Minha opinião:

Adoro livros com personagens escoceses. E com lobisomens. E sim, um lobisomem escocês que chama a mocinha de “Lousha” quase me deu um orgasmo... Não consigo parar de pensar em Garreth MacRieve sussurrando meu nome... *se derrete* E um lobisomem highlander que persegue a mocinha até a Amazônia (!) para ajudá-la com uma missão misteriosa e para protegê-la de todos os males... É irresistível.

Adorei que a Lucia fosse tão esquiva. Deu o tom perfeito de aventura e drama — com o bônus de que eu não quis que ela morresse por rejeitar o Garreth. Mesmo porque, é fácil perceber que ela queria ficar com ele — deve ser pelos milênios de celibato forçado —, mas tendo a missão de lutar e derrotar o maridinho querido durante cada Adesão, ela precisaria das habilidades com o arco. E é justamente o arco, ou melhor, a dor de um alvo perdido, que dá as Valquírias a chance de capturar Garreth — isso é abordado em A Hunger like no Other.

Garreth é uma coisinha muito linda, sexy e fofa! Onde eu consigo um desses?! Sem contar a devoção total a Lucia — mesmo quando ele a persegue, não fez as besteiras que o Lachlain fez com a Emma —, ele sempre deixa claro que tudo aconteceria quando ela estivesse disposta, o príncipe dos Lykae também se recusou a assumir o trono que pertencia ao irmão, pois não havia provas de que o Rei Lachlain realmente houvesse morrido.

Então, com a ajuda de tia Nïx, unindo mais um feliz casal, também somos (re)apresentados a maluca Regin, Izabel, uma humana amaldiçoada a trocar de corpo e apaixonada pelo capitão do navio de Lucia, o Dr. Rossiter, que está morrendo de insônia e, finalmente, ele: Lothaire, o antigo inimigo. Depois de ter aparecido em Kiss of a Demon King, Lothaire dá as caras aqui e rouba um anel, causando a fúria de uma feiticeira mumificada poderosíssima. *medo*

Honestamente, de todos os lobisomens, Pleasure of a Dark Prince é o meu preferido, e já dá o passo inicial para os livros da Carrow e da Regin. E não é exagero dizer que, até que a bruxa permanentemente encarcerada e a Valquíria reluzente contem suas histórias, muita água vai rolar. E eu estou louca para ver o que Kresley Cole está planejando para os próximos.

Deep Kiss of Winter: Untouchable — Kresley Cole


Deep Kiss of Winter: Untouchable (Não publicado no Brasil)

8º livro da série Immortals After Dark

Personagens: Daniela & Murdoch Wroth

Um brutal vampiro soldado prestes a conhecer o amor pela primeira vez...

Nada impedirá Murdoch Wroth de clamar Daniela, a Donzela de Gelo — a delicada Valquíria que faz seu coração bater pela primeira vez em trezentos anos. Mas a extraordinária Danii é parte fada de gelo, e sua pele congelante não pode ser tocada por ninguém além de seu próprio povo sem infligir dor além dos limites.

Uma Valquíria louca para ser tocada...

Logo desesperada por proximidade, em uma agonia de frustração, Murdoch e Danii farão qualquer coisa para ter um ao outro. Juntos, poderão achar a chave que finalmente os permitirá satisfazer o irresistível desejo queimando entre eles?

Daniela, a Donzela de Gelo, é filha de uma fada de gelo que era rainha. Ao se casar com Sigmund, seu trono é usurpado e a rainha Svana é forçada a se exilar para evitar ser morta, mas volta anos depois para reclamar o trono e é assassinada. Agora, como herdeira oficial Daniela continua a ser caçada e marcada para morrer.

Uma noite, Danii é atacada com flechas de veneno de fogo nas ruas de Nova Orleans, e acaba topando com um vampiro alto que termina por salvá-la, apesar de serem inimigos. Enquanto ajudava o irmão mais velho a procurar a Noiva fugitiva, Murdoch dizia a si mesmo que mulheres eram uma preocupação com que preferia não arcar depois de ter visto o sofrimento de Nikolai durante os cincos anos em que caçou a Noiva que o desertou. Então, percebendo que Danii era uma Valquíria, ele a informa de que Myst tinha sido finalmente capturada por Nikolai, e ainda a provoca.

Danii se irrita com ele, mas os assassinos enviados por Sigmund conseguem causar-lhe mais dano e, sem saída, ela pede ajuda a Murdoch, sem saber que ele estava começando a “sangrar” — ou seja, volta a ter um organismo perfeitamente funcional — porque ela era sua Noiva. Será que dois seres diferentes em todos os sentidos poderiam encontrar juntos a felicidade?

Minha opinião:

Nikolai, Sebastian e Conrad tiveram suas histórias contadas há vários livros. Agora é a vez de Murdoch, o irmão libertino. Ou que foi libertino até ser transformado em vampiro. :)

Assim como a história de Nikolai, Untouchable é um conto, com o diferencial de ser mais longo, tendo quase o tamanho de um livro “inteiro”. Isso porque é um dos dois contos de uma duologia escrita por Kresley Cole e Gena Showalter — o livro da Gena é parte da série Alien Huntress, então ainda não li.

Murdoch começa o livro um pouco irado com Myst pelo que ela fez a Nikolai e acaba inadvertidamente descontando em Daniela, e isso torna o namoro dos dois muito difícil, porque ela e Myst eram melhores amigas. Gostei de ver o quanto esses Wroth são fiéis uns aos outros — mesmo quando estão brigados —, mas fiquei puta quando Murdoch deu vazão à sua persona sedutora. O bom é que isso deixava Danii louca de ciúmes, mesmo que ela não admitisse. Mas bem, ele não estava exatamente acostumado a lidar com relações de longo prazo, por isso metia os pés pelas mãos — e teve que pagar pelas maneiras libertinas:

— (...) todo o Lore ouviu sobre os implacáveis irmãos senhores da guerra da Estônia. O general, o escolar, o enigma, e... O libertino.
Danii, por outro lado, é virgem. Não por opção, mas porque os únicos seres que podiam tocá-la sem feri-la estavam sendo despachados como assassinos para dar um fim nela. Dizem que inimigos fazem estranhos parceiros de cama, mas Danii não queria arriscar a vida por um pouco de sexo, então ela passou os últimos dois mil anos procurando modos “alternativos” para um pouco de prazer. :D O pior é que todos sabiam quem ela era e faziam questão de deixar claro, em termos muito ofensivos, o que pensavam dela:

— Venham, cachorrinhos. Venham encontrar o Destino. — Do canto da boca, Nïx sussurrou: — Destino é o nome do meu punho.
Quando o trio falou em gaélico e se afastou, Nïx deu uma risadinha.
— O quê? O que eles disseram?
— Que nós não valíamos a pena. Que você é a frígida e eu sou doida. Parece que eles têm nossos números!

Apesar de se passar ao mesmo tempo em que outros (os quatro Wroth, A Hunger like no Other e Wicked Deeds on a Winter’s Night), Untouched tem uma série de cenas “repetidas”, mas narradas de pontos de vista diferentes e apresenta personagens novos: Rurik, Lukyan, Loa, Jádian... E os antigos também tem vez: todos os irmãos e as noivas Wroth, Nïx, Kristoff bancando o cupido... Bem, talvez este não seja o melhor livro da série — o pessimismo e as acusações de Danii e Murdoch às vezes os faziam infantis —, mas certamente é uma excelente adição. Agora que os Wroth vão usar a chave que Sebastian conseguiu, mal posso esperar para ver o que os futuros livros reservam.

PS: mais alguém está vendo uma coisa meio fálica nessa capa ou só eu tenho a mente suja?