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After the Night — Linda Howard


After the Night (não publicado no Brasil)

Personagens: Faith Devlin Hardy & Grayson “Gray” Rouillard


Faith Devlin: uma criança pobre e rejeitada de Prescott, Louisiana, ela sempre adorara o garoto de ouro da cidade de longe. Mas ele a chamou de lixo branco naquela abafada noite sulista quando seu rico e respeitado pai desapareceu, junto com a bela mãe dela. Agora Faith queria odiar Gray Rouillard... Não sentir uma poderosa onda de desejo. Mas ela não podia extinguir a paixão mais do que podia esconder a verdade sobre o passado que esperara tanto para decifrar.

Gray Rouillard: mesmo quando ele aprontava, ele o fazia com estilo. Rebelde, charmoso, e apoiado pelo dinheiro dos Rouillard, Gray controlava a cidade de Prescott — e Devlin era um nome que nunca queria ouvir de novo. Mas quando ele olhava para Faith Devlin, tudo o que via era um redemoinho de lençóis enrolados e a pele sedosa dela debaixo dele. Se importar com ela era impossível, impensável... Porque Gray Rouillard planejava usar todo o seu poder para arruiná-la.


Faith era a Cinderela residente de Prescott, uma cidade pequena próxima de Nova Orleans, controlada pelos Rouillard. O herdeiro, Gray, era seu amor platônico, apesar da diferença de idade entre eles. Mesmo sabendo do caso entre seus pais, Gray sempre tratou Faith bem... Até o pai dele deixar a cidade com a mãe dela, destruindo a família Rouillard.

Doze anos depois, Gray parou de procurar notícias sobre o pai. Havia uma regra implícita entre os moradores de que nenhum Devlin era bem-vindo, especialmente Faith, a filha que era idêntica à Renee. Mas Faith não deixaria que ninguém, nem Gray, nem o culpado pelo desaparecimento de Guy Rouillard, a impedisse de descobrir o que aconteceu e limpar o nome da mãe.


Minha opinião:


Aff, que livro bom! (só pra tirar isso do caminho)

Antes de ler, fiquei preocupada com alguns comentários que vi no Goodreads, acusando o Gray de ter sido deliberadamente cruel com Faith; ainda não sei se a revolta é por ele ter agido daquele jeito ou por ter agido daquele jeito com uma adolescente apaixonada por ele, porém o comportamento dele é atenuado pelo fato de o pai ter desaparecido com a mãe dela e... A irmã dele não ter lidado muito bem com a situação — para dizer o mínimo.

Apesar de não gostar dos Devlin — a autora deixa claro que eles são os problemáticos da cidade; o pai é um beberrão, os filhos são uns delinquentes, e a mãe e irmã de Faith são as bicicletas da cidade —, Gray tinha um pouco de admiração por Faith: ele sabia que ela era diferente, principalmente quando a via cuidando de Scottie, o irmãozinho com problemas mentais que podia ou não ser filho de Guy. Aliás, coitadinho do Scottie!

Isso não significa que Gray queira Faith por perto; demorou muito para a mãe, Noelle, e a irmã, Monica, chegarem perto de lidar com a dor de saber que Guy abandonaria a família por uma vagabunda como Renee. E o comportamento de Renee é muito mais revoltante não por sua promiscuidade, mas pelo desinteresse dela nos filhos — em todos os cinco.

Enquanto Gray é tudão — um clássico mocinho da Lindona, ele é durão com os outros, mas se derrete com Faith e não cansa de dizer o quanto ela o deixava orgulhoso —, Faith é ainda melhor. Não é comum falar isso de uma mocinha, mas ela é forte, determinada e vulnerável na medida certa. Ela foi expulsa da cidade — cortesia de Gray —, e construiu uma vida para si, que incluía até um marido. Por mais que ela gostasse de Gray, Faith se recusou a ficar chorando as pitangas, vendo a vida passar e perdendo as chances de ser feliz. Ela enviuvou, trabalhou, expandiu os negócios e, por uma coincidência, decidiu descobrir exatamente o que aconteceu com Guy, pois da mãe ela sabia. Depois, quando o caso se torna uma questão de descobrir quem foi o culpado pelo sumiço do detetive que contratou (o Sr. Pleasant é um fofo!), Faith consegue convencer Gray de que a situação era realmente séria. Mas sabe de uma coisa? Com ou sem Gray, ela descobriria a verdade, de um jeito ou de outro.

Terminar um livro sabendo que os protagonistas conseguem superar as dificuldades e lidar com a vulnerabilidade sem ficarem amargos é ótimo. Melhor ainda é saber que nem Faith nem Gray caíram na tentação comum de buscar vingança ou se render aos ímpetos de destruir um ao outro — ele até tenta fazer a vida dela mais difícil e ela duvida das boas intenções dele, mas... No final das contas, eles percebem que era mais satisfatório virarem a página Renee-Guy e construírem sua própria história.

Um Perfeito Estranho — Gina Wilkins


Um Perfeito Estranho (A Perfect Stranger) — Tentação 33

Personagens: Sabrina Marsh & Robert Stevens “Rob” Davis

Ela jamais imaginou que tivesse de rejeitar um homem tão fascinante...

Sabrina Marsh ficou a sós com um estranho no elevador. E, para sua grande surpresa, o sujeito sabia qual era o prato preferido dela, sua cor predileta, seu apelido... Ainda por cima, era o homem mais sensual que Sabrina jamais vira! Mas por mais que ela perguntasse, ele se recusava a revelar sua identidade.

Rob Davis sabia que, assim que lhe contasse quem era, Sabrina nunca mais iria querer vê-lo. Ele tinha três semanas para convencê-la de que ambos haviam sido feitos um para o outro... três semanas para fazê-la esquecer que eram perfeitos estranhos.

Aquela cantada de elevador era a desculpa mais triste que Sabrina já havia ouvido de um homem que queria se aproximar. O fato de o homem ser um bonitão moreno de olhos azuis e com um sorriso lindo tornava a situação patética. Ele insistia que a conhecia — e sabia de alguns fatos sobre ela que pouca gente sabia. Mas era melhor manter distância, ela decidiu.

Rob não via Sabrina havia dezessete anos, mas ele nunca a esquecera. Na época em que se conheceram, ele era mais conhecido como Scooter. Para sua sorte, Sabrina não conseguia se lembrar, o que faria a tarefa de fazê-la se apaixonar por Rob mais fácil, assim, ela não associaria o piloto da Força Aérea ao pestinha de treze anos que a perseguira. Ou não?

Minha opinião:

Ahhhhhhhh, a minha infância! Ou melhor, a adolescência. Eu devia ter uns 11 ou 12 anos quando li esse livro a primeira vez, e fiquei encantada com o Rob. Agora, uns dez anos depois... Para mais ou para menos ;-) ... Achei o bonito e reli. E adivinha: continuo tão encantada quanto antes. Resumindo: preciso de um Rob na minha vida.

Rob é determinado e cabeça-dura. Sabrina é sua paixão de adolescência e ele passou os anos tentando conquistá-la: chocolates anônimos, timidez, mutismo seletivo; ele sofreu isso tudo enquanto crescia, sem esperança de que a vizinha e babá de dezoito anos algum dia olhasse para ele. Mas aí Sabrina se mudou, eles cresceram, Rob entrou na força aérea e deu de cara com Sabrina por acaso. E para um homem reconhecer uma mulher que não via há 30 anos e se lembrar de tudo sobre ela — chocolate, cor, comida, tudo o mais de que ela gostava —, é porque ele gostava (ou odiava) demais. Sabrina não tem chance alguma, Rob é imbatível.

— Por que não gosta de mim, Brie?— Porque o senhor é o homem mais aborrecido que já encontrei na vida!Ele piscou os olhos.— Não é o que dizem a meu respeito. As pessoas costumam me achar muito agradável e simpático. Além disso, trato bem as crianças, os velhinhos e os animais e ainda por cima telefono para a minha mãe uma vez por semana. Segundos depois, Sabrina alcançava a calçada e abria a bolsa para apanhar a chave do carro.— Você quer saber de uma coisa? — soou a voz de Rob, logo atrás dela.— Não!Ele ignorou sua resposta.— Você tem medo de mim. E sabe por quê? Porque mexo com as suas emoções. Porque sou um mistério que não consegue resolver. Porque sou alguém que ameaça o mundo monótono e sem graça que resolveu criar para si!

É, a vida de Sabrina é exatamente assim: monótona e sem graça. Ela não confia em homens e em algum ponto entre os dezoito anos e o divórcio decidiu se tornar um espírito de porco que quase levou a secretária a enfartar devido a duas horas de folga. É uma velha ranzinza no corpo de uma mulher de trinta e cinco anos. Uma pena que Rob queira tanto aquele corpo... Apesar da amargura de Sabrina. Parece que ela faz questão de ser infeliz; nenhuma opção é aceitável: ir para a Alemanha com Rob ou ficar nos EUA esperando ele voltar; casar com ele ou ficar solteira; ser feliz com ele ou ser infeliz sem ele.

As tentativas do Rob de conquistar Sabrina são tão românticas e fofas... Não encontramos pessoas como ele — aquele homem que dá flores, bombons, abre portas, escuta com prazer, conversa... *suspira* Ah, eu disse que ele é piloto da Força Aérea Americana? Suas três semanas de férias estão acabando e sua tentativa de sedução já tem prazo de validade.

Então, se esse livro for achado por aí, pode pegar e ler tranquilamente, pois ele é muito bom.

Sedução — Tawny Weber


Sedução (A SEAL’s Seduction) — À Flor da Pele edição especial

Personagens: Alexia Lane & Blake Landon

1º livro da série Sexy SEALs

Tópico: Tenente Blake Landon.

Status: Duas semanas de licença obrigatória.

Missão: Se distrair de qualquer maneira.

Obstáculo: Uma deliciosa tentação.

O fuzileiro naval Blake Landon conhece o regulamento do início ao fim e o cumpre com precisão. Mas quando uma missão termina em tragédia, todo o seu pelotão é afastado por duas semanas. Para sua sorte, Blake encontra uma ruiva estonteante e percebe que regras, principalmente as de sedução, apenas existem para serem quebradas.

A cientista Alexia Lane só pensa em sexo. Em parte, por causa de seu trabalho, mas, sobretudo porque deseja um homem que faça o seu sangue ferver. Ela tem apenas uma restrição: não namora militares. Mas o corpo fascinante de Blake exala prazer por todos os poros, e Alexia não consegue resistir. Ela estava a um passo de atingir o nirvana quando descobre que ele é um fuzileiro. E se uma regra é quebrada, é praticamente certo que outras também serão...

Blake estava de licença forçada após uma missão dar errado e seu amigo Phil, a alma do grupo, morrer acidentalmente. A bela estranha que conhece na praia parece a distração perfeita... Até ele descobrir que Alexia era alérgica a fuzileiros navais.

Alexia tinha que lidar com o nome emprego, que a fez voltar para casa, para mais perto da família desaprovadora e do irmão que adorava, e escolher se continuaria ou não o relacionamento frio com um colega de trabalho. Encontrar Blake na praia foi um fator decisivo para ela. Mas ninguém, nem mesmo o pai, a obrigaria a fazer o que não quisesse, incluindo casar com um fuzileiro naval que era exatamente o que ela precisava.

Minha opinião:

Achei esse ebook de graça na Amazon, então baixei. Nunca tinha lido nada da Tawny Weber nem do sele À Flor da Pele, e achei que seria uma boa oportunidade de começar.

Blake e Alexia tem uma química daquelas... De colocar fogo nos lençóis. A atração sexual entre eles é tão intensa que eles passam dois dias trancados no apartamento dela. De cara dá para perceber que eles têm muito em comum e precisam muito um do outro — Alexia tem uma especialização em psicologia e Blake ainda sofre com a perda de Phil, o amigo que ele viu explodir (literalmente). Mas Alexia é teimosa e termina com ele sem nem ouvir as explicações dele. Tudo bem, ele mentiu por omissão, mas eu fiquei com a sensação de que ela terminou para mostrar ao pai, oficial superior de Blake recém-aposentado, que não ficaria com ninguém que o pai aprovasse, só para irritá-lo.

Blake é um macho alfa de verdade, ou seja, aqueles homens fortes e poderosos que não precisam agir como homens das cavernas. Considerando a infância dele, não entendi porque ele tomou algumas decisões... Como não ir atrás de Alexia antes ou não querer alguém com quem compartilhar a vida. O trabalho dele era um problema entre os dois — não só porque era perigoso, e Alexia parecia ter pouca noção de confidencialidade... Apesar daquele diploma em psicologia —, então Blake nunca poderia ter uma missão secreta, já que ela exige saber tudo.

O vilão tinha tudo para ser um cara medonho, mas não foi. Ele só parecia um megalomaníaco sem capacidade de planejar — o que justifica como Alexia foi encontrada sem nem ter sido procurada, o que não me fez temer por Alexia, já que Blake não só estava a caminho, mas também foi difícil levar a situação toda a sério.

Então, sabendo que o relacionamento dos dois não estava acabado, mas também não estava realmente começado, o final foi um tanto abrupto. Alexia tomou algumas decisões com relação à família que não fizeram sentido; ela poderia ter passado uma parte do “exílio forçado” pensando em como melhoraria o relacionamento com os pais quando fosse salva, mas isso não aconteceu. Aí ela tem uma desculpa de conversa com a mãe que se mostra reveladora, porém não fez muito sentido para mim. Ainda assim, é uma leitura bem leve e divertida, ótima para quem não procura muita profundidade.

See Jane Score — Rachel Gibson


See Jane Score (não lançado no Brasil)

2º livro da série Chinooks Hockey Team

Personagens: Jane Alcott & Luc Martineau

Esta é Jane

Um pouco subjugada. Um pouco insistente. Um pouco cansada de ir a encontros às cegas com homens que dirigem vans com sofás atrás, Jane Alcott está vivendo a existência de uma Garota Solteira na cidade grande. Ela também está vivendo uma vida dupla. De dia, ela é uma repórter cobrindo o barulhento time de hóquei Seattle Chinnoks — especialmente o notório goleiro Luc Martineau. De noite, ela é uma escritora, criando em segredo as escandalosas aventuras de “Honey Pie”... a série de revista que é comentário entre os homens.

Veja Jane brigar

Luc tornou seus sentimentos sobre repórteres parasitas — e Jane — perfeitamente claros. Mas se ele acha vai fazer da vida dela um inferno, é melhor pensar de novo.

Veja Jane atrair

Desde que se lembra, Luc se focou no trabalho. A última coisa de que precisa é de uma reporter irritante e desaforada escavando seu passado e ficando em seu caminho. Mas quando a pequena repórter abandona suas roupas negras e cinzas por um sexy vestido vermelho, Luc vê que há mais Jane do que parece.

Talvez seja hora de se arriscar. Talvez seja hora de realizar fantasias. Talvez seja hora de...

Ver Jane vencer!

Jane Alcott é uma jornalista baixinha, especialista em “como fazer”. Esportes não é sua especialidade. Hóquei no gelo ainda menos. Mesmo assim, quando obrigada a acompanhar o time da cidade em um campeonato, Jane pesquisa tudo o que pode, mas o desafio é fazer os jogadores do time a aceitarem entre eles.

Luc Martineau está se recuperando de um ferimento que quase destruiu sua carreira. Ele não gosta de jornalistas, a escória da humanidade, que não sabe fazer nada além de publicar bobagens a seu respeito. Para sorte de Jane, ele não faz ideia de sua identidade secreta como devoradora de homens. Mas se Luc sonhar que ela e Honey Pie são a mesma pessoa... Adeus anonimato, adeus emprego, adeus Luc.

Minha opinião:

Confesso que eu esperava mais desse livro. Não só porque 100% dos comentários que li diziam que ele é bom, mas quando eu peguei para ler, foi procurando outra coisa: um livro engraçado. E Jane Joga e Ganha (nome da tradução brasileira) tem uns momentos fofos, bonitinhos, que me fizeram dar um sorriso — só que eu queria mesmo um que me fizesse rir alto, tipo Inadequado, mas Irresistível.

Apesar disso, o livro tem certo charme. Jane é o clássico patinho feio, que toma o clássico banho de moda (cortesia da amiga antenada em moda), bem — como diria uma ex-professora minha — riponga mesmo, superbrega, material de Esquadrão da Moda. Ela também é imaginativa, por isso, complementa o orçamento escrevendo histórias eróticas para uma revista. Basicamente, ela finge ser uma pessoa que não é — sensual, determinada, uma deusa do sexo vingativa que impede o homem com quem dormiu noite passada se lembre do próprio nome —, para ter uma graninha extra. O que nos leva à outra característica: Jane é pão dura, uma verdadeira mão de vaca.

Gostei das interações dela com o Luc. Acho que de todos os jogadores, ele é o mais arredio, o que mais resiste à presença dela. É uma pena que o ferimento (e os problemas decorrentes dele) de Luc não tenha sido mais explorado — o foco foi todo dado à Marie, a meia-irmã adolescente, recentemente órfã, dele. É fácil entender porque ele era tão resistente à Jane: as fofocas sobre sua vida pessoal eram perturbadoras, e se alguém sonhasse a amplitude da fratura, seria o fim de sua carreira. Jornalista ético era, na opinião dele, um mito maior que político honesto.

Luc seria, em teoria, o maior oponente de Jane. Mas ele logo... Muda de ideia. E o problema vem do resto do time, que faz de tudo para encher a paciência dela, inclusive impedindo-a de dormir — como se ficar acordados até tarde em véspera de jogo fosse melhor para eles... — e tirando a roupa na frente dela, ou se recusando a responder as perguntas dela. Essa parte me tirou do sério; eu entendo o comportamento supersticioso deles (“mulheres dão azar”), mas eles se comportaram como crianças.

Jane e Luc tem química. Ainda mais depois de ele vencer os preconceitos sobre a aparência dela — sério, eu achei que ela fosse uma coisa meio A Feia Mais Bela — e depois de ela ver aquela tatuagem incrível que ele tem.

Chicklit não é meu gênero preferido, longe disso. Mas See Jane Score foi o melhor livro do estilo que eu já li. Eu não quis matar Jane, não a achei uma fracassada, e até me arriscaria em sair para fazer compras com ela. Por outro lado, não é um daqueles livros que eu já chegaria dizendo para as minhas amigas: “Corre e lê que é ótimo!” Não é. Também não é ruim, mas fiquei com aquela sensação de que faltou alguma coisa.

PS: tem outra resenha mais tarde. :)

Mr. Perfect — Linda Howard


Mr. Perfect (não publicado no Brasil)

Personagens: Sam Donovan & Jaine Bright

O que torna um homem perfeito?

Esse é deliciosamente picante que Jaine Bright e suas três amigas estão pensando uma noite em seu local preferido de happy hour: o Homem Perfeito. Ele seria alto, sombrio e bonito? Cuidadoso e carinhoso — ou só musculoso é o bastante? Jaine Bright e suas amigas começam com o básico: ele seria fiel e confiável, o tipo responsável, e teria um grande senso de humor.

Mas quando a conversa fica animada, também ficam os requerimentos do quarteto para o Homem Perfeito enquanto elas anotam uma lista divertida e picante. Depois, a Lista, como passa a ser chamada, se torna uma sensação do dia para a noite, espalhando-se pela empresa como fogo vivo e atraindo o interesse de jornais locais e cobertura na televisão. Ninguém esperava essa avalanche de atenção por algo que começou como uma piada entre amigas. Mas a piada logo fica séria quando uma das quatro mulheres é assassinada...

O suspeito número um no caso é o namorado da vítima, que foi um dos homens que achou a Lista sexista e ofensiva. Um álibi impenetrável o livra da cadeira, mas um perseguidor mortal ameaça as três amigas restantes. Agora, com a ajuda do vizinho de Jaine, um detetive imprevisível, o quebra-cabeça deve ser resolvido enquanto o sonho do Homem Perfeito se torna um arrepiante pesadelo.

Segundo Jaine Bright e suas três amigas, o homem perfeito tem que ser um cara legal, responsável, em boa situação financeira e capaz de dar prazer a uma mulher. A lista de “requerimentos” era para ser uma brincadeira entre amigas, mas quando ela é publicada no newsletter do trabalho e passa a rodar o país, a coisa explode e Jaine, Marci, Luna e TJ passam a ser perseguidas — pela mídia e por um assassino em série.

Como se não bastasse a tensão da lista, Jaine é atraída por Sam Donovan, o vizinho que, até dias antes, ela achava ser um traficante bêbado. A convivência forçada leva a uma tensão sexual incrível que pode se transformar em algo maior. E, mesmo com todos os problemas, era a proximidade e o trabalho de detetive de Sam que poderia manter Jaine e as amigas seguras.

Minha opinião:

De novo, passei o dia com vontade de ler alguma coisa — o desejo da vez foi um livro da tia Lindona. Pensei em ler Missão Mackenzie, mas lembrei de um diálogo publicado no tópico de trechos engraçados na Adoro Romances, na época do Orkut, e falei: “oba! É ele!”. E francamente, se eu soubesse que esse livro era tão bom, eu teria lido antes, bem antes.

Apesar de a ideia parecer fútil — uma lista com as qualidades do homem perfeito —, confesso que a questão é que todo mundo tem uma exigência para um parceiro; não é um “tipo”, mas uma qualidade, uma característica marcante que é indispensável. Há pessoas que gostam de pessoas mais românticas, outras de pessoas com mais “pegadas”, outras ainda que ficam no meio-termo; umas que precisam de alguém independente, outras nem tanto, e por aí vai.

O homem perfeito de Jaine e suas amigas é fiel; gente boa; confiável; trabalhador; bem-humorado; financeiramente confortável; bom de se olhar; bom de cama; bem-dotado e capaz de durar até meia hora na cama. Há outros atributos, mas os dez básicos estão aí. E, como apontado durante a discussão, os cinco primeiros itens são fundamentais — ou pelo menos desejáveis — em qualquer pessoa. Mas, por mais razoável que seja, a lista ainda vai causar problemas, que variam das ameaças, à admiração, aos homens revoltados e aos relacionamentos que precisam ser urgentemente reavaliados e podem ou não valer a pena.

Como eu não acredito na ideia de um homem perfeito, fico muito feliz em avisar que Sam se encaixa confortavelmente em todas as categorias. ;-) Apesar de Jaine e ele terem começado o relacionamento com o pé esquerdo, quando as coisas se ajeitam, não tem pra ninguém. Sam é o cara e os outros precisam lidar com isso:

— Me solte — ela disse, mais nervosa do que se importava em mostrar.
— Não.
— Não! — ela repetiu. — Você não pode dizer não. É contra a lei me prender contra a minha vontade.
— Não estou te prendendo contra a sua vontade; estou te prendendo contra o seu carro.
— À força!

Ele é simplesmente mara. E perceptivo e competente. E protetor. Quando uma das amigas de Jaine não aparece no trabalho, Sam não se contenta em apenas descobrir se houve um acidente de trânsito no caminho; ele faz outros policiais irem à casa de Marci e, quando descobrem que ela foi assassinada, vai com Jaine ao legista, fica para confortá-la e se assegura de que ela, Luna e TJ tivessem todas as informações necessárias para se manterem seguras. Em nenhum momento ele duvida que a Lista atraíra a atenção de algum lunático.

Aliás, eu mencionei a tensão sexual e as constantes discussões deles?

— Doçura, os únicos especialistas em TPM são homens. É por isso que homens são tão bons em guerrear; eles aprenderam Escapar e Evasão em casa.
Ela pensou em jogar uma frigideira nele, mas Booboo estava na linha de fogo, e de qualquer forma, ela primeiro teria que achar uma frigideira.
Ele riu ante a expressão em seu rosto.
— Sabe por que TPM se chama TPM?
— Não se atreva — ela ameaçou. — Apenas mulheres podem fazer piadas de TPM.
— Porque “doença da vaca louca” já existia.
Esqueça a frigideira. Ela olhou ao redor por uma faca.
— Saia da minha casa.

Jaine é a parceira ideal para Sam. Ela sente uma dose de medo dele — também, ele parecia o clássico vizinho beberrão e mal-encarado saído de um filme —, mas não evita ir à briga quando sabe que é um direito dela. Ela enfrenta qualquer um; o problema é que ela não sabe quando parar. Outra coisa que eu não entendi, mas que não me incomodou muito, foi o fato de ela ter decidido que deveria evitar relacionamentos por ter rompido três noivados. Tragédias acontecem, mas talvez essa independência afetiva — ela não fica nos cantos chorando as pitangas — tenha contribuído para ela ser a pessoa que é. E como o livro é narrado em maior parte do seu ponto de vista, não foi uma tortura lê-lo, como é o caso com alguns.

O suspense das ameaças é terrível, mas não é por isso que o livro vira uma coleção de momentos fúnebres. Apesar de tudo, Jaine e as amigas tentam seguir em frente, lidando com o sofrimento da maneira que pudessem. Marci é, de longe, a amiga mais divertida do grupo. TJ vive à sombra do marido em um casamento deteriorado que pode ir em frente ou não. Com Luna eu tive um pouco de problemas, mas não posso dizer que eu queria que alguma delas morresse. A identidade do assassino não é exatamente segredo, mas é preciso certo grau de loucura para se adiantar à grande reviravolta que é o final... Mesmo com todas as dicas, há uma coisa que não se encaixa, para a agonia de Sam.

Quanto ao assassino, me divido entre raiva e dó. Durante a leitura, o associei a vários assassinos em série da literatura e do cinema, e o resultado foi mais dó que qualquer outra coisa, porque a questão é adoecimento e influência familiar e social. Com uma infância trágica — e mesmo esse é um termo suave demais para descrever a extensão dos danos — e uma adolescência pior, não é realmente uma surpresa que o assassino tenha enlouquecido, se tornando um sociopata — e nas cenas dele, é óbvio que ele estava sofrendo, porque ele fala o quanto a lista era dolorosa para ele.

De mais a mais, eu queria muito que Linda Howard pensasse seriamente em escrever os livros dos irmãos de Sam, daquela(s) amiga(s) que sobreviveu(ram) ou que desse uma continuação, ainda com Sam e Jaine como protagonistas. Não apenas seria ótimo ter uma oportunidade de revê-los, mas considerando tudo, eles ainda têm muita coisa para contar.

PS: ele pode ser encontrado “por aí” com o título O Homem Perfeito. ;-)

Forte Atração — Michelle Reid


Forte Atração (A Passionate Marriage) — Sabrina nº1279

5º livro da série Maridos Apaixonados

Personagens: Leandros “Andros” Petronades & Isabel (Isobel, no original) Cunningham

Ele queria ter sua esposa de volta a qualquer preço!

O magnata grego Leandros Petronades casara-se com Isabel no auge de uma paixão avassaladora. Mas, em um ano, a rotina do de desejos e fantasias desmoronasse.

Três anos depois Leandros encontrou uma moça que daria uma esposa amável... bem diferente de Isabel! Então resolveu oficializar o divórcio. Mas reencontrar Isabel reacendeu a devastadora atração mútua que sentiam um pelo outro! Bastou trocarem o primeiro olhar para que o plano dele mudasse! Agora Leandros estava disposto a tudo para amansar sua teimosa esposa...

Leandros Petronades estava certo de que seu casamento com Isabel estava acabado e pronto para seguir em frente. O que ele não esperava era que ver Isabel novamente o faria relembrar o passado e, menos ainda, querer tentar de novo — com ou sem a cooperação de Isabel.

Três anos antes, Isabel abandonou a Grécia, o casamento, o marido e buscou refazer sua vida. Quando o pedido de divórcio chegou, ela se armou de todas as formas para fazer Leandros perceber que não precisava dele. Tentar de novo não estava em seus planos. Talvez estivesse. Talvez não... Quem sabe?

Minha opinião:

Há algum tempo, minha mãe e eu fizemos uma orgia literária em um sebo. Saiu de tudo um pouco: históricos, paranormais, contemporâneos, thrillers, etc. Forte Atração estava entre eles e, apesar de ele ter recebido com honras o selo de aprovação da minha mãe, eu não quis lê-lo. Não tenho nada contra Michelle Reid, mas depois de ler De Repente, Pai — após muitas recomendações — e não achar lá essas coisas, passei a evitar os livros dela, que, segundo me disseram se encaixavam na categoria “homens das cavernas”.

Eu queria ler coisas diferentes. Não que os homens das cavernas fossem ruins, mas eu prefiro quando eles têm realmente algum poder em vez de um cérebro preconceituoso.

Mas eis que, anteontem, eu estava me preparando pra dormir e louca pra pegar um italiano ou grego mandão — apesar de que um francês ou espanhol também fosse servir —, aí lembrei de Forte Atração. E pensei “por que não?”.

Então, Leandros não me desapontou. Ele é, sim, um grego mandão, de família tradicional, bem-sucedido e podre de rico. Ainda não entendi o que ele viu em Isabel. Porque, enquanto a atração deles realmente é de derreter as páginas, a personalidade e o temperamento dela são os de um avestruz; sempre que acontece um problema ou algo que a magoe, Isabel foge. Mas foge querendo ser perseguida e arrastada de volta — estereótipo de homem das cavernas em seu ápice. A questão é que tudo machuca Isabel.

Diante disso, não entendo exatamente o que moveu Leandros a dar uma segunda chance ao casamento depois de tanto tempo. Em uma página, ele estava planejando se casar com Diantha, na seguinte, estava expulsando os advogados da sala e sendo um homem do contra — a mesa do escritório, diga-se de passagem. Aí, depois que Isabel foge, ele a segue e a leva para a casa dele, para continuar o casamento deles, porque... Por que mesmo?

Isabel sabe que a família de Leandros a detesta, especialmente a mãe e a irmã. E eu achei isso estranho, porque ela, em vez de resolver o problema com a sogra e com a cunhada, foge — sim, ela é, no mínimo, esquiva. E sua falta de reação cria uma situação estranha, favorecendo o atrito com a sogra, que tinha ideias fixas a respeito de como a esposa de um Petronades deveria agir, que Isabel tem prazer em ignorar, mas nunca fica para enfrentar. É fácil perceber que eu tive um grave problema com ela, né?

Apesar de Leandros ser TDB, a insistência dele em ir adiante com o plano infalível de continuar o casamento tirou parte da minha animação. Isabel bagunçou, fugiu, espernou, mas ele também cometeu um deslize ou outro. Atolado de trabalho, ele não deu a atenção que ela precisava quando ela perdeu o filho e chegou até dizer que não era hora. Até aí, tudo bem, porque considerando a bagunça que a vida pessoal e o casamento deles virou, colocar uma criança no meio só traria mais sofrimento. O que eu não consigo perdoar é que ele foi trabalhar e deixou Isabel sozinha, se negando a conversar com ela ou discutir coisas que fossem importantes para ela.

Mas nem tudo é negativo. Eu fiquei curiosa a respeito do Nick, o irmão de Leandros, que estava de casamento marcado, mas pesquisando, descobri que o membro da família que tem um livro é a prima Evie (Um Jeito Sedutor), que é uma maravilha de pessoa: grega, independente e autônoma, jamais se deixaria mandar pelo avô septuagenário ou por qualquer outra pessoa. Apesar de ser série, eu consegui ler Forte Atração sem problemas, mas com certeza vou pegar o da Evie.

Outra reclamação que eu tenho é que o livro foi picotado. Pesquisando — até o livro da Chloe eu procurei —, eu achei na internet a cena completa do embate final, que é muito mais longa. Também, várias partes foram não apenas editadas, mas cortadas, inclusive personagens, fazendo algumas coisas parecerem surreais e inventadas na última hora.

Eu não posso dizer que gostei do livro, mas gostei de Leandros e, sem dúvida, ele me ofereceu exatamente o que eu estava procurando, então é um ponto positivo.

Instinto — Vicki Lewis Thompson


Instinto (Acting on Impulse) — Grandes Autores nº 22

Personagens: Lincoln Carlyle “Linc” Faulkner IV & Trudy Louise Baxter

Trudy Baxter, uma garota de cidade pequena, está pronta para desbravar Nova York, a procura de excitação, aventura e muito sexo! Ela quer experiências excitantes com todos os tipos de homens que a cidade tem a lhe oferecer. Seu primeiro alvo é o sensual executivo de Wall Street, Linc Faulkner.

Linc nunca conheceu alguém como Trudy. Ela representa todas as suas fantasias em carne e osso. Animada, sensual e desinibida! Mas Linc sabe que é apenas o primeiro na lista de Trudy. Sua única saída é convencê-la de que pode ser qualquer homem que ela desejar e o único de quem ela realmente precisa.

Trudy Baxter se mudou para Nova York em busca de sexo. Não qualquer tipo de sexo, mas sexo de qualidade, com quantidade. Adeus, sexo no banco traseiro de um carro parado numa estradinha escura! Agora ela teria sexo em uma cama confortável, com diferentes homens, realizando diferentes fantasias.

O nova-iorquino sortudo que a iniciaria na vida sofisticada de Big Apple é o investidor de Wall Street Linc Faulkner, amigo do marido de sua melhor amiga. Assim como Trudy, Linc também não está procurando romance, mas Meg, a esposa de seu melhor amigo, acha que ele e Trudy são perfeitos um para o outro...

Minha opinião:

Eu queria muito que minha impressão final do livro fosse tão positiva quanto várias outras que já vi por aí — e motivaram a leitura. Mas em vez disso, a coisa mais legal que posso dizer é que Instinto é um livro bobo.

Eu gosto da ideia de uma mocinha confortável com sua sexualidade, ainda mais sabendo que ela vem de uma cidade pequena, ironicamente chamada Virtue, e como sabemos, “virtude” em romance é sinônimo de virgindade. Só que ficar mais de cem páginas dentro da cabeça fervilhando de ideias sobre sexo de Trudy é um desafio, ainda mais quando ela aparecia com umas ideias idiotas sobre ser “sofisticada” em Nova York, e isso incluía abandonar toda a caipirice e basicamente virar outra pessoa. Só que Trudy é muito desastrada, e os planos dela sempre dão errado. Felizmente para ela, Linc não se importa e acha os erros extremamente sensuais. Isso sem contar que ela faz algumas bobagens — como dividir um táxi com um estranho — que poderiam ter sido muito sérias se Linc não estivesse por perto. Enfim, ela é o tipo de mocinha que precisa de vigilância constante, senão sofre um acidente bem grave.

Linc é... Meio paradão. Sei lá, eu gosto do homem-beta, não tenho nada contra, mas ele vai um pouco além (ou aquém) disso. Ele sabe dos prós e contras em se relacionar com uma mulher da mesma classe social, mas. Aliás, tudo a respeito dele tem um grande “mas”; ele é bonitão, bom de cama, rico, sensual, mas não tem aquele “algo mais”. Ele aceita numa boa tudo que Trudy faz, e como eu a achei fútil, não consegui gostar mais dele por isso. Não quer dizer que eu deteste, mas Linc despertou a minha indiferença.

As fantasias sexuais que eles exploram envolvem fantasia de empregada francesa, espelhos, sexo oral em um banheiro público e assim por diante. Era para ser sensual, mas entre a cabeça de vento de Trudy e a monotonia de Linc, eu só queria que elas acabassem logo. Em outro momento, eu diria que o livro é muito sensual, mas como eu não consegui me conectar com os personagens, só achei cansativo.

O resultado é que não consegui entender como esses dois se apaixonaram. Em um momento, eles estavam lutando nos lençóis sem nenhuma preocupação, do outro, percebem que estavam apaixonados, mas devido às restrições sobre não se apaixonarem, decidem ficar em cima do muro, bem passivo-agressivos, esperando o outro tomar uma decisão, e reclamando quando a decisão é tomada.

Toda Sua — Sylvia Day


Toda Sua (Bared to You) — Sylvia Day

1º livro da série Crossfire

Personagens: Eva Lauren Tramell & Gideon Cross

Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela — e provavelmente qualquer outra pessoa — já viu.

Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer — e é claro que Eva acaba se entregando.

Uma relação intensa começa. O sexo é incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam — o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Eva Tramell tinha seus próprios traumas, mas um único encontro acidental com Gideon Cross, o jovem magnata mais disputado de Nova York, bastou para tirar o mundo dela dos eixos. Consumida entre a necessidade visceral que sente por Gideon e o instinto de autopreservação, Eva decide se arriscar e faz uma escolha que mudaria a vida dela para sempre.

O problema era que Gideon era um enigma. O sexo era quente, mas o homem controlador e misterioso não poderia oferecer nada além de um relacionamento disfuncional baseado apenas em atração sexual... Ou será que podia?

Minha opinião:

Eu não faço ideia do por que eu demorei tanto para resenhar esse livro — que li em inglês e depois assim que foi lançado aqui. Estou morrendo de vergonha pela falha — Gideon, me perdoe!

Sou uma grande fã de Sylvia Day e sempre achei os livros dela muito quentes. E o melhor é que eles são quentes com história, em vez de pornografia pura (e mesmo assim só há um resenhado aqui. Preciso tomar vergonha na cara e dar um jeito de corrigir isso...). Quando ouvi que ela estava autopublicando um livro erótico contemporâneo, eu fiquei feliz: não aguentava mais ouvir as pessoas falando do fenômeno “Cinquenta Tons”. A verdade é que o mercado erótico é antigo — Ellora’s Cave e os selos Aphrodisia da Kensington e Berkley/Jove da Penguin estão aí para comprovar isso —, então a ideia de uma trilogia sobre bondage, submissão e sadomasoquismo (ou BDSM) não me excitava — e eu nem tinha lido o livro, só um excerto e não gostei.

Mas então, além de ser uma escritora experiente, Sylvia Day conseguiu criar dois personagens cativantes — e é por isso que eu tô puta até agora. Custava o livro ter sido escrito em terceira pessoa para eu entrar um pouco na mente do Gideon? Mas Eva não me deixou na mão: apesar de ela passar a maior parte do tempo no luta-ou-fuga, se-comer-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come, eu adorei ela. Ao contrário de 90% das mocinhas — e aqui incluo as de romances de banca —, ela não abandona a vida pessoal dela para satisfazer Gideon e tenta construir uma relação em seus termos. Surpreendentemente, ele aceita.

Viver com uma pessoa com uma autoestima tão destruída pode ser emocionalmente desgastante. Tanto Eva quanto Gideon sofrem disso, reconhecem isso no outro, mas apenas a história de Eva é totalmente revelada — Sylvia Day diz que

os dois primeiros livros e meio foram a história de Eva (...) os últimos dois e meio são a história de Gideon (aqui)

Eu sei parte da história dele — e isso é assunto para a resenha de Para Sempre Sua, o terceiro livro da série —, mas é muito pouca, o suficiente para me deixar angustiada. Há uma cena no livro que me deixou louca de agonia, pois eu consegui ver o quanto o passado de Gideon era um fardo para ele e para Eva, pois trazia lembranças do dela. Inconscientemente, Gideon quase fez uma coisa que podia ter colocado tudo a perder. E “tudo” é o relacionamento deles e os anos de terapia que Eva fez depois de sofrer anos de abuso — e que de certa forma continuam, devido às intervenções da mãe neurótica e egocêntrica dela.

E é interessante, porque não há uma cura mágica — Gideon é gostoso, sensual, ótimo de cama, mas o pênis dele não é um diamante com poderes Jedi, nem uma única estocada cura tudo. Os dois ainda estão pisando em ovos, mas decididos a aprender juntos. Da maneira “normal” como se constrói um relacionamento. Eles se tornaram em portos-seguros mútuos, são dependentes e obcecados um pelo outro, mas acredito que esse é o diferencial: eles se entregam sem barreiras a pessoas que podem ser podem trazer complicações e dão as boas-vindas a essas complicações e tudo mais, seja bom ou ruim, porque são deles.

Eles conseguem construir uma relação amorosa baseada em sexo — apesar de tudo, Eva é uma personagem confortável com sua sexualidade, que sabe o que gosta/não gosta na cama, que se depila e tem um vibrador. Isso é um grande avanço — não sei de nenhuma outra heroína que faça isso, sem ser uma reprimida sexual que mal, mal conhece uma lâmina ou que acha bonitinho retirar todos os pelos e dar um ar infantil à genitália. Eca.

Retomando o que eu falei lá em cima, o foco do livro não é BDSM; muita água rola antes de Gideon dizer a Eva que ele era dominador na cama e ela era submissa — e mesmo, assim, essas não são as partes dominantes das personalidades deles, e menos ainda, do livro. Nem um nem outro se define por suas preferências sexuais. Por isso, o BDSM é bem light, pois Gideon jamais colocaria em prática qualquer estilo sexual que pudesse machucá-la.

Há aqueles que vão achar o livro banal ou sem noção. Alguns podem até chamar de vulgar. Mas é erótico — pode ser sujo. Gideon e Eva falam palavrões — os termos mais “pesados” foram mantidos, ainda bem. Mas então, se eles não podem se soltar um com o outro, qual é o ponto de compartilhar fluidos corporais e fazerem sexo? Mais fácil se Eva ficasse com aquele vibrador.

Brincando com Fogo — Karen Kelley


Brincando com Fogo! (Bad Boys with Expensive Yoys: Anything you Can Do) — Sabrina 1361

Personagens: Alexander “Alex” Cannedy & Margherite Yates

O coração não aceita desafios, principalmente quando se trata de um jogo de sedução!

Empresário bem-sucedido, Alexander adora as mulheres... O modo como se movem, falam, cheiram... E outras coisas. Ele adoraria passar horas mais do que agradáveis com Margherite e fazer amor selvagem com ela, mas sua irmã declarou que a rica designer de interiores estava fora de seu alcance, e até mesmo o fez jurar que fecharia os olhos para aquela jovem inexperiente que já tivera seu coração partido por homens exatamente iguais a ele.

Mas Margherite determina-se a ter um escaldante fim de semana de intenso prazer sob os lençóis com Alexander, e não aceitará de maneira alguma um “não” como resposta. Alexander lhe propõe quarenta e oito horas de infindável sedução: quem fizer o outro sucumbir primeiro ao jogo de sedução será vencedor... Mas ganhará o quê?

Era o dia mais feliz da vida da irmã de Alexander: o dia em que Lisa estava se casando com o amor da sua vida. Na festa, Alex é atraído por uma bonitona e, antes que pudesse passar uma cantada e levá-la para a cama, é advertido pela irmã a manter distância, pois a moça, além de tender a se envolver profundamente — e Alex era alérgico a compromisso —, também era melhor amiga do marido.

Ao mesmo tempo, o cunhado de Alex adverte Margherite contra ele e combina que, enquanto ele e Lisa sairiam em lua de mel, Margherite passaria a semana decorando o apartamento, como surpresa. Mas a surpresa maior vem quando Margherite se encontra compartilhando o apartamento com Alex.

Apesar de se sentirem atraídos, Alex hesita em ir em frente. Mas quando Margherite passa a seduzi-lo sem misericórdia, aquilo se torna uma briga de cão e gato, onde o perdedor abandonaria o apartamento. O problema era que ambos estavam dispostos a jogar o mais sujo que pudessem...

Minha opinião:

Sabe um daqueles livrinhos que a gente vê e não dá nada por ele? É esse o caso. Vi a recomendação na AR e quando achei no sebo, peguei. Não me arrependi. Este é um dos livros mais divertidos que já li.

Alex e Margherite são adoráveis. Bem, eles são descarados até não poder mais; o que achei legal foi que Margherite é uma empresária — bem, uma designer de interiores — bem-sucedida, que consegue conciliar a vida profissional com a pessoal. Aliás, enquanto ela é ótima no trabalho, a vida pessoal dela é uma bagunça. A mulher está faminta por sexo, e tadinho do Alex, ele não tem chance!

Que Deus tivesse piedade dele, mas aquele corpo magnífico encostado contra o seu era macio e firme ao mesmo tempo. Irresistível.
 
Alex é ótimo. Inteligente, conquistador e... Honrado. Por quê? Bem, ele prometeu que não seduziria Margherite e tenta cumprir o juramento — seria mais fácil se ela deixasse. Quantos homens fazem isso pela irmãzinha?

Confesso que apesar de ter curtido a estória, eu queria ter lido mais sobre Lisa e Steve. Pesquisei se havia algo sobre eles e não achei nada. Mas em compensação, descobri que outro conto da mesma antologia (Bad Boys with Expensive Toys) também foi publicado aqui e, coincidentemente, está na minha lista de leitura já faz um tempo. Agora só me resta esperar que esse outro livro seja tão divertido e sexy quanto Brincando com Fogo!

PS: o nome original de Margherite não é esse. É Kagen. Não sou muito fã das trocas, mas uma mocinha chamada “Kagen” seria pedir demais, não? :)

Febre de Paixão — Diana Palmer


Febre de Paixão (Night Fever) — Rainhas do Romance 27

Personagens: Rebecca “Becky” Cullen & Rourke Kilpatrick

Apesar de ter somente 24 anos, a vida de Rebecca estava longe de ser um conto de fadas. Mesmo trabalhando o dia inteiro, ela precisava criar dois irmãos mais novos, sustentar o avô aposentado e administrar a fazenda da família. E, para piorar a situação, Clay, seu irmão mais novo, havia sido preso sob a acusação de envolvimento com drogas.

Rourke Kilpatrick era bastante conhecido por sua luta implacável contra os traficantes. Nada o impedia de processá-los. Mas o irmão de Rebecca era inocente. E ela começava a derreter o coração desse promotor durão. Era cada vez mais inegável a intensidade da atração entre eles...

Embora se sentisse como uma verdadeira Cinderela quando estava perto de Rourke, Rebecca guardava uma imensa dúvida: a paixão de Rourke seria por ela... Ou apenas pela lei?

A vida de Becky era difícil: como irmã mais velha, ela tinha que trabalhar, criar os irmãos mais novos, cuidar do avô que a criara, da fazendo, dos bichos, pagar contas e tudo o que fosse necessário para sobreviver. A vida já era difícil demais sem o irmão adolescente descobrir o gosto pela delinquência e, ao se cansar de ser pobre, resolver tudo se tornando traficante. E como desgraça pouca é bobagem, Becky estava apaixonada pelo promotor.

Rourke Kilpatrick tinha verdadeiro horror a traficantes e achava que eles eram a escória da humanidade. O problema é que um atentado a sua vida onde o maior suspeito é o irmão de Becky o obriga a investigar, mesmo que a cada progresso Becky se afastasse mais e mais dele. Dividido entre seu dever e o amor que sente por Becky, o que ele poderia fazer?

Minha opinião:

Fiquei um tempo sem ler Diana Palmer. E não faço ideia de como consegui esse livro (acho que pode ter sido no sebo), e nem de quanto tempo essa resenha está pronta, esperando para ser postada. A única coisa que sei com certeza é que essa Becky foi educada na Escola para Donzelas Burras. Juro. Logo quando Diana Palmer cria um homem decente, honesto, trabalhador, educado — mesmo tendo o nojento hábito de fumar —, a mocinha da vez se revolta por ele fazer o trabalho dele. Mas se revoltar contra o irmão meliante que é bom... Neca de pitibiriba. Afff!

Rourke é tudo isso que falei e muito mais. Apesar de ser meio endurecido, o homem tem um comportamento moral que deixaria a maioria dos mocinhos da Diana Palmer chorando de vergonha. Por exemplo, quando ele descobre o quanto Becky era pobre, ele não a menospreza, não a envergonha, não a deixa constrangida — que é exatamente o que os outros teriam feito... Principalmente o Alexander de O Senhor da Paixão, que impede a irmã de ser amiga da mocinha pobretona. Então, o cidadão tem uma conduta impecável e come o pão porque o irmão de Becky é preso — e nem foi culpa dele!

Quanto à família de Becky: “Mas o irmão de Rebecca era inocente”. Isso é um ponto de vista, pois o Clay procurou problemas. Ele é mala, idiota e nem pode usar a adolescência problemática para se justificar. Aliás, o avô é um mala sem alça e sem rodinhas. O único que salva ali é o Mack, pois é o único normal que tem coragem de demonstrar que desaprova as atividades criminosas e condutas idiotas dos parentes.

O livro é excelente do começo para o meio. A partir daí, quando Becky pira na batatinha e vira uma mocinha idiota, deixa de ser excelente e vai caindo no conceito. No final, duas lições: 1) não importa quando, mas a gente sempre passa raiva com os livros da Diana Palmer; 2) Diana Palmer acredita firmemente que os opostos se atraem. Mas eu ainda acho que o Rourke podia ter conseguido coisa melhor... Uma mocinha com cérebro seria um ótimo começo.

Flores das Trevas — Margaret Rome

 

Flores das Trevas (Chateau of Flowers) — Sabrina 183

Personagens: Fleur Maynard & Alain Treville

Fleur tinha quase tudo para ser feliz: era jovem, apaixonada por Alain, seu marido, e morava num castelo na França, rodeado por campos cobertos de flores. Faltava-lhe, no entanto, o mais importante: o amor de Alain. Cego há alguns anos, vítima de uma série de operações que nunca davam em nada, Alain voltava seus olhos sem vida para Fleur, com desprezo. Amargurado, ele a acusava de ser uma mulher sem escrúpulos, uma aventureira interessada apenas em sua riqueza. Fleur não suportava mais aquela humilhação. Mas não tinha coragem de abandonar o homem que ainda amava, apesar de tudo.

O pai de Fleur Maynard pediu a ela que ajudasse um pobre rapaz cego a recuperar a autoestima e a fé. Sendo uma filha obediente, Fleur concorda, mesmo com medo da reação do tal homem. Assim, logo no dia seguinte, ela aproveita que faria trabalho voluntário no hospital e conversaria com o jovem francês, acusado de ser o terror das enfermeiras.

Alain Treville passou os últimos dois anos cego após um acidente com ácido e nenhuma das cirurgias a que foi submetido ajudou. Quando Fleur diz, com todas as letras, o quanto ele era insuportável e mórbido, Alain descobre que não poderia ficar sem ela, e mesmo achando que ela não o aceitaria, a pede em casamento. Para sua surpresa, Fleur aceita, mas por quê? Pena ou ganância?

Minha opinião:

Li esse livrinho faz uns anos e nunca esqueci. Aliás, esse foi um dos últimos Florzinhas que li e um dos poucos em que eu não quis matar o mocinho. Alain, apesar de ser sisudo, mórbido e até um pouco grosso, é um dos poucos personagens que não faz a linha vingador. Quero dizer, quando o motivo do acidente dele foi revelado, eu percebi que ele podia ter feito cabeças rolarem, mas não foi o que aconteceu. Eu confesso que fiquei irritada, pois o responsável tinha que pagar. *sanguinária*

Fleur é a clássica mocinha de romances Florzinha: reprimida, discreta, boa filha, blábláblá... Ela nunca teve um namorado, era, como os pais, o pilar da sociedade, e fica com um pé meio atrás com a proposta de Alain. E como as mocinhas de 99% dos romances, prefere deixá-lo pensar mal a respeito dela do que contar a verdade. E adora conclusões precipitadas. Eu teria preferido se ela tivesse sido menos perfeita, mas nem essa personalidade maravilhosa me deixou irada.

A coisa toda é previsível, mas há uma coisa que nunca esqueci: o mocinho que faz um perfume para a mocinha, que resgatou a personalidade dela e a colocou em cheiros. :)

E como cerejinha no topo do bolo, há a clássica “outra” — neste caso, Celestine, a ex-noiva francesa, sofisticada, linda, experiente e morena contra a delicadeza virginal da mocinha loira de olhos azuis — e Louis, o primo apaixonado. Confesso que eu adoraria ter visto Louis como mocinho, mas não achei um livro dele. *chora*

Seja como for, eu adorei o livro, e é um dos Florzinhas que mais releio. Adoro a forma como Alain tem de se relacionar com a Fleur, mesmo que de vez em quando eu queira bater nele.

Lembranças de uma Paixão — Carole Mortimer


Lembranças de uma Paixão (A Past Revenge) — Sabrina 374

Personagens: Nicholas Andracas & Danielle Smith

Olhos cinzentos, frios e cruéis olhos cinzentos... E lençóis de seda. Eram essas as lembranças que Danielle guardava de seu grande amor. O homem que a havia retirado de uma festa, sete anos antes, para levá-la a viver seus únicos momentos de paixão e prazer sensual. Agora o destino o trazia de novo à sua vida, para seu mal ou para seu bem. E, pelo jeito, ele não mudara nada. Ainda era o homem arrogante que um dia ousara lhe oferecer dinheiro por uns instantes de amor.

Danielle não era mais que uma adolescente quando conheceu o tio de uma colega de escola numa festa e foi para a cama com ele. Revoltada por ter sido colocada porta a fora como se fosse uma prostituta, ela não quer saber de Nicholas Andracas... Até que o destino lhe bate a porta na forma de Audra McDonald, a amante que queria um retrato... E Danielle decide se vingar, fazendo com Nicholas o mesmo que ele fez com ela.

Nicholas Andracas precisava que o melhor pintor disponível fizesse um retrato da amante, para divulgar a peça em que ela atuava como atriz e ele produzia. Alguma coisa, porém, o atraía em Danielle, e quanto mais ela o rejeitava, mais ele a desejava, sem saber que ela planejava seduzi-lo e abandoná-lo, como ele fez com ela sete anos antes.

Minha opinião:

Quando eu li esse livro, uns seis anos atrás, eu não estava bem acostumada com uma mocinha vingativa. Na verdade, os únicos membros da classe “vingadores” eram os gregos e os italianos, com um ou outro espanhol marcando presença. Por isso, Lembranças de uma Paixão foi um choque, e eu não soube exatamente o que fazer dele — gostar ou não.

Então, como eu tinha decidido resenhá-lo aqui no blog, logicamente precisaria reler — o que foi muito bom, porque agora tenho uma maturidade que não tinha quando era uma adolescente de dezesseis, dezessete anos. ;) Por isso, posso dizer: é uma pena que não existam mais mocinhas como Danielle. Ao contrário da maioria, ela não saiu da cama de Nicholas querendo se vingar, mas se ocupou em viver a própria vida e planejou uma vingança assim que o Nicholas grudou nela, apesar de ser visível que ela era muito amarga. Mesmo assim, ainda acho que Danielle também foi um tanto irracional — tudo bem que ela culpou Nicholas pelo trauma que ele causou, mas houveram coisas depois que ele não podia ter feito, que era mais culpa dela do que dele.

O Nicholas de sete anos antes e o Nicholas de “hoje” — lembrando que esse livro é de 1985 — são duas criaturas muito diferentes. Ele não se lembra de Danielle — ou talvez não a associe à garota com quem teve relações sexuais e colocou para correr logo depois — por isso, não consegue entender porque ela o rejeitava — afinal, ele era um charme e as mulheres faltavam lamber o chão em que pisava; apesar disso, em nenhum momento ele tenta forçá-la; não há uma falta de caráter propriamente dita, tanto que no final, há a possibilidade de redenção.

O que eu mais gostei no livro é que, aos trancos e barrancos, as razões de Danielle para querer se vingar são válidas, não apenas derivadas de um orgulho ferido. Sem contar que essa é uma das melhores histórias que a Carole Mortimer já escreveu — os personagens e o enredo, e até a vilã detestável, que enfia os pés pelas mãos e proporciona a situação perfeita para Nicholas e Danielle se resolverem.

Lua de Mel — Violet Winspear


Lua de Mel (The Honeymoon) — Clássico da Literatura Romântica nº08

Personagens: Renzo Talmonte & Geórgia Norman

No luxuoso Rolls-Royce que a conduzia a lua de mel na paradisíaca praia de Sandbourne, Geórgia fitava disfarçadamente o perfil de seu marido. Como duas safiras, seus olhos faiscavam de ódio e ressentimento e não viam os belos traços que encantavam as mulheres, nem os cabelos negros e brilhantes ou a boca sensual de Renzo Talmonte. A seu lado estava um homem sem escrúpulos, um chantagista impiedoso que a forçara ao casamento para executar uma vingança. A vítima era ela, mas os culpados verdadeiros, sua impulsiva irmã e o irresponsável irmão dele, que haviam fugido juntos, deixando para trás um noivo apaixonado, ficariam impunes.

Furiosa, Geórgia se perguntava por que deveria pagar pelos pecados alheios, unindo-se a um homem que desejava destruir tudo à sua volta para aplacar a ira de ter sido traído. Foi nesse instante que ela decidiu frustrar aquele plano de vingança: jamais daria a Renzo seu corpo ainda virgem de carícias.

A irmã mais nova e inconsequente de Geórgia Norman abandonou o noivo, um conde italiano, para fugir com o irmão mais novo dele, que era casado e tinha filhos. Furioso, Renzo procura evidências do descaramento de Angélica e ameaça Geórgia: ou ela se casava com ele... Ou Renzo entregaria as “provas” — cartas, filmes pornográficos — ao pai das irmãs, que era sacerdote. Sem saída, Geórgia aceita se casar para preservar a família.

Renzo queria mostrar à ex-noiva que não precisava mais dela, e transformar Geórgia em uma periguete vagabunda como a irmã. Só que com o passar do tempo, ele percebe que o único laço que as unia era o de sangue, e Geórgia era uma mulher digna de ser amada.

Minha opinião:

Quando eu pegava um CLR da vida, logo pensava no quanto eles deviam ser diferentes dos Florzinhas/Corações da época: nada de chantagens, de mocinhos machistas e mocinhas idiotas, nada de chantagens ou alguma dessas porcarias que podiam ser encontrados nos Julias, Sabrinas. Então, quando eu li a sinopse de Lua de Mel, pensei “Bem, não parece diferente, mas uma mocinha que resiste ao mocinho é novidade”. Então, resiste o caramba! Geórgia é mais uma daquelas puritanas sem amor-próprio que cai na bobagem de se sacrificar existencialmente por uma dupla — o pai e a irmã mais nova — que só a espezinhavam. E a resistência dela à Renzo só dura até a lua de mel...

E Renzo... Ele é um daqueles italianos vingativos que dão um nome ruim aos mediterrâneos. Entendo a sede de vingança, mas querer se vingar de Angélica através de Geórgia só denotaria inteligência se as duas fossem próximas... E elas não são. Ah, e Renzo ainda exige que Geórgia não faça nada que deixe a sogrinha perceber que havia algo de errado no casamento dos dois — certo, a mulher tinha um coração fraco, mas como isso era problema de Geórgia? Portanto, não há nada que qualifique esse livro como um romance que não encontrou edição num Bianca da vida, deixando espaço na linha CLR para uma história com um diferencial.

Apesar da ideia — virgindade como sinal de caráter — antiquada, é inegável que Geórgia e Renzo foram feitos um para o outro: Renzo é um homem das cavernas que, numa mão tem um tacape, e na outra, os cabelos da esposa, Geórgia, a quem arrasta como um saco de batatas.

Sawyer — Lori Foster


Sawyer (Sawyer) — Rainhas do Romance 50

1º livro da série Irmãos Buckhorn

Personagens: Sawyer Hudson & Honey Malone

Sawyer Hudson, o único médico da cidade, assumiu a responsabilidade de cuidar da bela e enigmática mulher que chegara batendo em sua vida, literalmente. Apesar de saber que deveria manter sua relação com Honey Malone de modo platônico e profissional, perto dela seu corpo demonstrava outras reações... E seu coração se recusava a cooperar.

Em fuga de um perigoso perseguidor, Honey havia perdido o controle de seu carro e caído num lago... Até que se viu sendo salva por homens arrebatadores. Depois que seus ferimentos foram curados por Sawyer, Morgan, Gabe e Jordan, Honey tentou ir embora, mas não contava com a teimosia deles. Tampouco com a paixão que nascia entre ela e Sawyer...

Sawyer Hudson, mais velho de quatro filhos, estava consertando a cerca da fazenda da família quando um carro desgovernado saído do nada estraga todo seu trabalho. Preocupado com o motorista, Sawyer entra no lago para resgatá-lo e dá de cara com uma mulher desacordada. Uma mulher visivelmente doente, que insistia em partir sem nem conseguir ficar de pé e por quem Sawyer estava atraído como nunca.

Honey Malone estava grata por Sawyer tê-la resgatado e atraída por ele. Que ele tivesse três irmãos altos, bonitos e fortes e um filho adolescente dispostos a cuidar dela e não deixá-la partir era um bônus pela qual não estava esperando. Mas fugindo de pessoas que queriam matá-la, Honey não tinha muito tempo para romance. E mesmo que tivesse, não se atreveria a colocar Sawyer e a família dele em perigo. Ela só não contava que Sawyer não permitiria que nada, nem ninguém, o impedisse de cuidar daquilo que considerava dele.

Minha opinião:

Não sei por que, mas não consegui me conectar com os personagens. Sawyer é um médico gostosão e superprotetor, racional, responsável, pai dedicado que insiste em dar em cima de uma mulher boba que deixou claro que não o queria. Honey — o nome dela me fez lembrar uma mistura de O Poderoso Chefão com Ursinho Pooh — um dia saiu de casa, empacotou as coisas e simplesmente fugiu. Com motivos, mas até que eles fossem revelados, levou um tempão. E conforme as páginas iam passando e eu não tinha certeza do que estava acontecendo — até que ponto tudo era real ou imaginação dela —, eu fui ficando com mais e mais vontade de fazer uma leitura vagabunda. Mesmo porque, enquanto não tenho paciência para mocinhas que se fazem de vítimas para proteger alguém (acho que as autoras tentam mostrar coragem, mas a coisa toda sai como burrice), também não tenho para uma criatura que foge e deixa a irmã, que também poderia ser um alvo, sozinha e sem notícias.

Então, não consegui entender porque e como os dois se apaixonaram. Sinceramente, a atração do Sawyer ficou parecendo aquele cachorrinho que é constantemente chutado pelo dono mau, mas continua se aproximando porque espera um pouquinho de atenção. Tá, a comparação pode ser cruel, mas só isso justifica as patadas que ele leva e continua insistindo. Pior de tudo é que o cara é legal.

Os irmãos e o filho de Sawyer são um capítulo a parte. Casey, o filho, é uma coisinha deliciosa — mas irreal como um adolescente responsável... Mas herda todo o instinto de proteção do papai. Morgan, o segundo mais velho, foi meio bully, então não gostei dele — essa história de mexer nas coisas da Honey simplesmente não deu certo para mim. Mas Jordan e Gabe... Ui! Quero muito ler os livros dos dois. Só espero que sejam melhores que Sawyer.

Um Plano de Sedução — Penny Jordan


Um Plano de Sedução (The Perfect Seduction) — Sabrina Edição Comemorativa s/n

Personagens: Luke Crighton & Roberta “Bobbie” Miller

2º livro da série Perfect Crightons

Um encontro perturbador!

A família Crighton havia sido causa de escândalo e sofrimento para Bobbie Miller, e ela queria vingança. Tudo que tinha de fazer era seduzir o atraente Luke Crighton. Assim, os segredos da família dele estariam em suas mãos para serem expostos.

Mas o que Bobbie não imaginava era que seu plano começaria a fracassar no momento em que encontrou Luke. Charmoso, sensual, Bobbie descobriu-se presa a perigosa armadilha que criara!

A americana Bobbie Miller “foge” de casa e vai à Inglaterra para revelar aos Crighton a terrível verdade sobre um membro da família, responsável por causar muita dor à mãe. Por acaso, ela encontra um menino no cemitério e descobre que seu nome era Joss Crighton. Apesar dos escrúpulos, ela decide aproveitar a coincidência e aceita ser sua convidada na festa de aniversário das irmãs mais velhas do guri, onde toda a família estaria reunida, inclusive um dos primos altos e bonitões, o advogado Luke.

Luke Crighton não queria ser a mais nova vítima de uma ex-namorada e decidiu usar a ajuda — não oferecida — da americana alta com uma predileção por cemitérios. Ao contrário da maioria das mulheres, Bobbie não se jogou aos seus pés, e entre a contratação dela como babá de um bebê Crighton e o fato de estar muito interessada na história da família, a desconfiança de Luke só cresce, e ele passa a ter certeza de que Bobbie queria prejudicar os Crighton...

Minha opinião:

Já vi muita gente que não gosta do livro, quer dizer, do Luke, mas eu entro em defesa do menino: por mais desconfiado e errado que ele estivesse em ser promotor, juiz e júri, ele estava correto em sua suposição de que Bobbie estava aprontando alguma. Foi irritante o interrogatório constante? Foi. Mas também foi resultado de anos de experiência — o cidadão é um ótimo advogado, Conselheiro da Rainha, essas coisas... — e acusações nada infundadas. Não é como aqueles mocinhos que se recusam a acreditar que a mocinha é uma boa pessoa porque ele já teve experiências ruins com outras mulheres; pelo menos aqui, Luke julga Bobbie por Bobbie, e verdade seja dita, a conduta dela era suspeita.

Suspeita, sim, mas Bobbie tentou. Não gostei muito que ela tenha quase sido influenciada pela gêmea chata — alguns diriam que Sam é determinada, mas acho que ela é só mala — a usar a amizade de Joss e quase partir o coraçãozinho dele. Quer dizer, ele é a única pessoa naquela família que é normal... E estava apaixonado pela primeira vez. Já pensou o trauma? Ainda não entendi bem como Bobbie esperava se vingar — chegar em uma reunião familiar e contar o que a pessoa de quem queria se vingar fez não me pareceu lá muito chocante... Não com Ben, David e Max Crighton na família. Descontando esse momento de estupidez, eu gostei que ela não tenha caído nas garras de Max ou nas de Luke:

— Sua esposa é britânica, não?
— Exatamente (...). Ela também é baixinha, gorda, aborrecida e morena, apesar de sempre ter preferido as louras de pernas longas, especialmente quando são becas como você.
A audácia do sujeito era inacreditável!
— Por outro lado, minhas preferências não incluem homens casados, principalmente aqueles rudes e grosseiros com as mulheres que escolheram para esposas. Com licença.

Ui. Essa doeu.

Ah, vale mencionar também a longa e triste história de amor dos avós de Bobbie — um americano e uma inglesa. O reencontro dos dois me deixou em lágrimas, e é ótimo saber que agora os dois não são mais vítimas dos Crighton do mal.

Então, Um Plano de Sedução (ou A Sedução Perfeita, como foi lançado pela Harlequin), é o livro certo para quem gosta de heróis irritantes, desconfiados, céticos e mandões — como eu. Kkkkkkkkkkkkkk