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Sedução (A SEAL’s Seduction) — À Flor da Pele edição especial
Personagens: Alexia Lane & Blake Landon
1º livro da série Sexy SEALs
Tópico: Tenente Blake Landon.
Status: Duas semanas de licença obrigatória.
Missão: Se distrair de qualquer maneira.
Obstáculo: Uma deliciosa tentação.
O fuzileiro naval Blake Landon conhece o regulamento do início ao fim e o cumpre com precisão. Mas quando uma missão termina em tragédia, todo o seu pelotão é afastado por duas semanas. Para sua sorte, Blake encontra uma ruiva estonteante e percebe que regras, principalmente as de sedução, apenas existem para serem quebradas.
A cientista Alexia Lane só pensa em sexo. Em parte, por causa de seu trabalho, mas, sobretudo porque deseja um homem que faça o seu sangue ferver. Ela tem apenas uma restrição: não namora militares. Mas o corpo fascinante de Blake exala prazer por todos os poros, e Alexia não consegue resistir. Ela estava a um passo de atingir o nirvana quando descobre que ele é um fuzileiro. E se uma regra é quebrada, é praticamente certo que outras também serão...
Blake estava de licença forçada após uma missão dar errado e seu amigo Phil, a alma do grupo, morrer acidentalmente. A bela estranha que conhece na praia parece a distração perfeita... Até ele descobrir que Alexia era alérgica a fuzileiros navais.
Alexia tinha que lidar com o nome emprego, que a fez voltar para casa, para mais perto da família desaprovadora e do irmão que adorava, e escolher se continuaria ou não o relacionamento frio com um colega de trabalho. Encontrar Blake na praia foi um fator decisivo para ela. Mas ninguém, nem mesmo o pai, a obrigaria a fazer o que não quisesse, incluindo casar com um fuzileiro naval que era exatamente o que ela precisava.
Minha opinião:
Achei esse ebook de graça na Amazon, então baixei. Nunca tinha lido nada da Tawny Weber nem do sele À Flor da Pele, e achei que seria uma boa oportunidade de começar.
Blake e Alexia tem uma química daquelas... De colocar fogo nos lençóis. A atração sexual entre eles é tão intensa que eles passam dois dias trancados no apartamento dela. De cara dá para perceber que eles têm muito em comum e precisam muito um do outro — Alexia tem uma especialização em psicologia e Blake ainda sofre com a perda de Phil, o amigo que ele viu explodir (literalmente). Mas Alexia é teimosa e termina com ele sem nem ouvir as explicações dele. Tudo bem, ele mentiu por omissão, mas eu fiquei com a sensação de que ela terminou para mostrar ao pai, oficial superior de Blake recém-aposentado, que não ficaria com ninguém que o pai aprovasse, só para irritá-lo.
Blake é um macho alfa de verdade, ou seja, aqueles homens fortes e poderosos que não precisam agir como homens das cavernas. Considerando a infância dele, não entendi porque ele tomou algumas decisões... Como não ir atrás de Alexia antes ou não querer alguém com quem compartilhar a vida. O trabalho dele era um problema entre os dois — não só porque era perigoso, e Alexia parecia ter pouca noção de confidencialidade... Apesar daquele diploma em psicologia —, então Blake nunca poderia ter uma missão secreta, já que ela exige saber tudo.
O vilão tinha tudo para ser um cara medonho, mas não foi. Ele só parecia um megalomaníaco sem capacidade de planejar — o que justifica como Alexia foi encontrada sem nem ter sido procurada, o que não me fez temer por Alexia, já que Blake não só estava a caminho, mas também foi difícil levar a situação toda a sério.
Então, sabendo que o relacionamento dos dois não estava acabado, mas também não estava realmente começado, o final foi um tanto abrupto. Alexia tomou algumas decisões com relação à família que não fizeram sentido; ela poderia ter passado uma parte do “exílio forçado” pensando em como melhoraria o relacionamento com os pais quando fosse salva, mas isso não aconteceu. Aí ela tem uma desculpa de conversa com a mãe que se mostra reveladora, porém não fez muito sentido para mim. Ainda assim, é uma leitura bem leve e divertida, ótima para quem não procura muita profundidade.
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Instinto (Acting on Impulse) — Grandes Autores nº 22
Personagens: Lincoln Carlyle “Linc” Faulkner IV & Trudy Louise Baxter
Trudy Baxter, uma garota de cidade pequena, está pronta para desbravar Nova York, a procura de excitação, aventura e muito sexo! Ela quer experiências excitantes com todos os tipos de homens que a cidade tem a lhe oferecer. Seu primeiro alvo é o sensual executivo de Wall Street, Linc Faulkner.
Linc nunca conheceu alguém como Trudy. Ela representa todas as suas fantasias em carne e osso. Animada, sensual e desinibida! Mas Linc sabe que é apenas o primeiro na lista de Trudy. Sua única saída é convencê-la de que pode ser qualquer homem que ela desejar e o único de quem ela realmente precisa.
Trudy Baxter se mudou para Nova York em busca de sexo. Não qualquer tipo de sexo, mas sexo de qualidade, com quantidade. Adeus, sexo no banco traseiro de um carro parado numa estradinha escura! Agora ela teria sexo em uma cama confortável, com diferentes homens, realizando diferentes fantasias.
O nova-iorquino sortudo que a iniciaria na vida sofisticada de Big Apple é o investidor de Wall Street Linc Faulkner, amigo do marido de sua melhor amiga. Assim como Trudy, Linc também não está procurando romance, mas Meg, a esposa de seu melhor amigo, acha que ele e Trudy são perfeitos um para o outro...
Minha opinião:
Eu queria muito que minha impressão final do livro fosse tão positiva quanto várias outras que já vi por aí — e motivaram a leitura. Mas em vez disso, a coisa mais legal que posso dizer é que Instinto é um livro bobo.
Eu gosto da ideia de uma mocinha confortável com sua sexualidade, ainda mais sabendo que ela vem de uma cidade pequena, ironicamente chamada Virtue, e como sabemos, “virtude” em romance é sinônimo de virgindade. Só que ficar mais de cem páginas dentro da cabeça fervilhando de ideias sobre sexo de Trudy é um desafio, ainda mais quando ela aparecia com umas ideias idiotas sobre ser “sofisticada” em Nova York, e isso incluía abandonar toda a caipirice e basicamente virar outra pessoa. Só que Trudy é muito desastrada, e os planos dela sempre dão errado. Felizmente para ela, Linc não se importa e acha os erros extremamente sensuais. Isso sem contar que ela faz algumas bobagens — como dividir um táxi com um estranho — que poderiam ter sido muito sérias se Linc não estivesse por perto. Enfim, ela é o tipo de mocinha que precisa de vigilância constante, senão sofre um acidente bem grave.
Linc é... Meio paradão. Sei lá, eu gosto do homem-beta, não tenho nada contra, mas ele vai um pouco além (ou aquém) disso. Ele sabe dos prós e contras em se relacionar com uma mulher da mesma classe social, mas. Aliás, tudo a respeito dele tem um grande “mas”; ele é bonitão, bom de cama, rico, sensual, mas não tem aquele “algo mais”. Ele aceita numa boa tudo que Trudy faz, e como eu a achei fútil, não consegui gostar mais dele por isso. Não quer dizer que eu deteste, mas Linc despertou a minha indiferença.
As fantasias sexuais que eles exploram envolvem fantasia de empregada francesa, espelhos, sexo oral em um banheiro público e assim por diante. Era para ser sensual, mas entre a cabeça de vento de Trudy e a monotonia de Linc, eu só queria que elas acabassem logo. Em outro momento, eu diria que o livro é muito sensual, mas como eu não consegui me conectar com os personagens, só achei cansativo.
O resultado é que não consegui entender como esses dois se apaixonaram. Em um momento, eles estavam lutando nos lençóis sem nenhuma preocupação, do outro, percebem que estavam apaixonados, mas devido às restrições sobre não se apaixonarem, decidem ficar em cima do muro, bem passivo-agressivos, esperando o outro tomar uma decisão, e reclamando quando a decisão é tomada.
Toda Sua (Bared to You) — Sylvia Day
1º livro da série Crossfire
Personagens: Eva Lauren Tramell & Gideon Cross
Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela — e provavelmente qualquer outra pessoa — já viu.
Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer — e é claro que Eva acaba se entregando.
Uma relação intensa começa. O sexo é incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam — o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.
Eva Tramell tinha seus próprios traumas, mas um único encontro acidental com Gideon Cross, o jovem magnata mais disputado de Nova York, bastou para tirar o mundo dela dos eixos. Consumida entre a necessidade visceral que sente por Gideon e o instinto de autopreservação, Eva decide se arriscar e faz uma escolha que mudaria a vida dela para sempre.
O problema era que Gideon era um enigma. O sexo era quente, mas o homem controlador e misterioso não poderia oferecer nada além de um relacionamento disfuncional baseado apenas em atração sexual... Ou será que podia?
Minha opinião:
Eu não faço ideia do por que eu demorei tanto para resenhar esse livro — que li em inglês e depois assim que foi lançado aqui. Estou morrendo de vergonha pela falha — Gideon, me perdoe!
Sou uma grande fã de Sylvia Day e sempre achei os livros dela muito quentes. E o melhor é que eles são quentes com história, em vez de pornografia pura (e mesmo assim só há um resenhado aqui. Preciso tomar vergonha na cara e dar um jeito de corrigir isso...). Quando ouvi que ela estava autopublicando um livro erótico contemporâneo, eu fiquei feliz: não aguentava mais ouvir as pessoas falando do fenômeno “Cinquenta Tons”. A verdade é que o mercado erótico é antigo — Ellora’s Cave e os selos Aphrodisia da Kensington e Berkley/Jove da Penguin estão aí para comprovar isso —, então a ideia de uma trilogia sobre bondage, submissão e sadomasoquismo (ou BDSM) não me excitava — e eu nem tinha lido o livro, só um excerto e não gostei.
Mas então, além de ser uma escritora experiente, Sylvia Day conseguiu criar dois personagens cativantes — e é por isso que eu tô puta até agora. Custava o livro ter sido escrito em terceira pessoa para eu entrar um pouco na mente do Gideon? Mas Eva não me deixou na mão: apesar de ela passar a maior parte do tempo no luta-ou-fuga, se-comer-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come, eu adorei ela. Ao contrário de 90% das mocinhas — e aqui incluo as de romances de banca —, ela não abandona a vida pessoal dela para satisfazer Gideon e tenta construir uma relação em seus termos. Surpreendentemente, ele aceita.
Viver com uma pessoa com uma autoestima tão destruída pode ser emocionalmente desgastante. Tanto Eva quanto Gideon sofrem disso, reconhecem isso no outro, mas apenas a história de Eva é totalmente revelada — Sylvia Day diz que
os dois primeiros livros e meio foram a história de Eva (...) os últimos dois e meio são a história de Gideon (aqui)
Eu sei parte da história dele — e isso é assunto para a resenha de Para Sempre Sua, o terceiro livro da série —, mas é muito pouca, o suficiente para me deixar angustiada. Há uma cena no livro que me deixou louca de agonia, pois eu consegui ver o quanto o passado de Gideon era um fardo para ele e para Eva, pois trazia lembranças do dela. Inconscientemente, Gideon quase fez uma coisa que podia ter colocado tudo a perder. E “tudo” é o relacionamento deles e os anos de terapia que Eva fez depois de sofrer anos de abuso — e que de certa forma continuam, devido às intervenções da mãe neurótica e egocêntrica dela.
E é interessante, porque não há uma cura mágica — Gideon é gostoso, sensual, ótimo de cama, mas o pênis dele não é um diamante com poderes Jedi, nem uma única estocada cura tudo. Os dois ainda estão pisando em ovos, mas decididos a aprender juntos. Da maneira “normal” como se constrói um relacionamento. Eles se tornaram em portos-seguros mútuos, são dependentes e obcecados um pelo outro, mas acredito que esse é o diferencial: eles se entregam sem barreiras a pessoas que podem ser podem trazer complicações e dão as boas-vindas a essas complicações e tudo mais, seja bom ou ruim, porque são deles.
Eles conseguem construir uma relação amorosa baseada em sexo — apesar de tudo, Eva é uma personagem confortável com sua sexualidade, que sabe o que gosta/não gosta na cama, que se depila e tem um vibrador. Isso é um grande avanço — não sei de nenhuma outra heroína que faça isso, sem ser uma reprimida sexual que mal, mal conhece uma lâmina ou que acha bonitinho retirar todos os pelos e dar um ar infantil à genitália. Eca.
Retomando o que eu falei lá em cima, o foco do livro não é BDSM; muita água rola antes de Gideon dizer a Eva que ele era dominador na cama e ela era submissa — e mesmo, assim, essas não são as partes dominantes das personalidades deles, e menos ainda, do livro. Nem um nem outro se define por suas preferências sexuais. Por isso, o BDSM é bem light, pois Gideon jamais colocaria em prática qualquer estilo sexual que pudesse machucá-la.
Há aqueles que vão achar o livro banal ou sem noção. Alguns podem até chamar de vulgar. Mas é erótico — pode ser sujo. Gideon e Eva falam palavrões — os termos mais “pesados” foram mantidos, ainda bem. Mas então, se eles não podem se soltar um com o outro, qual é o ponto de compartilhar fluidos corporais e fazerem sexo? Mais fácil se Eva ficasse com aquele vibrador.


