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Juramento de Amor — Hannah Howell


Juramento de Amor (Highland Vow) — CHE 270

Personagens: Cormac Armstrong & Elspeth Murray

4º livro da série Terras Altas

Escócia, 1456

Tentação proibida!

Quando era menina, Elspeth socorreu um cavaleiro ferido, e se apaixonou por ele. Os caminhos de ambos voltam a se cruzar anos mais tarde, quando ele a salva de um pretendente indesejado. O coração de Elspeth ainda suspira por Cormac, mas ele está noivo de outra, uma mulher implacável que o domina sem piedade. Agora Elspeth precisa lutar contra todos os obstáculos para conquistar o homem que ama e viver uma grande paixão!

Cormac se surpreende com a intensidade de sua reação ao beijo de Elspeth Murray, resistindo à tentação. Dividido entre a promessa feita a uma mulher e o crescente desejo que sente por outra, ele vive atormentado, sem ter noção de como é manipulado pela noiva e da armadilha mortal que esta lhe prepara.

Elspeth está desesperada para salvá-lo, mas quando Cormac compreender a verdade, será tarde demais para que possam alcançar juntos a felicidade?

Cormac Armstrong foi acusado de matar o marido da mulher que amava e estava sendo caçado por um crime que não cometeu. Encontrado por uma menina nas terras dos Murray, ele recebe cuidados e parte numa jornada para limpar o próprio nome e finalmente conseguir a mão da amada em casamento, sem saber que deixava para trás uma admiradora de nove anos de idade.

Mas o mundo dá voltas e dez anos depois, é a vez de Cormac retribuir o favor e salvar Elspeth Murray de um sequestro. A ideia era levá-la para a família dela e encontrar-se com a noiva na Corte, mas a perseguição os força a viajar juntos pela Escócia. Nesse meio tempo, Cormac percebe que Elspeth podia ser a mulher ideal para ele. Mas ele ainda estava disposto a fazer a coisa honrada e ficar com a noiva adorada, que precisava dele, ignorando que havia mais que apenas sua felicidade em risco.

Minha opinião:

Desde que me juntei à comunidade AR no Orkut, ouvi falar maravilhas de Hannah Howell, mas resisti... Uma autora que evocava tamanha devoção e escrevia uma série tão grande — é, eu também não conhecia a Sherrilyn Kenyon então — seria um desafio. Um que viciava. Preferi ficar quieta, mas...

Bem, alguns livros da série foram resenhados aqui, então acho que o que o houve depois é claro. :D

Vou logo avisando que esse é um livro polêmico. Não tem violência, nem estupro, nem lida com um tema pesado como O Anjo das Terras Altas, mas tem uma mistura que pode ser encontrada: mocinha forte + mocinho babaca. Tampouco Cormac é conhecido por ser um ogro, um Neandertal, mas pela pouca — na verdade, inexistente — inteligência. Já Elspeth é bem determinada; ela acredita plenamente em advogar causas perdidas e dar murro em ponta de faca. Acredite quando eu digo que a felicidade dela foi merecida.

Como é de praxe, há um vilão muito mau — dois, na verdade, o pretendente de Elspeth e a vagabunda da Isabel —, uma criança fofa e um bicho. Neste caso, um gato bem feio. Fiquei muito dividida em relação ao Cormac: sentir dó ou bater nele. Há uma frase quase no final que resume a extensão dos danos causados por Isabel:

Cormac recuou o desconforto a aumentar com os olhares de simpatia dos quatro homens. Merecia que o fitassem com piedade. Se soubessem do que ele desistira por causa daquela mulher, provavelmente chorariam de dó.

E para melhorar o conflito, Elspeth não quer saber de Cormac — afinal, ele escolheu outra em vez dela, né? Assim não há amor-próprio que aguente —, então ele se lembra do que ela disse a respeito de perdão. Foi a melhor cena do livro e quase me senti vingada... Ainda acho que ela poderia ter deixado ele se desculpar por mais um tempo... Sei lá, uns duzentos ou trezentos anos, no mínimo.

Laços de Amor — Hannah Howell


Laços de Amor (Highland Promise) — Clássico Histórico Especial 259

Personagens: Eric Murray & Bethia Drummond

3º livro da série Terras Altas

Escócia, 1444

Uma promessa para sempre

Eric Murray era a única esperança de Bethia Drummond de salvar a própria vida e a de seu sobrinho. Para escapar da cruel perseguição de um parente ganancioso que pretendia se apossar das terras herdadas pelo menino, Bethia foi obrigada a aceitar a proteção do belo guerreiro escocês que cruzara seu caminho e que despertava nela uma atração irresistível.

Porém, logo Bethia descobriria que Eric também reivindicava terras e bens de família... Uma família que, por coincidência, era forte aliada da sua. Como Bethia poderia amar um homem que ela um dia talvez tivesse de enfrentar como oponente? Mas, por outro lado, como ignorar a verdade que seu coração insistia em lhe mostrar, que aquele orgulhoso cavaleiro inspirara nela muito mais do que uma intensa paixão, que ele era a sua vida... E seu destino!

Bethia Drummond vai visitar a irmã gêmea, que acabou de ter um bebê, devido a uma carta que recebeu pedindo ajuda. Antes que possa escrever aos pais relatando a ameaça à vida do garoto, Sorcha e o marido são assassinados por parentes gananciosos, e Bethia não tem escolha a não ser fugir com o menino quando percebe que a comida de ambos estava envenenada.

Ao mesmo tempo, Eric Murray está partindo em busca da família que lhe nega o que é seu por direito, mas acaba encontrando Bethia no meio do caminho, prestes a ser assassinada por ladrões. Sem opção, ele decide levá-la com ele, prometendo protegê-la e ao sobrinho. No meio do caminho, se apaixonam, mas o fato Bethia deixar claro que não aprovava que Eric lutasse por uma herança, rebaixando-o ao nível dos assassinos da irmã e do cunhado, poderia colocar um fim no amor recém-descoberto dos dois...

Minha opinião:

Eric Murray é perfeito! De todos os papais, ele é o meu preferido! Também pudera: o homem é um cavalheiro, honrado, determinado, TDB e possessivo. Ele se revolta com o tratamento dispensado a Bethia pelos pais, que a consideravam nada menos que uma empregada, e não reclama quando é forçado a casar, nem quando descobre que os dois inúteis não dariam um dote. Tudo que ele quer é, de certa forma, vingar a morte da mãe, assumir o que é seu por direito e formar uma família com Bethia e James.

Bethia é um caso sério de falta de autoestima, a ponto de causar piedade. Ela se acostumou a viver à sombra da irmã gêmea, que era mais bonita, mais perfeita, mas que não causava a mesma lealdade que Bethia. Apesar de não se achar forte, quando percebe que a vida de James dependia dela, ela vira uma leoa, porém ainda é assaltada por dúvidas às vezes — tipo quando duas periguetes do passado de Eric voltam querendo o marido dela como amante. E se ela não tem força física, Bethia esconde muito bem ao rogar pragas nos vilões

— Para cada gota de sangue minha, ou de James, derramada, você conhecerá novo tormento. Suas unhas, dos pés e das mãos, escurecerão e cairão. Sua virilidade ficará torta e...
 
Ah, o tal William e os pais de Bethia são três das criaturas mais enervantes que já vi. William por querer matar um bebê, os pais de Bethia por serem ignorantes a ponto de insinuar que James era filho de Bethia e se atrever a rejeitá-lo. As duas vagabundas, Elizabeth e Catriona, obedecem à regra muda de que beleza e inteligência se evitam — é impossível ser bonita e inteligente ao mesmo tempo — e fazem o que podem para infernizar a vida de Bethia.

Ainda acho que Bethia podia ter sido menos boazinha e apoiado Eric mais, mas nem isso me impediu de gostar do livro. O final é do estilo que eu gosto, com os planos de Eric de promover um concurso de arrotos (!) entre bebês e com Bethia se acertando com a relação que tinha com os pais.

Uma Picante Aventura — Julie Kistler


Uma Picante Aventura (Just a Little Fling) — Momentos Íntimos 105

Personagens: Lucy Webber & Ian Macintosh

De mal... A melhor!

No dia do casamento de sua irmã caçula, Lucie Webster decide viver uma aventura picante... E o escolhido é um amigo de infância, um rapaz sem grandes atrativos, porém seguro e confiável. Mas uma troca acidental de chaves, no hotel, leva Lucie para a cama errada... Com o belo e sensual Ian Mackintosh!

Ian Mackintosh está surpreso e fascinado com a linda mulher que apareceu em seu quarto. Solteiro e descomprometido, ele não tem nada contra aquela aventura. Tudo o que quer é aproveitar a bela companhia e, por que não?, levar o caso adiante...

A irmã mais nova de Lucy Webber estava se casando no dia do aniversário de 30 anos de Lucy e ninguém parecia se importar. Por isso, quando uma das damas de honra sugere que era a hora de Lucy fazer uma comemoração íntima, Lucy concorda. Então, ela marca um encontro com um antigo amigo, e estava a caminho do quarto dele quando um acidente acontece, ela perde a chave e entra no quarto errado.

Ian Macintosh, irmão do noivo, acorda no dia seguinte com uma mulher gritando que tinha dormido com o noivo. E ele percebe que tinha dormido com ninguém menos que a irmã mais velha da nova cunhada. Antes que eles possam discutir o assunto, o irmão aparece desesperado, tendo descoberto que tinha se casado com uma doida-defenestradora-de-presentes.

Para livrar o irmão do casamento com Steffi e recuperar a empresa de roupas íntimas que o pai de Lucy tinha tomado dela, Ian propõe um acordo: fingirem estar apaixonados para irritar Steffi e provar que Lucy era uma mulher adulta. Mas em algum momento, o plano deles se tornou mais que simples armação...

Minha opinião:

Por anos, esse foi um dos livros mais hot que já li. Quer dizer, para uma menina de treze anos, acostumada com Barbara Cartland e Florzinhas, o título, a capa e o enredo desse livro deixavam as bochechas ardendo, né? Bem, eu nunca esqueci esse livro — já faz um tempinho que não tenho mais treze anos haha —, por isso, quando o achei no sebo, não pensei duas vezes: peguei, trouxe para casa e devorei em horas que mais pareceram minutos.

Então, gostei muito de Lucy. Ela é uma pessoa reservada, que vive a própria vida sem incomodar ninguém e tem um sonho: continuar o legado da mãe, que era dona de uma fábrica de roupas íntimas para mulheres “avantajadas” (pronto, taí, por isso eu gosto tanto dela!). Só que ela quer expandir o negócio, criando também para homens... E esse sonho proporciona algumas cenas divertidas. A única coisa que não funcionou foi o fato de ela aceitar o abuso da meia-irmã, da madrasta e até do pai. Nesses momentos eu achava que ela tivesse sangue de barata.

Ian é mara! O que eu posso dizer além de que ele faz jus à herança escocesa? Sério, o homem é alto, moreno, forte, tem olhos azuis lindos, é bom de cama, inteligente, simpático e está apaixonado o suficiente para vestir as monstruosas cuecas com estampas de fruta que Lucy fez. E ainda tem isso:

Nua. Numa cama enorme e suave que não reconhecia. Observando silenciosamente o ambiente, ainda sem se mover, ela desviou o olhar para o chão ao lado da cama, pois uma grande variedade de embalagens coloridas atraíram sua atenção.

Aquelas eram embalagens de preservativos, percebeu subitamente alarmada. Ela as contou. Eram oito embalagens vazias. Oito?
 
Bem, alguém me disse que oito foi exagero, que no original eram seis. Não tenho o livro original para confirmar, então eu acredito. :D

Ah, bem que eu queria que a Julie Kistler tivesse escrito o livro do Kyle, mas desde 2006 ela não lança nada e não vi sinal do livro dele.

Por último, esse livro faz parte de uma série multi-autor que não tem ligação nenhuma, a não ser o fato de a mocinha sempre se achar na cama certa com o cara errado. Boa parte dos livros foi publicada aqui, a maioria nas séries Tentação e Momentos Íntimos. Para quem quiser matar a curiosidade, os links são esse e esse.

Em Defesa da Honra — Hannah Howell


Em Defesa da Honra (Highland Honor) — Clássico Histórico Especial 255

Personagens: Nigel Murray & Gisele DeVeau

2º livro da série Terras Altas

França e Escócia, 1437

Fuga perigosa

Gisele DeVeau conhece o lado mais sórdido dos homens, depois de escapar da brutalidade de seu marido. Agora, viúva e com a cabeça a prêmio, ela é perseguida por um crime que não cometeu. Sua única esperança é Nigel Murray, o rebelde escocês que a salvou de morrer no campo de batalha e fugiu com ela para a Escócia.

O atraente Nigel desafia Gisele com uma sensualidade ardente, destruindo todos os seus receios e temores. Mas para confiar plenamente em Nigel, Gisele precisa deixar o passado para trás e abrir seu coração para o amor eterno!

O falecido marido de Gisele DeVeau acumulou inimigos ao longo da vida; um ano depois do casamento, ele violenta uma moça e é assassinado brutalmente pelos familiares dela. Sabendo que Gisele odiava o marido, os parentes dele a culpam pelo crime e conseguem fazer com que ela seja persona non grata até para a própria família, os Lucette.

Porém, ela consegue refúgio com um primo e um amigo em um campo de guerra, no qual um dos guerreiros era Nigel Murray, um escocês que partiu da Escócia por motivos desconhecidos para Gisele. Ele a protege e seduz, propondo mantê-la a salvo e levá-la para as Terras Altas. Ao longo do caminho, os dois apaixonam, mas e quando Gisele descobrir por que Nigel foi para a França?

Minha opinião:

Em Defesa da Honra é, sem dúvida, melhor que Destinos ao Vento. Mas ainda não se equipara aos outros livros, apesar de o enredo ter melhorado bastante.

Nigel e Gisele são um casal que se completam, mas o fato de Nigel se retratado como um homem que bebe para afogar as mágoas e se apaixonar logo por uma mulher que é um xerox da amada me deixou aborrecida. Pareceu forçado, uma maneira de ele estar com Maldie sem estar com ela. Aliás, esse tipo de enredo é um dos temas que menos gosto, junto com os tais bebês secretos e mocinhas lobotomizadas.

Além disso, eu me sentiria melhor se a própria Gisele tivesse matado o marido. O homem merecia, e ser assassinado da maneira que foi por uma mulher — a própria esposa! —, seria perversamente poético, condizente com a falta de caráter dele. Entretanto, devido ao fato de Gisele ser uma mocinha e elas nunca cometerem crimes — a menos que seja por autodefesa ou em nome da justiça —, tive que me contentar com a resolução do caso.

Ah, não foi nenhuma surpresa que Gisele não reagisse bem pela semelhança com Maldie. Ou será que Nigel realmente achou que poderia escondê-la para sempre? Bem, ele não é um dos mocinhos mais brilhantes que a Hannah já criou, mas acho que é seguro dizer que já li piores e mais burros.

Destinos ao Vento — Hannah Howell


Destinos ao Vento (Highland Destiny) — CHE 251

Personagens: Balfour Murray & Maldie Kirkcaldy

1º livro da série Terras Altas

Escócia, 1430

Caminhos entrelaçados

Enquanto Maldie trata os ferimentos do rapaz que encontrou na estrada, ela tenta desesperadamente negar a atração que o irmão dele lhe despertou desde o primeiro instante. Embora Maldie e Balfour Murray logo se descubram partilhando a mesma missão de vingança, ela precisa a todo custo manter sua verdadeira identidade em segredo, pois, do contrário, será apontada como espiã.
Em nome da honra de sua família, Balfour jurou destruir seu maior inimigo, o nefasto Beaton de Dubhlinn. O apoio de Maldie seria um trunfo poderoso, mas Balfour sabe que não pode confiar nela, assim como não pode ignorar o desejo por aquela mulher de rara beleza e sensualidade.
Agora Balfour está determinado a desvendar os segredos de Maldie, e também a viver a paixão que o consome, sem permitir que nada se interponha em seu caminho... Nem mesmo a ameaça de ver seu clã dividido!

Antes de morrer, a mãe de Maldie Kirkcaldy a faz prometer matar o homem que a desonrou — e era pai de Maldie. Consumida pelo rancor, Maldie jura acabar com Beaton de Dubhlinn e, sozinha, parte para o castelo do homem.

No caminho, porém, após uma luta, um rapaz é ferido ao tentar salvar o irmão mais novo — sequestrado por Beaton — e Maldie oferece seus serviços de herborista. O irmão mais velho do rapaz, sir Balfour Murray, aceita, e não leva muito tempo até que ele passe a questionar seus motivos para o interesse em Beaton.

Maldie se evade de responder as questões, mas é impossível não descobrir segredos guardados a sete chaves na fortaleza de Donncoill, onde havia um traidor — que todos pensavam ser ela, exceto Balfour e o irmão. Mas o que eles vão pensar quando ela partir no meio da noite e sair em busca de Beaton?

Minha opinião:

Apesar de não ser o melhor livro da série, Destinos ao Vento introduz os papais maravilhosos que darão vida as gerações futuras de moças e rapazes Murray. Quer dizer, o ritmo da narrativa não é rápido, e ao contrário dos outros livros, o fato de Balfour e Maldie terem um inimigo em comum faz a história se centrar apenas em torno da batalha para destruir Beaton, tornando algumas partes um pouco maçantes.

Balfour é o tipo de herói que quer fazer o que é certo — resgatar o irmão e livrar o mundo de Beaton, a escória da humanidade —, ao passo que Maldie vive as rusgas com a própria consciência — matar o pai e arder no mármore do inferno? Não matar, consequentemente, descumprindo a promessa que fez a mãe moribunda e queimar no inferno?

Nigel e Eric, os irmãos, prometem. Aliás, o próximo livro é do Nigel, enquanto o terceiro é do Eric, e os próximos quatro, dos filhos deles. Felizmente para nós, os próximos vão ficando mais intensos e melhores. Isso não significa que Destinos ao Vento seja ruim, só que falta alguma coisa em relação aos outros.