Mostrando postagens com marcador Dark-Hunter. Mostrar todas as postagens
Invincible (não publicado no Brasil)
2º livro da série Chronicles of Nick
Personagem: Nicholas Ambrosius “Nick” Gautier
Logo quando ele achava que as coisas não podiam ficar piores...
O dia de Nick Gautier continua melhorando. É, ele sobreviveu aos ataques zumbi, apenas para acordar e se encontrar escravizado em um mundo de metamorfos e demônios prontos para clamar sua alma.
O novo diretor da escola acha, como o anterior, que ele é um arruaceiro, seu treinador está tentando recrutá-lo para coisas que ele sequer pode mencionar e a garota que ele não está vendo, mas está, tem segredos aterrorizantes.
Mas mais que isso, ele está sendo preparado para o mais sombrio dos poderes e se não aprender a levantar os mortos até o fim da semana, ele se tornará um deles...
Um dia depois de descobrir que é um demônio destinado a destruir o mundo, Nick acorda e descobre que seu chefe era um vampiro que podia ou não surtar a qualquer momento e mordê-lo. Para completar, sua mãe é contratada para trabalhar como cozinheira em um bar de motoqueiros administrado por uma família de ursos. Nada poderia piorar até Nick descobrir que a Morte, Grim, era um dos cozinheiros do restaurante — ou possuía um deles, tanto faz.
O quarto cavaleiro do apocalipse tem um interesse especial no Malachai e se oferece para ensinar Nick a dominar os mortos. Estava tudo indo bem, até que o novo treinador do time de basquete chantagear Nick e obrigá-lo a roubar alguns itens. Mas é a possibilidade de ser outro adolescente prestes a morrer que realmente deixa Nick de cabelos em pé...
Minha opinião:
Tadinho do Nick! Eu já disse algumas vezes aqui que eu acho o Nick da série Dark-Hunter um merdinha, mas não consigo evitar gostar do Nick de Chronicles of Nick. De qualquer forma, não tenho do que reclamar: esse livro mantém os personagens que a gente conhece e ama — Acheron, Kyrian, Menyara, Simi (adoro ela!) — e introduz outros: Grim, Xenon, Laguerre... Que na verdade já deu as caras na série Dark-Hunter, mas pouca gente lembra: Wynter Laguerre; lá ela é um dos mocinhos, aqui isso tem que ser analisado.
O jeito como Nick precisa descobrir mais sobre o universo em que caiu de paraquedas é ótimo: como buscar informações sem dar na cara que ele também é um ser sobrenatural? Como interrogar Ash sobre coisas que ele não devia nem saber? Como levar Ambrose a sério quando o tio parece consumido pelo ódio e pelo preconceito? Como não se juntar ao Lago Negro da Força e não destruir o mundo? São perguntas que Nick deve responder, mas numa espécie de roleta russa. E, mesmo sendo fã de Ash, compreendo o que leva Ambrose a ser tão cético: ninguém sabe como Ash vai reagir ao saber que Nick é o Malachai, então é melhor manter segredo; por outro lado, Ambrose poderia explicar o real motivo do antagonismo com Ash e elaborar por que Nick deve manter distância de Simi.
Posso dizer que estou apaixonada por Caleb — até aí nenhuma novidade —, e que eu espero que ele tenha um futuro na série. Tudo bem que ele aparece em House of the Rising Son e Styxx, mas eu quero mesmo um final feliz para ele. E Kody também: quem é ela e o que representa para Nick? Além de uma possível morte, quero dizer.
Sherrilyn Kenyon consegue juntar a série com outros livros da série Dark-Hunter: The Guardian, Styxx, House of the Rising Son, Bad Moon Rising... Não apenas porque as ações de Nick aqui tem consequências lá, mas também por detalhes pequenos, como o desespero de Ash em Seize the Night sobre o destino dele, Tia e Cherise.
Chronicles of Nick é minha série young adult preferida: primeiro, por ser narrada em terceira pessoa (eu não sei ainda se eu não enlouqueceria tendo acesso direto à cabeça de Nick); segundo, por ser fator influenciador e influenciável para o andamento de outra série (muitos dos mistérios em Dark-Hunter serão resolvidos aqui); terceiro, por lidar com tentativas de evitar o fim do mundo — a maioria das séries atuais se passam após algum desastre apocalíptico, como a série White Rabbit Chronicles da Gena Showalter, e a Arcana Chronicles da Kresley Cole. Por último, Chronicles of Nick é toda focada na qualidade das relações que estabelecemos com outras pessoas, e como nossas escolhas podem nos salvar ou amaldiçoar.
Marcadores:
Chronicles of Nick,
Dark-Hunter,
Demônios,
Paranormal,
Sherrilyn Kenyon,
Young Adult
Comente!
Seize the Night (não publicado no Brasil) — Sherrilyn Kenyon
10º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Valerius “Val” Magnus & Tabitha “Tabby” Lane Devereaux
Salve, Glorioso Leitor:
Nasci o nobre filho de um lendário senador romano. Caminhei pelo mundo antigo como um general, admirado e supremo até uma brutal traição me obrigou a vender a minha alma. Agora sou um Dark-Hunter imortal, forçado a proteger a humanidade da escória cruel que a caça. Através dos séculos, vi muitas coisas medonhas: pragas, pestes, músicas de discoteca...
E agora Tabitha Devereaux. Uma humana, ela treinou para lutar contra vampiros com a mesma capacidade de qualquer Dark-Hunter. Idiossincrática e não convencional, ela é minha maldição pessoal — e ainda assim ela me seduz. Há apenas dois pequenos problemas. Ela é a irmã gêmea da esposa do meu inimigo mortal. Mais que isso, Tabitha e a irmã estão sendo perseguidas por um poder que não descansará enquanto todos que ela ama estiverem mortos.
Ao contrário dos meus irmãos Dark-Hunter, dependo de ninguém além de eu mesmo. Eles me escorraçaram e eu virei minhas costas para eles. Mas a única maneira de salvar Tabitha e sua família é encontrar um modo de nivelar uma vendeta de dois mil anos.
Dizem que os opostos se atraem, mas eles podem ficar juntos quando mesmo as Moiras conspiram para mantê-los separados? Mas então, as Moiras nunca lidaram com gente como Tabitha antes. Vai ser uma luta e tanto...
— Valerius Magnus
Uma noite, querendo ajudar uma mulher a lutar contra os Daimons que a atacavam, Valerius é atacado por ela e fica inconsciente. Quando acorda, percebe que não apenas a mulher era meio doida, mas também que, fosse o que fosse que os Daimons e a Destruidora estivessem planejando, seria muito sério... E ainda mais perigoso do que qualquer outra coisa.
Foi apenas um acidente... De novo. Tabitha não tivera a intenção de apunhalar Valerius, não mais do que tivera quando apunhalara outro Dark-Hunter. Mesmo sabendo que Valerius era o inimigo jurado do cunhado dela, e que, se todos os Dark-Hunters do planeta fossem uma fonte confiável — e alguns não eram —, Valerius não valia nada, ela realmente não tinha a intenção de machucá-lo. Ou de passar mais tempo com ele do que fosse necessário.
Quando todos voltam as costas para Valerius, é Tabitha que busca se aproximar e oferecer a amizade que lhe foi negada por dois mil anos. Mesmo com todos os perseguindo, e o Destino conspirando contra eles, havia uma coisa muito mais grave prestes a acontecer, que poderia custar a Tabitha todos que ela amava... Inclusive Valerius.
Minha opinião:
Finalmente cheguei ao livro que eu queria! Não vou nem dizer quanto tempo fiquei insistindo para que minha cunhada preferida desse uma chance ao Val, pois meu general romano preferido merece! Mas agora, com essa resenha, eu espero que ela decida pelo menos pegar o livro e dar uma folheada... *cara de santa*
Bem, o que eu posso dizer sobre o Val? À primeira vista, ele parece arrogante, esnobe e mauricinho. E é, de certa forma; mas esse é o disfarce que ele usa para esconder o verdadeiro Valerius — ou seja, um homem solitário, que precisa de amigos, mas só leva patadas, sensível e com um coração de ouro. De início, o pobrezinho fica meio assustado com a lunática do relógio cuco que tenta obrigá-lo a comer massa com formato fálico, mas logo ele se acostuma.
Tabitha é... Tabitha. Quem conhece, sabe que ela é doida varrida e super divertida. Ela é desbocada e desaforada e não aceita opiniões prontas: é justamente isso que a faz bater de frente com virtualmente todo mundo que fala mal de Valerius (e isso bem antes de se apaixonar por ele): Kyrian, Julian, Otto, Nick, Amanda, Zarek. Aliás, o “dane-se” dela para Zarek é bem épico:
— E o que você é? — Tabitha perguntou. — Me parece que é você quem carrega um ódio tão ácido que não o deixa viver em paz. Valerius não ataca as outras pessoas. Jamais. Para mim, isso faz dele duas vezes mais homem do que você é.
Tragam um troféu para ela! Não é porque ela entende que Valerius e Zarek foram vítimas que Tabitha justifica os comportamentos deles. Eles sofreram, mas isso não justifica Zarek descontar o ódio que sente pelo pai de Valerius em Val.
Kyrian e Julian continuam reagindo como duas crianças; não sei como eles não deram as mãos ao Zarek e foram atrás do Val. E todo o rancor é patético, porque tanto Kyrian quanto Julian esqueceu que quando a rixa entre os Magnus e eles começou, Val era um menino de cinco anos. Se culpar um filho pelos erros dos pais é absurdo, culpar uma criança é ainda pior.
Eu gosto muito do Nick de Chronicles of Nick — aquela série Young adult dedicada à vida do Nick quando ele foi achado pelo Kyrian —, mas nem um pouco do Nick da série Dark-Hunter. Ele tem momentos engraçados, mas de modo geral, é rápido demais em julgar gente que não conhece. Amanda continua a mesma mala boba e chata de sempre. É uma pena que tivemos tão pouco contato com Tia e que Selena, a Devereaux legal, não tenha aparecido em melhores termos. Isso dito, é como se eu estivesse vendo Valerius e Tabitha no relacionamento de Bill com Selena.
Apesar de ser ótimo, Seize the Night não é um livro que possa ser lido fora da ordem. Acontece muita coisa que vai mudar o universo Dark-Hunter — olá, Nick — e cimentar a base para vários outros livros. Sem contar que ele pega acontecimentos “emprestados” de outros, como Talon e Wulf para acontecer. A partir daqui, a história fica complica e se expande, mas acho que nem a própria Sherrilyn Kenyon imaginava que a série fosse crescer tanto.
Dark Bites: House of the Rising Son (não publicado no Brasil)
35º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Aricles & Bathymaas
House of the Rising Son é uma história que explica e dá um insight sobre a origem de Styxx.
A deusa Bathymaas recruta um grupo de experientes guerreiros humanos para lutar contra os deuses e demônios que vitimavam a humanidade. Um deles é Aricles, um atlante que, apesar de não gostar da guerra, é considerado o melhor guerreiro vivo.
Apesar de Bathymaas não ter sentimentos, a convivência com Aricles desperta curiosidade e, logo, outras coisas que ela não deveria sentir. Sem que ninguém saiba, ambos se apaixonam — ou pelo menos, era o que eles achavam...
Minha opinião:
Falar de House sem fazer spoiler ou sem mencionar Styxx é bem difícil, mas eu vou me arriscar.
House of the Rising Son une outros livros e outras séries (como Chronicles of Nick), e fornece pistas para juntarmos uma subsérie a outra. Por exemplo, CON e os Dream-Hunter enfatizam bastante a questão dos seis deuses primordiais que estão em guerra e querem dominar/proteger o mundo. Os últimos livros nos fornecem pistas a respeito da identidade de alguns, mas são detalhes pequenos, que escapam aos leitores mais desatentos.
Quando eu li Styxx, fiquei meio com cara de paisagem quando Bathymaas e Aricles foram mencionados, porque foi uma coisa que saiu meio que do nada, especialmente quando se tem em vista que foi isso que contribuiu para o retorno do panteão atlante. Tudo bem que há uma série de dicas antes da grande revelação, mas quando Ártemis entra em cena e conta o que realmente aconteceu, nossa deusa-vaca preferida só cria mais problemas em vez de resolvê-los; é o tipo de informação que a gente até prevê, mas não sabe como usar até alguém chegar e explicar direitinho.
Aricles é o cara! Um guerreiro honrado, honesto, um filho obediente que era idolatrado pelos irmãos, e desde muito cedo assumia a responsabilidade pela família, e tem uma paciência infinita com a Bathymaas, se dispondo a explicar para ela como cada sentimento “funciona”. Eu fiquei feliz, porque Aricles era o mocinho mais “normal” da Sherrilyn, que não foi torturado ou traído pela família e tal, até Apolo aparecer. Incrível como esse ser tem a capacidade de destruir tudo.
Bathymaas também é ótima. Ela não entende absolutamente nada de sentimentos — seria ótima amiga dos Psy da Nalini Singh —, mas quem liga? Aricles se torna o coração dela, comprometendo o papel dela como deusa da Justiça, e ai de quem fizer qualquer coisa com ele. Eventualmente, ela se torna o “espírito da vingança” que Set mencionou em Styxx, e eu tenho certeza de que não foi uma coisa bela de se ver. Confesso que a adorei, justamente por ela não saber nada sobre sentimentos e ir descobrindo-os na medida em que se apaixona por Aricles, que se torna o coração dela, comprometendo seu papel como deusa da Justiça — pois ela deveria ser pura, já que foi feita para amar única e exclusivamente o papai Set.
Bathymaas acordou com um sobressalto.— Papas, não! — Ela saiu da cama, arrastando o lençol para enrolar o corpo nu com ele. Ela agarrou o enorme bíceps do deus. — Não o machuque!— Eu não quero machucá-lo. Quero matar o bastardo detestável!
Falando nele, Set é mara. Na verdade, ele e Symfora são duas gracinhas, e eu quero muito que ela acorde em algum dos próximos livros e tenha um livro com ele. Fiquei apaixonada por eles! *fangirl*
O resto do exército de Bathymaas prometia, principalmente Galenus — o gêmeo de Aricles —, que funda Didymos em homenagem a Aricles, mas eles logo se tornam um bando de babacas. Agora, eu amei ver o Caleb! Fez muito sentido a participação dele em Chronicles of Nick, apesar dos pesares. Ártemis até que foi simpática — senti pena dela, o que é preocupante — e Atena não é devidamente aproveitada.
O livro foi feito para complementar Styxx, mas eu vejo material para ser aproveitado em futuros livros — como a questão entre Bathymaas e Apollymi, o Malachai, e Apollymi e Apolo, que parece ser uma rixa mais antiga do que supúnhamos.
Até me peguei perguntando se o que conheço dos personagens é exatamente aquilo, se ele não tem outra face ainda não revelada — como Ártemis. Acho que essa é a questão que Sherrilyn Kenyon gosta de explorar: ou ser ou não ser de cada um, ou melhor, o ser e o não ser.
8º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Vane Kattalakis & Bride McTierney
Bride McTierney está farta dos homens. Eles são fominhas,
autocentrados, e nunca a amam por quem ela é. Mas apesar de ser orgulhar de ser
independente, no fundo ela ainda anseia por um cavaleiro de armadura de prata.
Ela só não esperava que seu cavaleiro de armadura de prata tivesse um
brilhante casaco de pele...
Mortal e torturado, Vane Kattalakis não é o que parece. A maioria das
mulheres lamenta que seus namorados são cachorros. No caso de Bride, o dela é
um lobo. Um lobo Were-Hunter. Desejado morto por seus inimigos, Vane não está
buscando uma parceira. Mas as Moiras marcaram Bride como dele. Agora ele tem
três semanas para convencer Bride que o sobrenatural é real ou passará o resto
da vida castrado - algo que nenhum lobo com amor-próprio pode aceitar...
Mas como um lobo convence uma humana a confiar sua vida nele quando
seus inimigos estão à solta para acabar com a dele? No mundo dos Were-Hunters,
cão realmente come cão. E apenas um macho alfa pode vencer.
Bride havia acabado de levar um
fora épico de jornalista descarado e egoísta; só porque ela era curvilínea e
estava... Um pouquinho... Acima do peso. Mas, não era culpa dela que nenhuma
das dietas que Taylor arranjava não dava certo, era? Ela ainda estava chorando
quando um deus grego com sotaque inglês entra em sua loja e a ajuda a se livrar
da dor de cotovelo.
Vane estava com mais problemas que
podia aguentar: o irmão estava em coma depois de terem sido vendidos a um grupo
de Daimons sob a alegação de que, ao ajudar Talon e Sunshine, eles haviam
trazido morte ao bando — culminando na morte de Anya, a irmã grávida — e ainda
estavam sendo caçados pelo próprio pai. Uma parceira não era uma complicação
necessária, mas assim que a marca aparece, ele sabe que não seriam apenas seus
inimigos mais ordinários que iriam atrás dela.
Sem saída, ele decide assumir a
forma de lobo na esperança de que possa protegê-la. Mas o que ele vai fazer
quando Bride quiser apresentar Vane-lobo a Vane-homem?
Minha opinião:
Para quem não se lembra, Vane é o
lobão tudo de bom que cuida de Sunshine para Talon quando Styxx, Camulus e
Dionísio se juntam para libertar Apollymi. A última vez que o vimos foi quando
Anya morre nos braços dele e Fang, depois que acampamento é atacado pelos
Daimons. Night Play começa aí, com
Vane e Fang amarrados numa árvore, esperando para ser devorados.
Felizmente, ajuda chega e eles são
levados ao Santuário, mas Fang fica comatoso por quase um ano. Vane precisa de
algo para fazer, e salvar a própria parceira de Were-Hunters inimigos e de
Bryani, a mãe Arcadian pirada que
queria matar as parceiras de todos os filhos para se vingar do companheiro
Katagaria. Apesar de ele vir de uma família no mínimo disfuncional, Vane é o
cara: sensual, carinhoso, dedicado, justo, fiel, protetor... Ele é meu número! As
lições que ele dá em Taylor quando ele pensa em humilhar Bride são simplesmente
perfeitas:
— Quem diabos é esse? — Taylor perguntou.
Vane lhe deu um olhar de cima a baixo que dizia que ele não pensava
muito de Taylor.
— Sou o amante dela, quem diabos é você?
(...)
— Sou o namorado dela.
— Ah — Vane disse —, você é o grande babaca — ele olhou para Bride. —
Achei que tivesse chutado esse perdedor.
Ela sorriu ainda mais amplamente antes de olhar maliciosamente para
Taylor.
— Chutei, mas ele voltou... Implorando.
Lógico que um homem desses
precisa de uma mulher à altura. Bride é ótima — sério, ela é divertida,
inteligente, e age de acordo com a situação em que se vê metida. Nada de “Ei,
lobisomens são reais? E demônios? E vampiros? Legal!”. Ela fica doidinha com
tudo isso, mas tira de letra a coisa toda, até quando é quase estuprada por um
monte de homens apenas por ser a parceira de Vane. É difícil não torcer por
ela, principalmente porque ela sofre por não se encaixar nos padrões de Taylor
e de Deirdre, a irmã amarga. Pelo menos, Bride é tudo e muito mais que Vane
queria numa mulher, então essa é uma relação custo-benefício vantajosa para
ambos.
Agora, para a cavalaria: Fury, o lobo rejeitado
do bando de Vane que pode ou não ter motivos “ocultos” para ajudar; Acheron,
que dispensa apresentações e Valerius *momento surtada aiValgostosolindotesão*,
que acolhe Bride e Vane. Nem Fury dá uma trégua para ele — mas Val não é nada
menos que classudo, e lida muito bem com a situação. Ele pode. Ele é perfeito.
Ah, sem contar que Tabitha é a melhor amiga de Bride...
Até agora, Night Play é um dos
meus livros preferidos. Além de Vane ser um dos meus sonhos de consumo, Bride
também é bem durona — quem diria que por trás de toda aquela sensibilidade há
uma mulher capaz de ir pro mano a mano com uma loba e ainda ganhar.
34º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Styxx & Bet’anya Agriosa “Bethany”
Logo quando você achou que o dia do julgamento acabou...
Há séculos, Acheron salvou a raça humana ao aprisionar um antigo mal disposto à destruição absoluta. Agora esse mal foi solto e quer vingança.
Apesar de gêmeo de Acheron, Styxx não esteve sempre ao lado do irmão. Eles passaram mais séculos brigando um com o outro que se protegendo. Agora Styxx tem a chance de provar sua lealdade ao irmão, mas apenas se estiver disposto a trocar sua vida e futuro pela de Acheron.
Deusa atlante da Ira e da Miséria, Bethany nasceu para concertar erros. Mas essa nunca foi uma função de que ela gostasse.
Até agora.
Ela deve a Acheron um débito que jura pagar, não importa o que seja necessário. Ele se juntará aos outros deuses no inferno e nada vai pará-la.
Mas as coisas nunca são o que parecem, e Acheron não é mais o último de sua linhagem. Styxx e Acheron precisam esquecer o passado e aprender a confiar no outro ou outros vão sofrer.
Mas é difícil arriscar sua própria vida por alguém que uma vez tentou tirar a sua, mesmo quando é seu próprio gêmeo, e quando lealdades são distorcidas e ninguém é confiável, nem mesmo você, como encontrar o caminho de volta da escuridão que quer consumir o mundo inteiro? Uma que quer começar devorando sua alma?
Styxx, apesar de reconhecido como filho legítimo do rei e da rainha de Didymos, era tão marginalizado pela família e pelos súditos quanto Acheron. A diferença era que havia uma falsa rede de proteção que fazia Styxx ser incompreendido e, consequentemente, desprezado.
Filha do mais cruel dos deuses egípcios e da deusa atlante da Tristeza, Bethany não concordava com a tarefa de auxiliar os gregos numa guerra contra os atlantes e menos ainda de caçar um bebê inocente que em teoria destruiria os deuses atlantes. É durante um desses escapes que ela conhece um jovem fazendeiro chamado Hector — na verdade, Styxx disfarçado — e se apaixona por ele.
Eles abandonariam tudo para ficar juntos e criar o bebê que esperavam. Mas aí o filho de Apollymi morreu...
Minha opinião:
É difícil escrever uma resenha sobre Styxx sem fazer um monte de spoilers. Vou tentar começar com o básico e aí eu vejo onde termino. Kkkkkkkkkkk
Assim como Acheron, o livro é dividido em duas partes: uma que narra a infância e juventude deles e outra, mais curta — na verdade, curta demais — focada no presente. Funcionou assim? Sim, mas eu preferia ter lido mais sobre Bethany e Styxx na atualidade, porque sinceramente, não é fácil ler um livro sabendo que os protagonistas passaram mais de onze mil anos separados. Ou melhor...
Styxx checou o relógio.— Soltei sua mão onze mil e quinhentos e trinta e nove anos, cento e oitenta e três dias, e cerca de dez horas mais ou menos... atrás.
Ai, tadinho. E podem ter certeza, ele sofreu por cada segundo.
Apesar desse pequeno probleminha linear, foi fácil saber por que eles se apaixonaram, já que a gente pode ver — a paixão e os desencontros. Por outro lado, também vemos as relações disfuncionais que Styxx mantinha com a família, a perseguição de Apolo, a perversão do “tio” Estes e cia., em doses cavalares. Enquanto elas dão insight em relação aos sentimentos dele perante a situação de Acheron, confesso que achei demais e que poderia ter passado sem elas. E também tem um confronto muito anticlimático, pelo menos na minha opinião.
Styxx é um dos melhores mocinhos da série. Zarek, Acheron, Seth e outros sofredores não sofreram tanto quanto ele. Não é que o sofrimento deles tenha sido menor, mas Styxx nasceu com um gêmeo e mesmo assim ficou sozinho. O irmão que era o melhor amigo não apenas foi separado dele, mas recusou sua ajuda para escapar do circo de horrores onde vivia e ajudou a destruí-lo, tentando matá-lo anos depois. A mãe e a irmã também tentaram matá-lo, e ainda havia um deus pirado que o queria e vários outros que também o usavam, sem contar o pai com humor bipolar.
Bethany era a única que o via como uma pessoa que precisava de amor e compreensão. Era uma mistura do sentimento que ela tinha por ele e também dos poderes de deusa — ela era a ajudante do deus atlante da Justiça —, que permitiram que ela visse que a vida de Styxx era um inferno. E foi justamente por ela ser uma deusa de destruição — como Apollymi —, mas capaz de manter a calma, que eu a adoro. Ela respeita e dá valor a Styxx, não deixa que ninguém o menospreze e largaria tudo — a imortalidade, os poderes, tudo mesmo — para ficar com ele e se assegurar de que ele tivesse a felicidade que merecia. E falando nos poderes dela, ela sabe justamente como usá-los; ela não se deixa intimidar pela ideia de causar uma guerra ainda maior contra os gregos e irá até o fim para alcançar seus objetivos:
Ela olhou o deus grego que realmente a irritava.— Você é tão babaca.— E você não é? Me diga, Bet’anya, quando que você já sentiu pena de alguém que seu panteão a mandou punir?— Para sua informação, já senti. Não sigo cegamente as ordens de ninguém.— Que pena para você, e isso não muda nada. Eu o marquei e ele fica marcado.— Certo. Agora considere seu filho e seus netos marcados... Por mim. — Ela se virou para ir para casa.— O quê! — Apolo rosnou.Ela sorriu para ele.— Quando você estiver pronto para negociar, me deixe saber.— Cuidado com o que você está fazendo, menina.— É você que precisa tomar cuidado, menino.
Eu esperava maior participação dos Dark-Hunters, mas tirando as cenas que contam o lado de Styxx em outros livros — Night Embrace e Acheron — e outras repetidas, como o conto Second Chances, eles nem apareceram. Ryssa tem mais aparições aqui e posso dizer que foi difícil lembrar que eu gostei dela em Acheron. O leitor descobre um segredo sobre Urian — eu mesma fiquei com cara de WTF?! — e vários outros que, espero, sejam endereçados no próximo livro da série, que conta a história de Bathymaas e Aricles, que também une a série aos livros do Nick. Aliás, ele nem dá as caras, mas aqui é óbvio que as incursões dele no passado estão alterando o presente.
Ah, e adorei o Set! O papai da Bethany é MARA e torço para a Sherrilyn fazer a Symfora acordar e dar um livro para os dois.
Styxx é um must read para os fãs da série e para quem aprecia heróis capazes de tocar e ocupar o coração e a mente do leitor, mesmo muito tempo depois de o livro ter acabado.
Kiss of the Night (não publicado no Brasil)
7º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Wulf Tryggvasen & Cassandra Peters
Querido leitor,
O que você tem quando junta um guerreiro viking imortal de quem ninguém se lembrar cinco minutos depois que ele se afasta, uma herdeira Apollite fugindo pela vida, e um semideus muito irritado? Basicamente, você tem minha vida.
Começou simples o bastante. Fui salvar uma mulher num clube noturno. A próxima coisa de que eu tive consciência foi de que a porta do inferno se abrira e dela saíram daimons diferentes de todos que já vi. Liderados pelo filho de Apolo, eles queriam acabar com a maldição que os banira para a escuridão. O único problema com isso é que eles tem que matar Cassandra Peters para tanto, e se ela morrer, o sol, a lua e todos aqui também morrem. A vida é maravilhosa, não é?
Unidos pelo destino, agora é meu dever proteger a filha da raça que tenho caçado por séculos. Nenhum de nós se atreve a confiar no outro. Mas ela é a única que se lembra de mim...
Wulf Tryggvasen
Wulf se tornou um Dark-Hunter depois de ser amaldiçoado e, por dois mil anos, viveu uma vida sem grandes aventuras... Tirando as que ele precisava ser lembrado por alguém, claro. Os daimons que tinha caçar não eram um grande desafio e a única coisa que ele queria era encontrar com um daimon que fosse um guerreiro, como ele.
A resposta a essa prece vem na pessoa de Cassandra Peters: prestes a completar 27 anos, ela era caçada por Stryker — o filho de Apolo — e Apollymi, a deusa atlante da destruição. Nenhum deles se importava com o fato de que, com a morte de Cassandra, a última descendente de uma rainha atlante, o mundo acabaria.
A saída era providenciar um herdeiro que carregasse o sangue de Apolo... E Cassandra não se interessava por ninguém, a não ser por Wulf. Mas ainda havia a questão de que ele poderia ter que matá-la — e ao filho dela. E conforme os dois fugiam para salvar Cassandra e a humanidade, alianças eram feitas e desfeitas, mas talvez nada fosse mais perigoso que se apaixonar por um inimigo declarado...
Minha opinião:
Gostei mais de Kiss of the Night que de Dance with the Devil. Esse aqui tem mais ação e personagens mais carismáticos — bem, o Wulf sofreu bem menos que o Zarek. Mas mesmo isso é objeto de debate, afinal, o que é pior: ser torturado a vida inteira ou passar dois mil sendo nada menos que um fantasma (lembrando que neste caso fantasmas existem)?
Então, Wulf não foi fisicamente torturado, mas o homem foi esquecido e abandonado. Apenas os Dark-Hunters, Were-Hunters — e mesmo assim, os que tinham um coração animal — e os que tinham seu sangue sabiam sobre e se lembravam dele. Os Escudeiros sabiam dele, mas também sofriam os efeitos da maldição e se esqueciam dele. Assim, o único hobby de Wulf era encher o saco do sobrinho e tentar obrigá-lo a ter pelo menos um filho, afinal, um dia Chris poderia ter câncer, infarto, quebrar o pescoço ou algo igualmente terrível, que deixaria Wulf totalmente sozinho. Aliás, as brigas dos dois em relação a isso são hilárias.
Cassandra estava refazendo a vida pela enésima vez, lutando para lidar com a superproteção do pai — que perdeu a esposa e três filhas em ataques daimons — e com o fato de o 27º aniversário estar próximo, assim como uma escolha: virar daimon ou abraçar a morte. Sem que ela soubesse, abraçar a morte não era uma escolha, mas ela também não queria ter um filho e um marido a quem teria que abandonar de uma forma ou de outra. Mesmo assim, ela vai à luta — para se salvar, para ser amada e para ser lembrada —, por isso ela é uma das minhas mocinhas preferidas da série.
Stryker, Apollymi, Katra e Urian são personagens fascinantes. Stryker é pai de Urian, e as ações dele com relação ao filho terão consequências; Apollymi quer sair da prisão — isso é endereçado em Night Embrace; aliás, a conversa que Wulf tem com Talon também aparece aqui — e Katra está no meio de uma guerra entre Apollymi e Ártemis, duas deusas que tem sua lealdade — o que adiciona mais tensão: ela acabaria matando ou salvando Cassandra?
Kiss of the Night tem muita aventura e ação, mas também causa grandes emoções, principalmente angústia. Contudo, o que mais gostei de ler foi sobre os Apollites, de saber o outro lado, pois aqui fica claro que nem todos eles são maus, apenas pessoas que dez mil anos depois, pagam pelos erros de outra pessoa.
6º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Zarek da Moesia & Astrid
Ponto de Vista de Zarek:
Dark-Hunter: um guardião desalmado que fica entre a humanidade e os que a veriam destruída. Tá, certo. A única parte desse Código de Honra que recebi foi eternidade e solidão.
Insanidade: uma condição de que muitos dizem que sofro depois ficar tanto tempo sozinho. Mas eu não sofro com minha loucura — eu aproveito cada minuto dela.
Confiança: não posso confiar em ninguém... Nem em mim mesmo. A única coisa em que confio é na minha habilidade de fazer a coisa errada em qualquer situação e machucar qualquer um que fique no meu caminho.
Verdade: suportei uma vida inteira como um escravo romano e 900 anos como um Dark-Hunter exilado. Agora estou cansado de suportar. Quero a verdade sobre o que aconteceu na noite em que fui exilado — não tenho nada a perder e tudo a ganhar.
Astrid (grego, significa estrela): uma mulher extraordinária que pode ver diretamente a verdade. Corajosa e forte, ela é um ponto de luz na escuridão. Ela me toca e eu tremo. Ela sorri e meu coração frio se parte.
Zarek: dizem que mesmo o homem mais maldito pode ser perdoado. Nunca acreditei nisso até a noite em que Astrid abriu a porta para mim e fez este animal feroz querer ser humano de novo. Me fez querer amar e ser amado. Mas como um ex-escravo cuja alma é possuída por uma deusa grega pode sonhar em tocar, mais ainda segurar, uma estrela flamejante?
Sem que Zarek soubesse, Acheron conseguiu fazer um acordo com Ártemis: eles o trariam do Alasca para Nova Orleans para ajudar nas patrulhas de Mardi Gras (Night Embrace). Essa era uma das formas de livrar o ex-escravo romano da execução, mas quando Zarek ataca dois policiais para se defender, ele é imediatamente mandado de volta, com a cabeça a prêmio.
Entra em cena Astrid, uma ninfa da justiça e irmã mais nova das Moiras. Já cansada das maldades nos corações humanos, Astrid nunca achou um inocente, e Zarek parecia mais um candidato a ser eliminado. Porém, quando o assassino de estimação de Ártemis é solto e indícios da inocência de Zarek vem à tona, eles precisam se unir para descobrir a verdade e evitar uma destruição ainda maior.
Minha opinião:
No final de Night Embrace há uma série de miniepílogos a respeito de alguns personagens — Valerius, Zarek, Styxx e Acheron e Ártemis — e é daí que Dance with the Devil começa, quando Zarek está sendo levado de volta ao Alasca.
Zarek tem fama de ser louco, e há uma porção de lendas — nenhuma delas boa — a seu respeito. Com a história de vida dele — ele é fruto de um estupro, a mãe o deixou para morrer, e os outros escravos descontavam nele o que não podiam fazer com o pai e a própria morte —, não é de se admirar que o homem seja meio amargo, só que ele ficar constantemente falando que não precisa de ninguém me tirou do sério, principalmente porque é claro que é mentira; sem contar que ele não olha em quem ele desconta o rancor e por vezes parece se julgar merecedor de todo o abuso que sofreu. Gostei dele, mas com ressalvas.
Mesmo Acheron e Nick tinham-no deixado à própria sorte depois de ele ter sido ferido em Nova Orleans. O melhor que eles tinham oferecido foi uma carona para que ele se reestabelecesse em solidão. Claro, eles poderiam ter oferecido mais se ele fosse um pouco menos hostil com eles, mas hostilidade era o que ele fazia de melhor.
Astrid, para mim, apesar de legal, não fede nem cheira. Não a achei particularmente forte, instigante ou irritante. Gostei de ela ser uma ninfa da justiça, mas tirando disso, eu nem percebia se ela estava em cena ou não. Não há nada que a recomende, pelo menos nada além das ilustres irmãs, as Moiras. A ideia de ela ficar cega para passar julgamento é interessante, pois vai de acordo com a máxima de que quem vê cara não vê coração. No fim das contas, não é que ela seja uma mocinha ruim, só que depois de toda a vibração e animação de Sunshine, ela deixou a desejar.
O vilão também não anima. É só um Apollite transformado em assassino pessoal de Ártemis; certo que ele fez algumas maldades, mas quando descobri porque ele odiava Zarek, só consegui ficar com dó.
De novo, Acheron marca presença... Trazendo Simi, um demônio de 18.000 anos com mentalidade de adolescente. Novos Dark-Hunter são apresentados — poxa, eu gostei daquela Syra! — e os famosos Escudeiros tem mais um pouco mais de espaço. Sundown, o amigo de Zarek, tem um livro no futuro. Valerius, que é o bode expiatório de meio mundo, nem aparece, o que por si já é o cúmulo — considerando-se todas as maneiras como ele e Zarek são relacionados.
Quando o livro acaba há um pequeno conto chamado A Dark-Hunter Christmas. É possível lê-lo inteiro no site da Sherrilyn, e honestamente, vale muito a pena. Gallagher é o tipo de personagem que me dá vontade de colocar no colo e abraçar — muito diferente de Zarek. Minha parte preferida é essa aqui:
Temos três tipos de família. Aquela em que nascemos, aquela que nasce para nós e aquela que deixamos entrar em nossos corações.
Sinceramente, Simi devia ter dito isso para nosso amigo Zarek e não para o Gallagher. Agora é esperar para ver o que se torna dessa louca linhagem que é a família Magnus.
Midnight Pleasures: Phantom Lover (não publicado no Brasil)
5º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Erin McDaniel & V’Aidan
V’Aidan não é bem o que parece. No reino dos Dream-Hunters, ele não tem igual.
Erin é uma mulher normal cujos sonhos são assombrados por Stoki maus que querem matá-la. Quando V’Aidan aparece, ela acha que ele é seu herói.
Mas ele é isso mesmo ou algo muito mais sinistro?
Erin é uma mulher normal cujos sonhos são assombrados por Stoki maus que querem matá-la. Quando V’Aidan aparece, ela acha que ele é seu herói.
Mas ele é isso mesmo ou algo muito mais sinistro?
Erin McDaniel tinha uma vida normal, mas os pesadelos estavam acabando com ela. Uma serpente e um dragão a atacavam num sonho quando ela foi socorrida por um bonitão usando armadura... E de pesadelo a coisa passou para sonho erótico muito rapidamente. Infelizmente, Erin ao acordar descobre que tudo não passou de um desmaio. Seguindo o conselho de uma amiga, ela procura um especialista em sono que lhe conta a história dos deuses gregos do sonho, amaldiçoados a não sentir emoções.
V’Aidan era um desses deuses, mas ao contrário de alguns irmãos, ele não era um protetor, mas um predador. A ideia era salvar Erin da irmã e lhe dar um pesadelo, mas em vez disso, ele se comportou como um Skotos erótico; a única coisa que ficou foi o fato de ele drená-la de toda energia. Mesmo com ordens diretas de não se aproximar, ele não resiste a passar mais tempo com ela. E quando ele se descobre no mundo humano, ele percebe que Erin corre ainda mais perigo...
Minha opinião:
Sabe aquela rapidinha que dá conta do recado? Ui, isso soou pervertido! Kkkkkkkkkkk Mas o livro é isso mesmo. Tão rápido e fofo que a gente nem vê o tempo passando.
Gostei muito da Erin. Deve ter sido por dó... Explico: aqueles pesadelos horrorosos, depois ela descobre o que o V’Aidan era e mesmo assim, ela o amava o bastante para querer ficar com ele, apesar de tudo. Ela não foi excessivamente boazinha, nem má. Foi fácil me identificar com ela, porque eu teria agido da mesma forma.
V’Aidan supostamente é um dos caras maus. Como os Dream-Hunter foram amaldiçoados a não sentir e alguns descobriram que podiam experimentar emoções em sonhos, ele seguiu esse caminho. Os outros são a ‘polícia’. Saber que o coitadinho se entregou a dor e a tortura pela felicidade e bem-estar de Erin me fez me apaixonar por ele. E quando ele aparece todo arrebentado, torturado e sofrendo eu quis chorar!
Minha única reclamação — além do básico “é muito curtinho” — e que a maioria dos personagens que conhecemos e amamos não aparece, sequer é mencionada: nada de Acheron, Talon, D’Alerian... Afrodite aparece e é tão desagradável quanto antes.
A resenha de outra estória da antologia está aqui.
Infinity (não publicado no Brasil)
1º livro da série Chronicles of Nick
Personagem: Nicholas Ambrosius “Nick” Gautier
Aos 14 anos, Nick Gautier é um garoto normal que se envolve com as pessoas erradas. Mas na noite em que decide ser correto e se recusa a atacar um turista inocente, seu grupo se vira contra ele e justo quando ele acha que sua vida acabou... Começa uma nova.
Kyrian da Trácia não é apenas um matador de vampiros, ele é um Dark-Hunter e apresenta Nick a um mundo que ele nunca imaginou.
Com novos inimigos que fazem os antigos parecerem fracotes, Nick deve medir ou ser medido para um saco de cadáveres. É matar ou ser morto e esse garoto que nasceu no lado errado encontra uma força dentro de si que nunca soube existir.
Agora se ele apenas achar alguém para ajudá-lo a lutar contra os demônios que não vivem dentro dele.
Era para ser um dia normal na vida de Nick Gautier, um Cajun espertalhão que frequentemente vestia horrorosas camisas com estampas havaianas. Mas uma briga na escola o faz ser suspenso, castigado e posteriormente espancado ao se recusar a roubar um casal de turistas. Felizmente, um cara passou, viu tudo e o levou ao hospital, combinando com a mãe de Nick — uma stripper que engravidou adolescente — que Nick faria pequenos trabalhos para pagar as despesas do hospital.
No dia em que Nick voltaria à escola — e começaria no novo emprego —, as aulas são canceladas depois de um dos jogadores do time comer o braço do outro e o treinador devorar o diretor. Incerto das razões para o aparente ataque zumbi, Nick logo percebe que um vídeo game poderia ser a causa de tudo. Isto é, até que demônios bem reais aparecem e ele se vê envolvido até o pescoço com guerreiros imortais, lobisomens e vampiros.
Minha opinião:
A série Chronicles of Nick começou a ser lançada em 2010, entre Bad Moon Rising e No Mercy, sendo um spin-off jovem adulto dos Dark-Hunters. Confesso que, mesmo já tendo lido todos os livros da série lançados até agora, eu fiquei muito confusa. Mas isso não importa agora: discutirei isso depois.
Nick não sabe, mas tem uma missão: como único possível sucessor do Malachai — uma espécie de rei dos demônios que deixaria o tinhoso comendo poeira —, ele precisa dar um jeito de ‘evitar’ a herança que recebeu do pai e lutar do lado do bem. Fácil, né? Bem, para isso, ele tem dez lições a aprender e a primeira é... Necromancia, falar, controlar, se comunicar e ressuscitar os mortos. *MEDO*
Nick e Cherise são pobres. Pobres tipo miseráveis; mesmo porque, não é qualquer mulher que sobreviveria num trabalho degradante para poder dar ao filho o que ela perdeu por se recusar a abortar — estou sendo repetitiva, mas conforme Sherrilyn Kenyon conta mais da história individual dela, fica claro o quanto ela sacrificou por Nick. Isso é óbvio na série DH; e também é óbvio o quanto Nick a admira e respeita por tudo — que, de novo, é totalmente ligada à série DH e o destino que Ambrose quer evitar.
Como resultado da pobreza dos dois, Nick sofre bullying na escola, tanto dos colegas quanto dos professores e diretores:
... Estou cansado de ele pensar que pode vir aqui e atacar pessoas decentes sem motivo sempre que sentir vontade. Ele tem que aprender a se controlar. Sinceramente, estou tentado a chamar a polícia. Em minha opinião, ele deveria ser mandado para uma escola pública onde poderão lidar com crianças problemáticas como ele. Eu já disse isso antes e direi de novo. Ele não se encaixa aqui.
Bem, a pobreza, o trabalho da mãe, as roupas de segunda mão, tudo é uma razão para Nick ser menosprezado. E ele, orgulhoso, faz um ótimo trabalho em não deixar ninguém perceber o quanto o afeta, até mexerem com a mãe dele — aí ele vira um bicho. E eu ficava louca para ele descer a porrada nos colegas idiotas... O que é uma grande surpresa, pois eu acho o Nick dos DH um merdinha.
Mas tia Lidy, por que você disse que é confuso? Bem, porque para quem conhece a série original, vai perceber discrepâncias — principalmente a partir de Night Pleasures, que também conta como Nick e Kyrian se conheceram. E aí lá no começo do livro a gente lê o epílogo e fica com cara de “ai papai do Céu, como assim? Que loucura!”. Mas o ritmo da história é tão bom que logo a confusão passa. É só não racionalizar muito. *risos* Também, acho que vale à pena ler as duas séries juntas, para não correr o risco de ser pego de surpresa.
Ah, antes que eu me esqueça: ao contrário de 99% dos young adult do mercado, Infinity não é narrado em 1ª pessoa. Por mais que eu tenha gostado do sarcasmo de Nick, ainda não sei se sobreviveria a passar um livro inteiro na cabeça dele, considerando seus problemas de focar a atenção e tudo. Pelo menos ele é inteligente, ao contrário de uns adolescentes que a gente vê lê por aí.
Personagens conhecidos como Acheron, Kyrian, Talon, os Peltiers, Menyara e outros dão as caras. E novos personagens, como Caleb e Nekoda — o melhor amigo e o interesse romântico de Nick — causam faniquitos de curiosidade: ele é um espião para o pai dele e ela uma espécie de agente-dupla dividida entre salvar Nick e matá-lo. Como ele vai sair desse problema... Aí é outra história.
Night Embrace (publicado no Brasil como Prazeres da Noite)
4º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Talon de Morrigantes & Sunshine “Sunny” Runningwolf
Querido leitor,
Minha vida é ótima. Tenho meu café de chicória, meus beignets quentes e meu melhor amigo no celular. Quando o sol se póe, eu sou a pior coisa rondando a noite: comando os elementos e não tenho medo. Há séculos venho protegendo os inocentes e cuidando da humanidade, me assegurando de que eles estejam salvos num mundo em que nada é certo. Tudo que quero em troca é uma gata quente num vestido vermelho, que não queira mais nada de mim que uma noite.
Em vez disso, eu consigo um descarrilado carro alegórico de Mardi Gras que tenta me atropelar e uma bela mulher que salva minha vida, mas não consegue se lembrar de onde colocou minhas calças. Exuberante e extravagante, Sunshine Runningwolf deveria ser a mulher perfeita para mim. Ela não quer nada além de uma noite, nada de laços, nem de compromissos longos.
Mas toda vez que a olho, começo a ansiar por sonhos que enterrei há séculos. Com seus modos inconvencionais e habilidade de me confundir, Sunshine é a única pessoa que me encontro necessitando. Mas eu amá-la significa sua morte. Sou amaldiçoado a nunca conhecer a paz ou a felicidade — não enquanto meu inimigo esperar na noite para destruir a nós dois.
Talon de Morrigantes
Uma noite, Sunshine estava na rua quando é acossada por um homem lindo que a ataca. Não demora muito para que outro homem lindo a salve. Quando ela percebe que o bonitão estava machucado depois de ter um carro alegórico de Carnaval passando por cima dela, Sunshine decide ajudar. O problema era o sotaque, que indicava que ele era estrangeiro. Ilegal. Então, o que ela faria? O que qualquer outra pessoa faria (*risos*): ela leva o bonitão para casa.
No outro dia, Talon quer cair fora — Sunshine destruiu todas as coisas dele -, mas o sol lá fora era um empecilho que o transformaria em churrasco celta. Apesar de achar que Sunshine e a mãe dela, Starla, eram piradas, Talon era honesto o bastante para admitir que não seria um sacrifício ir para a cama com Sunshine.
Era para ser um caso de uma noite, ou melhor, de um dia só, mas logo eventos começam a acontecer... Coisas que impedem Talon de se afastar de Sunshine. Com três inimigos à solta querendo destruir o mundo, o que Talon poderia fazer além de se sacrificar por Sunshine?
Minha opinião:
Eu não tenho palavras para dizer o quanto adoro esse livro. Esse é um dos melhores da série — já que Night Pleasures e Dragonswan não contam para mim.
Talon e Sunshine são maravilhosos. Como é de praxe, ele foi vítima de uma traição e vendeu a alma por vingança; a diferença é que a família dele foi toda dizimada por um deus zangado, que se dedica a destruir todos que Talon ama. É importante ressaltar que apesar de angustiado, ele não escolheu viver a imortalidade dele pensando no que aconteceu, se torturando por isso. Ele sofre, e seu modo de lidar com a situação é se desfazer das emoções negativas, mas nem por isso ele fica amargo e insuportável. Sunshine tem um déficit de atenção que proporciona momentos hilários e não é diferente de quando apareceu em Fantasy Lover. Ela é uma cabeça-de-vento bastante inteligente, autêntica, extravagante e bem resolvida. Na verdade, a falta de atenção dela chega a ser charmosa. Eu adoraria ser amiga dela. :)
Starla olhou para Sunshine na janela.— O que está fazendo?— Ele é alérgico ao sol.— Está tão nublado lá fora que está quase escuro.— Eu sei, mas ele disse que não pode sair na luz.— Sério? Então você trouxe um vampiro para casa? Legal.— Não sou um vampiro — ele reiteirou.— “Não exatamente” foi o que ele disse antes — Sunshine falou. — O que é não exatamente um vampiro?— Um lobisomem — Starla disse. — Com a aura dele, faz sentido. Uau, Sunny, você achou um lobisomem.— Não sou um lobisomem.Starla realmente pareceu desapontada com a notícia.— Que pena. Sabe, quando você vive em Nova Orleans, você espera encontrar um dos não-mortos ou amaldiçoados ao menos uma vez. — Ela olhou de volta para Sunshine. — Você acha que deveríamos nos mudar? Talvez se morássemos perto de Anne Rice poderáimos ver um vampiro ou lobisomem.Sunshine recolocou a cortina.— Eu ficaria feliz em ver um zumbi.(...)Ah, sim, a loucura estava profundamente enraizada naquela árvore genealógica.
O livro conta com vários flashbacks da época em que Talon ainda era humano, a maioria relacionado a Nynia, a esposa que também foi assassinada pelo deus Camulus. É interessante porque dá para perceber que ela era perfeita para Talon, e o quanto ele a amava. Já Sunshine tem uma herança ancestral muito, muito surpreendente, mas que é meio óbvia no grande esquema das coisas.
O ritmo é bem rápido, com Camulus, Baco e Styxx — o gêmeo mau de Acheron — servindo como vilões. Para deixar ainda melhor, novos personagens são introduzidos: os lobisomens — ou melhor, Were-Hunter — Vane e Fang Kattalakis (eles são primos de Sebastian), Zarek, um Dark-Hunter exilado no Alasca e Valerius, o homem que todos odeiam odiar.
De mais a mais, Night Embrace tem as doses certas de aventura, romance, mistério e ação. Só acho uma pena que Sunshine e Talon não tenham aparecido mais nos livros seguintes, mesmo porque eles são um dos meus casais preferidos.
Night Pleasures (publicado no Brasil como Prazeres da Noite)
3º livro da série Dark-Hunter
Personagens: Kyrian da Trácia & Amanda Devereaux
Querido leitor,
Você já quis saber como é ser imortal? Vagar a noite seguindo o mal que se alimenta dos humanos? Ter riqueza e poder ilimitados? Essa é minha vida, e é sombria e perigosa. Eu brinco de herói para milhares, mas não sou conhecido por nenhum. E amo cada minuto disso.
Ou então eu pensava até que acordei uma noite algemado a meu pior pesadelo: uma mulher conservadora numa camisa de botões. Ou no caso de Amanda, uma abotoada até o queixo. Ela é esperta, sexy, espirituosa e não quer saber de nada a ver com o paranormal — em outras palavras, eu.
Minha atração por Amanda Devereaux vai contra tudo em que acredito. Sem dizer que a última vez que me apaixonei me custou não apenas minha vida humana, mas também minha alma. Mesmo assim, toda vez que olho para ela, me encontro querendo tentar de novo. Querendo acreditar que amor e lealdade existem.
Ainda mais perturbador, me encontro imaginando se há alguma maneira de uma mulher amar um homem cujas cicatrizes de batalha são tão profundas, e cujo coração foi danificado por uma traição tão selvagem que não está certo de que ele vá bater de novo.
Kyrian da Trácia
Kyrian era herdeiro do trono da Trácia e conquistou muitas terras com o amigo Julian. Só que ao conhecer uma ex-prostituta e se apaixonar por ela, ele se casa mesmo com o pai ameaçando deserdá-lo, mas continua lutando até fazer um poderoso inimigo: um senador romano. Eis que um dia Kyrian volta para casa e ao acordar, descobre que a esposa era amante do senador e que o tinha entregado de bandeja. Como não podia deixar de ser, Kyrian é torturado e morto à romana: crucificado.
Dois mil anos depois e mais leve uma alma, Kyrian acorda algemado a uma contadora gêmea de uma caçadora de vampiros — que queria matar Kyrian — que foi confundida com a gêmea louca ao sair para passear com o cachorro. A proposta do inimigo era simples: Kyrian se deixaria matar por “Tabitha”, na verdade, Amanda, pois um Dark-Hunter não podia machucar humanos, e ela poderia ir.
Felizmente, Kyrian consegue ajuda e ele e Amanda saem da situação antes de precisarem apelar. Entre reclamações e comentários mordazes, com a ajuda de Amanda, Kyrian reencontra o antigo general que era seu melhor amigo. Talvez os dois devessem ter se separado, mas o líder dos Dark-Hunter achava que Amanda devia ficar um pouco mais com Kyrian. E talvez o perigo servisse para tornar aquela atração em algo mais.
Minha opinião:
É difícil falar desse livro. Ele é o começo oficial da série Dark-Hunter e apresenta uma série de informações que são jogadas em cima do leitor. Isso até que não é ruim, só que às vezes eu senti como se tivesse sido atingida por um murro numa briga de bar. E todas elas são repetidas no decorrer da série, de novo e de novo até eu ter decorado o que é cada coisinha.
Então, o livro é ótimo para quem gosta de mitologia grega. Só que eu não gostei de Kyrian e Amanda. Porque, apesar de ele ter sido o cara ao salvá-la dos comentários ferinos e mentirosos do ex-noivo, Cliff, ainda não consigo esquecer que ele agiu como um babaca ao divulgar a história da sua morte e culpar um homem inocente. Além disso, ele adora dizer que é mau, cruel, egoísta, como se esperasse todo o tempo que alguém dissesse que não era bem assim. E também o homem adora a ideia de caminhar para a própria morte, instinto de autopreservação zero. Há atenuantes? Sim, Kyrian resgatou Nick, na época um menino pobre, de uma vida pior que a miséria e praticamente o criou como um filho. Mas ele ainda falou mal do meu personagem preferido da série.
Já Amanda parece uma pirralha mimada ao ficar correndo para lá e para cá querendo ser “normal”. A mulher é chata, nojenta e a única coisa que eu coisa quis foi que ou ela morresse ou o livro acabasse logo. É difícil acreditar que ela seja irmã de Selena — a melhor amiga de Grace — e de Tabitha, a maluca oficial da série. As oito Devereaux mais velhas são bem mais legais!
Por fim, temos Acheron, o líder dos Dark-Hunter cujas aparições são para lá de bombásticas, e D’Alerian, um deus do sonho que parecia não ter sentimentos. De Dark-Hunter, tem Talon, um celta que fala com fantasmas e é o protagonista do próximo livro.
Se alguém gosta de heróis torturados e conseguir ignorar que todos parecem saber que essas criaturas míticas (vampiros, lobisomens, etc.) existem e que Grace resgatou Julian de um livro e dois mil anos de escravidão sexual — esse parece o tipo de coisa que a gente não sai por aí contando às pessoas —, talvez Night Pleasures seja uma boa leitura.










