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First Grave on the Right — Darynda Jones


First Grave on the Right (não publicado no Brasil)

1º livro da série Charley Davidson

Personagens: Charlotte Jean “Charley” Davidson & Reyes Alexander Farrow

Esse negócio de ceifadora deveria ter vindo com um manual.

Ou algum tipo de diagrama.

Um fluxograma teria sido legal.

Charley Davidson é uma detetive particular em meio-período e ceifeira em tempo integral. Isso quer dizer que ela vê gente morta. De verdade. E é trabalho dela convencê-las a “ir para a luz”. Mas quando estas mesmas pessoas mortas morreram em circunstâncias menos que ideais (como assassinato), às vezes elas querem que Charley leve os caras maus à justiça. Para complicar há os sonhos intensamente quentes que ela está tendo com uma entidade que a perseguira a vida toda... E acontece que depois tudo ele pode não estar morto. Na verdade, ele pode ser alguma outra coisa. Mas o que ele quer com Charley? E por que ela parece incapaz de resistir a ele? E o que ela tem a perder por ceder?

Charley Davidson está acostumada a usar o seu dom de falar com gente morta em nome da justiça. Quando era criança, o pai e o tio, ambos policiais da divisão de homicídios, faziam uso das habilidades dela para resolver crimes (e serem promovidos), por isso, nada mais natural que se tornar detetive e usar uma ajudinha do além para solucionar seus casos.

Quando três advogados aparecem mortos e um deles se mostra incapaz de aceitar a própria morte, Charley começa uma investigação que pode significar a salvação ou condenação de um homem. Ao mesmo tempo, ela é revisitada por um “espectro” do passado que pode ou não estar morto — e ela precisa achá-lo. O problema é que, se Charley é feita de luz, todos os que podem ver Reyes sabem que ele é feito de nada mais que a mais perigosa escuridão...

Minha opinião:

Eu queria muito agradecer à J. R. Ward por recomendar esse livro, mas como não faço ideia de como entrar em contato com ela, fica aqui. Quando ele foi lançado, ela fez um chat com a autora e recomendou em tudo que é lugar, aí fiquei curiosa... E anos depois... Quando o livro já tinha nada menos que sete companheiros, fui apresentada a novos fãs e tomei coragem.

Não me arrependi. Apesar de o livro ser em primeira pessoa — não gosto —, não posso dizer que haja algo que me desagradou. Charley é ótima: engraçada, irônica, meio doida... Mas é o tipo de pessoa que se torna uma amiga leal e feroz, capaz de tudo para defender e proteger as pessoas — não é à toa que ele se envolve em uma briga de bar com o esposo abusivo de uma cliente. Ela tem tiradas ótimas, e via de regra, é incapaz de julgar as pessoas antes de ter contato com elas.

É justamente a bondade dela que traz problemas: por exemplo, quando ela tinha dezesseis anos, viu um garoto sendo espancado e se dispôs a socorrê-lo. O que aconteceu? Reyes Farrow tinha mais alguém para proteger, e Charley nunca o esqueceu.

Por outro lado, Reyes também não esqueceu Charley. De novo, o livro é em primeira pessoa, mas narrado apenas por Charley. Então, como eu sei disso? Diremos que Reyes tem estado presente na vida dela desde sempre. A segurança dela é mais importante que a dele, e mesmo um tanto... Comatoso, é visível que há algo de especial entre eles, mas Reyes, sendo um macho alfa de carteirinha, não aceita que Charley se coloque em perigo.

Apesar de ser adulta, Charley ainda está descobrindo seus poderes. Ela é o portal para o céu, mas há muito mais nisso do que parece. Aparentemente Lúcifer quer usá-la para entrar no céu e destruir tudo. Charley não quer ser usada assim; Reyes também não. Reyes acha que a culpa; Charley discorda.

Para resolver os casos, Charley conta com a ajuda de Angel, um ex-aviãozinho de treze anos que vive lhe passando cantadas; Cookie e Amber, suas vizinhas e amigas; Garrett Swopes, um caçador de recompensas que não leva seu dom a sério e Bob, o tio que se recusa a se aposentar. Não é para dizer que a vida de Charley é perfeita; ela tem uma péssima relação com Denise, a madrasta, o pai passivo e a irmã perfeita, Gemma. Em parte pelo sarcasmo letal dela. Por baixo dele, ela esconde um coração de ouro: ela lida muito bem com gente morta, mas encarar as famílias é sempre difícil... E ela sempre chora junto. E, como eu sou um monstro, ri demais.

Diante disso, não é nenhuma surpresa que eu esteja tendo faniquitos para que Reyes apareça em seu glorioso corpitcho musculoso. Ele e Charley são perfeitos um para o outro — ainda bem que Charley concorda.

Invincible — Sherrilyn Kenyon


Invincible (não publicado no Brasil)

2º livro da série Chronicles of Nick

Personagem: Nicholas Ambrosius “Nick” Gautier

Logo quando ele achava que as coisas não podiam ficar piores...

O dia de Nick Gautier continua melhorando. É, ele sobreviveu aos ataques zumbi, apenas para acordar e se encontrar escravizado em um mundo de metamorfos e demônios prontos para clamar sua alma.

O novo diretor da escola acha, como o anterior, que ele é um arruaceiro, seu treinador está tentando recrutá-lo para coisas que ele sequer pode mencionar e a garota que ele não está vendo, mas está, tem segredos aterrorizantes.

Mas mais que isso, ele está sendo preparado para o mais sombrio dos poderes e se não aprender a levantar os mortos até o fim da semana, ele se tornará um deles...

Um dia depois de descobrir que é um demônio destinado a destruir o mundo, Nick acorda e descobre que seu chefe era um vampiro que podia ou não surtar a qualquer momento e mordê-lo. Para completar, sua mãe é contratada para trabalhar como cozinheira em um bar de motoqueiros administrado por uma família de ursos. Nada poderia piorar até Nick descobrir que a Morte, Grim, era um dos cozinheiros do restaurante — ou possuía um deles, tanto faz.

O quarto cavaleiro do apocalipse tem um interesse especial no Malachai e se oferece para ensinar Nick a dominar os mortos. Estava tudo indo bem, até que o novo treinador do time de basquete chantagear Nick e obrigá-lo a roubar alguns itens. Mas é a possibilidade de ser outro adolescente prestes a morrer que realmente deixa Nick de cabelos em pé...

Minha opinião:

Tadinho do Nick! Eu já disse algumas vezes aqui que eu acho o Nick da série Dark-Hunter um merdinha, mas não consigo evitar gostar do Nick de Chronicles of Nick. De qualquer forma, não tenho do que reclamar: esse livro mantém os personagens que a gente conhece e ama — Acheron, Kyrian, Menyara, Simi (adoro ela!) — e introduz outros: Grim, Xenon, Laguerre... Que na verdade já deu as caras na série Dark-Hunter, mas pouca gente lembra: Wynter Laguerre; lá ela é um dos mocinhos, aqui isso tem que ser analisado.

O jeito como Nick precisa descobrir mais sobre o universo em que caiu de paraquedas é ótimo: como buscar informações sem dar na cara que ele também é um ser sobrenatural? Como interrogar Ash sobre coisas que ele não devia nem saber? Como levar Ambrose a sério quando o tio parece consumido pelo ódio e pelo preconceito? Como não se juntar ao Lago Negro da Força e não destruir o mundo? São perguntas que Nick deve responder, mas numa espécie de roleta russa. E, mesmo sendo fã de Ash, compreendo o que leva Ambrose a ser tão cético: ninguém sabe como Ash vai reagir ao saber que Nick é o Malachai, então é melhor manter segredo; por outro lado, Ambrose poderia explicar o real motivo do antagonismo com Ash e elaborar por que Nick deve manter distância de Simi.

Posso dizer que estou apaixonada por Caleb — até aí nenhuma novidade —, e que eu espero que ele tenha um futuro na série. Tudo bem que ele aparece em House of the Rising Son e Styxx, mas eu quero mesmo um final feliz para ele. E Kody também: quem é ela e o que representa para Nick? Além de uma possível morte, quero dizer.

Sherrilyn Kenyon consegue juntar a série com outros livros da série Dark-Hunter: The Guardian, Styxx, House of the Rising Son, Bad Moon Rising... Não apenas porque as ações de Nick aqui tem consequências lá, mas também por detalhes pequenos, como o desespero de Ash em Seize the Night sobre o destino dele, Tia e Cherise.

Chronicles of Nick é minha série young adult preferida: primeiro, por ser narrada em terceira pessoa (eu não sei ainda se eu não enlouqueceria tendo acesso direto à cabeça de Nick); segundo, por ser fator influenciador e influenciável para o andamento de outra série (muitos dos mistérios em Dark-Hunter serão resolvidos aqui); terceiro, por lidar com tentativas de evitar o fim do mundo — a maioria das séries atuais se passam após algum desastre apocalíptico, como a série White Rabbit Chronicles da Gena Showalter, e a Arcana Chronicles da Kresley Cole. Por último, Chronicles of Nick é toda focada na qualidade das relações que estabelecemos com outras pessoas, e como nossas escolhas podem nos salvar ou amaldiçoar.

Elijah — Jacquelyn Frank


Elijah (Elijah) — Bianca 873

4º livro da série Nightwalkers

Personagens: Elijah & Siena

Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers — seres noturnos que vivem nas sombras da lua. Um deles é Elijah, guerreiro poderoso e implacável, que venceu todas as batalhas em que lutou... Até agora!

Dado como morto, Elijah é descoberto pela mulher que poderia muito bem aplicar-lhe o golpe final: Siena, a rainha Licantropo.

Depois de séculos de lutas, uma frágil trégua instalou-se entre os Licantropos e os Nightwalkers.

Agora, o guerreiro Elijah se defronta com outro tipo de batalha: conquistar o coração de Siena. E enquanto dois inimigos seculares se tornam amantes inseparáveis, uma nova ameaça se aproxima, um perigo que tem o poder de destruir a todos.

No território licantropo, Elijah é torturado e deixado para morrer; mas ele é salvo por Siena, a própria Rainha licantropo, que reconhece a ameaça iminente de guerra: Ruth e Mary armaram uma cilada para destruir de uma só vez os demônios e os licantropos, mas Siena decide cuidar pessoalmente de Elijah.

Com Samhain se aproximando, Elijah e Siena não conseguem resistir um ao outro. Porém, os demônios não aceitariam a quebra de um tabu tão grande, não mais do que os licantropos aceitaram seu maior inimigo como rei.

Minha opinião:

Quem leu Gideon soube imediatamente quem era o casal do livro seguinte, afinal, onde há fumaça, há fogo.

Elijah é um dos personagens que, desde que apareceu, chamou a atenção. E a espera valeu a pena. Nos outros livros, ele era um pouco calmo demais, brincalhão demais, mas aqui, Siena apronta todas, levando o coitadinho à beira do desespero.

Siena sabe que tem muito a perder se aceitar Elijah — ela viu o que o relacionamento dos pais fez aos pais e, em longo prazo, com os licantropos. Afinal, o pai dela era um alpinista social que não sossegou até conseguir a sonhada guerra com os demônios, e o povo de Siena não guarda boas lembranças. Por outro lado, ela tem muito a perder — o único parceiro que poderia ter alguma vez — se não aceitar Elijah. Mas há o problema com a lealdade dele: e se os licantropos e os demônios guerreassem, como ele poderia escolher um lado e não o outro?

A apreensão de Siena beira a irracionalidade, mas não posso culpá-la: de modo geral, ela é uma das personagens mais lógicas da série. Se o problema dela fosse apenas com a perda automática de soberania — felizmente para ela, a sociedade licantropo tinha uma tradição matriarcal —, seria fácil ficar mais do que aborrecida com ela, mas no fundo, ela teme ser dominada e ter a personalidade apagada, como aconteceu com a mãe.

Achei a falta de notícias de Elijah um tanto preocupante — não custava nada achar um bicho qualquer na floresta e enviar uma notícia. O fato de apenas Ruth e Mary serem traidoras também é um pouco incoerente: se Ruth estava nisso para se vingar de Jacob pela morte do parceiro druida de Mary, é de se considerar que haveria outros demônios igualmente furiosos e desejosos de vingança. Eu não acho que eles fossem particularmente apegados a Noah, considerando que o rei demônio, seja ele quem for, era o responsável por dar apoio ao Executor. De qualquer forma, isso não diminui a qualidade, mas é algo que claramente não foi considerado.

Dark Skye — Kresley Cole


Dark Skye (não publicado no Brasil)

15º livro da série Immortals after Dark

Personagens: Melanthe “Lanthe” & Thronos Talos

Eterna obsessão

Quando era garoto, Thronos, Senhor de Skye Hall, amou Lanthe, uma travessa menina Feiticeira que o fez questionar tudo sobre seu clã Vrekener. Mas quando ambos foram pegos em meio a guerra de suas famílias, a tragédia os atingiu, fazendo de Thronos e Lanthe amargos inimigos. Apesar de séculos terem se passado, nada pode esfriar sua fervente necessidade pela bela feiticeira que marcou seu corpo — e deixou uma marca ainda maior em sua alma.

Ânsia infinita

Lanthe, uma feiticeira outrora formidável que luta para reclamar seus dons, busca amor e aceitação em todos os pretendentes imortais errados. Mas ela nunca esqueceu de Thronos, o magnífico garoto de olhos prateados que a protegeu até ela ser arrancada da segurança de seus braços. Uma angustiante noite mudou tudo entre eles. Agora ele é um notório senhor da guerra com uma vendeta de sangue contra Lanthe, caçando-a implacavelmente.

Pode o calor do desejo queimar mais que a vingança?

Com suas famílias imersas em conflito e batalhas sendo travadas ao seu redor, irão Thronos e Lanthe sucumbir ao caos brutal que ameaça tudo que eles amam? Ou o vínculo frágil que eles formaram há tanto tempo despertar uma paixão forte o bastante para suportar mesmo as dúvidas mais sombrias?

Lanthe é mais uma imortal aprisionada pela Ordem. O único ponto positivo da situação é estar a salvo dos Vrekeners que queriam matá-la a mando de Thronos, o príncipe que passara de melhor amigo de infância a arqui-inimigo. Mas, quando Thronos se deixa capturar e a ilha da Ordem é explodida, Lanthe tem pouca escolha além de segui-lo como prisioneira.

Mesmo depois de tantos anos, Thronos ainda se ressente das ações de Lanthe. Indeciso sobre abraçar a própria sorte e tomá-la como parceira ou matá-la, ele planeja levá-la para casa e, no caminho, fazê-la pagar por todas as injustiças contra ele. Mas Lanthe não era impressionável e influenciável como as fêmeas Vrekener, então ele teria um longo desafio pela frente...

Minha opinião:

(A filha pródiga à casa torna... ou algo assim. Eu sei que descumpri minha promessa, então me desafiei a atualizar o blog todo dia a partir de hoje e até janeiro, como pedido de desculpas).

Minha ideia inicial era fazer a resenha de Dark Skye bem (mas bem mesmo) antes. Com certeza antes do lançamento de Sweet Ruin, mas tive um pequeno problema. Não foi só bloqueio ou falta de inspiração — ou, a longo prazo, falta de leitura —, mas uma coisa muito mais preocupante: eu não tinha palavras para falar do livro.

Alguns podem se perguntar como isso aconteceu. Bem, Dark Skye é atribulado. É o tipo de livro com um monte de viagens — assim como o do Cade e Holly e Sweet Ruin —, e descobertas que impactarão o andamento da série, mas o relacionamento de Lanthe e Thronos se resume a:
Lanthe: Thronos...
Thronos: Cala a boca, vagabunda.
Lanthe: Olha aqui, eu...
Thronos: Qual parte de “cala a boca” você não entendeu, vadia?
Lanthe: Ei!
Thronos: Mas é claro que é vadia. Só que nenhuma puta gosta de ser chamada de “puta”, não é?
Lanthe: Escute aqui...
Thronos: “Escute aqui” coisa nenhuma! É puta sim! Agora seja uma boa puta e fique quietinha enquanto eu termino essa lobotomia aqui...
Faz algum tempo que eu percebi que os mocinhos da Kresley Cole estão se tornando misóginos — mais ou menos desde que eles começaram a ser sequestrados pela Ordem, lá pelo livro da Regin —, então Declan Chase, Lothaire, Uilleam MacRieve e Thronos Talos têm uma existência triste e traumática, descontam tudo nas mocinhas e atingem graus diferentes de redenção em pontos diferentes do livro. Alguns deles são ogrinhos perdoáveis, ogrinhos não perdoáveis ou ogrinhos FDP e desgraçados, porém charmosos. Thronos não é perdoável e o trauma dele não é suficiente para explicar a ladainha do “ofenda sua parceira e se faça de vítima quando ela te ofender de volta”. Declan, Lothaire e Uilleam tinham parceiras idealizadas, então eles se encontrarem com Regin, Elizabeth e Chloe foi chocante, e os preconceitos levaram a melhor. Thronos, porém, não tinha esse problema: ele conhecia Lanthe, sabia a extensão do trauma dela (ver a família ser assassinada pelo pai dele) e ouviu os rumores sobre ela ser uma feiticeira sem poderes devido às repetidas mortes de Sabine. Ele vivia em Skye Hall, rodeado de feiticeiros aprisionados e convenientemente se manteve cego. Ele reclamava de tudo sobre Lanthe, e passou séculos angariando “conhecimento” sobre as atividades “nojentas” dela, e não perdeu um minuto antes de esfregar todos os pecados — e o livro é bem claro ao falar do código de conduta dos Vrekeners, eles são quase fanáticos religiosos e muito puritanos — dela na cara dela. Tudo o que ela faz é ofensivo. E o que deveria ser o motivo de discórdia — o fato de Lanthe tê-lo aleijado quando eles eram crianças (e quando ela viu os pais e Sabine mortos pelo pai dele) — não foi. Mas aí vocês se perguntam: o que foi, então? Ora, a liberdade sexual de Lanthe. Thronos se ressentia do fato de que ela, solteira, feiticeira (ou seja, sem parceiro pré-destinado), no cume da sexualidade, tivesse tido amantes, enquanto ele, Vrekener, puritano e santimonial, não podia fazer o mesmo.

Diante disso, eu não entendo como alguém como Lanthe consegue ficar mais de um segundo com Thronos. Tudo bem que o amooooorrrrr é cego (surdo, mudo e burro também), mas ela perdoar as ofensas dele sem fazê-lo rastejar, esfregar a cara no chapisco, catar coquinho na descida e ir plantar batatas, me deixou soltando fogo pelas ventas. Ela ter reclamado das ofensas e dado um grito de liberdade (“Fiz tudo isso mesmo, sim, e faria de novo se fosse o caso!”) foi motivo de pouca satisfação. Eu terminei o livro querendo que ela desse às mãos a Vitoria Douglas e arrumasse um homem gostoso, maravilhoso, rico e bom de cama que lhe desse valor pela que ela é. Sério, Lanthe é sensível e divertida, o tipo de pessoa que a gente olha na nossa realidade e pensa: “Nossa, mas esse cara vai sugar até a alma dela”. E vai mesmo. No caso de Thronos, literalmente, já que ele planejava tirar os poderes dela, mesmo sabendo que os feiticeiros viam os poderes como uma espécie de alma.

O ponto positivo, além de Lanthe, é a longa viagem que eles fizeram tentando voltar para casa: Lanthe e Thronos acidentalmente descobrem algumas dimensões perdidas, uma delas intimamente relacionadas à Shadow’s Claim: o ataque de Bettina e as consequências dele, a aparição de Gourlav — o pretendente medonho que Trehan mata —, a fúria de Morgana e a participação de Nïx... Tudo isso atinge um clímax aqui, já que nosso pobre ignorante mocinho não faz ideia que haviam feiticeiros sendo ameaçados, caçados e assassinados e é chamado sem nenhuma gentileza para a realidade que estava acontecendo bem diante dos olhos dele e ele era cego demais para ver.

Aliás, Nïx começa a entrar de cabeça na Acessão; esse tem sido um projeto antigo, já mencionado no primeiro livro da série, mas é aqui que ela começa a jogar sujo e a explicar por que estava fazendo aqui tudo. E para fazer o que ela precisa, Nïx conta com a ajuda de Riora — a deusa que ajuda Sebastian e Kaderin a se acertarem.

Outra questão é o aparente salto no tempo: apesar de um ano ter se passado entre The Warlord Wants Forever e Pleasure of a Dark Prince, parece que um longo, longo tempo se passou de Pleasure a Dark Skye, já que os gêmeos de Cade e Holly já nasceram e tem três anos... Pode ser que minha matemática esteja errada, mas eu não estava esperando essa mudança tão grande.

Para resumir: eu podia ter passado esse livro sem o Thronos. Vale à pena ler pela Lanthe, já que ela segura a história toda.

MacRieve — Kresley Cole


MacRieve (não publicado no Brasil)

Personagens: Uilleam MacRieve & Chloe Todd

14º livro da série Immortals After Dark

Uma fera atormentada

Uilleam MacRieve acreditava ter se livrado dos fantasmas de sua infância. Mas quando uma brutal tortura o faz reviver aquelas antigas agonias e destrói seu instinto Lykae, o orgulhoso escocês cobiça a ignorância da morte. Até encontrá-la — uma jovem humana tão espirituosa e corajosa que o tira da beira do abismo.

Uma beldade acorrentada

Sequestrada para ser leiloada, Chloe Todd é forçada a entrar como escrava em um mundo aterrorizante de monstros e lendas. Oferecida a criaturas sombrias, teme não sobreviver à noite. Até ser clamada por ele — um imortal perverso com olhos de partir o coração, cujo toque transforma seu sangue em fogo.

Uma lua cheia se aproxima

Com inimigos os circulando, MacRieve leva Chloe para o castelo isolado de sua juventude nas Terras Altas. Mas uma vez que ele se deita com ela, sua parceira sensual se transforma em algo mais que humano, suscitando seu passado selvagem e testando sua sanidade. À beira da lua cheia, poderá ele conquistar seu pior pesadelo e salvar Chloe... dele mesmo?

Uilleam MacRieve tem um passado trágico, um presente miserável e um futuro inexistente. Arrematar a filha de seu maior inimigo em um leilão era a melhor maneira de atrair a atenção de Preston Webb e fazê-lo sair da toca. Quando sua vingança contra Webb estivesse completa, ele estaria livre para morrer, já que não havia chance de encontrar sua noiva. Ou era o que ele pensava...

Chloe Todd é uma aspirante a campeã olímpica ignorante das atividades reais do pai, assim como de seu lado imortal. Quando começa a mudar e seu pai some sem nenhuma explicação, e com apenas um livro descrevendo uma porção de seres míticos a única fonte de respostas, ela sabe que precisa encontrar uma maneira de evitar a transformação em... Algo.

MacRieve oferece conforto e segurança a Chloe, assim como toda a deferência que ela merecia. Só havia uma coisa que atrapalhava sua paz de espírito: Chloe era humana, e MacRieve queria encontrar uma maneira de torná-la imortal. Mas pode ser que ele não estivesse pronto para em que ela poderia se transformar.

Minha opinião:

Minha relação com livros da Kresley Cole é assim: link para o ebook é colocado, eu clico em “comprar” e espero dar meia-noite da data de lançamento para meu Kindle operar um milagre e eu poder ler. E geralmente no dia seguinte, ou no final da semana, eu tenho a resenha pronta, porque leio de uma sentada só.

Com MacRieve foi um pouquinho diferente. Porque MacRieve é um grande babaca.

Eu sei que alguns personagens da tia Kresley tem um pequeno problema... um é um vampiro enlouquecido, uma é uma meio vampira boba, outra é uma valquíria sem sentimentos, outro é um (ex) Casanova, um é um vampiro ainda mais maluco que o primeiro, outra uma valquíria com TOC e por aí vai. Lothaire foi o que mais se aproximou de ser babaca, mas ele pelo menos tinha o benefício de acreditar que Elizabeth não era sua Noiva, o que o isentava de ser legal. Este não é o caso de MacRieve; ele sabe muito bem que Chloe era sua parceira e não perde a chance de fazer a vida dela num inferno, pois ela se revela um demônio do sexo. Mesmo sabendo a história dele com os Ubus, não consegui sentir a menor simpatia por ele. Uma coisa é ser torturado, outra é ser um idiota.

Olhos estreitados, sua voz começou a vibrar de raiva.
— Decapitei as últimas cinco súcubas que encontrei. Continue falando merda e será a sexta!

Will riu, rude.
— Não recebeu a mensagem, devoradora de homens? O que tipos como você jantam não pode ser encontrado em uma cozinha.

— Você logo aprenderá a querer [se alimentar de sexo]. Tipos como você não gostam de fazer nada além de se alimentar. Parasitas, todos vocês. E não se esqueça que seus olhos estavam revirando essa manhã enquanto você me chupava.

O triste é que até Chloe se transformar, Will agiu muito, muito bem, fazendo o possível para seduzi-la para que ela decidisse ficar com ele. Aí, ela se transformou — e ele também. E sim, ele se arrepende amargamente do modo como a tratou, mas não por tempo suficiente, na minha opinião.

A sorte é que, se MacRieve deixa a desejar, o mesmo não pode ser dito de Chloe. Ela é mais uma das mocinhas fortes de Kresley Cole, e tem um monte de cicatrizes para provar. Para azar dela, todas as cicatrizes somem quando ela se torna imortal. A diferença entre Chloe e Fiore — a súcuba que seduziu Will — é tão gritante que eu passei o livro inteiro me perguntando como ele conseguiu ser tão obtuso. E não se é pior ou não, mas o Instinto dele, o espírito de lobo que todos os Lykae tem — e que assustou/intimidou Emmaline, Mariketa e Lucia — foi a voz da razão enquanto MacRieve se divertia sendo um idiota.

O mesmo não pode ser dito de Munro, o irmão gêmeo cavaleiro-de-armadura-de-prata de Will. Apesar de saber que ele também tem o gene para babaquice, eu torço muito para que o livro seguinte — bem, depois de Dark Skye — seja o dele. Não apenas Munro se envolveu numa situação dramática, mas para ser honesta, ele merece um final feliz.

A turma de Lykaes que dá as caras — nenhum dos três protagonistas aparece — também tem potencial. Desde os órfãos Ben e Ronan a Cassandra e Madadh, o Cão Louco das Terras Altas (e se isso não for nome de futuro protagonista, nada mais é), todos os Lykae são ótimos. Além disso, Loa, a sacerdotisa vudu, Malkom *se abana* e, claro, Nïx, dão as caras — e, Nïx sendo Nïx coordena tudo por motivos ainda obscuros. Outro personagem que também dá o ar da graça é Calder Vincente, o único guarda decente na prisão da Ordem.

Tirando o comportamento de MacRieve, o livro é ótimo — e eu só não fiquei mais satisfeita porque ele não sofreu por muitas páginas a respeito de como se comportou com Chloe, mas me tranquilizo, sabendo que ele não vai escapar facilmente. Finalmente a questão com a Ordem parece estar se resolvendo, e novos vilões sendo introduzidos. Agora, é só esperar a resenha de Dark Skye, que também demorei a ler e digerir.

Shadow’s Claim — Kresley Cole


Shadow’s Claim (não publicado no Brasil)

Personagens: Trehan Cristian Daciano & Bettina

13º livro da série Immortals After Dark
1º livro da série The Dacians

Ele não será negado

Trehan Daciano, conhecido como Príncipe das Sombras, passou a vida servindo seu povo — atacando à noite, quietamente executando qualquer ameaça a seu reino. O espadachim frio e disciplinado nunca quis nada para si — até abraçar Bettina, a protegida tutelada de dois dos vilões mais temidos do Lore.

Ela está ligada a outro

Desesperada para ganhar a aprovação dos guardiões depois de um erro terrível, a jovem Bettina não tem escolha além de casar com o pretendente que prevalecer — mesmo tendo perdido o coração para outro. Mas um competidor letal, um misterioso espadachim encapuzado, invade seus sonhos, tentando-a com prazer proibido.

Uma batalha por seu corpo e alma

Mesmo se Trehan sobreviver às competições punidoras para clamá-la como esposa, a verdadeira batalha pelo coração de Bettina ainda está por vir. E libertar um milênio de necessidade selvagem assustará sua Noiva — ou avivar os desejos de Bettina a ponto de febre...

Um ataque de Vrekeners — inimigos dos Feiticeiros — roubou a liberdade e a independência de Bettina, a futura rainha dos demônios da Morte. Sem poderes e fraca demais para se defender, Bettina concorda com um torneio mortal aberto a todas as espécies do lore, no qual o vencedor ganharia o trono e a mão da princesa, mesmo que seu coração pertencesse a outro — Caspian, o melhor amigo.

É justamente enquanto estava buscando o demônio Caspion que Trehan encontra sua Noiva. O demônio havia quebrado as regras da Dacia, e fugido do reino depois de jurar que não o faria — sob pena de morte. Mas para Trehan não é fácil aceitar que sua Noiva o confundira com outro como não tentava fazer o mínimo esforço para amá-lo.

Apesar de tudo e sabendo que se fosse visto nunca mais poderia voltar para casa, Trehan decide tomar parte no torneio, sabendo que era o único que não estaria competindo pela coroa, mas pela mão da princesa... Pelo menos até o demônio que Bettina pensava amar também entrar na disputa.

Minha opinião:

Eu estava tendo faniquitos para ler esse livro. Porque achei o Trehan muito quietão em Lothaire — e todo mundo sabe que os quietinhos são explosivos — e pensei que o vampirão de olhos vermelhos apareceria e brilharia na subsérie The Dacians, eu mal via a hora de esse livro ser lançado.

A espera foi longa, mas valeu a pena. Trehan é um personagem maravilhoso, reúne muitas qualidades de vários outros personagens que Kresley Cole criou; ele é honrado, justo, honesto, inteligente, protetor, sexy... É de fazer qualquer mulher perder a cabeça, o coração e querer dar tudo para ficar com ele, mesmo que por cinco minutinhos. Também o menino é teimoso, perseverante e muito bom de briga — com punhos, com espadas, com Vrekeners e outros seres menos legais, enfim, fale uma modalidade e Trehan é MARA.

Já a Bettina... Então, ela é novinha — acabou de entrar na casa dos 20, fazia faculdade de design e teve a autoestima minada por um ataque que lhe roubou seu poder — ela é a Rainha de Copas (bem, de Corações, mas “Copas” soa tão melhor, não?), só que os Vrekeners a deixaram sem ele, que para um feiticeiro, é quase roubar a alma. *medo* Então, ela não se conhece e como consequência, faz uma série de escolhas estúpidas e enfia os pés pelas mãos. Olhando por esse ângulo, ela não tem nada a ver com nenhuma das mocinhas dos livros anteriores — talvez com Holly, mas mesmo assim a semelhança é mínima, porque ela logo pegou o jeito da coisa —, só que também ela precisou de coragem para enfrentar os problemas.

Os padrinhos de Bettina são duas figuras! O resumo diz que são dois vilões, mas não senti a vibe de maldade de nenhum deles. Bem, talvez de Morgana, a Rainha dos Feiticeiros — literal e figurativamente —, pois ela já tinha sido descrita em Kiss of a Demon King. Mas Raum é uma fofura, a figura paterna que Bettina praticamente não teve. Aliás, ele e Morgana se odeiam e vivem às turras — senti o amor no ar. Salem, o fantasma aprisionado que funciona como babá e espião também é uma criatura à parte — e totalmente merece ganhar um corpinho para estrelar um livro. Falando em vilões, La Dorada é mencionada, já semeando o que pode ser um ponto de partida para um livro e com certeza o que será uma briga muito feia.

Lothaire e Nïx tem poucas cenas, mas os dois brilham sendo eles mesmos. Nïx brinca de esconde-esconde e Lothaire... Bem, ele é Lothaire:


As sobrancelhas de Trehan se arquearam.
— O que está sugerindo, que eu a sequestre? Como você recentemente sequestrou o rei dos Forbearer? E sua Noiva antes dele?
Lothaire estalou os dedos.
— Exato!
 
Os outros primos candidatos a herdeiros do trono da Dacia são figuras a parte. Eu me pergunto qual deles é o próximo protagonista. Sabine aparece e Lanthe é mencionada — a última vez que ela apareceu foi em Demon from the Dark.

Apesar da atmosfera diferente os outros livros da série Immortals after Dark, Shadow’s Claim é uma excelente leitura: o estilo marca registrada de Kresley Cole está presente, e agora eu quero saber como os eventos da história influenciarão os próximos.

Demon from the Dark — Kresley Cole


Demon from the Dark (não publicado no Brasil)

Personagens: Carrow Graie & Malkom Slaine

10º livro da série Immortals After Dark

Um perigoso demônio a que ela não pode resistir...

Malkom Slaine: atormentado por seu passado sórdido e atormentado por fomes vampirescas, é empurrado ao limite pela beldade de olhos verdes sob sua guarda.

Uma bruxa enlouquecedora que ele deseja clamar...

Carrow Graie: escondendo suas próprias dores, ela vive apenas para a próxima festa ou brincadeira. Até que ela encontra um guerreiro torturado que vale a pena salvar.

Presos numa prisão selvagem...

Para sobreviverem, Malkom precisa libertar o demônio e o vampiro dentro dele. Quando ele se tornar o pesadelo que seu próprio povo temia, perderá a mulher que deseja de corpo e alma?

A bruxa Carrow Graie era uma dos vários imortais capturados pela Ordem, uma sociedade humana cujo objetivo era destruir todos os seres do Lore e que aparecia durante a Adesão. Sem poderes e à beira de ser torturada para que os humanos descobrissem como usar seus poderes contra os imortais, Carrow aceita cooperar em troca de ser libertada junto com a prima Ruby, de quem se tornara guardiã durante um ataque da Ordem.

Ela recebe a missão de ir até a dimensão Oblivion e trazer para a Ordem o Scârbă — demônio transformado em vampiro — Malkom Slaine, famoso por ter conquistado e traído a amizade do príncipe Kallen, herdeiro dos demônios Trothan. Sem escolha, Carrow parte, sabendo que poderia não voltar. Ao chegar ao Oblivion, a surpresa: o vemônio Malkom a queria, pois ela era parceira para a metade demônio e Noiva para a parte vampiro. Exceto que Carrow não queria saber de relacionamentos, ainda mais com um demônio tão violento.

Pelo menos até que Malkom se mostra capaz de tratá-la como um tesouro: aí a bruxa espevitada se derrete toda. Mas ainda havia a questão de ela precisar trair a confiança, e como o próprio Malkom faz questão de contar, ninguém que o engana vive durante muito tempo...

Minha opinião:

Eu queria muito saber como a amiga louca da Mariketa (Wicked Deeds on a Winter’s Night) se sairia como mocinha, com aquela história de compromisso e tal. E não é que, aos trancos e barrancos, a Carrow conseguiu? A última vez que ela foi vista, foi no final de Pleasure of a Dark Prince, sendo sequestrada. E agora chegou a vez de a gente saber para que.

No início, ela não quer saber de compromisso nem de responsabilidade, mas a aparição de Ruby muda tudo. Ela tenta se acostumar a ser mãe adotiva, e isso implica em assumir responsabilidades; ela tem dúvidas, mas não hesita, e decide dar a Ruby a família que ela não recebeu dos pais. Isso significa ir para um lugar desconhecido e trazer uma fera para nosso mundo. Exceto que a fera é um doce. *suspira*

O Malkom é... Nossa! Torturado, atormentado, solitário, incompreendido e muito, muito carente. As interações dele com a Carrow, bem no começo, são ótimas, porque ele acha que está fazendo o certo, e ela não consegue disfarçar o desgosto — é uma coisa meio homem das cavernas:

Malkom não sabia por que ela tinha sido exilada naquele deserto; ele sabia que ela era muito sortuda por ter um braço forte para protegê-la lá, considerando sua natureza frágil e poder inconsistente.
Talvez ela precisasse de um símbolo para fazê-la lembrar do quanto precisava dele.
Assim que ela de alguma forma enfiou os pés inchados e calejados nas botas, ela viu um borrão se mover na fumaça ao seu lado e ouviu um baque. Alguma coisa tinha aterrissado dois metros mais longe, e não estava se movendo.
E agora? Exalando irritada, ela se inclinou.
Olhos que não viam a encaravam. Ela se precipitou para trás, tropeçando no toco e caindo sentada. Lá estava a cabeça de um dos ghouls da noite anterior, a garganta cortada, lodo ainda escorrendo das artérias serrilhadas.
Ela olhou para cima, apertando os olhos através do miasma, detectando uma forma grande na montanha acima dela. O demônio.
 
Além disso, as primeiras interações referentes ao sexo são ótimas. Eu fiquei imaginando a cena:

— Sem mordida. — Ela apontou para o pescoço, então para as presas dele enquanto sacudia a cabeça vigorosamente. — Morder... nãããããoooo.
Ele lhe deu um olhar de descrédito, claramente a compreendendo — e não gostando. (...)
— Sem mordida, demônio. (...) Okay. Acho que entendo. Manhã, meio-dia e crepúsculo. Isso representa um dia?
Ele levantou dois dedos.
— Dois dias? Sem morder? Sem chance, demônio. — Ela levantou oito dedos.
Com um rosnado de advertência, ele levantou cinco.
Perfeito. Quando ela assentiu, ele colocou a mão no peito, com cara de dor. Ele havia acabado de jurar que não a morderia. Apesar de que essa era obviamente uma grande concessão para ele.
Ela podia confiar em seu juramento? Em sua situação, ela tinha que confiar no demônio até certo ponto, tinha que acreditar que ele não a morderia.
A próxima condição não seria tão fácil.
— Sem sexo.
Sem entender, ele deu de ombros, então fez sinal para ela se apressar.
Como dizer sexo? Como representar sexo?
— Ah, deuses, vocês realmente vão me obrigar a fazer esse gesto? — Ela fez um sinal de ok com uma mão, então enfiou o indicador da outra mão nele.
De olhos arregalados, ele assentiu entusiasmado.
Até ela fazer de novo, dizendo:
— Sexo nããããooooo. NÃO.
Ele rosnou, batendo no peito com o punho de novo.
 
E ainda há o fato de sempre que Carrow ou Ruby o tratam bem ou abraçam, Malkom não saber o que fazer, como reagir. Aliás, ele se torna uma figura paterna para Ruby e ela quer exibi-lo para todos. É muito fofo!

Como companheiros de cela de Carrow e Malkom na Ordem, temos Lothaire — sim, ele aparece de novo — e Lanthe, a irmã de Sabine de Kiss of a Demon King. A aparição de Thronos deixa tudo pronto para o livro deles, e preciso saber qual é a história deles agora. E ainda há a participação especial dos Worth, Nikolai e Conrad.

Demon from the Dark compartilha algumas cenas com Dreams of a Dark Warrior, mas nada que atrapalhe, pois Kresley Cole as escreveu de pontos de vista diferentes, e o resultado é que não ficou cansativo. Os livros se passam simultaneamente, e dessa forma, é possível saber o que aconteceu com Regin e Carrow durante o ataque de La Dorada.

Enfim, para quem gosta de livros românticos, com aventuras, A Bela e a Fera e histórias com tema os opostos se atraem, Demon from the Dark é uma ótima pedida! Agora, para a felicidade ser completa, só falta alguma editora brasileira se interessar e publicá-los aqui.

Kiss of a Demon King — Kresley Cole


Kiss of a Demon King (Não publicado no Brasil)

7º livro da série Immortals After Dark

Personagens: Rydstrom Woede & Sabine

Com um beijo, ele sabia que ela seria sua rainha...

Sua obsessão: a feiticeira que rende seu corpo, mas não seu coração.

Depois que Sabine, a Rainha das Ilusões, seduz e prende Rydstrom Woede em sua teia, o implacável guerreiro luta para resistir a sua sedução. Mas a feroz natureza do demônio deseja seu corpo delicado e não será negada. Mesmo que Rydstrom planeje escapar, ele ainda pretende clamar Sabine como sua — em seus termos.

Sua queda: o demônio marcado em batalhas que jura mantê-la a todo custo.

Quando Rydstrom é libertado, ele abduz Sabine, virando o jogo. Agora é ela que luta para resistir a seu delicioso tormento. Com cada implacável encontro, Sabine anseia por mais que seu impiedoso adversário.

Eles não deveriam querer o outro tanto...

Se eles puderem derrotar o inimigo sinistro que os separa, Sabine fará o derradeiro sacrifício para salvar seu demônio? Ou o orgulho rei desistirá de sua coroa e armas para manter sua feiticeira?

O trono do rei dos demônios da raiva foi roubado por um feiticeiro há mil anos. O feiticeiro se aproveitou do fato de que o rei Rydstrom Woede precisou se ausentar para lutar contra os vampiros da Horda e o herdeiro, o príncipe Cadeon, se recusou a obedecer ao irmão e proteger o reino. Agora, exilado, Rydstrom tem a última chance de lutar contra Omort e vencer, desde que entregasse a Receptáculo — uma fêmea do lore que daria a luz um poderoso guerreiro do bem ou do mal, dependendo de quem fosse o pai — ao meio-irmão de Omort, outro feiticeiro conhecido por suas maldades. Em troca, Groot daria a Rydstrom uma espada que, empunhada por um Woede, mataria o feiticeiro que diziam que era impossível matar.

Porém, no meio do caminho para se encontrar com o irmão Cade e a Receptáculo, Rydstrom é enganado e sequestrado pela meia-irmã de Omort, Sabine, a quem chamavam de Rainha das Ilusões. Conhecida no lore por ser tão má quanto Omort, ela precisava de Rydstrom para reclamar o trono de Rothkalina para si, através do casamento e do nascimento do herdeiro dele. A princípio, Rydstrom se recusa a acreditar que aquela era sua fêmea destinada, mas diante da reação do próprio corpo, sabe que Sabine era, de fato, sua.

E então começa um jogo de rato e gato em que havia muito em risco para se perder. Não demora muito para que Rydstrom receba ajuda inesperada para fugir, levando Sabine e disposto a dar vazão a toda sua sede de vingança, mesmo apaixonado por ela — mas talvez ele tenha que escolher entre ela e o reino.

Minha opinião:

Kiss of a Demon King se passa ao mesmo tempo em que Dark Desires after Dusk. É aqui que podemos saber o que houve com ele entre o sequestro e a reaparição retratada na livro de Cade e Holly.

Esse é um casal completamente oposto: Rydstrom é um demônio da raiva que adora a razão e faria tudo para reclamar seu trono e libertar o povo das atrocidades de Omort. Dizem que ele nunca mente, nunca quebra um juramento e é um exemplo de macho honrado, mas tudo isso muda quando Sabine coloca o mundo dele de cabeça para baixo. Então, ele começa a imaginar em como salvar o reino e como salvá-la da própria maldade, sem pensar que talvez fosse impossível ter os dois.

Sabine é totalmente diferente das outras mocinhas. Ao passo que Myst, Emma e companhia são exemplos de honra e lutam pelo bem, Sabine luta por si mesma e pela irmã, Lanthe. Ela é mentirosa, maquiavélica, sem nenhum princípio moral... Mas gostei dela. Não como gostei de Kaderin e Néomi, mas gostei. Pelas experiências que ela teve na vida — ver os pais serem mortos quando tinha doze anos e ser assassinada inúmeras vezes só sendo ressuscitada pelo poder de Lanthe, ser usada por todos que se aproximavam dela —, seria difícil Sabine ser diferente do que ela é, como aquelas mocinhas de novela que apanham da vida e acham graça em tudo.

Omort é, até agora, um dos vilões mais nojentos que Kresley Cole criou. Foi impossível não torcer para que o feiticeiro do mal morresse e fosse parar na parte mais quente do inferno. E ainda há Hettiah, a meia-irmã parecida com Sabine com quem ele tinha um caso, já que não podia ter com Sabine.

A irmã de Sabine, Melanthe, é ótima. Ela tem um segredo de infância, lê livros de autoajuda para superar a dor de ter perdido o homem que amava, e só era leal a Sabine. Espero que Kresley Cole escreva logo o livro dela e do Thronos.

Nïx e Lothaire, que teve uma única aparição em A Hunger like no Other, estão de volta, como dois generais nos exércitos de Vertas e Pravus — bem e mal, respectivamente. Nïx aproveita para mover as peças em um complicado jogo de xadrez e Lothaire não perde a chance de manipular Rydstrom para ter o que quiser.

Além de ser uma boa leitura — há pessoas que não gostaram do livro, e reconheço que, comparado a outros, Kiss of a Demon King não é tão bom —, este livro é muito útil para a compreensão da série como um todo — o que é o tal Poço das Almas? —, além de influenciar diretamente nos acontecimentos de Dreams of a Dark Warrior e Lothaire.

Dark Desires After Dusk — Kresley Cole


Dark Desires After Dusk (Não publicado no Brasil)

6º livro da série Immortals After Dark

Personagens: Cadeon “Cade” Woede & Holly Ashwin

Um implacável demônio mercenário. Uma adorável jovem mestiça.

No escuro, não há como escapar do desejo.

Uma beldade sedutora que ele nunca poderá ter, mas a quem não pode resistir...

Cade dos demônios da raiva não vai parar para reparar pela única injustiça que o perseguirá para sempre. Mas uma vez que ele protege a chave para sua redenção, a mestiça Holly Ashwin, Cade descobre que a mulher que pensou que poderia usar para seus próprios fins e então esquecer o assombra tanto quanto seu passado.

Um guerreiro atormentado que ela devia temer, mas não pode negar...

Criada como humana, Holly Ashwin nunca soube que algumas das lendas assustadoras são reais até que ela encontra um demônio brutal que inexplicavelmente a guarda como um tesouro. Empurrada num sensual novo mundo de mito e poder, com ele como protetor, ela começa a desejar o toque malicioso do demônio.

Rendem-se a desejos sombrios...

Mas assim que ele ganhar a confiança de Holly, Cade será forçado a trair a única mulher que pode saciar suas necessidades mais selvagens — e clamar seu coração?

Séculos antes, o irmão mais velho de Cadeon Woede, o Rei Rydstrom, foi deposto do trono e o reino de Rothkalina, terra dos demônios da raiva, foi tomada pelo feiticeiro Omort que, segundo rumores, era impossível de se matar. O fato de Cade ter desobedecido às ordens de Rydstrom de defender o reino enquanto o irmão estava fora, para cuidar da família adotiva, faz Cade ser reconhecido como um covarde.

Em busca de vingança, Cade treina para ajudar o irmão a derrotar Omort. No caminho, ele se torna conhecido como Kingmaker, um mercenário que já restaurou cinco reis aos tronos roubados, mas que não pode fazer o mesmo pelo irmão. Até que o meio-irmão de Omort entra em contato, oferecendo um acordo: uma espada forjada para ser a única arma capaz de matar Omort pelo Receptáculo, a fêmea do Lore que daria a luz a um guerreiro que lutaria — e venceria — na guerra entre o bem e o mal, dependendo de quem fosse o pai.

Cade concorda em ajudar Rydstrom a conseguir o Receptáculo, uma Valquíria que, surpreendentemente, é a professora de matemática Holly Ashwin, e a fêmea destinada de Cade. Inicialmente, Cade estava decidido a aceitar o fato de que Holly era proibida por ser humana, mas agora que ele descobre que ela era Valquíria, ele conseguiria encontrar um jeito de tê-la — e a espada para matar Omort — sem perdê-la quando ela descobrisse a verdade?

Minha opinião:

Adoro mocinhos descarados e livros de aventura!

Cade é considerado descarado, devasso e pervertido — amo muito tudo isso —, mas tem mais profundidade que ele deixa as pessoas ver. A morte da família adotiva o marcou muito, e a relação para lá de turbulenta com o irmão não melhora as coisas, que só pioram quando ele descobre que uma humana estava destinada a ser dele, e por isso mesmo, ele não poderia jamais ficar com ela. Mas, quando pode, ele já havia feito a promessa de entregá-la a outro.

Holly é hilária com suas tendências obsessivas-compulsivas e as manias que vem com elas. Além de tudo, ela é virgem, e usa umas roupas que deixam Cade doidão, com a imaginação a mil. Vê-la passar de professora austera a Valquíria guerreira é muito interessante, principalmente quando ela decide não sentar e esperar por ajuda.

Por fim, com um monte de personagens secundários importantes, como Rydstrom, Nïx, Rot e Desh, Dark Desires é um dos livros mais divertidos da série.

Gideon — Jacquelyn Frank


Gideon (Gideon) — Bianca 865

3º livro da série Nightwalkers

Personagens: Gideon & Magdalegna “Legna”

Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers — seres noturnos que vivem nas sombras da lua, e que agora estão sendo perseguidos por humanos praticantes de magia negra. De repente, a batalha se torna pessoal demais para... Gideon!

Por muito tempo, Gideon resistiu ao desejo primitivo e poderoso que sente por Magdalegna, irmã do Rei dos Demônios.

O exílio então, lhe pareceu a única solução.

Até o dia em que os feiticeiros humanos dominaram seu povo, atrevendo-se a reivindicar a mulher que ele ama. Agora, o destino exige que ele intervenha... Porém a paixão poderá destruí-lo pra sempre...

Meses depois da descoberta que os druidas ainda existiam — misturados aos humanos —, Gideon percebe que Legna exibia poderes que não deveria ter com aquela idade, e decide investigar. Tendo em vista que a história dos dois não é das mais amigáveis, ele sabe que encontrará resistência, e só consegue convencê-la a permitir uma consulta particular, mas o toque com a pele dela revela uma coisa, que Gideon já sabia — Legna e ele eram parceiros e essa ligação teve início numa noite de lua sagrada dez anos antes.

Dividida entre irritada e preocupada, Legna tenta manter Gideon afastado, pois ele não era exatamente seu ideal de parceiro: velho demais, convencido demais, arrogante demais. E ainda havia a existência de Hannah e Noah, os irmãos mais velhos, afilhados de Gideon, que certamente não reagiriam nada bem com a novidade.

Mas quando um ataque contra Bella e o bebê que ela espera acontece, cabe a Gideon a tarefa de procurar Damien e Siena, o príncipe dos vampiros e a rainha dos licantropos, para descobrir de quem era a culpa. Mas, mais que antigos inimigos, a surpresa maior vem quando eles descobrem que os traidores dos demônios são usuários de magia...

Minha opinião:

Muita coisa acontece em Gideon; não apenas os personagens tem uma vendeta pessoal relacionada a palavras mal escolhidas e orgulho ferido, dois novos são inseridos, os poderes de Bella começam a demonstrar consequências, as duas novas adições à corte dos demônios são vítimas de ataques, inimigos se tornam amigos e alguns viram traidores. Ufa!

Talvez por isso este não seja o melhor livro da série — com tanto acontecendo, a relação de Gideon e Legna fica ofuscada pelos outros. Não pelos outros casais, apenas, mas pelos casais em potencial e coadjuvantes de luxo que precisam de tempo nas páginas para realizar algumas tarefas.

Além disso, há certa irritação causada pelos protagonistas. Gideon, por ser o mais velho da espécie, age como um ser orgulhoso e detentor do saber que nos impede de saber o que e como ele sente, mas tanta hesitação em se mostrar tem uma explicação plausível. Legna, por outro lado, antes tão sensível, começa a agir de maneira esquisita, como se tivesse perdido parte da personalidade, que é quando começa a se tornar trivial e buscar razões para coisas que não precisam ser explicadas.

Para os mais puristas, como eu, uma traição parece injustificada, mas tem explicação em Jacob... Explicação esta que foi cortada durante a tradução.

As peças que parecem soltas vão se encaixando, mas numa tentativa de acertar o passo para os próximos livros. O epílogo é sem graça. Apesar disso, Gideon agrada a quem gosta de uma boa dose de ação e erotismo, mas nem de longe se compara a Jacob.

Supernatural: Kane — Jacquelyn Frank


Supernatural: Kane — Não publicado no Brasil

2º livro da série Nightwalkers

Personagens: Kane & Corrine Russ

Kane sabe que Corrine foi feita para ser dele... Assim como ele sabe que possuir de verdade aquela adorável mulher humana é proibida. Mas na noite da lua de Samhain, a besta em todo demônio é mais forte que a razão, e a fome de Kane é muito mais poderosa que qualquer punição...

Em Jacob, logo após descobrirem sobre a verdade a respeito dos druidas e decidirem se casar, Jacob e Bella voltam ao apartamento que ela dividia com a irmã a fim de comunicarem a boa notícia. Mas quando eles chegam, descobrem que Corrine estava à beira da morte... Já que na mesma noite em que Bella e Jacob se encontraram pela primeira vez, Kane e Corrine também se viram e tocaram.

É a partir dessa descoberta — ou, melhor ainda, do momento em que Gideon obriga Kane a ficar com uma inconsciente Corrine — que Kane começa. O irmãozinho de Jacob foi arrancado do castigo e forçado a passar por algo que mais se assemelha à tortura psicológica — e talvez sexual. Era fato sabido que todos os demônios ficavam um pouco descontrolados durante as luas sagradas, com a libido em alta e tudo mais. Infelizmente, para manter a parceira viva, Kane teria que passar a noite inteira ao seu lado... Mas será que ele conseguiria não ceder ao impulso de “aproveitar o momento” para, hum, conhecê-la mais intimamente?

Minha opinião:

Kane é a estória de Kane e Corrine, os irmãos de Jacob e Bella e foi publicada na antologia Supernatural, que conta com Alexandra Ivy, Larissa Ione e G. A. Aiken. Por essa razão, não é um livro “completo”, isto é, é uma historinha curta, com 5 capítulos, um prólogo e um epílogo — o que deveria me deixar feliz, já que a Nova Cultural não teria chance de fazer uma mutilação muito grande, mas como eu deixei de comprar os livros da editora, fica difícil sabe a quantas a tradução daqui sairia. Enfim, isso é mais para deixar vocês informados, para ninguém sair por aí caçando o livro do Kane e não achando. :) Em uma situação normal, eu diria que Kane deveria ser lido entre Jacob e Gideon, mas Kane foi publicado entre o quinto e o sétimo livros da série. Ou seja, ser publicado aqui, desta vez não é culpa da editora. :)

Não li as outras estórias, então vou me abster de compará-las. No geral, eu gostei de Kane. Sempre fui uma das leitoras que se perguntou o que tinha acontecido entre Corrine e Kane quando eles foram deixados sozinhos — mas assistidos de perto —, então, quando Jacquelyn Frank anunciou que estaria escrevendo sobre isso, dei pulos de alegria.

Os personagens secundários são aqueles que a gente conhece e ama, apesar de terem pouca participação. Kane e Corrine são adoráveis, cada um com seus problemas, percebendo o amor que nascia entre ambos, ainda que ela se recuse a simplesmente a aceitar a idéia de que seu príncipe encantado fosse um demônio com capacidade de ler e controlar seus pensamentos — não que ele use essa habilidade contra ela.

No mais, Kane é o típico curtinho agradável. Uma boa pedida para quem quer concluir a série e matar a curiosidade.

PS: originalmente, Kane foi lançado em 2011, um mês antes de Adam, mas achei melhor listá-lo como 2º do que como 6º.

Originalmente publicada aqui.