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Personagens: Merlina “Mel” Rossi & Jake Devilla
Jake Devilla é um homem de sucesso e as mulheres o amam — à exceção de Merlina, sua assistente pessoal. Jake adora provocá-la e fazer aflorar a paixão que se esconde por baixo daquela postura tão profissional. Merlina deseja Jake com todas as suas forças, mas sabe que ele prefere mulheres magras às cheias de curvas como ela. Quando já estava farta daquele jogo, Merlina percebe uma chance esplêndida para dar uma boa lição no chefe e mostrar a ele o que andou perdendo...
O aniversário de oitenta anos do avô de Jake Devilla estava próximo, e ele queria fazer uma surpresa. Para tanto, precisava da ajuda da secretária, Merlina Rossi, a quem adorava provocar, chamando de “Mel”. Sabendo que não havia ninguém tão eficiente quanto ela, Jake pede que ela providencie um bolo falso grande o suficiente para que uma mulher loura seminua saia de dentro dele, imitando uma cena clássica de um filme que Byron Devilla adorava.
É então que Merlina tem a ideia de assumir o posto da modelo, liberando-se da própria timidez e, de quebra, também se vingando de todas as provocações de Jake. E o plano dá certo: tanto que o avô de Jake reconhece o talento de Merlina e se dispõe a ajudá-la a se vingar de Jake que, de repente, não se sente tão certo a respeito de seus sentimentos por Merlina...
Minha opinião:
Não é exagero dizer que Emma Darcy não erra a mão. E neste caso, com o tema chefe-secretária, ela acertou em cheio ao criar uma história engraçada, no qual cabe ao mocinho se esforçar para conquistar a mocinha, arrancando-a dos braços de um homem muito mais velho que tem a jovialidade de um adolescente e o charme de Sean Connery.
É muito, muito divertido ver Jake tentando lidar com o fato de sua ex-assistente preferir a companhia de seu avô que a dele, reconhecendo que tinha a mulher certa para ele o tempo todo, mas que não deu valor, e por fim, decidindo que precisava trazê-la de volta de alguma forma. Vê-lo passar de solteirão convicto a solteirão desesperado é ótimo — de uma maneira bem sádica e perversa.
Ao mesmo tempo, Mel, descendente de italianos, curvilínea, baixinha e dona de uma língua viperina, quer atormentá-lo e esfregar na cara dele o que ele perdeu. E consegue. Por mérito próprio, apesar de a ajuda de Byron, o avô de Jake, também ajudar. Aliás, Byron rouba a cena sem nenhuma vergonha. E, juntando Byron a grande família italiana de Merlina, é impossível para os dois se separarem.
Então, seus embates verbais ficam ainda melhores, porque, pela primeira vez, um mocinho tem um adversário duro na queda, que estava jogando para ganhar — não que Jake soubesse exatamente o que o avô ganharia com aquilo... Além de Merlina, é claro.
A cena mulher-saindo-de-um-bolo é razoavelmente comum, mas duvido muito que alguma das que já vi em filmes e livros cheguem perto da original:
Casamento em Perigo (Marriage in Peril) — Julia 1118
Personagens: Leonardo Giuseppe “Leo” Parini e Brooke Parini
A batalha para salvar o casamento começou... No quarto!
Brooke estava feliz, casada com o rico italiano Leonardo Parini... Até ouvir acidentalmente uma conversa que sugeria que Léo já fora perdidamente apaixonado pela esposa do irmão. Brooke não queria acreditar que seu marido maravilhoso fosse infiel, mas logo teve a dolorosa confirmação de que ele estava visitando a cunhada em segredo.
Deveria Brooke revelar a Léo o que sabia? Uma coisa era certa: o marido ainda a desejava, como nunca, o que lhe dava esperança de salvar seu casamento. Lutaria pelo homem que amava, não o aborrecendo com cenas de ciúme, mas fazendo tudo o que pudesse para seduzi-lo...
Aos vinte e um anos, Brooke se encontra casada com o italiano Leonardo Parini dias depois de conhecê-lo... Pois estava grávida. Contra todo o pragmatismo da mãe, Brooke e Leo são felizes juntos. Por cinco anos.
Durante uma visita à Itália depois da morte do irmão de Leo, Brooke escuta os sogros comentando da antiga paixão de Leo por Francesca, a cunhada que o rejeitou para ficar com o irmão mais velho, e o fato de ele não estar no escritório, mas provavelmente com a viúva de Lorenzo. Brooke se desespera, pega o carro, e dirige até Milão. Ao parar no prédio de Francesca, vê o carro de Léo estacionado.
Depois de uma noite de sexo selvagem na qual Brooke espera provar o quanto era boa amante, ambos retornam com os filhos para a Austrália, mas Brooke estava mudada — mais estressada e menos submissa... Léo estava ficando desesperado e insistente, então Brooke decide confiar o problema a mãe.
Exceto que, depois de conversar com a mulher amargurada que se divorciara duas vezes, Brooke percebe que estava sendo injusta. Mas então, por que Léo parecia tão culpado?
Minha opinião:
Casamento em Perigo é, à primeira vista, o tipo de livro que não deve passar de bobagem. E de certa forma, a falta — ou falha — de comunicação entre Brooke e Léo deixa o leitor mais otimista zangado. É óbvio que os dois se amam muito, mas os “modos italianos” de Léo — o chauvinismo, o autoritarismo, a mania de querer ser obedecido como um marido da Idade Média — e o comportamento inseguro e indeciso de Brooke mudaram aquele amor de alguma forma.
Apesar dos defeitos citados, Léo não é um cafajeste; pelo contrário, ele é um dos mocinhos mais decentes que Miranda Lee já criou. Aliás, ele é um dos italianos mais decentes a ter pisado na Terra Literária. Ele só não sabe ainda que o mundo não gira ao redor dele.
Brooke também tem defeitos, mas adorei que, mesmo insegura, ela tenha confiado em Léo — desconfiando. Isso mostrou que ainda havia respeito entre os dois — e respeito entre eles e outros personagens, porque há segredos que interferem na vida de ambos que eles não podem contar, pois não pertencem a eles.
Então, o livro que começa como uma leitura despretensiosa se mostra melhor que alguns best-sellers de centenas e centenas de páginas. É impossível não torcer para que Brooke e Léo resolvam os problemas e sejam felizes, ainda mais depois da comemoração de cinco anos de aniversário de casamento dos dois.

