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Lord of the Sea (não publicado no Brasil)
7º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Connor Merrick & Rhiannon Evans
Um diabo do mar de coração
rebelde...
A sede de perigo do Capitão Connor Merrick lhe trouxe fama e fortuna
como um dos corsários mais descaradamente bem-sucedidos da Guerra de 1812. Mas
por baixo de sua bravata, arrojo e charme, o belo capitão americano esconde um
segredo devastador, e fará de tudo para protegê-lo...
Uma bela mulher que consegue mais
do que esperava...
Rhiannon Evans anseia por uma aventura — e por um homem misterioso e
perigoso conquistá-la. No caminho para o paraíso tropical de Barbados, ela
nunca sonhou que seu coração seria capturado pelo impetuoso corsário americano
que a salva de piratas sedentos de sangue. Apenas Rhiannon pode ver o homem
real atrás da fachada de Connor. Mas quando uma tragédia acontece, poderá o
amor de Rhiannon ser o suficiente para salvar Connor de si mesmo? Ou o segredo
que ela guarda tão cuidadosamente será a ruína de ambos?
Rhiannon estava a caminho de
Barbados com a amiga Alannah Falconer Cox quando o navio é atacado por piratas.
Antes que uma tragédia acontecesse, Rhiannon e Alannah são salvas por...
Piratas? Não, corsários. Não apenas isso, mas o corsário salvador é nada mais,
nada menos, que cocunhado de Alannah. Quando Connor Merrick se oferece para
levá-las em segurança a casa do cunhado, Rhiannon não pensa duas vezes e
aceita, apesar dos protestos de Alannah.
Connor estava disposto a fazer
fortuna e se tornar uma lenda tão grandiosa quanto o pai, Brendan Jay Merrick. A
guerra contra os ingleses era a oportunidade perfeita para encontrar tesouros —
e não é que ele encontra Rhiannon? Apesar de o bom-senso dizer que ficar perto
dela era uma loucura, Connor não consegue se conter; ele nunca foi um homem de
aceitar limites, e agora estava velho para mudar...
Minha opinião:
Então, sabe aquele livro que
deixa um pouquinho deprimida quando você lê? Lord of the Sea é assim. Uma coisa aconteceu que me fez me afastar
dele por mais de três semanas, e quando eu o peguei de novo, estava chorando
como um bebê e amaldiçoando Connor — e todo mundo — por isso. Não foi
exatamente culpa dele; condená-lo é injusto. Mas condenar um mosquito é
ridículo.
Mesmo assim, escrever essa
resenha me faz querer chorar de novo — e é exatamente por isso que eu demorei
tanto para resenhá-lo.
Eu realmente gosto de Connor. E Rhiannon.
Desde a primeira vez que os vi, em Wicked at Heart, eu soube que eles eram
perfeitos um para o outro — se não, apenas para enlouquecer Damon, ter o Lobo
Negro na família. rs Neste livro, Connor não desaponta — ele é tão maluco e
atrevido aqui quanto foi lá. A diferença é que agora os leitores conhecem o
homem, não apenas a lenda.
Por ser filho de Brendan, Connor
sempre se sentiu obrigado a ser uma lenda ainda maior que o pai. Mas ele tem TDAH
e seus impulsos geralmente se colocam no caminho da melhor decisão. Quando seus
pais entram em cena, ele sente uma necessidade ainda maior de se provar aos
olhos do pai. Parece que ele é um babaca ou está inseguro do amor de Brendan,
mas Brendan é um herói. Connor cresceu
ouvindo histórias sobre isso. Ele não pode nem ler mapas, sendo inteiramente
dependente da ajuda do primo Nathan. E se alguém descobrisse?
Isso não significa que ele seja
deficiente em outros departamentos. Ele é descontraído, intenso, sedutor,
adorado por seus homens e seu interesse amoroso, Rhiannon. Eu mencionei que ela
é cunhada de Damon, e tem um grande desejo de aventura? É justamente quando ela
e Alannah — a irmã de Gray — estão indo para Barbados que Connor as salva de
piratas. Ele está atraído por Rhiannon, e sabe que deve ficar longe dela, mas o
coração quer o que quer e logo ele se casa com ela.
Por outro lado, Rhiannon quer
aventura. O Lobo Negro é tipo seu herói — e estava interessado nela, para
completar. Por que não esquecer as inibições por um tempo e ser um pouco
selvagem? Eles estavam numa ilha paradisíaca longe da civilização... Ela tinha
direito. Connor até mesmo estava disposto a ensiná-la a nadar. E a beijar. Claro,
um curioso menininho de sete anos por perto, eles estavam fadados a ser
encontrados.
Adoro como Rhiannon é
espirituosa, e como ela e Connor se complementam. Ela é a ponderação para a
inconstância dele, a ordem para o caos dele. Ela o ensina muito sobre autocontrole,
e ele a ensina muito sobre... Bem. :)
Mira, Liam e Brendan estão de
volta — as cenas em que Mira veste Rhiannon de homem e a contrabandeia a bordo
do navio de Nathan e Liam, Brendan e Gray (!) reclamando dos sintomas da
velhice (!!) são impagáveis; eu só senti falta de Elliott lá. Falando nele, seu
sobrinho Delmore — o sério-demais-para-seu-próprio-bem irmão de Colin, filho de Christian — aparece e cai a) de amores por Rhiannon e b) nas
piadas dos rapazes. Pobre Delmore. Eu o amo, ele pode ter um livro, por favor?
*olhos de cachorrinho pidão*
Há também a aparição de Kieran, o
bebê de Mira e Brendan. A boa notícia é que Kieran é um bebê crescido o
suficiente para ter seu próprio livro também. Sou toda a favor de espalhar o
amor e aumentar a família. rs Ah, falei que Maeve e Gray tiveram outro bebê também?
E que mesmo grávida, Maeve não está acima de usar um sabre para vingar/defender
a família? É momentos como esse que me faz querer que Gray e Lucien tivessem se
encontrado. Vamos, não posso resenhar um livro de Danelle Harmon sem mencionar
meu herói preferido dela.
Aquilo que eu mencionei no começo
ainda machuca, mas no final, lá pela conversa de coração aberto de Brendan e
Connor, Lord of the Sea tem a mesma sensação
de família e amor que vim a esperar dos livros da Danelle. Adorei o livro de
Rhiannon e Connor — desde o momento em que ela decide tomar chuva em vez de
procurar abrigo, e quando Connor finalmente se reconhece como o herói sempre ansiou
ser.
PS: o livro de Nerissa e Perry é
o próximo. Sabe o que isso quer dizer? Mais Lucien. Yeah!
Taken by Storm (não publicado no Brasil)
6º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Colin Nicholas Lord & Ariadne St. Aubyn
O ex-capitão da Marinha Colin Lord já teve aventura o suficiente. Agora, ele não quer nada além de deixar seu trágico passado para trás e prosseguir a carreira de veterinário em Londres.
A herdeira Lady Ariadne St. Aubyn está fugindo. Ela não quer nada além de manter um cavalo de uma rara raça de corredores a salvo do irmão esbanjador antes que ele e todos os caçadores de recompensas na Inglaterra a encontre.
Mas quando a impetuosa nobre convence o veterinário relutante a cuidar da saúde de seu garanhão igualmente temperamental, Colin e Ariadne se encontram pegos numa caçada louca pela Inglaterra regenciana onde amor, paixão — e o Cavalo Mais Rápido do Mundo — são parte do jogo.
Colin Lord estava ocupado cuidando da própria vida — e de seu paciente canino — quando Ariadne St. Aubyn aparece do nada, sequestrando-o e então o contratando para cuidar de um cavalo na viagem de Londres a Norfolk. Colin aceita e logo percebe que aquela não seria uma viagem calma, tranquila... Não enquanto Ariadne e o cavalo Shareb estivessem juntos, deixando-o louco.
Ariadne estava em fuga. Havia roubado o cavalo do irmão e não permitiria que Tristan vendesse o legado do pai para gastar mais dinheiro. Quando ela vê Colin Lord salvando a vida de um cachorro na rua, percebe que ele era tudo que ela queria. Não romanticamente. Bem, talvez assim também...
Minha opinião:
Colin Lord é o tipo de personagem que sempre dá prazer reencontrar. Sua primeira aparição foi em My Lady Pirate, apesar de ele também ter vínculos com Christian e Elliott Lord. Ainda por cima, sua família também é ligada a outras duas famílias ilustres: os Merrick-Ashtons e os de Montfortes. Impossível não amá-lo.
Contudo, não é isso que é mais amável nele. Adoro heróis atormentados e homens que demonstram uma afinidade com animais, e Colin é assim. Agora que sua carreira naval chegou ao fim — pior para eles, Colin — ele precisou encontrar algo para fazer. O que melhor do que ser veterinário?
Suas interações com os pacientes e as famílias são de aquecer o coração. Sua nova carreira é tanto um jeito de ficar perto de animais quanto de reparar — e ao mesmo tempo, se punir pelo — o erro terrível que ele cometeu na Marinha. Ariadne testa sua paciência, porém ele continua sendo o mesmo homem gentil, cavalheiresco, calmo e contido, nunca considerando esganá-la por metê-lo em problemas.
Ariadne passou a vida sendo ignorada pelo pai. Quando o homem se cansa de ela tentar conseguir sua atenção, ele a promete ao parceiro de negócios. Depois que ele morre, ela decide salvar Shareb dos planos nefastos de Tristan e foge com ele. O que ela não sabe é que procurar o noivo é ainda mais perigoso. No caminho, ela não facilita a vida de Colin; seus mimos constantes estragam Shareb e as discussões dela com um homem mais esclarecido me irritaram profundamente. Apesar disso, ela é tão entusiasmada e determinada que é impossível não gostar dela, principalmente porque sua personalidade contrastante — às vezes tímida, às vezes ousada — é irresistível.
Quanto aos companheiros, há três: Shareb — o cavalo mimado, comedor de pasteis e amante de cerveja —, Thunder, o cavalo pacífico, e Bow, um cachorro. Eu ri e morri de fofura por causa deles.
E há Tristan, na cola de Ariadne. Não consigo respeitar um homem que oferece uma recompensa para ter seu cavalo desaparecido — e não a irmã — de volta, e menos ainda um cuja irresponsabilidade levou à morte do pai e ao sumiço da irmã — de novo, a irmã que ele não paga para ver outra vez. Ele sabe que cometeu um erro e fará o que precisar para resolvê-lo. Se ele aprende com isso...
Isso posto, esse livro contém aventura e mistério. Entre tudo o que Colin e Ariadne passam juntos — causado principalmente pela teimosia deles —, eles se encaixam perfeitamente. Eles crescem devido ao que vivem juntos e tentam resolver os problemas do melhor jeito.
Eu queria ter visto mais Gray, Christian e Elliott neste livro. Não houve muito deles, mas já que o livro do Connor é o próximo, ainda há esperança de vê-los juntos.
Master of my Dreams (não publicado no Brasil)
5º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Christian Lord & Deirdre O’Devir
Inglaterra, 1775
Quando o nobre capitão Christian Lord é colocado em comando da fragata da Marinha Real HMS Bold Marauder, o disciplinado e estimado oficial inglês nem sonha que a tripulação à beira do motim será o menor de seus problemas quando ele viajar para Boston para subjugar piratas e rebeldes. Assombrado por pesadelos e um passado trágico, Christian é leal ao Rei e ao País... Mas o perigo mais grave poderá vir na forma de uma bela clandestina que secretamente planeja sua destruição.
Pois a bordo também está a sensual irlandesa Deirdre O'Devir... Determinado a vingar o alistamento forçado do irmão na Marinha Real, e agora, tão perto do canalha responsável quanto um sussurro. Mas o melhor dos planos dá errado, e quando Deirdre percebe que por trás da fachada arrogante e indiferente de Christian bate um coração amoroso, ela se encontra apaixonada por seu belo inimigo.
Deirdre O’Devir tinha nove anos quando um oficial inglês levou seu irmão mais velho à força para lutar na marinha inglesa, e jurou vingança. Com a morte da mãe, Deirdre decide procurar o irmão a quem não via havia mais de dez anos. Para isso, ela precisa da ajuda do primo Brendan, que também era servia a marinha e não se negaria a ajudá-la, sem saber que a chance de se vingar do “tenente” Christian Lord logo se apresentaria, pois ele era o novo capitão do navio em que seguiria viagem para a América.
Christian Lord foi escolhido para disciplinar a tripulação do navio Bold Marauder, que se orgulhava em descumprir todas as regras conhecidas de educação e fineza dignas de membros da marinha britânica. Mas a tarefa não seria fácil: não apenas os homens eram quase impossíveis de se lidar, a nova passageira, um menina inglesa que queria acabar com ele só Deus sabia por quê, o enervava com suas constantes tentativas de matá-lo e com o fato de deixá-lo pegando fogo. A viagem seria um inferno, a menos que Deirdre e Christian conseguissem resolver suas diferenças...
Minha opinião:
Amo quando a mocinha que se vingar do mocinho. Neste caso, Deirdre manteve um juramento que fez quando tinha nove anos e o renovou no leito de morte da mãe. Apesar disso, seu encontro com Christian foi puramente acidental: ele era o novo capitão do navio em que ela queria trabalhar para ir à América e achar o primo Brendan. Ela não sabia quem era o capitão e é salva por Christian quando a tripulação quer chicoteá-la. Ele, sendo um cavalheiro honrado, não permite que isso aconteça, mas Deirdre, com medo e zangada, o ataca e tenta matá-lo, sempre errando.
No começo, Christian tinha certeza de que Deirdre foi paga pela tripulação para fazer da vida dele um inferno, mas logo descobre que não era assim. Quando se lembra do que fez com a família dela e passa entender seu ódio, ele se sente culpado e promete ajudá-la a achar o irmão. Apesar de desejá-la, seu passado — e suas próprias crenças sobre seu “desempenho” (sim, exato) — não permite que ele faça muito além de beijá-la. Ele é um homem dividido entre honra, dever e seu próprios desejos — que tem uma maneira de se evitarem; ele é um homem justo com um monte de problemas: o fantasma da falecida esposa, a nova tripulação, seus padrões, Deirdre. Apesar de tudo, Christian não humilha a tripulação, não age cruelmente, resgata uma cadela grávida e é gentil com Deirdre, mesmo depois que ela tenta matá-lo. O homem é de morrer, e fico feliz que Deirdre tenha admitido isso antes de fazer algo para se arrepender.
O que eu mais gostei foram as relações em construção. Deirdre e Christian rastejam até conseguir um lugar no coração do outro, e o mesmo acontece com o relacionamento deles com a tripulação, que a princípio é abusiva, mal-humorada e malcomportada, mas conforme a história avança, muda de comportamento com Deirdre e Christian — quando uma prostituta escondida é adicionada a mistura, os problemas estão só começando.
De novo, esse é outro livro da Danelle Harmon que li e gostei. Essa história certamente me fez pensar que a coisa mais importante é que o amor cura tudo e nos permite crescer no melhor que podemos ser.
PS: os olhos de Christian são cinza. Adoro olhos cinza!
The Admiral’s Heart (não publicado no Brasil)
4º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Philippa Jane “Pippa” Ponsonby Hatfield & Elliott Lord
Inglaterra, 1774
Dez anos se passaram desde que lady Philippa Ponsonby Hatfield fez um doloroso sacrifício ao abandonar o arrojado capitão da Marinha Real por quem era desesperadamente apaixonada. Nos anos que se passaram, sir Elliott Lord se tornou um famoso almirante e herói da Inglaterra, e agora, o destino os coloca juntos mais uma vez num reluzente baile dado por ninguém menos que Lucien de Montforte, o poderoso duque de Blackheath...
Quando tinha dezoito anos, Pippa se apaixonou por Elliott Lord, e foi cortejada por ele. Mas, tendo problemas de autoestima e autoconfiança, um dia ela decide que Elliott merecia coisa melhor, termina com ele e acaba se casando com outro. Dez anos, viúva e com a ajuda do primo, o duque de Blackheath, Pippa reencontra Elliott e, surpresa, descobre que ele não a deixaria fugir.
Elliott teve o coração partido por Pippa, mas nunca a esqueceu. Mesmo depois de dez anos, ela ainda é a única mulher que ele poderia amar. Agora que ele a reencontrou, nada o faria separar-se dela. Por isso, ele se dá uma noite para convencê-la a não partir para a América.
Minha opinião:
The Admiral’s Heart é um conto muito doce que me deixou querendo mais e mais: não apenas os personagens principais são cativantes, Lucien conseguiu roubar a cena — e o bom duque é meu herói preferido da Danelle Harmon. Hehehe
Posso não concordar com a decisão de Pippa — ou, melhor ainda, seus motivos — para abandonar Elliott (ele não merecia ter o coração partido), mas posso entendê-las: antes de ela se permitir ser apaixonada por ele, ela primeiro tinha que aprender a se amar. Acho que podemos nos dar ao luxo de tomar decisões idiotas quando não temos autoestima. Então, ela o deixou e, dez anos depois, apesar de ainda ser muito tímida, ela se acertou com suas próprias necessidades e defeitos e percebeu que elas não fariam Elliott abandoná-la.
Quanto a Elliott, ele é um homem maravilhoso! Qualquer outro herói teria ficado doido e ligado o modo Príncipe Sapo para fazer Pippa pagar por abandoná-lo. Elliott não apenas não a condena, ele se recusa a pensar no passado, pois não poderiam mudá-lo — e ganhariam mais planejando o futuro. Também, ele reage muito bem aos óculos dela! Pessoalmente, se Pippa não quisesse ficar com ele, eu certamente iria!
Em relação à história em si: acontece um pouco antes de Charles ir lutar na América, mais especificamente, no baile que Lucien dá em sua homenagem. Mas, não apenas o baile supostamente era um presente para Charles, mas também para Pippa, pois Lucien estava, de novo, sendo um casamenteiro. Eu juro que estava esperando que ele entrasse num quarto e exigisse que Elliott casasse com Pippa. Christian — o irmão de Elliott — e Brendan também aparecem — e ver esses quatro rapazes juntos fez meu pobre coraçãozinho bater mais rápido — e eu adorei cada momento disso, o que só indica o quanto sou masoquista. Kkkkkkkkkkk
A única coisa de que não gostei foi o tamanho. Conto? Qual é, preciso de mais! Espero que um dia Danelle Harmon dê a Pippa e Elliott uma história completa. De qualquer jeito, esse conto certamente aqueceu meu coração e é definitivamente um que vou guardar.
My Lady Pirate (não publicado no Brasil)
3º livro da série Heroes of the Sea
Orgulhosa Rainha Pirata
Com seu agressivo grupo de mulheres guerreiras, Maeve Merrick, a notória Rainha Pirata do Caribe, comanda o mar em sua bela escuna Kestrel. Queimada pela deslealdade dos homens e cuidando de uma dolorosa traição em seu passado, Maeve não quer nada... Até que o mar leva um belo náufrago a sua remota ilha.
Altas apostas e traição
Nada é o que parece. O prisioneiro de Maeve tem um segredo perigoso — um que poderia muito bem mudar o destino de nações... Mas do momento em que a ardente pirata coloca os olhos em seu presente marítimo, ela encontra sua mais preciosa possessão — seu coração — em risco de se torna a pilhagem de um pirata.
Quando tinha dezesseis anos, Maeve Merrick fugiu de casa com um pretendente francês e roubou a famosa escuna do pai dela, o Capitão Brendan Merrick. Sete anos, um título de rainha pirata e um coração partido depois, Maeve ainda não perdoou o pai que a abandonou, o francês que a destruiu e não tem intenções de fazer o mesmo com Gray, um “desertor” da Marinha britânica que apareceu clamando ser seu príncipe encantado.
Exceto que Gray não era nada daquilo que parecia ser e precisava desesperadamente voltar para o navio do Almirante Falconer antes que os franceses conseguissem arrasar os ingleses em nome de Napoleão. Então, ele arma um plano de fazer Maeve se irritar com ele e entregá-lo ao líder da Marinha, Lorde Nelson, com a esperança de que Gray fosse enforcado. Só que os caminhos dos dois estavam longe de se separar e tanto Gray quanto Maeve ainda tinham um papel muito importante a desempenhar e evitar uma catástrofe.
Minha opinião:
Eu disse muitas vezes que qualquer coisa que Danelle Harmon é um automático “tenho que conseguir isso o mais rápido possível”. Não foi diferente com esse aqui.
Então, Gray chegou bem perto de roubar o lugar de Lucien de meu mocinho preferido da Danelle Harmon. Sim, depois de todas as qualidades — alguns discordariam disso — que me fizeram dar meu coração para o bom duque de Blackheath, alguém quase me roubou dele. Mas Lucien é único. E melhor para Gray, ele também é. Pense em Jack Sparrow: toda a astúcia, sensualidade e absoluta devoção a tudo sobre piratas. É assim que Gray é inicialmente visto, como um aspirante a pirata prestes a realizar um antigo sonho, mas acidentalmente cai do navio e é aprisionado pela tripulação da Rainha Pirata.
E isso é engraçado porque quando ele se apresenta, ele diz que é a alma-gêmea dela. :) Ele é um mocinho alfa — sem a estupidez de machão —, absolutamente sem-vergonha, paquerador e tem um segredo — mesmo do leitor, apesar de uma leitura atenciosa revelá-lo. É óbvio que Maeve não vai ficar muito feliz com ele. Aliás, Gray também é um amante de laranjas:
Ainda segurando seu olhar, ele colocou um pedaço da laranja na boca, comendo-o com movimentos lentos e sugestivos que diminuíram o ar nos pulmões de Maeve e a fizeram perceber que ele não era o único que estava quente. (...)Ele riu, e sugestivamente lambeu os líquidos escorrendo do doce fruto, deixando a língua enrolar ao redor de cada pedaço e ter certeza de que ela o via fazendo isso. Seus olhos estavam escuros, risonhos, e meio escondidos por cílios pesados e grossos que nada faziam para esconder a expressão maliciosa que os acendia.Os ruídos de sucção aumentaram.
Se Gray é perfeito — ou tanto quanto ele pode sem ser Lucien —, Maeve não é. (Mas então, ela é uma heroína, não pode ser perfeita! É uma obrigação moral, sabe.) Algumas vezes ela faz umas coisas estúpidas... Acho que não a entendo porque não passei pelas mesmas dificuldades que ela, ou talvez porque não foi uma aborrecente rebelde como ela foi, então não posso dizer que me liguei a ela — além disso, ela rejeitou Gray. Isso prova que ela é estúpida demais para viver. Imagine, rejeitar Gray!
Mas isso não quer dizer que ela não tem qualidades. Maeve é feminista — ok, às vezes o feminismo dela vai ser muito rigoroso, mas caramba — e salvou a tripulação de situações difíceis sem mesmo conhecê-las. Isso garantiu a absoluta lealdade das mulheres, e não me lembro de uma mocinha que possa se sair bem numa briga sem precisar ser salva pelo mocinho — e mocinhas de fantasia urbana não precisam entrar nessa, já que esse tipo de livros sempre tem mocinhas que chutam traseiros e foram treinadas para ser uma máquina de matar.
O que eu realmente não gostei nela foi o fato de ela ficar comparando Gray e Brendan — Papai Querido — com o francês que roubou e partiu seu coração. Eu teria me sentido melhor se ela tivesse estado disposta a tentar lhes dar o benefício da dúvida, mas como eu disse, ela era uma adolescente, com toda aquela coisa de “sou todo-poderosa e não tenho falhas”, então era mais fácil condenar os outros que ela mesma, porque ela teria que encarar os fatos: parte do que aconteceu com ela era culpa dela.
Então, Maeve e Gray provam que há mais que amor em um relacionamento duradouro. É claro que eles se amam, mas é inútil sem confiança, respeito, amizade. E o sexo quente também ajuda. :) Às vezes eu pensava que eles não teria um fim feliz, mas eu estava errada.
Quanto aos personagens... A tripulação de Maeve é fascinante. Eu quero que Danelle Harmon escreva os livros delas. *cof cof* Então, há Colin Lord, o primo de Maeve na Marinha — deixa eu dizer que o homem tem algumas cicatrizes e uma afinidade com animais —, a família de Maeve, a própria tripulação de Gray, que lhe devota tanta lealdade quanto a de Maeve, e um golfinho fofo. E finalmente, a estrela principal: Lorde Nelson, um homem que me encontrei admirando muito. Quase todo o enrede gira em torno dele e de sua amizade com Gray. Ele era um ótimo marinho, um excelente líder, e um amante devotado à sua amada Lady Hamilton, que também aparece. Se ele era na vida real tão maravilhoso quanto em My Lady Pirate, ser considerado um herói nacional é um status mais que merecido.
Tenho que conseguir cada livro da Danelle Harmon nas minhas ansiosas mãozinhas gulosas. Agora, é demais pedir o livro da Nerissa? Ou qualquer outro livro, por assim dizer?
Captain of My Heart (não publicado no Brasil)
1º livro da série Heroes of the Sea
Personagens: Brendan Jay Merrick & Mira Ashton
Animação anuncia a chegada do Capitão Brendan Jay Merrick, um arrojado corsário cujas atrevidas batalhas marítimas contra a frota de Sua Majestade o transformaram numa lenda nas colônias americanas. Brendan tem planos para que o estaleiro Ashton construa sua magnífica nova escuna. Mas com um olhar para o belo irlandês e Mira, a filha de Ashton, está fazendo planos próprios...
Mira Ashton, rainha de esquemas e senhora da coragem, se disfarça como um membro da tripulação e se infiltra no recém-construído Kestrel para se tornar o mais afiado atirador da escuna... E a mais ultrajante distração do capitão. Enquanto a paixão incendeia, desejo explode com a turbulência de um mar bravo com Mira competindo contra Kestrel pelo amor de Brendan. Mas quando uma tragédia acontece, Mira deve juntar forças com o poderoso rival numa aventura ousada que vira o jogo e traz gloriosa vitória para os colonos, o capitão... e a dama que capturou seu coração.
Brendan Jay Merrick era um oficial da marinha inglesa. Seu pai fora um almirante que se apaixonou por uma irlandesa que, diziam, passou a sorte para Brendan. Até o dia em que um colega invejoso tentou matá-lo, Brendan estava ascendendo em posições e fazendo uma carreira bem-sucedida, se tornando capitão. Mas talvez a sorte de Brendan não o abandonaria tão rápido, pois ele foi resgatado por um colonialista americano e eventualmente decidiu mudar de lado após descobrir que foi acusado de incitar um motim e seria julgado por isso.
Agora, três anos depois, Brendan estava pronto para navegar até Newburyport para pedir ao pai de um corsário, um famoso construtor de navios, que construísse um navio que o próprio Brendan desenhara. Antes de conseguir chegar a cidade, porém, o antigo inimigo o persegue e Brendan, sortudo como sempre, encontra uma maneira de prendê-lo e ao navio, mas é ferido — e depois acaba acordando na casa caótica do construtor.
A princípio, ele tenta fugir — do construtor, das brigas do homem com o corsário Matt, dos vários gatos que a filha de Ephraim, Srta. Mira resgatava e da própria Srta. Mira — ou, como Brendan diria, Moyrrra. Mira era diferente de todas as mulheres que Brendan já conhecera, mas seu ardor e franqueza lentamente fizeram Brendan se apaixonar. Mas não seria tão fácil, porque por mais que Mira quisesse Brendan, ele tinha que provar que era um marinheiro competente. Juntos, uma Mira disfarçada e um Brendan ignorante partem uma aventura atrás da outra.
Minha opinião:
Amo, amo, amo heróis torturados (oi, Damon!). Exceto que Brendan não é exatamente torturado... Ele é mais um libertino descarado como Gideon ou uma mistura de Capitão Jack Sparrow com Gideon Carradice mais um charmoso sotaque irlandês. Toda vez que ele fala o nome de Mira eu fico sem ar. Então, como eles, Brendan é astuto, esperto, charmoso (eu já disse o quanto o sotaque dele é charmoso?) e engraçado. Além disso, Brendan é um cara justo que inspira respeito em seus homens, fazendo-os prontos para segui-lo sem questioná-lo. Ser quase assassinado por um cara louco e erroneamente julgado pelas pessoas que considerava amigos o marcou, mas ao contrário de alguns heróis, ele não deixou a amargura dominá-lo. Em vez disso, Brendan está esperando a hora certa para acabar com aquilo, mas até então, ele está vivendo da melhor maneira que pode.
Mira é maravilhosa! Sua primeira aparição foi em The Beloved One, como a melhor amiga doida de Amy. Nunca vi uma mocinha como ela — ela usa calças, tem uma escola de equitação (sem alunos) e se mantém firme em toda discussão que tem com qualquer um. Ela é esperta e um pouco *cof* tempestuosa, o que acaba assustando Brendan um pouco — e é histérico:
— Mas achei que você quisesse vir a Newburyport para ver a escuna feita! Pensei que estivesse determinado que esse camarada Ashton o fizessee! Além disso, não é a filha dele que vai construir o navio! (...) O quê, está com medo dela? Uma mocinha? Você senta aí como geada numa abóbora enquanto o navio está sendo explodido debaixo de nós, mas corre de uma mera moça, e uma pequena ainda!— Não estou fugindo!— Ah? Então como chamaria isso, hein? (...) Eu o desafio a voltar lá e confrontá-la!— Esqueça, Liam! Me desafie o quanto quiser, mas esse é um desafio que não vou aceitar! Se eu ficar nessa cidade esquecida por Deus mais um minuto, vou ser enterrado aqui! Já fui envenenado com pudim, nocauteado por um cachorro, e agora, atropelado por um cavalo! Não, obrigado! Zarpamos na maré desta noite!
Adicione um bando de pessoas prontas para ver os pombinhos juntos — Liam, o melhor amigo de Brendan; o hipocondríaco Dalby; Fergus, um ex-ateu, ex-cristão e atual praticante de uma religião oriental; Matt, o irmão de Mira; a irmã de Brendan, Eveleen, e o resto dos homens de Brendan, prontos para agir como cúmplices de Mira em seu teste.
Então, entre os adoráveis protagonistas e sua tempestuosa história de amor, as descrições da vida naval e os excelentes coadjuvantes, Captain of My Heart é sem duvida o livro certo para dar ao leitor um momento agradável.
Wicked at Heart (não publicado no Brasil)
Personagens: Damon Andrew Phillip deWolfe & Gwyneth Evans Simms
Inglaterra, 1813
Damon deWolfe, o sexto marquês de Morninghall, é sombrio, diabólico, e muito, muito perigoso. Torturado pelo seu passado e movido por seu desejo de vingança, o antigo herói naval caiu em desgraça após enfurecer seus superiores. Agora, fervendo de raiva por seu papel como comandante de um modesto navio-prisão, ele trancou as brutais lembranças de sua infância e não permite ninguém em seu mundo.
Quando a bela e independente reformista social lady Gwyneth Evans Simms se atreve a colidir com ele frente aos prisioneiros maltratados, ela sem saber se joga na briga mais perigosa de sua vida. E Damon embarca numa jornada de cura e descoberta quando a adorável viúva busca exorcizar os demônios assombrando sua alma através de lições de amor.
Lorde Damon deWolfe, o jovem marquês de Morninghall, é flagrado tendo relações sexuais com a sobrinha do professor mais antigo de Oxford e é expulso da universidade. A fim de evitar voltar para casa, para os braços da mãe alcoolista e da pá virada, ele decide se juntar a Marinha, depois de ver um homem que tratavam como herói, com a esperança de que um dia também fosse tratado como tal.
Entretanto, dez anos e um duelo fatal para o filho de superior depois, Damon é colocado no comando de um navio prisão. Ele não dá a mínima para os prisioneiros e apenas quer ser deixado sozinho. Para tornar suas dores de cabeça piores — ele jurava que ia morrer —, uma mulher irritante com síndrome de Madre Teresa chega, exigindo que ele a deixe ter acesso ao navio, para que ela pudesse processá-lo e à Marinha inglesa.
Lady Gwyneth Evans Simms precisa se fortalecer contra o homem de olhos demoníacos que provoca nela sensações e sentimentos que ela não conhece. Não há lugar para romance na vida dela — mesmo ainda com um homem rude como Damon —, mas entre as visitas para começar uma campanha que promovesse a humanização dos navios-prisão, ela descobre que Damon, apesar de todas as tentativas de provar o contrário, é um bom homem.
Mas não demora muito para que eles descubram os segredos sujos que rondam a manutenção do navio e isso, junto com as fugas que Damon deveria evitar, poderiam destruir sua recém-achada chance de felicidade.
Minha opinião:
Adoro ler sobre dois cabeças-duras ficando juntos. Especialmente quando os dois tem que superar os próprios preconceitos em relação ao outro e admitir que estavam errados (The Wicked One, alguém? :)). Misture a isso um herói torturado que não se conforma com o fato de que a heroína não vá ceder a suas exigências e você me deixa presa desde a primeira página.
Damon é obcecado em afastar as pessoas — ele cresceu com abuso e teve que criar uma concha para sobreviver às misérias que a vida jogou sobre ele. Claro, algumas vezes eles provoca, encara e intimida, a ponto de eu fazer me perguntar se ele poderia se redimir. Mas, como foi, ele é de tirar o fôlego: exatamente como gosto dos meus heróis. Sua descrição no todo me fez lembrar do Acheron da série Dark-Hunters de Sherrilyn Kenyon — ambos sofreram com surras e as constantes humilhações por causa da estranheza da cor de seus olhos mas, em vez de esperar ser atacado, Damon age.
Gwyneth é uma galesa que também teve uma vida ruim antes de casar com um conde idoso; ela trabalhou duro para se assegurar do bem-estar das irmãs mais novas, e agora que nenhuma delas precisa dela, ela se esforça para melhorar a vida dos habitantes dos navios-prisão. Isso não é bem recebido pelo oficial responsável pelo navio que atraiu sua atenção, mas Gwyneth não vai deixar Damon deWolfe intimidá-la — ela estava lá para fazer um trabalho, e o faria, com ou sem a ajuda dele.
Há poucas heroínas cuja maior preocupação na vida continua a mesma depois de conhecer os heróis, e Gwyneth é uma delas: na verdade, ela usa o fato de que queria mudar aquele cenário para se aproximar mais de Damon e, apesar de eles adorarem ressaltar o intenso desgosto pelo outro, é óbvio que algo está rapidamente mudando entre eles. Também, as descrições da vida num navio-prisão retrataram um horror real das relações humanas com aqueles considerados “inimigos”. É seguro dizer que há uma grande parte histórica nesse livro, e admito que estava sentindo falta das informações que foram lentamente colocadas na história — mantendo-a como um romance, não como um livro de nãoficção disfarçado.
Com personagens secundários impressionantes — do Lobo Negro à irmã casamenteira de Gwyneth —, Wicked at Heart é o tipo de livro que eu não conseguiria parar de ler mesmo que quisesse. Agora mesmo, vou me assegurar de ter todos os livros de Danelle Harmon simplesmente por ver o nome dela na capa. No todo, Wicked at Heart é obrigatório para quem gosta de uma história atraente com um herói empolgante: sexy, atormentado e sombrio, e a única mulher capaz de salvá-lo de seu autoimposto inferno.
The Wicked One (Não publicado no Brasil)
4º livro da série de Montforte
Personagens: Lucien “Luce” de Montforte & Eva de La Mouriére
Quando o poderoso Lucien de Montforte, o duque de Blackheath, chega em casa e encontra uma mulher perigosa e vingativa esperando por ele em sua cama com uma pistola na mão, o grande manipulador nunca sonhava que houvesse finalmente encontrado seu par. Mas graças às bem-sucedidas tentativas de sua conspiradora família de forçar um casamento, o perverso e caprichoso duque se encontra preso numa rede tecida por ele mesmo.
Depois de salvar a cunhada de um doido no livro anterior, Lucien chega em casa e encontra a última pessoa que esperava encontrar: a prima gostosa e maluca de Celsie, com quem tivera um embate durante o casamento e o deixara frustrado. Numa mão, Eva tinha uma pistola; na outra, o afrodisíaco criado por Andrew.
Ela o força a tomar a bebida e ambos lutam. Acidentalmente, Lucien se fere e Eva aproveita para fugir, com ele jurando que iria atrás dela. Eis que, antes que ela tem a chance de entregar o afrodisíaco a Maria-Antonieta — sim, aquela que conheceu Madame Guilhotina —, conseguindo, assim, a ajuda da França para a causa americana, Lucien chega, não apenas disposto a continuar o que ambos começaram no quarto dele, mas desesperado por ajuda: o noivo da irmã Nerissa desapareceu no mar devido a um dos planos dele, e agora ele precisa que Eva encontre Perry.
Eva aceita, mas quando descobre que Lucien rouba o afrodisíaco e o substitui por outra coisa, ela decide se vingar. Convidada a se ausentar da França por um tempo, ela retorna a Inglaterra. Exceto que, antes de criar um plano para fazê-lo pagar, os de Montforte, que descobriram o affair de Lucien e Eva, conseguem armar um plano que o faça provar do próprio veneno, forçando um casamento com Eva — por quem também não morriam de amores desde que ela atacou Charles e Andrew.
Contra todas as possibilidades, um muito humilde Lucien decide fazer o casamento funcionar, mas pode ser que, quando Eva descobrir as razões, ela torne a fugir dele.
Minha opinião:
É incrível como Lucien e Eva se complementam. Sim, os dois começam se estranhando, mas onde há fumaça, há fogo, então não demora muito para perceber que os dois seriam um senhor incêndio — típico caso de pessoas que são boas quando são boas e que são ainda melhores quando são más. Mas não é só por que os dois se apaixonam que, do nada, eles ficam bonzinhos: Lucien continua tão manipulador quanto e Eva tão perigosa quanto. A diferença é que, quanto mais a personalidade e o temperamento de um seja repelente para o outro, e por mais que um diga que o outro é desprezível, eles se querem.
E até que o happy ending surja, os dois precisam vencer muitos obstáculos. Lucien achava que tinha todas as razões do mundo para bancar Deus e Eva nunca foi de ter a melhor relação com o sexo masculino, a qual vê como a escória da humanidade. Só que apesar disso — e talvez exatamente por isso — os dois se mereçam: sem perceberem, eles passaram das emoções aos sentimentos e foi tão bonito que eu odeio os dois por me fazerem chorar. Certo, é mentira.
Além disso, pela primeira vez eu vi um casal em que um tão bom quanto o outro: nada de gostar de um, mas achando que ele (ou ela) merecia coisa melhor. Por mais que tentem fingir, nem Lucien nem Eva são opostos, apenas nuances de uma mesma cor, e talvez por isso os dois sejam tão perfeitos juntos, porque não consigo vê-lo com uma mulher submissa que satisfaça todos os caprichos dele. Alguém como eu.
Ele exalou e olhou desoladamente para a esposa.— Não posso vencer — murmurou, balançando a cabeça. — Simplesmente não posso.— Não — ela disse, sorrindo ao se levantar. Rodeando seu pescoço com os braços, pressionou os lábios nos dele, beijando-o até a desolação deixar seus olhos e eles começarem a ferver com o crescente calor. — Você não pode vencer, então pode parar de tentar.
Além disso, há o fato de, mesmo convencido de que a desprezava, Lucien a respeitava o suficiente para pedir a ajuda dela, entre todas as pessoas do mundo. Então, é óbvio que eles sabiam exatamente o que estavam enfrentando — e adoravam o desafio de lidar com uma pessoa que não desistia do que queria por uma simples ameaça.
Foi divertido ver os irmãos e cunhadas se vingando do Lucien e da Eva — apesar de que eu me atrevo a dizer que, no fim das contas, nenhum dos dois sofreu. E ainda melhor foi ver um casal em que os dois são dominadores, inteligentes e perigosos, com profundidade e que crescem ao longo da história. Enfim, são dois alfas, e preciso de mais livros com personagens como os dois.
The Defiant One (Não publicado no Brasil)
3º livro da série de Montforte
Personagens: Andrew Mark de Montforte & Celsiana “Celsie” Blake
Abençoado — ou talvez amaldiçoado — com um temperamento ardente, força de vontade, e um flagrante desrespeito pelos desejos de seu irmão, o único desejo de Andrew era ser deixado sozinho.
Mas depois de ser flagrado numa posição comprometedora com a tentadora lady Celsiana Blake, o brilhante e taciturno cientista/inventor é obrigado a casar nesta rápida e jocosa história em que um grupo de adorados animais de estimação, os acolhedores e excêntricos irmãos de Montforte, e a influência maquiavélica do poderoso duque de Blackheath novamente tem um papel...
Depois de sofrer um acidente no final do livro anterior, lorde Andrew de Montforte inventa acidentalmente um afrodisíaco; seu irmão mais velho, o duque de Blackheath, não aceita que Andrew esteja fraco ou louco, por isso o força a ver todos os médicos e especialistas que possam explicar as visões de Andrew, mesmo que o prognóstico não seja muito animador.
Por isso, Andrew não consegue fingir o quanto estava zangado por ser forçado a comparecer a uma festa organizada por lady Celsiana Blake, uma entusiasta dos direitos dos animais. Pior ainda, Andrew a salva de uma situação constrangedora, e Celsie acaba vítima das maledicências do duque de Blackheath, que tinha novamente interesse próprio por trás de suas ações.
Com um empurrãozinho do duque, Celsie passa por uma série de situações constrangedoras envolvendo Andrew. Disposto a provar que não fazia testes em animais, Andrew conta a Celsie que nunca testou nada neles, nem o afrodisíaco. Celsie duvida que a mistura fosse funcionar, e para provar que estava falando sério, o ingere. E ele acaba fazendo efeito nela.
E então, quando os dois são flagrados por Lucien e pelo irmão de Celsie, a única alternativa viável é casamento. Ou um duelo? Bem, o duque queria ver o irmão casado, aceitassem os noivos ou não!
Minha opinião:
The Defiant One é um prato cheio para quem gosta de mocinhos teimosos. Andrew não é cabeça-dura apenas por ser, mas porque, desde o acidente, as visões o fizeram pensar que ele é nada mais que um louco e tem um lugar reservado no hospício. Felizmente para ele, nem Lucien nem Celsie concordam.
Celsie é a clássica pobre-menina-rica. Sem atrativos além da fortuna que herdou, sustenta um irmão hedonista e irresponsável e pratica caridade voltada para os animais. E é justamente numa festa dessas que chama a atenção do duque de Blackheath, que decide que ela era perfeita para se tornar a próxima noiva de Montforte. Felizmente para Lucien, nem Celsie nem Andrew concordam, e isso significa que ele deve usar seu cérebro maquiavélico para colocar os dois pombinhos juntos.
Falando nele, o grau de gostosura do Lucien atingiu níveis épicos — e nem chegou ao topo. Novamente, o bom duque faz o papel de cupido — um bem arbitrário, mas que se mostra o único normal em meio a um bando de loucos. Além disso, ele também nos permite vislumbrar as razões por trás de seu comportamento, mas os pontos altos são o senso de humor sarcástico
—... Por favor, me leve para casa, Gerald. Acho que estou começando a ficar com enxaqueca.O duque bebericou o conhaque.— Realmente, minha querida, esta é uma desculpa que devia ter usado uma hora atrás. — Ele se virou para o irmão, os olhos brilhando. — Me perdoe. Talvez você devesse tê-la usado, Andrew.(...)— Mas e a honra comprometida do meu irmão? — Lucien perguntou, erguendo uma sobrancelha inocente. — Seria muito embaraçoso se descobrissem que ele foi atacado por uma mulher e não aproveitou.(...)— Ah, sim. Lembro-me que os dois últimos camaradas com quem tentou se casar faleceram em circunstâncias um tanto extraordinárias; o primeiro, se me lembro bem, engasgou-se com uma ervilha. Hum. Talvez casamento não caia bem com seus noivos em perspectiva, minha querida.— Apenas um deles morreu — Celsie disse friamente. — Mas mesmo assim, não queremos seu pobre irmão sucumbindo à má-sorte.— Besteira — Lucien disse, sorrindo. — Ele é um de Montforte. É preciso mais que uma ervilha para dar um fim nele. — Olhou para Andrew. — Certamente você não está com medo que uma ervilha dê um fim em você, está, Andrew?
E o embate breve com Eva, a prima de Celsie:
— Ah, sim. Aquelas colônias infernais.O sorriso de Eva não ficou menos que venenoso.— Colônias? Suponho que não devia ficar surpresa que levou mais de ano para as notícias do mundo lá fora alcançarem vocês aristocratas aqui no campo. — Ela retirou a mão intencionalmente. — Sinto muito informar, senhor, mas aquelas colônias infernais a que se refere não são mais possessões da Inglaterra, mas uma emergente jovem nação por direito próprio.O duque a olhou, seu sorriso ficando frio, seus olhos a cor dura, perigosa do gelo negro.Eva, ainda sorrindo, caiu numa profunda e zombeteira reverência.— Agora, se me dá licença, Sua Graça? Realmente preciso oferecer minhas felicitações aos noivos.
Felizmente o próximo livro é o do Lucien. Depois do modo como terminou neste, seria impossível não ficar curiosa para saber mais sobre ele. Sem contar que o bom duque também precisa provar do próprio veneno.
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The Beloved One (Não publicado no Brasil)
2º livro da série de Montforte
Personagens: Charles Adair de Montforte & Amy Leighton
Ferido em batalha, o inglês Charles de Montforte despertou para se encontrar aos cuidados de uma sensual moça de olhos escuros, cuja beleza seria uma alegria que ele entesouraria sempre... Se seus caminhos tivessem se cruzados em outro lugar e hora.
O coração de Charles fica profundamente comovido pela situação desesperada de Amy Leighton, e sua beleza curvilínea escura e o toque gentil e curador inflamam seus desejos. Mas o nobre lorde já foi tomado, apesar de Amy logo afastá-lo das lealdades à Coroa e à noiva com uma dourada promessa de amor arrebatador e felicidade eterna.
Amy rezou um longo tempo para que alguém especial entrasse em sua vida — alguém que a levaria para longe da escravidão imposta por uma família cruel e fria. Agora o destino lhe trouxe o homem forte, porém gentil, de seus sonhos; mas o belo estranho é de uma terra inimiga... E jurou amar outra.
Lorde Charles de Montforte, herdeiro aparente do irmão mais velho, o temido duque de Blackheath, decide ganhar a vida como soldado e se junta ao exército do Rei na guerra contra os americanos. Na véspera da última batalha, escreve uma carta avisando ao irmão sobre o bebê que a noiva esperava e pedindo para Lucien cuidar deles (The Wild One).
Ao se recusar a matar um jovem americano, Charles sofre um acidente; para evitar que o soldado inglês que quase morreu para salvá-lo seja executado como traidor da América, o veste com o uniforme de um americano morto e o leva a casa da família para que seja tratado. A enfermeira encarregada é Amy Leighton, a irmã do rapaz.
Amy faz de tudo em casa e aceita com resignação seu papel entre a família. Ela se apaixona por Charles enquanto cuida dele, e quando percebe que ele está cego se dispõe a ajudá-lo a reaver controle sobre a própria vida. Mesmo que isso signifique Charles voltar para a Inglaterra e para a noiva grávida.
Exceto que a notícia da sobrevivência de Charles não parece agradar muito: nem a Juliet, menos ainda a Lucien, que envia uma carta desaforada praticamente expulsando Charles da família. Isso faz Charles, o filho perfeito, irmão querido e aristocrata adorado sair numa viagem de autoconhecimento que o torna mais desconhecido para Amy do que antes. Mas, quando ele retorna disposto a voltar à Inglaterra, descobre que nem tudo era o que parecia e decide levá-la com ele... Direto para as maquinações de Lucien.
Minha opinião:
Gareth de Montforte foi um herói maravilhoso e com Charles não é diferente — deve ser genético, já que todos os irmãos são protagonistas inesquecíveis.
Charles é o perfeitinho. Cada irmão recebeu um apelido dos habitantes da vila próxima ao Castelo de Blackheath, e Charles é o Adorado. O menino dos olhos do papai, Charles foi criado para ser duque caso algo acontecesse a Lucien. Então, o jeito era agir como um cavalheiro, ser generoso, responsável... Tudo que Gareth não era. Aliás, como será que Charles vai reagir quando descobrir que o irmão mais novo estava casado com sua noiva e assumiu a filha como dele?
Amy é uma clássica heroína abnegada. Ao contrário da maioria das outras mocinhas, eu não quis que ela se explodisse. Ela tem suas razões para ser do jeito que é, e enquanto eu não concordo com elas, percebo que, se não por elas, Amy não seria como é — humilde sem ser estúpida, forte e disposta a por a mão na massa, ao contrário das patricinhas que esperavam se tornar Lady Charles de Montforte — o que incluía as duas meias-irmãs do mal.
E é justamente por causa da natureza doce que Lucien pede gentilmente a Amy que ela ajude Charles a se recuperar e voltar a ser o homem que sempre foi — e, para isso, ele também vai precisar da ajuda dos outros de Montforte. O problema com Lucien é que nada é tão simples e, exceto Charles, todos conseguem ouvir o barulho de sinos de casamento.
O duque ergueu uma sobrancelha. As entranhas de Amy começaram a se contrair. Ele a olhou por um longo, contemplador momento, deixando os olhos semicerrados descerem pela extensão do corpo dela; então ele se virou para olhar a noite através da janela. Era um homem incrivelmente lindo, Amy decidiu. E também muito intimidante. Ela sentia que havia muito mais acontecendo por trás daqueles olhos negros que alguém poderia supor.(...)— Está com pressa em ir para a cama esta noite, Srta. Leighton?— Não se eu puder ajudá-lo a achar uma maneira de ajudar Charles.— Exatamente o que sinto, e sim, você me ajudará. Mas antes, ceia para você — ele disse, soando uma campainha —, e então conversaremos. Algo muito horrível deve ter acontecido com meu irmão para transformá-lo no que vi hoje, e você, sendo a jovem perceptiva que acho que é, certamente é a melhor pessoa para me informar sobre o que o trouxe a tão deplorável estado.— Começando com os eventos de abril de 1775?— Começando antes disso, se necessário.— Então, temo que esta vá ser uma longa noite, Sua Graça.De novo aquele sorrisinho benigno.— Ah. Mas vale a pena por meu irmão, não acha?
Sim, o duque de Blackheath fica mais maravilhoso a cada livro que passa...
The Wild One (Não publicado no Brasil)
1º livro da série de Montforte
Personagens: Gareth Francis de Montforte & Juliet Paige
Lorde Gareth de Montforte é conhecido como um libertino irresponsável com um coração de ouro. Quando ele impede um assalto a uma diligência, fica chocado ao descobrir que a bela jovem que heroicamente salvou, Juliet Paige, é a noiva de seu falecido irmão, acompanhada de sua filha.
A despeito da recusa de sua família em reconhecer Juliet, Gareth está determinado a agir corretamente com a mulher corajosa que cruzou um oceano para dar à filha o nome que ela merece.
Como uma prática mulher americana, Juliet está desconfiada de casar com a ovelha negra aristocrática, apesar de desesperadamente cativada pelo impetuoso diabo. Ela nunca conheceu alguém que desfrutasse da vida tão completamente, que a fizesse sorrir, que a amasse tão bem.
E, mesmo que aparentemente as probabilidades estejam contra eles, Juliet tem absoluta fé de Gareth irá muito além da obrigação para dar a ela e sua filha um lar — e um amor que durará uma vida inteira.
Na véspera da última batalha que participaria, lorde Charles de Montforte envia uma carta ao irmão mais velho, Lucien, contando que estava noivo de uma moça americana que esperava um filho seu e pedindo a Lucien que, caso algo lhe acontecesse, acolhesse a moça e cuidasse para que ela e a criança tivessem o que lhes pertencia por direito.
Eis que Charles morre, mas a tal noiva, Juliet Paige, só aparece um ano depois, coberta dos pés a cabeça com o sangue de Gareth, irmão mais novo de Charles, que fora ferido numa tentativa de proteger Juliet — prestes a ser executada — e os outros passageiros de uma diligência de dois assaltantes. Ambos se reconhecem na estrada enquanto Juliet tenta fazer Gareth permanecer consciente.
Lucien, um duque, realmente não era a pessoa mais fácil de se lidar. Arrogante, cínico e intrometido, gostava de controlar a vida dos outros, e numa tentativa de dar a pequena Charlotte o sobrenome do pai e ajudar Gareth a dar um rumo na vida, causa uma situação que faz Gareth — o preferido de Charles — se casar com Juliet.
Revoltado com o tratamento dado à ex-cunhada e agora esposa, Gareth sai de casa e começa a trabalhar para sustentar a nova família. Mas talvez a saída seja engolir o orgulho e pedir ajuda a Lucien. Ou será que não?
Minha opinião:
Sou completamente apaixonada por essa família. Todos os de Montforte são maravilhosos, mesmo os maus — sim, estou falando com você, Lucien! —, desde o irmão apelidado de Selvagem pelos habitantes da vila ao Perverso — o maquiavélico duque.
É interessante ver Gareth e Juliet crescendo sob o peso das responsabilidades e das novas experiências. Gareth começa como a ovelha negra da família, a fonte de toda vergonha, mas é muito mais profundo que isso — só que ninguém, nem ele, sabia disso. Ao contrário da maioria dos homens, ele não hesita em tomar para si uma responsabilidade que não lhe pertence, abandonando o padrão de vida o qual estava acostumado e trabalhando para sobreviver, apesar dos protestos do irmão.
Juliet sempre foi calma e sensata, mas agora precisa se decidir entre o amor juvenil que sente por Charles e o amor arrebatador que sente por Gareth. Pessoalmente, entre o irmão perfeitinho e a ovelha negra, eu fico com a ovelha negra.
Mas meu verdadeiro amor é e sempre será Lucien. O irmão malvado, perverso, maquiavélico, cínico, dominador, autoritário e perigoso roubou meu coração a primeira vista — talvez porque durante a cena de abertura ele demonstre um lado a que ninguém tem acesso, só o leitor, talvez porque seja impossível resistir a todos esses predicados (!). Além do mais, me diverti muito lendo o caminho que ele trilha para se apaixonar — e é histérico.
Considerando-se como todos os livros são bons, é uma vergonha que não tenham sido publicados aqui. Quem sabe se alguma editora legal um dia se interesse e os irmãos de Montforte em peso desembarquem no Brasil?








